Catmire acordou e olhou para seu relógio. 04:16 da manhã e a cama de Rire estava já feita e não havia sinal do amigo no apartamento.

-Cadê esse chupador de rola?- falou Cat quase fechando os olhos.

A porta abriu no momento em que ele disse isso. Rire estava trazendo 2 garotas em cada braço, também seu perfil atlético era de fazer qualquer garota suspirar e querer ele. Mas porra as 04 da manhã? Temos que acordar daqui a 3 horas pra podermos viajar pra ir caçar demônios (que nem Sam e Dean) para a Carolina do Norte e ele tá fudendo com 2 mulheres ao mesmo tempo. Levantei, fui ao banheiro e escovei os dentes.

-Caralho, preciso fazer a barba.- exclamei diante do espelho.

Meu rosto estava cheio de “barbinhas” como eu costumo chamar. Peguei o aparelho de barbear, passei creme na região do rosto e comecei. Não deu 2 minutos e o Rire já aparece me perguntando coisas sem nexo.

-Ai gata eu quero te comer, vamos pra minha casa? Vou fazer você enlouquecer. Se eu te pego eu te envergo.

-Caralho mané, o quanto tu bebeu porra?! Tu tá com bafo de puta misturado com Whisky nessa porra. Sai daqui!

-Que isso gata, achei que você estivesse afim de mim.

-Eu tô afim de enfiar minha mão na tua cara, sou Cat.

-Ah gata, Cat é um grande amigo e quero enfiar a minha mão em outro local.

-Meu toba não filho da puta.

O soco saiu mais forte derrubando Rire e fazendo cair no chão. A cara de bêbado dele era bem feia, exceto pelo sangue que saia pelo nariz.

-Gata você é agressiva hein. Eu gosto disso.

-Porra Rire acorda, sou eu. Catmire.

Depois que Rireware acordou ele viu quem era e arregalou os olhos.

-Puta merda, por que você não me disse?- exclamou ele.

-Eu te avisei o tempo todo e eu não quero transar contigo, eu ainda quero a May.- respondi para Rire.

-Você tem camisinha, senão eu não vou poder transar depois porque a minha beluga não sobe mais.

-Toma aqui.- joguei um papel laminado para ele.

Os 2 minutos seguintes foram de gemidos e eu me limitei a ficar no quarto, não queria ver a suruba que rolava na cama.

- Tentem não morrer durante o sexo.- disse enquanto saia para poder comprar café do outro lado da rua.

Ele entendia porque o Rire conseguia muitas meninas. Ele tinha um corpo atlético mas o que mais conquista as garotas é seu poder como vampiro. Sim, Rireware é um vampiro e tem 18 anos e é a porra de um garanhão. Seu olhar seduz qualquer menina e ele pega e transa com elas, ficando até bêbado para poder ganhar a transa com a garota mas há outra coisa que me dá raiva. São os termos que ele usa como: “comer”, “foder” e eu não gosto disso. Podem me chamar de afeminado mas foda-se, eu devo ser mais foda do que todos vocês juntos.

-Me vê um café ae Julious.

-É pra já Cat. Como anda o Rire?- Julious é um amigo velho de meu pai.

-Anda bem e você?

-Estamos bem, aqui seu café.

-Quanto lhe devo?

-Nada não, você é sempre bem vindo.

-Valeu então Julious, te devo uma.

Sai da cafeteria atravessando a rua pensando em meu pai. Hujk Nevirei era meu pai, um viúvo que adotou um filho (Rireware Nevirei) com seu filho Catmire Neveriei. Sua mulher morreu durante o parto de Catmire e seu pai nunca o condenou por causa disso. O emprego de Hujk era ser um caçador de vampiros e sua inspiração vinha de Blade. Com 15 anos Catmire e Rireware ficaram órfãos tendo que enfrentar vampiros pelo resto do mundo.

-Ainda transando?- perguntou Cat.

Pelos gemidos assim que passei pela porta eu tinha minha resposta. Ainda pensando em meu pai eu só queria ele de volta, porque ele foi a inspiração para mim. 30 minutos depois as garotas tinham ido embora e as malas estavam prontas dentro do carro.

-Se divertiu?- perguntei para Rire.

-Porra, pra caralho.- respondeu ele.

-Então vamos logo que temos um longo caminho para percorrer.- falei para ele.

Liguei o carro e partimos para nossa longa viagem, ainda pensando em meu pai.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.