Cativas
4 Quatro
Ninguém ia notar aquela criança ali, andando sozinha na grande avenida. Suas roupas sujas, seu cabelo despenteado e seus pés descalços eram o código de vestimenta que ativa no cérebro do paulista a frase "não faça contato visual, senão vai precisar ajudar". Bem ali, no centro da cidade, ela andava rindo, mesmo que ninguém prestasse atenção o suficiente para ver seu sorriso inocente. Suas mãozinhas estavam pegajosas. Os prédios enormes, com grandes janelas ou espelhos, eram ainda maiores em seu ponto de vista. O sol reluzia na superfície de cada um deles, e isso a encantava. Ela esqueceu de tudo.
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