Cativa

1 Capítulos 1


Ela acordou, depois de alguns minutos ela finalmente acordou. Ainda não se lembrava de como havia chegado lá, seja lá onde quer que fosse, nem do porquê sentia uma forte dor no joelho esquerdo, estava sentada numa cadeira de madeira, amarrada pelos tornozelos e pelos pulsos, que estavam atados à cadeira, atrás de suas costas.

Sentia uma forte enxaqueca e dormência no corpo, lembrou-se de que estava no colégio, estava indo para casa, mas nada além disso. Vários minutos se passaram até que sua cabeça parasse de doer, a dormência passasse e seus olhos se acostumassem à escuridão de onde estava. Durante esse tempo ela chorou sem parar, sabia que se estava presa era porque algo ruim iria acontecer. Mais uma vez ela parou de enxergar devido a luminosidade, mas agora estava claro, um Homem à sua esquerda tinha acendido uma lâmpada antiga, que estava ligada ao teto pelos próprios fios.

O Homem era magro, usava uma camisa branca e manchada, estava falando com alguém pelo celular, dizia algo sobre uma possível testemunha. Pouco depois de desligar a chamada ele começou a andar ao redor dela, que ainda estava chorando. Parou em frente a ela e se sentou no chão, encarou ela por alguns segundos e enfim perguntou se ela tinha visto um garoto apressado passar por ela, coitada, ela tentou explicar (ainda chorosa e ofegante) que não se lembrava de quase nada, somente de alguns trechos das aulas que teve e de partes do caminho que tinha feito até sua casa (caminho esse que ela não chegou a terminar), ele insistiu na mesma pergunta, mas agora estava mais perto dela, sem tirar os olhos dos dela, começou a passar a mão na panturrilha da Menina, subindo devagar até chegar em sua coxa, sempre dizendo coisas como “ tem certeza ? “ E “ é mesmo Lindinha? “

A Garota aterrorizada não conseguia mais responder, na verdade, mal balbuciava as palavras que queria dizer, quando do nada o quarto onde estavam se encheu do eco de seu grito de socorro; tão de repente quanto o grito foi a reação do Homem, que a puxou pelo tornozelo com força o suficiente para fazer os braços da Menina(que estavam atados às costas da cadeira) latejarem de dor, ele não disse nada, só baixou o olhar dos olhos da Garota para o decote que ela exibia, enquanto passava a mão em sua coxa mais uma vez, agora com mais força. Logo após isso ele voltou a fazer perguntas sobre o suposto garoto, fazia perguntas que ela não tinha ideia de como responder, até que depois de certo tempo de “ eu não me lembro”, “ não vi ninguém, juro” E “ me deixa ir embora por favor” ele se levantou, e caminhou até um canto do quarto, onde pegou uma faca e começou a afiá-la, agora ela já estava olhando novamente para os olhos da Menina, que estavam marejados e cobertos por sua franja ruiva.

Quando ele parou de a afiar a faca começou a elogiar o cabelo da garota, que já tinha parado de chorar, só o encarava. Com medo, e com raiva. Ele começou a dizer o quanto era importante que ela falasse tudo o que sabia sobre o garoto, que ele precisava pagar por um serviço, mas ainda só conseguiu uma torrente de “eu não sei nada”, “não vi ninguém” e suplicas de piedade. Ele estava cada vez mais próximo dela, começou a passar a lâmina da faca em seu rosto, filetes de sangue escorriam pelo lado esquerdo do resto da Menina e se misturavam com seu cabelo ruivo, ela mais uma vez começou a chorar, ele insistiu mais uma vez, com o mesmo tom de voz calmo de antes, mas agora estava se tornando mais rude, as vezes se enchia de malícia, o que a apavorava ainda mais.

Ele foi para trás da cadeira, isso a deixou com uma agonia indescritível, o fato de não poder mais vê-lo a apavorava. Sentiu os pulsos menos tensos, ele estava desamarrando ela, antes que pudesse agradecer sentiu o pulso esquerdo atado à cadeira novamente, mas agora ele a segurava pela mão direita, passou a mão pelo braço da Menina, ombros, arrumou o cabelo dela com um gesto simples, tirando ele do ombro direito da Menina, arrumou sua franja ao lado esquerdo do rosto junto aos filetes de sangue (que já estavam secos). Tudo isso enquanto dizia gentilmente (o que a deixava enfurecida) o quanto a sua mão era macia, o quão lindo era o seu cabelo, deslizou a mão de rosto dela para o pescoço, então para a lateral do corpo da menina, depois para o seu seio direito, tudo enquanto ainda segurava sua mão, só então ela percebeu que ele estava ofegante, ansioso.

Notas finais
Olá, como essa é minha primeira historia gostaria de poder contar com as avaliações de vocês, e historia já está concluída, por isso vou postar os dois primeiros capítulos hoje e a partir daí um por semana. Espero que gostem