Cativa
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Capitulo 3
A dor foi enorme, seu grito abafado pelo trapo de sua camiseta fez o Homem sorrir, de uma forma sádica, cruel, pervertida. A faca ainda estava fincada no braço da cadeira, banhada em sangue e suor das mãos do Homem, ele logo foi em direção a perna direita da Garota, com a faca rasgou mais uma vez sua roupa, agora parte do short, usou os trapos como atadura para a mão da Garota, ficou acariciando a mão da Menina enquanto estancava seu sangue.
Continuou perguntando a ela o quanto daquilo ela suportaria até dizer o que ele queria ouvir, arrancou o pano da boca da menina, ela ainda estava choramingando de dor enquanto dizia “ eu juro que não sei”, “me solte por favor”, “ eu não me...”, e de repente se lembrou do seu irmão que passara por ela enquanto estava voltando para casa, mas não poderia ser ele, pensou a Garota, já era adulto, só o encontrou uma vez pois naquele horário ele estava voltando para o trabalho. Qual era o nome do seu irmão? E o seu próprio? Cada vez mais ela percebia que não se lembrava de nada. Ela entrou novamente em desespero, “não me lembro de nada”, “eu juro”, “não quero morrer aqui” dizia ela choramingando. Ele continuou pressionando o ferimento, ignorando ela, estava entorpecido pelo que via, quando percebeu que o sangue já não estava mais escorrendo ele soltou o pano foi para a frente da Menina e se sentou no chão, estava encarando ela com um misto de raiva e prazer, começou a acariciar a coxa dela mais uma vez, mas agora ela estava sem parte do short, o que a deixava imensamente desconfortável, “ como que mesmo tão nova você já é tão... adulta”, o comentário fez ela corar, aquela estava sendo definitivamente a situação mais constrangedora de sua vida, e piorou quando o Homem começou a insinuar seus dedos para o meio de suas pernas dentro do short da Menina, fazendo ela se contorcer na cadeira, mas sem sucesso pois estava amarrada e não conseguia se mexer muito.
Ela estava sentada, ensanguentada e envergonhada além de muito dolorida. Não sabia como iria sair e nem se sairia dali, não conseguia mais pensar direito quando ele se levantou e ficou andando em círculos ao seu redor, parou atrás da cadeira, pegou a mão direita da Garota e atou novamente à cadeira. O Homem começou a acariciar seu cabelo, fazer sutis caricias em seu pescoço e mais uma vez ela percebeu que ele estava ofegante, por algum tempo ele massageou levemente em seus ombros, isso a deixava cada vez mais irada, até que ele desceu a mão direita até a fenda do seu sutiã, o abriu devagar e voltou a fazer a massagem, durou mais do que ela esperava, sua mão já havia parado de latejar, estava cada vez mais sonolenta, mas ainda se recusava a gostar daquilo, era asqueroso e absurdo demais para ela.
Quando a Garota estava quase dormindo ela ouviu o Homem sussurrar perto de seu ouvido” E então lindinha, se lembrou de algo? ”, ela sentiu um arrepio pelo corpo todo, e ainda não tinha ideia do que dizer, mas por estar desatenta comentou sobre o seu irmão. Ele andou até estar na frente da menina, encarou a menina (que estava lutando para se manter lucida) e disse” viu Lindinha, podia ter evitado isso” e apontou para a mão ensanguentada da Menina, ele estendeu a mão e começou a acariciar o braço dela, subiu até seu ombro direito e deslizou a mão até o rosto da menina, forçando ela e encarar ele, sem tirar os olhos dos dela ele disse baixinho “mas nem foi tão ruim assim foi?”, enquanto dizia isso ele baixou a mão do rosto para o pescoço, clavícula, e então para os seios da Menina, que agora estavam soltos por causa do sutiã, ele acariciou seus seios com a mão direita, colocou a mão por dentro do decote começou a apalpar com mais força, ela sentiu que suas mãos não eram tão calejadas quanto pareciam antes, talvez por estarem mais soadas e quentes agora. Tudo isso deixou mais lucida e furiosa, ele se afastou e tirou o celular do bolso, ligou para alguém e a única coisa que disse foi “ela falou do irmão”, desligou o celular.
Ele voltou para frente da Menina e começou a desatar o nó de sua perna esquerda, logo que sentiu o pé um pouco mais livre ela o chutou, o Homem cambaleou para trás e bateu de costas na parede e começou a rir, era um riso seco e fraco que logo parou, ele se levantou e caminhou como se nada tivesse acontecido, pegou um revolver que estava em cima da mesa (e que até agora a Garota não tinha percebido), voltou até a menina dizendo “fica quietinha agora Lindinha”, a Menina imediatamente desistiu de se rebelar contra ele, e só ficou parada enquanto ele se abaixava para tirar o resto do short que ela estava usando, sentiu a mão dele tremula enquanto ele terminava de tirar o short de sua coxa, logo em seguida o Homem jogou os trapos do que um dia foi parte do uniforme do colégio onde ela estudava para o outro lado da sala, encarou a menina que estava apavorada e sem reação alguma, atou novamente seus pés à cadeira e começou a passar a mão na coxa nua da Menina, sua mão ainda estava suada e mais tremula do que antes. A Menina corou de raiva e de vergonha quando o homem disse “que fofa, toda de vermelho Lindinha...”, após o comentário, a Menina olhou para si mesma e começou a chorar.
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