Notas iniciais
FELIZ ANIVERSARIO MARCELA, espero que goste.
TaPhine OTP

~capitulo 01~

O rapaz caminhava calmamente pelas ruas de Londres, sentindo-se incrivelmente animado, coisa que não acontecia a anos, com um de seus braços ensanguentado, e o líquido escuro escorrendo quente até pingar no chão, criando uma trilha pela megalópole. Carregava uma foice junto de si, que arrastava pelo asfalto, criando um som metálico e faíscas ao seu redor.

"Aquela luta foi animadora, deu para matar o tedio" ressoava em sua mente enquanto caminhava deixando a grande área devastada e o corpo inerte do rei do inferno (posto agora ocupado pelo rapaz) no centro de uma cratera ainda fumegava...

Ao virar à esquerda se deparou com a rua completamente apagada, exceto a elipse formada pelo único poste ainda intacto, e com uma garota sentada no asfalto observando as estrelas e o vento ressoava baixo entre seus cabelos e o som da foice contra o chão não parecia incomoda-la.

—Para que arrastar a foice assim? Vai ficar cega... –A garota comenta com o cara que se aproximava, sentindo o grande poder emanava dele.

Ele para de andar, a observando e responde:

—Essa aqui já aguentou coisas piores– o rapaz olha para a lâmina da foice ensanguentada e esboça um sorriso.

—Você é bem forte, não é?

—Um pouco, por que? – A olha curioso.

—Nada não. – Ela ri distraída.

— Qual é o seu nome? – Se senta ao seu lado, dobrando as pernas conta o peito.

— Josephine. – A garota murmura baixo, deitando enquanto assiste as estrelas. – Você ainda não me disse o seu...

— Ah sim, me chamo Take.

— Nome interessante. – O olha.

— Acha? – Passa a mão no cabo da foice a fazendo desaparecer, em seguida deixando uma pequena cortina de fumaça no lugar da mesma. – Você não é humana, certo? Quer dizer, sua aura não parece humana.

— Não. – Ri baixo – Quase humana... – Se senta arrumando os cabelos.

— Entendo... Meio demônio, eu suponho.

— Por aí... – Num estalo, Josephine destrói o ultimo poste, deixando toda a rua na escuridão.

— Gosta de destruir coisas?

— Só quando estou entediada. – Bufa.

— Acabei de sair do tedio e já voltei para ele. Cadê os inimigos fortes quando se precisa deles?

— Exato.... Preciso destruir algo maior, não há mais praças nessa cidade.

— Vamos para uma vila? – Se levanta estendendo sua mão esquerda a ela.

— Pode ser. – faz o mesmo, sem sua ajuda e retira o pó da roupa.

— Vamos como?

— Teletransporte, claro.

Ela os leva para uma vila ao norte da Inglaterra e a animação toma conta dos dois ao analisarem a cidadela. O ruivo estala os dedos invocando sua foice novamente enquanto a morena troca as botas por sapatilhas de balé e estica as asas – uma negra e outra branca– animada.

— Belas asas. – A voz grossa do rapaz soa baixo ao contempla-la.

— Assim como suas caldas. – A garota rebate, pairando a meio metro do chão e começa a cantar “Evil like me” com uma bola de fogo entre os dedos.

O caos se instalou rapidamente e a vila ruiu ao som da música. Rápido e nada limpo, o massacre exauriu a ambos, que adormeceram ali mesmo. Regressaram a Londres junto ao sol, reaparecendo na mesma rua em que se conheceram.

—Foi muito bom... – Take diz, ainda animado.

— Foi sim. – A garota começa a arrumar os cabelos – Mas ainda não acredito que a gente dormiu ali...

— É estranho pensar nisso. – Ele se espreguiça, estalando os ossos.

— Eu preciso urgentemente de um banho...

— E eu de arranjar um lugar para ficar.

— Não tem onde morar?

— Não. – Boceja entediado – Não tenho um lar a anos.

—Tem umas casas abandonadas aqui perto, se você quiser eu te ajudo a procurar. – Da de ombros.

— Serio? – Ele se espanta. – Por que faria isso?

— O primeiro cara que topou um massacre comigo merece um favor.

— Faz sentido. – Se aproxima dela, esboçando um sorriso leve.

—Vamos? – Ela começa a descer a rua sem esperar sua resposta e ele a segue logo em seguida. – Me responde uma coisa?

— Claro. – Ele direciona o olhar a ela ao ver que a mesma andava de costas – Cuidado para não cair...

— O que aconteceu com seu braço? – Mira o ferimento que já começava a cicatrizar.

— Ah, isso? Foi uma luta.

— Da para ver que foi uma luta. Apanhou muito? – Ri-se divertida.

— Não tanto quanto o morto.

— Quem você enterrou?

— Um tal de Lúcifer.

— Ah sim... acredito. – O desdenha, irônica – Estava entediado e resolveu matar o rei do inferno?

— Não pensei que ele fosse morrer, estava lá apenas por uma luta normal, mas ele não era tão forte...

— Duvido, mas... – é interrompida ao tropeçar e quase cair, mas Take é mais rápido e a segura.

— Eu avisei que iria cair. – Ela se levanta emburrada e vê uma casa interessante.

— Olha aquela ali. – Aponta para o lugar, já indo em sua direção enquanto ele a segue. Ao parar na frente, arromba a porta com um chute e a poeira sobe, a fazendo tossir.

— Droga, cheia de pó... – Espirra algumas vezes.

— Nada que um pano úmido não resolva

—Por que não molhar tudo?

— Dois motivos: mofo e compensado.

—Entendi, ainda acho mais fácil. – Faz uma bola de água em sua mão sorrindo.

—Cheiro de mofo e compensado inchado não são legais, vai por mim.

— Essa parte eu já sei, mas não pensei nisso– joga água nela, a deixando completamente ensopada e ele aos risos.

Ela entra na casa irritada e tira a camisa molhada, colocando-a para secar na janela.

— Vai rir da sua mãe, vagabundo. – Bufa irritada.

— Calma, foi apenas uma brincadeira– Cora desviando o olhar, algo que logo chama a atenção de Josephine.

— O que foi?

— Be-bem v-você sem a camisa – Gagueja cada vez mais vermelho.

— E?

— Eu nunca vi uma garota assim...

—Ta zuando?

— Nem um pouco

— Vai me dizer que você é virgem – começa a rir – Caralho...

— Nunca me dei bem cm outras pessoas

— Não é o que parece.

— Mas é a verdade

—Que merda... o que achou da casa? –Desvia do assunto bruscamente.

— Muito trabalho para limpar...

—Uma faxina e está pronta, ou tem outra ideia?

— Nenhuma

— Você poderia ficar lá em casa uns dias... até arranjar um lugar melhor

— Na sua casa? – Fica mais vermelho ainda.

~continua~

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.