Svetlana empurrou-o e virou-lhe a cara.

– Não penses que consegues ser meu amigo tão facilmente....- disse Svetlana, num tom irónico

– Eu vou conseguir, Lana. Nem que tenha que morrer para isso. — disse Stuart

– Então morre.

Stuart sorriu e deitou-se em cima dela.

– Tu és difícil......mas eu vou conseguir ser teu amigo, porque quando eu quero amizade com alguém, consigo sempre.

– PEVERTIDO!! SAI IMEDIATAMENTE DE CIMA DE MIM!

Stuart saiu e começou a dar uma vista de olhos á revista dela.

– Dá cá isso! — gritou Svetlana

– Ficas fofa quando estás irritada.

– Daqui a bocado, levas um chapadão que te vai fazer perder os sentidos. Sabes, o meu pai ensinou-me a lutar, e também a disparar. Eu por acaso tenho uma arma na garagem.......

– O teu pai parece ser brutal

– E é. Adiante, não me chateies.

– Okay, mademoiselle.

– Hmph

Stuart e Svetlana ficaram em silêncio durante algum tempo, até Svetlana ter ido buscar uma coisa lá a baixo.

– Onde é que vais? — perguntou Stuart

– Lá abaixo.

– Não vais buscar uma arma, pois não?

– Nyet.

– Okay. Pareces um gatinho quando dizes nyet.

– Os teus elogios estão a começar a irritar-me......

– Oh, com que então, consideras as minhas frases elogios, quando são piadas para te irritar.

– Vai dar tudo ao mesmo!

– Não, não vai.

Svetlana virou-lhe as costas e desceu as escadas. Passado algum tempo, Svetlana voltou com uma matrioshka em forma de coelho.

– Oh, uma matrioshka, sempre quis ter uma coisa dessas. — disse Stuart

– São exclusivas na Rússia. Isto é um brinquedo apenas, não é uma matrioshka de porcelana a sério. Eu brincava muito com isto quando era criança.

– Posso mexer-lhe.

– Okay. Mais se tu a deixas cair, eu parto-te a cara.

– Pois, pois.

– Irritante.

– Fofa.

– Tu realmente irritas-me.

– E tu pões-me ainda mais louco por ti.

– Hmph.