Catch Me

22 Capítulo 22 Quem tem culpa, Tentado ou Tentador?


Notas iniciais
olha eu de novo ;) kkkk
sentiram saudades... pois eu muitas *.*
Bom aqui vai mais um capítulo e espero que vocês gostem tanto quando eu gostei de escrever.
E como sempre comentem e se puderem me deixar ainda mais feliz... Recomendem,
bj amores ... até o próximo

PDV Edward

Estava na varanda de meu quarto pensando em qual atitude seria a mais racional para eu tomar diante daquela situação.

Hoje deveria ser uns dos dias em que eu visito o quarto de Bella e a fico admirando enquanto ela dorme, porém sabia que se fosse a decisão seria tomada pela emoção. Pelo amor.

Mas nada podia mudar aquela imagem que parecia crava em meus pensamentos. A imagem de outro homem fazendo minha Bella sorrir.

Lembranças On:

No meu carro contei coisas para Bella que acha importante ela saber, queria que ela entendesse todos os perigos.

- Eu estou te contando isso por que você precisa saber das consequências de suas escolhas Bella, não quero deixar que entrasse nisso achando que poderá ter um final feliz – Eu me sentia angustiado por não poder dar a certeza de uma vida ou de um futuro para ela ao meu lado.

- Mais estou feliz com minha escolha

- Por enquanto – em meu rosto existia um sorriso sem esperança, pois os fatos estavam todos ali. Ela teria um amor, porém sem filho, sua vida sendo constantemente ameaçada e um dia a própria a tiraria de mim.

- Isso me atormenta “por enquanto”, "até quando você não me machucar”,” “até quando for bom pra mim”, nada será” sempre”?

- Bella... – Antes de eu consegui terminar a frase ela saiu batendo a porta do carro. Não tinha jeito, liguei o carro e sai em disparada para a clareira onde eu teria um pouco de paz.

Passei quase a tarde toda lá, olhando para o céu e imaginando uma vida diferente. Uma vida que não acabou em 1918, onde eu ainda teria minha família ao meu lado e provavelmente conheceria uma mulher que me faria pensar em uma vida a dois e não nas glorias da guerra. E mesmo sabendo que esse era o ciclo natural que minha vida teria seguido eu não conseguiria ser totalmente feliz se essa mulher não fosse a minha Isabella.

Tentei ligar para ela, para tentar explicar que mesmo que o futuro seja incerto eu a teria como a melhor coisa que minha existência insignificante já encontrou, porém nem ao menos a oportunidade foi me dada. Bella não atendia e parecia alheia ao insistente telefone que na parava de tocar.

-O que eu faço? – mesmo não sendo totalmente crente em Deus, por alguns instante quis que ele me manda-se uma reposta ou apenas um sinal de qual caminho seguir. Mas como o esperado nada foi me enviado e eu continuei ali parado olhando para as estrelas.

Meu celular começou a tocar e pensando ser Bella me aprecei em atender.

-Desculpa – foi a primeira coisa que disse ao atender o telefone, ela tinha que entender que eu só agia do jeito que agia, pois presava pela sua segurança.

- A ainda bem que está se desculpando, pois todo mundo aqui está muito preocupado com você. O que pensa que está fazendo? – a voz brava do outro lado era de Alice e essa constatação me fez bufar.

-Não entendo porque toda a preocupação já que você sabe onde estou.

-Sim vi quando o decidi ir pra ai e ficar sozinho e respeitamos isso mais já esta tarde Edward...

- Alice eu sinto muito mais não vou voltar tão cedo, pesa para Esme não se preocupar, porém como você mesmo disse eu quero ficar sozinho. – Disse desligando o telefone e tentei limpar minha mente, já que sem decisões eu ficaria livre da Alice controlando meus passos.

Era o instinto que me guiava agora e ele queria morte, fui atrás de vários servos para me alimentar e por sorte ainda encontrei dois leões da montanha pelo caminho. A noite passou e passei a tarde toda de sábado pensando na festa que Bella iria, provavelmente se divertiria e veria o quanto ainda tinha que viver.

-Droga – disse – Porque eu existo? – por alguns segundo imaginei a vida como uma criança travessa que não tinha responsabilidade nenhuma e mudava os destinos das pessoas de acordo com seu humor.

– E agora ela está muito sarcástica – disse pensando em como era irônico não só o fato de um vampiro ter aparecido na vida de Isabella como também ter se apaixonado por ela, ou seja, ela se encontrava duplamente em perigo.

Em plena madrugada decidi ir pra casa, para de fugir e agir como o homem que sou para enfrentar meus problemas.

Chegando perto vi um menino entregando uma espécie de envelope a minha mãe e para logo depois entrar em seu carro e ir embora. Bastou alguns segundos ainda escondido pelas folhas para Esme perceber minha presença e me chamar.

-Edward meu filho, por onde andava? – perguntou ela com seu rotineiro tom de voz doce. Mas via em seus pensamentos que mesmo com raiva do meu “desaparecimento” ela se sentia muito feliz com a minha volta.

- Eu sinto muito ter a preocupado, só queria um pouco... – Não terminei a fala, pois não sabia exatamente o que eu procurava... Privacidade, um tempo pra pensar ou simplesmente uma solução? .

- Entendo meu filho – disse Esme na minha pequena perda de palavras – O que importa é que está aqui e iremos te ajudar no que precisar, afinal somos uma família não?! – Disse ela sorrindo e me puxando para dentro de casa.

A Alice foi a primeira a falar comigo depois da minha entrada.

- Oi cabeção, você me deu uma incrível dor de cabeça sabia! – ela estava sentada no colo de Jasper que viu seu olhar bravo e começou a passar a mão em seus braços como forma de transmitir tranquilidade.

- Alice não começa, eu só queria ficar sozinho – Não aguentava dar mais essa desculpa para todo mundo.

- Entendemos que você goste de fica sempre na sua, mas está muito estranho mano – disse Emmett em um momento de maturidade.

- Nunca pensei que diria isso mais Emmett está... Certo – disse Jasper olhando incrédulo para Emmett que comemorava internamente pela primeira vez estar certo.

- Claro que meu ursão está certo, aliás, depois que aquela humana entrou em nossas vidas...

-Chega Rosalie – disse não aguentando mais aquele papo.

- Chega nada, você está cego por essa paixonite que não passa de fogo de palha e daqui a pouco irá enjoar. E esse não é o pior dos problemas e sim que até lá ela já esta sabendo de mais.

- O que quer dizer com isso. – disse sentindo uma fúria crescendo em mim.

- Que Isabella tem que morrer o quanto antes – ela falava como se estivesse dizendo qual seria a previsão do tempo pra hoje.

Eu não conseguia mais pensar e tudo o que fiz foi ir com tudo pra cima dela. Só senti os braços de Emmett e Jasper quando a distancia ainda continuava entre mim e Rosalie. Alice estava do lado dela como se também a impedisse de continuar com as provocações.

- Me soltem – disse mais como um rugido.

- Não até você começar a raciocinar direito – Jasper mandava o máximo de seu poder para me tranquilizar e acalmar a situação.

Porém só fui parando mesmo com a voz imponente de minha mãe e que pela primeira vez nos pareceu muito mais do que repreendedora.

- Chega!!! – disse dona Esme furiosa – O que é isso? Vocês não podem resolver suas diferenças entre tapas... PELO AMOR DE DEUS, OLHEM PARA SI. É isso o que uma família faz?

- Desculpa mãe – disse eu e Rosalie como certa relutância.

- Espero que isso não se repita, ouviram.

-Sim -dissemos em coro.

- Que bom – Ela disse enquanto Jasper e Emmett me soltavam – Há, já ia me esquecendo – disse tirando do bolso um envelope de seu bolso e me estender- Um rapaz veio aqui entregar isso que está endereçado a você meu filho.

Abri curioso para saber o que tinha de importante pra mim naquele envelope. E de repente tudo parou. Dizem que uma imagem fala mais que mil palavras e aquela diziam com muita clareza o quanto minha Bella poderia ser feliz sem mim. O meu estado de choque pareceu ser realmente grade já nem percebi quando Alice tirou as fotos de minha mão e me lançou um olhar de pena.

Não conseguiria pensar vendo todos da sala tendo a mesma reação que ela então resolvi ir para meu quarto e tentar mais uma vez entender o porquê o destino gostava tanto de me testar.

E por mais que eu sempre tenta-se manter a desculpa que o amor entre Bella e eu seria o suficiente, tudo continuava mostrando o quanto estava errado.

- Não pense assim – disse Alice ao entrar no meu quarto. Eu continuei olhando pela janela como um apelo silencioso que me deixa-se sozinho.

- Alice...

-Edward o melhor não é se afastar perder sua felicidade, sofrer e fazê-la sofrer. Você já tentou isso uma vez lembra e não conseguiu

-Ela não parecia sofrer Alice. – a ironia e o ciúmes se faziam presentes em cada palavra dita. — Aquela vez fiquei sensibilizado com a sua piora depois de nossa briga e resolvi me aproximar só para me desculpar, porém essa foi a pior desculpa que dei para mim mesmo, eu queria ela e mesmo que inconsciente criei um universo que poderíamos viver juntos e sem diferenças. Porém descobri tarde de mais que isso não existe pra nós.

- Você não sabe a versão dela, a deixe decidir.

- Ela ficará bem sem mim e é isso que importa. – Minhas palavras foram firmes e não deixava margens para mais discursões.

Meu telefone começou a tocar e mesmo sabendo que era Bella não queria atender, precisava pensar. Com o tempo fui percebendo que ela não desistiria assim tão fácil então tinha que atender.

-Bella

- Edward... Graças a deus você me atendeu. Eu preciso muito falar com você, foi um mal entendido, tudo foi uma grande mentira, você precisa me deixar explicar...

-Respire Bella, não se preocupe amanha conversaremos na escola – disse mecanicamente, querendo nos dar um tempo antes do fim.

-Não, não quero esperar Edward me escute...

-Amanha Bella, amanha conversaremos – depois disso desliguei e mais uma vez fui masoquista o suficiente por ficar feliz em apenas escutar sua voz.

Passei o resto do dia em meu quarto a fim de pensar como seria o dia de amanha, como faria Bella ver o quanto ela estava perdendo.... Se é que o garoto ao lado dela já não tivesse mostrado isso.

No dia seguinte seguimos para a escola em pleno silencio, porém via nos pensamentos de meus irmãos o quanto eles estava dividido no que era certo a se fazer e o que me faria feliz. Até mesmo Rosalie tentava esconder seus pensamentos, que mesmo tendo nossas diferenças ela me queria feliz e não mais sozinho. “E se você conseguiu alcançar essa felicidade só com aquela humana sem sal, que seja” pensou ela e pela primeira vez mostrando sua compaixão por mim. Porém o que eles não entendiam é que nada importava pra mim mais que Bella e se ela poderia ter uma chance de ser feliz sem mim eu iria tentar.

Deixei meus irmãos sozinhos para que pudesse encontrar Bella e conversar sem ninguém por perto. Ela estava indo em direção as mesinhas que nos encontrávamos e ficávamos ate o sinal tocar, mas antes de chegar me viu e antes que me questionasse acenei como um pedido mudo para me seguir.

Enquanto ela vinha em minha direção fui calado por um pensamento que gritava em minha cabeça.

“Eu consegui, consegui.... essa idiota pensava que poderia me encarrar e agora vai ver que com Tanya Denalli não se brinca kk. Ainda fui muito boazinha em só esfregar as fotos na cara dela, acho melhor esfregar o Edward... isso!!! Não perde por esperar Isabella Swan, seu ex- namorado vai ser meu.”

Eu permaneci na frente, vendo pelos pensamentos de Tanya todo o plano que ela tinha feito pra minha pequena que caiu direitinho. Minha raiva foi crescendo dentro de mim e o instinto de proteção nunca foi mais forte, porém aquelas fotos passaram mais uma vez pela minha mente e a razão volto.

Pode ter sido uma grande armação, mas a felicidade dela ainda estava presente no olhar e nas ações, era horrível de admitir mais ela poderia ficar muito melhor sem mim. Depois de alguns segundos dessa constatação percebi as mãos de Bella em meu braço me forçando a encará-la

- Desculpe – disse sem jeito e tirou sua mão de meu braço – Acho que já temos privacidade o suficiente para conversar. – Eu continuei a encarando como se em seus traços conseguisse alguma forma encontrar a solução e sair de sua vida sem a magoa-la ou feri- lá

- Edward todas aquelas fotos mostram...

- A verdade – disse tentado deixar meu rosto inexpressivo.

- Não, não é você pode ler a verdade na mente da Tanya. Ela armou pra mim, ela colocou algo na minha bebida... – ela tentava se aproximar, porém eu sabia que se a tivesse perto não a deixaria mais sair.

- Não importa Bella, você merecia uma vida normal. Indo a festas, se divertindo... Como parecia estar se divertindo – disse a ultima parte ironicamente.

- Eu estava dopada. Escuta-me Edward, já chega dessa história que eu só estou segura e feliz se você não tivesse aparecido na minha vida.

- Você não entende – Porque ela não via o perigo.

- O que eu não entendo? – disse ela, e aquilo foi a minha deixa para o plano b. Por mais triste que seja, tinha que faze-la me odiar.

- Que contos de fadas não existem... Nós dois nunca daríamos certo – minhas palavras foram frias e em todo o momento tentei me segurar e não cair aos seus pés pedindo desculpas.

- Não faz isso... – ela fechou os olhos e por aquele simples gesto vi que estava conseguindo.

- Bella olhe pra mim – Segurei seu queixo e essa aproximação me transmiti-o o mesmo arrepio que sentia toda vez que estava ao seu lado.

-Não –

-Bella... Pare com isso – A angustia foi sentida na minha voz.... “Não me faça te destruir mais”

-Não, não – Colocou a mãos no ouvido e continuou – Não, não, para, não fala.

- Bella – Eu tentei segurar suas mãos, a queria bem e não a fazer entrar naquele estado.

- Você não me da alternativa Bella – Tinha que ir embora antes de não ter mais forças

-Por favor. Você esqueceu? Enquanto me quiser continuarei aqui... – ela sussurrou como se falar em um tom de voz normal a machuca-se.

- Mas só enquanto isso não a fizer mal – completei – Sei que me ama o suficiente para me querer, mas também sei que vai me odiar o suficiente pra me esquecer. – minhas palavras foram simples sussurro em seus ouvidos e depois de um beijo em minha testa tive que ir para longe.

Sabia que minha atitude poderia acabar com as melhoras que Bella estava tendo em seu tratamento com meu pai, porém tinha que tentar.

Cheguei em casa encontrando minha mãe arrumando as flores que decorava a sala de estar.

-Edward? Não devia estar na escola meu filho? – disse ela quando percebeu minha presença.

- Como uma coisa certa pode parecer tão errada? Eu só irei fazer mal a ela, porque ela não me odeia?- Disse já me sentindo derrotado.

-Oh meu querido – disse ela me puxando para o sofá e me deixando aconchegar em seus braços — Ela não te odeia, pois te ama meu filho, assim como você a ela. E esse amor, mesmo que você não queira, irá prevalecer e só irá machucar se continuar com essa ideia de separação.

- Mas o certo...

- Não existe certo ou errado. Não existe cedo ou tarde,... As coisas acontecem quando tem que acontecer, cada uma no seu tempo, e nada por acaso. – Dando um beijo em minha testa deixei meu corpo oco apreciar o carinho de minha mãe. Sim oco era assim que me sentia, pois tudo de mais precioso que tinha era meu coração e esse eu tinha deixado na floresta com Isabella Swan.

Continuamos naquela posição por muito tempo e quando percebemos meus irmãos estavam voltando da escola no meu carro, esquecido no meu da minha confusão.

-Mais foi muito bem feito – disse Rosalie com um grande sorriso de orelha a orelha.

- O que foi muito bem feito Rosalie? – disse minha mãe ainda acariciando meus cabelos.

- A lição que a Tanya recebeu da Isabella – disse ela ainda sorrindo.

- Lição? Como assim lição? O que a Bella fez? Tanya a machucou? – Eu levantei em um minuto pronto para matar aquela menina insignificante se ela teve-se feito ao para a Bella.

- Calma Edward, não Tanya não machucou a Bella, mas não posso dizer o mesmo do contrario – disse Emmett também se divertindo com a história.

- O que ouve? – não aguentava mais juntas as peças daquele quebra cabeça.

- Foi o seguinte, parece que alguém gravou um vídeo de Tanya falado mal de seu grupinho e chamando todo mundo da escola de bando de caipira e mais um monte de ofensas. Porém esse vídeo foi passado para todos da escola e agora todos estão morrendo de raiva da princesa. – disse Alice sarcasticamente.

— E o que Bella tem a ver com isso?

- Vimos Bella chegar depois do passeio de vocês na floresta pedir o telefone de Angela, ela parecia angustiada e pareceu desesperada ao encontrar algo na bolsa. Era um cartão de memoria, pedi-o o celular e depois de Angela perguntar o que ela estava fazendo, ela respondeu “-O que você queria que eu fizesse... Fazendo mais gente saber da pequena conversa que Tanya teve com sua amiga e deixando-a ser julgada como deve.” – Disse Alice.

- Sabe essa menina mudou todos meus conceitos sobre ela, passei a gostar e respeita- lá muito. — disse Rosalie muito espontânea e fazendo todos a olharem embasbacados.

- O que? – disse ela sem entender – Aquela brega me chamou de caipira!! Claro que eu vou reverenciar a garota que tirou a mascara e revelou para todos a vaca que é aquela menina.

- Quem te viu quem te vê ursinha – disse Emmett a abraçando e beijando.

- Bom deixando esse assunto de lado. Edward eu acho melhor você não se afastar de Bella agora, ou pelo menos manter uma distância só física dela.

- Porque diz isso Jasper – disse curioso.

- Consegui sentir todos os sentimentos que Tanya estava sentindo e se ela desconfiar que foi a Bella mesmo que espalhou o vídeo ela irá fazer algo e...

- Já entendi Jasper, não vou deixar que ela faça nada contra a Bella. – até que essa história veio para um lado bom, pois nem que seja de longe eu sempre estarei com minha Isabella.

PDV BELLA

Eu ocupei-me o tempo todo para disfarçar a saudade que corroía minha alma.

Agora me encontro no meu quarto, onde choro baixinho pra ninguém me escutar. Pra ninguém ter que se preocupar com pouca coisa, pra ninguém ter que se preocupar comigo.

Tudo o que eu precisava era por pra fora tudo o que me sufocava a cada minuto e foi nessa hora que meu olhar parou no meu eterno companheiro de solidão. Meu violão.

A musica sempre foi meu melhor jeito de expor o que sentia e o que pensava sobre algo e nesse momento era isso o que eu realmente precisava.

Who Knew – Pink “Quem Diria”

You took my hand, You showed me how

(Você pegou na minha mão, você me mostrou como)

You promised me you'd be around,

(Você me prometeu que estaria por perto,)

Uh huh...That's right

(Aham... Tá certo)

I took your words and I believed

(Eu absorvi suas palavras e eu acreditei)

In everything, You said to me,

(Em tudo, que você me disse,)

Yeah huh...That's right

(É, aham... Tá certo)

If someone said three years from now

(Se alguém dissesse que daqui a três anos)

You'd be long gone

(Que você iria embora)

I'd stand up and punch them out

(Eu me ergueria e socaria todos eles)

Cause they're all wrong

(Porque eles estariam errados)

I know better, Cause you said forever

(Eu sei melhor que eles, porque você disse "para sempre")

And ever, Who knew

("E sempre", quem diria...)

Depois do refrão nada mais sai de mim a não serem as grosas lágrimas que caiam de meus olhos.

- Não gosto nada de te ver assim minha querida – Disse meu pai que estava apoiado na minha porta.

- Não consigo estar de outra forma pai – disse envergonhada de não conseguir simplesmente colocar um sorriso nos lábios e fingir que estou bem – Se eu ao menos soubesse fiar com nada e ainda conseguir me sentir plena, as coisas talvez fossem diferentes.

- Oh minha filha, um dia li a seguinte frase “Algumas quedas servem para que levantemos mais felizes”. Essa frase foi dita pelo próprio Shakespeare. – disse ele sentando ao meu lado na cama e colocando minha franja teimosa pra trás – Talvez esse seja um dos momentos em que temos que para, reavaliar nossos conceitos e nos questionar se é isso que queremos para o resto de nossa vida.

- Edward é o que quero, porém ele próprio não conseguiu ver isso.

-Então ele não a ama de verdade

- Sim ele me ama – senti mais necessidade de afirmar isso para mim mesma do que para meu pai – Só que ele consegui ser pior do que você quando o assunto é minha segurança. Tão paranoico que acha que mesmo me amando pode me machucar algum dia. – Decidir deixar a parte de ele ser um vampiro de lado – Ele sabe que as fotos são uma mentira, porém acha que estando ao seu lado seria um atraso de vida e que seria melhor pra eu ficar sem ele.

- Se ele se preocupa tanto assim com você estou começando a criar certa afinidade por esse garoto – disse meu pai com um pequeno sorriso de canto

- Pai o que eu faço?- Disse em completa dúvida e confusão – Odeio o novo, odeio esses sentimentos conflituosos e incoerentes, odeio me jogar em algo que não entendo ou que não sei lidar. – Comecei a me sentir assustada ao perceber o quanto a presença de Edward camuflou o grande poço em que eu caia a cada segundo.

- Calma minha filha – Disse meu pai tentando me acalmar com um abraço apertado. – Eu não sei responder o que você deve fazer, sua mãe foi a minha primeira e única namorada, nunca estive nesse conflito. Porém o que eu acho valido é escutar isso – Colocou a mão em meu peito onde meu pequeno coração em pedaços se localizava – O que ele quer?

- Ele quer continuar entregue a desorientação – disse baixinho.

- Então durma e procurei Edward amanha, resolva sua situação. E sendo ela qual for seu pai e sua mãe sempre estarão aqui.

-Eu sei vocês são os melhor de todo o mundo – Disse me jogando para os braços de meu pai. Ele ficou muito surpreso com esse grande gesto espontâneo.

- Você tão é a melhor filha que nós poderíamos querer. – Depois de algum tempo atrasados ele puxou o lençol da minha cama me cobriu e me deu boa noite.

A noite foi chuvosa e inquietante, pois os pingos no telhado não deixavam dormir e a grande consequência de uma noite mal dormida foi. Mal humor.

Desci as escadas e dei um breve bom dia aos meus pais na cozinha, como rotina eles me perguntavam se eu estava bem e como sou horrível mentirosa disse que estava atrasada, saindo logo em seguida em direção ao meu carro.

O estacionamento da escola estava como previsto, um CAOS e vi logo quando cheguei Angela correndo em minha direção.

-Olha se não é a salvadora dos fracos e oprimidos – Disse ela sorrindo de orelha a orelha.

- Que salvadora nada, o que fiz ontem foi de um comportamento vergonhoso e imperdoável...

-Chega, chega Bella. Ontem sem dúvidas você estava mais legal.

- Eu estou falando sério Ang, o sentimento de culpa pela infelicidade de alguém....

- É o mesmo sentimento que ela deveria estar pela sua infelicidade e ao contrario de você Tanya não mostrou nenhum. – disse ela e a realidade me atingiu.

- Porém me vingar não trouxe o que perdi de volta – disse amargamente – Então do que adiantou.

-Bella não é assim...

-Esquece Ang, vamos pra classe e esquecer-se desse assunto por alguns minutos.

- Ok – disse ela meio desanimada.

Andamos em silêncio e lá no fundo eu pedia intimamente que nenhum Cullen aparece-se em minha frente, mas parece que Deus não está me escutando muito nessa semana.

Acabei esbarrando com meu próprio inferno. Edward.

- Desculpe – disse ele para nossa pequena trombada, mas senti que suas palavras tinham muito mais sentido do que pareceu.

- Só te desculpo se me ouvir – disse com uma coragem que não sabia que tinha para aquele momento.

- Bella...

-Agora é minha vez de falar – disse firmemente – Angela me de um minuto.

-Ok, estou te esperando na sala. – disse ela dando um tchau breve ao Edward e nós deixando a sós.

- Sabe eu deveria te esquecer, mas não quero. Se esquece aquilo que foi ruim, que te fez mal. Você em pouco tempo encheu meu coração de paz e segurança. A parte triste disso? Que acabou. Mas confesso que foi bom, me fez entender que não era dependente de você e que posso sim ter uma vida longe dessa bagunça toda. Existem duas de mim agora, uma que tinha se acomodado com as previsões que os médicos tinham sobre minha vida e outra que depois de te conhecer quis lutar contra todas as regras já impostas, seja pela síndrome ou pelas diferenças entre nós.

E por isso você se tornou inesquecível. Por isso não vou apagar da minha memória ou do meu coração. Afinal, é sempre bom saber que ,uma vez na vida você teve a chance de ser feliz, e conseguiu ser. – Dei uma pausa para respirar fundo e continuei – Eu ainda te amo, porém não lutarei mais sozinha. Se me quiser vai ter que lutar por mim também. – disse dando um passo para frente e o encarrei como nunca antes – Não me faça esperar muito, você tem a eternidade... Eu não.

Fui para a sala de aula com o coração batendo completamente alucinado, as palavras que eu disse parecia tão distante que se não tivesse saído da minha boca diria que foi alguém diferente que as pronunciou. Mas eu depois que eu entrei na sala percebi algo completamente inusitado, eu estava diferente.

- Bella, como foi o papo com o Ex- príncipe? – disse ela sorrindo, mas com um ar preocupado.

- Eu cansei desse jogo onde só tinha um jogador, cansei de ser o pião desprotegido e sempre o mais atingido. Quero ser a rainha agora, andar por todo o tabuleiro, fazer o que quiser. E deixei claro pra ele que se ainda me quiser terá que se arriscar a vir até mim.

-Mas como ela está poderosa minha gente – Angela continuou a zoar comigo – Mas fala ai quando ele apareceu na sua frente o que pensou de verdade?

- Quer saber o que eu pensava? Pensava em me jogar pra cima dele e voltar a beijá-lo como se nada tivesse acontecido. Porém ele precisa entender que não pode sempre decidir o que é melhor pra mim se me consultar. – logo quando acabei de falar a professora de matemática chegou já arrumando seu material e passando um exercício na lousa

- Odeio matemática – disse Angela se confundindo toda com as contas.

- Pois eu acabei – disse sorrindo – Se a vida fosse um problema matemático tudo seria tão fácil.

- É, mas a vida é muito mais simples que uns cálculos. Nós complicamos tudo e no seu caso o problema é que seu príncipe por livre e espontânea vontade decidiu virar sapo. – Angela não se segurou e começou a rir, já eu dei um sorriso momentâneo por lembrar que meu príncipe não virou sapo só ficou com medo de se render ao vampiro que existe dentro dele.

As aulas foram passando e parecia que a escola estava tendo grandes problemas de desordem. Pois, parece que depois que Tanya foi tirada de seu reinado os ciclos foram se desfazendo aos poucos, os “Atletas” estavam conversando com as “Nerds”, as “lideres de torcida” escolheram uma gótica como sua líder e as coisas estranhas não acabaram por ai. Rosalie a Cullen que parecia me odiar agora me olhava com um sorriso nos lábios.

-O que esta acontecendo aqui?! – disse não aguentando mais tentar entender.

- Parece que era a presença de Tanya que inibia as pessoas de tentar algo diferente. E quando ela foi vista como a vilã todos perceberam que em uma cidade tão pequena todos um dia já foram amigos, e que infelizmente por conta de um grupo de pessoas comandado por uma víbora, separam-se e se ajuntaram com aqueles que tinham algo em comum. Os nerds podem ter um papo produtivo com os Atletas e uma gótica pode ter muito mais talento do que só se vestir de preto e se alto depreciar.

- Nossa então tudo realmente mudou por causa do vídeo.

- Sim, Bella e pra melhor.

-Se você diz – disse dando um gole na minha coca cola.

Todos realmente parecem felizes pelas novas afinidades e conversas mais eu não conseguia compartilhar da mesma felicidade. E todos continuaram com o falatório até a Tanya entrar fazendo todos olharem e a encarrarem com desprezo. Ela pegou um suco e como um cãozinho acuado foi em direção à mesa que antes sentava.

- O que quer aqui Tanya? – disse pelo que parece uma de suas ex- seguidoras — Achei que tinha ficado claro ontem que não queremos mais você conosco, ou melhor... Nessa escola de “Caipiras”.

- Se é tão ruim assim porque não sai daqui – Disse outra se aproximando também da confusão.

- Ela não vai porque talvez já tenha se contaminado muito com a caipirice da gente – disse outra arrancando risos de todos.

- Será que então devemos a de contaminar?! – Disse uma que parou na frente da Tanya, pegou seu suco e jogou em cima de sua cabeça todo o conteúdo da latinha. – Está se sentindo melhor queridinha? – todos pareceram rir ainda mais com tudo aquilo que pra mim foi o totalmente sem graça.

Sem pensar muito sai correndo e parei ao lado da Tanya.

-O que você pensam que estão fazendo? – disse mostrando toda a minha indignação. – Porque pela sua atitude não esta sendo muito melhor do que ela.

- Como que é? – disse a garota mostrando irritação.

-É isso mesmo, o que Tanya falou pode sim ter sido de uma forma ofensiva, mas franca. Afinal somos ou não um país onde podemos dar nossa opinião livremente e sem punições. — A culpa de tê-la colocado naquela situação estava tão pesada aos meus ombros que nem respirar estava conseguindo com facilidade. – Algum de vocês, que se dizem amigos dela já a tentaram fazer se sentir em casa. Pois é isso que Tanya sente falta, de uma casa, de pessoas que a façam se sentir bem. Vocês adoram encher a boca para julgar mais não sabem de um decimo do que realmente acontecer para que ela se sentisse assim agora. Eu sei o que é viver pulando de um lugar ao outro sem nem ao menos conseguir se adaptar ao anterior direito. E digo é horrível – Disse agora para todos – Ela errou, sim. Mas não é isso que significa a palavra humano?.... Errar. E o superior, o divino... Não é perdoar?. Será que vocês serão capazes de algo tão nobre quanto perdoar?. Porque em minha humilde opinião atirar pedras no desconhecido com tanto fervor é porque a própria pessoa se sente acima do bem e do mal – Eu virei e encarei a menina que tinha jogado o suco em Tanya – Ou é um ser ignorante que esconde seu teto de vidro. Agora se não querem Tanya mais na vida de vocês simplesmente a deixem em paz, nada de piadinhas ou zoações, pois ela já pagou pelas suas ações.

- Vamos – disse baixinho passando meus braços no seu ombro e a tirando de lá. A levei para a biblioteca e depois de alguns minutos em silencio ela pronunciou.

- Por que me ajudou? – disse ela com olhos cheios de lágrimas

-Porque gostaria que fizessem isso por mim.

- Eu nunca faria isso por você – disse ela limpando suas lagrimas

- Eu sei – disse dando um sorriso amargo.

-E mesmo assim me ajudou? – disse ela dando um sorriso aparentemente sincero – Acho que é por isso que te odiei dês do começo. – Ela disse como uma conclusão de algo que pensou.

- Como?

-Você, sempre se portou com se não precisasse de ninguém, como se não precisasse de popularidade ou até amigos. Irritava-me seu jeito alheio às coisas ao seu redor, no como confortável se sentia no seu mundinho e creio que por isso tentei tanto te machucar. Pois invejava isso.

- Nossa... Não sei o que dizer – disse chocada – nunca pensei que a princesa da escola pudesse me invejar uma estranha como eu.

- Pois pode acreditar – disse dando um sorriso triste – Você estava certa o tempo todo, nunca dei a devida importância às essas pessoas por não me sentir bem aqui, por não me sentir em casa. – disse voltando a chorar – Droga! Odeio chorar.

- Por quê? Chorar ajuda a lavar a alma – disse desconfortável por vela tão vulnerável.

- Meu pai já não acha isso. Pra ele isso significa fraqueza.

- Esqueça isso, pode chorar está entre amigas – disse passando as mãos em seus braços como forma de conforto. O que estava desastroso, afinal nunca precisei confortar ninguém por isso não mostrei nenhuma habilidade no assunto.

- Amigas? – seus olhos estavam em uma grande surpresa.

- Sim – disse estendendo a mão como forma de comprimento – Amigas certo? – O que prontamente ela também fez.

- Sim amigas – disse sorrindo e depois se jogou aos meus braços – Obrigado – Fiquei assustada pela sua aproximação repentina e não consegui retribuir ao seu abraço. – Desculpe, sei que não fica muito à-vontade quando sentimento esta em ação – disse se afastando e sorrindo meio sem graça.

-Não posso negar que você leva bem a sério seus trabalhos de escola – disse me lembrando de quando ela apresentou a minha síndrome para a classe. E ao contrario de trazer sentimentos ruins, começamos a rir da minha pequena piada.

Decidir voltar para minhas aulas, já Tanya disse que estava esgotava, trocou de blusa e voltou para casa. Ao termino da escola vi todos lançarem olhares desconcertados para mim e vi que consegui pelo menos fazer entender o erro absurdo que estava cometendo.

- Você não cansa de ser sempre certinha – disse uma voz atrás de mim antes de eu entrar no carro.

- Não, eu gosto de ser assim Angela – comentei sorrindo.

- E é por isso que eu tenho orgulho de ser sua amiga – disse ela também sorrindo – A Tanya fez você passar por tanta coisa e mesmo assim você a ajudou.

- A ajudei em uma situação que eu mesma criei não se esqueça disso. E como eu mesmo disse pra ela fiz por ela o que queriam que fizessem por mim.

- Tá mulher maravilha, tenho que ir amanha conversamos mais – disse me dando um beijo na bochecha e indo embora.

Dei uma ultima olhada ao redor e encontrei Edward me olhando com um sorriso de canto de boca, me deixando apreciar mais um pouco do dele.

Suspirei e virei para entrar no meu carro. Nosso destino estava agora nas mãos de Edward o nosso amor estava em jogo e eu esperava ardentemente que nós dois consiga vencer.

Hoje eu senti que deixei a Bella que lutava contra essa síndrome comandar, só que não sabia por quanto tempo ela continuaria no controle.

Onde foi que eu larguei a outra Bella conformada com a vida que levava, será que ela se foi pra sempre? Ou só está esperando um deslize para me mostrar o quanto estava errada em querer, em arriscar? Porém algo dentro de mim dizia que ela continua escondida por trás de sorrisos momentâneos. Afinal continuo sendo a mesma, mas sem a melhor parte de mim. Sem meu coração....

Afinal , quem tem mais culpa.... o Tentado ou o Tentador?

Notas finais
E ai ficou bom? Espero que sim....por favor sempre deixem o que acharam e me ajudem a fazer o melhor para vocês :)
Mereço Comentários & Recomendações?