Catch Me
18 Capítulo 18 Só você pode mudar sua História.Part I
Notas iniciais
Espero que gostem...
PDV BELLA
Flash On:
- Acredita em vampiros Bella? – disse ele meio sombrio...
Flash Off:
-Está falando sério comigo? – disse começando a duvidar sobre o meu pensamento dele ser normal.
— Sim Bella, estou – disse ele ainda sério.
— Não acredito. E creio que qualquer pessoa suficientemente realista iria concordar comigo. – disse ainda perplexa por ele continuar com a mesma expressão no rosto.
— Bom então minha aldeia é formada por pessoas não realistas – disse ele dando um sorriso de canto sarcástico. – Eles têm lendas Bella e todas elas falam de dois homens incrivelmente pálidos e que tinham uma alimentação um tanto que... Diferente... Porém eles provaram para meus ancestrais que não iriam fazer mal para ninguém daqui e fizeram um acordo de paz, contanto que não machucasse ninguém ou entrasse em nosso território.
— Mas, se eles eram mesmo vampiros como não machucariam ninguém – disse ainda confusa se acreditaria nessas lendas.
— Eles eram “vegetarianos” por assim disser, sobreviviam de sangue animal. – disse ele com indiferença. – Mas esse não é o ultimo dos problemas.
— Qual é então? – não acreditando realmente que existia algo pior ainda que ter um colega de classe vampiro... ”Eu estava acreditando nessa sandice?” O.o
— Parece que esses vampiros “diferentes” estão de volta pra cidade e com mais pessoas ao seu clã – disse ele agora sério.
- E você acha que eles são os...
-Cullen – terminou ele com um pequeno sorriso e se virou ate ficar completamente de frente pra mim. – Pode ser só histórias para crianças terem medo e dormirem mais cedo, porém vamos relevar os fatos Bella. Todos os Cullen são pálidos...
— Eles vieram do Alasca, você queria todos bronzeados – disse dando a desculpa mais convincente.
— Extremamente lindos...
-Isso é genético, não é discutível. – ainda rebatendo todas as suas acusações.
— Os olhos mudam de cor quando famintos... — e como eu não o cortei ele continuou – Imagino que a já o tenha tocado, nem que seja em um acidente... -ele deu uma pause e esperou minha reação. Quando ela não veio continuou – São gelados, como se não tivessem um sangue quente correndo nas veias... São fortes...
-Tá bom, tá bom... Já entendi que ao redor deles existem muitos mistérios– disse não me reconhecendo... ”Eu estava realmente pensando nessa hipótese?”.
-Não tá acreditando né?- disse ele voltando para o sorriso simpático.
— Pra ser sincera... Isso explicaria muitas coisas, mais é tão... Tão – suspiro não achando a palavra mais adequada para aquela informação... ”loucura”?
— Eu entendo, é estranho, porém é o que acreditam.
-E você acredita? — perguntei curiosa por sua resposta.
-Sim – disse sorrindo – Não sei por que mais me da um frio na espinha quando eles se aproximação – disse ele fingindo uma tremedeira no corpo. –Principalmente o grandão lá. – Eu ri de sua afirmação.
-Realmente ele intimida – disse ainda rindo, quando vi meu relógio marcava umas três horas, ou seja, minha mãe estava pirando agora. Levantei apressada – Eu preciso ir, perdi a hora do almoço e minha mãe deve estar vindo junto com o FBI agora mesmo.
Ele rindo da minha piada sem graça e também se levantou.
-Também tenho que ir – disse ele me puxando para um abraço do qual eu em choque não retribui. Ele se separou aparentando estar um pouco sem graça e disse – Foi muito bom conversar com você, Até amanha Bella.
— A-Até – disse ainda em choque pela sua repentina aproximação. Virei-me e só olhei para trás quando estava dentro do meu carro, sua espontaneidade era ainda uma surpresa pra mim. No caminho comecei a pensar em tudo o que ele tinha falado para mim em relação aos Cullen, tudo era tão confuso, mas ao mesmo tempo todas as peças pareciam se encaixar.
Flash On:
O meu primeiro sonho com ele:
- Não vai, por favor. – disse tentando seguir ele mais era mais rápido que eu
- Você só vai se machucar do meu lado Bella. — dizia ele se afastando cada vez mais.
- Por favor, eu não me importo só fique- eu corria e mesmo assim ele seguia para a parte escura daquela campina.
- Um dia meu amor, quem sabe eu não fuja mais – disse ele e eu pude perceber um sorriso em seu rosto até ele sumir de vez.
A vez em que brigamos:
Se você for esperta, vai perceber que é melhor pra você e pra mim que se mantenha longe... Adeus Bella
Sua bipolaridade:
-Não deveria está aqui falando comigo e eu deveria ir embora.
-”Eu estou cansado de tentar ficar longe de você…”.
- Sim disse, mais não quero me afastar de você, porém admito que não deva querer.
O acidente:
Fechei os olhos esperando o impacto ate sentir aquela mão gelado em minha cintura me puxando para um baque mudo contra algo mais duro que uma rocha
- Você me fascina. E creio que esse foi seu maior erro.
Flash Off:
Essa história de criaturas místicas estava com certeza mexendo muito comigo e não vai ter jeito, mesmo parecendo a maior loucura, tenho que ouvir dele a verdade. O que os Cullen tanto escondem.
Ao chegar em casa dou de cara com a minha mãe com uma cara de poucos amigos.
-Oi... Desculpe-me, eu acabei perdendo a hora – tentei me explicar antes que ela tivesse um ataque.
— Eu vi pelo relógio – disse ela ainda com a mesma expressão de “Você está encrencada” – Bella eu estava quase ligando para seu pai, pra colocar toda a polícia atrás de você.
— Imaginei – disse me jogando no sofá – Mais eu estou bem e em casa, ok – disse sorrindo e ela veio se sentar do meu lado. – Eu precisava desse tempo pra mim mãe, pra refletir e encontrar um jeito de levantar a cabeça de novo – suspirei e deitei em seu colo – Gostaria de ser diferente... de ser normal para todos e de ser a filha que vocês mereciam ter.
-Ei – ela pegou meu queixo e me fez olhar em seus olhos – Você é a melhor coisa que aconteceu em nossas vidas, a maior prova do nosso amor. E nunca mais pense em como seria se fosse diferente, pois como a Clarice Lispector disse uma vez: Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. – continuou ela passando mão pelos meus cabelos. – Você nos fez ser fortes e compreendo que às vezes exigimos o mesmo de você, porém nunca esqueça que estamos aqui para o que precisar, para fazer o melhor e para você ter um grande futuro. – ela se abaixou e deu um beijo em minha testa – Nós te amamos mais que tudo meu bem – Meus olhos se encherão de lágrimas enquanto apreciava ainda mais aquele momento.
-Também amo muito vocês dois... Obrigada por estar quando eu preciso – Permanecemos ali por algumas horas ate eu sem querer pegar no sono. Depois de algum tempo percebi que estava sendo carregada e colocada em algo macio, onde identifiquei sendo minha cama. Abri os olhos e dei de cara com meu pai.
— Oi – disse ainda sonolenta.
— Oi minha princesa – disse ele acariciando meus cabelos – Então se decidiu? Vai para a escola ou quer ir...
-Não vou fugir pai – falei antes dele falar em ir para um lugar novo – Uma hora todos saberiam e é melhor mesmo que seja agora. Não tenho mais que ser outra pessoa – suspirei fundo e disse – Agora preciso só ser eu mesma.
— E as pessoas que querem estar ao seu lado de verdade continuaram – disse ele sorrindo e tinha um brilho estranho em seus olhos – Estou orgulhoso de você – disse dando um beijo em minha testa e se levantando – Durma com os anjos meu amor, pois amanha será um grande dia.
-Boa noite pra você também pai. – Virei para o lado e meus pensamentos foram levados para as ultimas palavras de meu pai... Realmente, amanha seria um grande dia.
De manha comecei a me arrumar preguiçosamente, desci e encontrei meus pais com a típica cena de café da manha em família.
-Bom dia – me sentei e já comecei a me servir.
-Bom dia filha –disse minha mãe meio nervosa – Você vai...
-Sim mãe e por falar nisso se não for agora vou me atrasar – disse mordendo um pedaço de maça e me levantando pra ir embora. Não queria mais uma pessoa dizendo que partir seria uma opção.
- Mas Bella você nano comeu nada ainda – ela disse se levantando também, porém acho que viu a determinação em meus olhos e continuou – Sabe que não precisa né?
-Sim mãe, dessa vez eu preciso enfrentar o que tiver que enfrentar. – dei um passo em sua direção e um beijo em sua bochecha. – Amo vocês, até mais tarde.
— Se cuida – ouvi essas palavras da minha mãe, porém já estava fora da casa e entrando em meu carro.
O caminho até a escola foi mais longo do que o desejado, não sei se porque a minha ansiedade estava quase saindo de mim ou se simplesmente nunca reparei no caminho.
O estacionamento já estava cheio de carros fazendo meu coração bater ainda mais rápido... Será se estou pronta pra isso? Se sou tão forte como mostrei para meus pais?A resposta era clara. Ainda não!. Eu precisava ainda de um incentivo, algo ou alguém que acreditasse em mim. Mais um barulho vindo da janela de meu carro me assustou a ponto de esquecer meu dilema atual.
Ao virar vi Angela toda sorridente sinalizando para eu sair do carro e com muita cautela consegui sair da minha bolha de proteção.
-Oi – disse com uma voz baixa, esperando apreensiva o que ela queria comigo.
— Oi Bella, tudo bem? Você não veio ontem e saio tão apressado na quarta que...
-To sim – disse antes dela entrar muito no assunto – E ontem... — suspirei – Bem minha mãe me permitiu faltar. –disse dando um pequeno sorriso.
-Que mãe boa em, eu invento altas desculpas pra minha e mesmo assim ela não permite que eu falte. – disse ela fazendo uma piada. Mas não surgiu muito efeito em mim, estava tão nervosa pelos olhares direcionados a mim que não conseguia esboçar nenhuma reação.
— Hum – foi à única coisa que consegui falar, porém acho que Angela conseguiu ver mais do que eu estava mostrando.
— Não liga para eles não, adoram criticar e se meter na vida dos outros, no entanto ninguém aqui é melhor nem pior que nos. – ela colocou a mão em meus ombros como se fosse alguma forma de consolo – Você é a melhor pessoa que conheci em forks, pelo menos a mais verdadeira – disse sorrindo e me fazendo sorrir também e algo desviou sua atenção – Bom vou indo, tenho que me preparar psicologicamente para a aula de tipagem sanguínea... E parece que seu príncipe quer falar com você – me virei e vi Edward caminhando em minha direção — Até mais tarde amiga – ela se aproximou de meu ouvido e disse baixinho- Agarra e não solta em – saiu rindo e eu fiquei um pimentão.
-Oi – disse ele com seu normal sorriso torto, porém parecia que ele estava se divertindo com algo... Ele ouviu?
— Oi – disse sem jeito, afinal estava falando com um ser sobrenatural... pra falar a verdade estou me sentindo – ridícula – sem querer disse a ultima parte em voz alta.
— Falou algo Bella? –disse ele meio confuso pela minha ultima palavra.
-Não...só foi um pensamento alto – disse me apoiando em meu carro pensando e pensando e como tocar no assunto em que eu acho que ele seja um vampiro O.o
— Você não veio ontem, está se sentindo melhor? – perguntou ele com um rosto preocupado.
— Sim precisava ficar um pouco sozinha – estava quase pensando em comprar um gravador e mostrar pra cada pessoa que perguntar.
— Entendo. –disse ele ao mesmo tempo em que o sinal tocava. Bom pelo menos daria tempo pra eu pensar em como e o que falar.
— esta na hora de ir – eu disse já desencostando do carro, mas vi que ele não estava me seguindo virei e dei de cara com ele olhando despreocupado para a porta.
— Não vou à aula hoje – se formou um sorriso despreocupado no canto de sua boca como se estive curtindo alguma piada interna.
— Porque não? – disse curiosa.
— Às vezes é saudável faltar à escola Bella — ele continuou com a expressão despreocupada. E aos as palavras de Angela foi fazendo sentindo “Bom vou indo, tenho que me preparar psicologicamente para a aula de tipagem sanguínea”... Tipagem Sanguínea.
— Tem algo que não vai gostar nas aulas de hoje? – disse tentando parecer desinteressada e com certeza tinha fracassado.
-Talvez – disse ele sem demostrar nada – Mas sua ausência no meu dia será muito sentida – disse ele com um pesar galanteador. E deu a volta no meu carro e percebi que o seu estava estacionado ao lado.
— Então, talvez não precise ser sentida – disse indo na frente e entrando na carona de seu carro depois que ele destravou as portas. Parece que minha atitude o pegou de surpresa, pois ao entrar seus olhos trasbordavam de surpresa e choque.
— Tem certeza que deseja faltar mais um dia a escola? – disse ele ligando o carro, não consegui responder, pois sabia que minha voz mostraria toda a minha insegurança e descrença pelo o que estava fazendo. Por isso me limitei a um simples balançar de cabeça.
— Tudo bem, vamos nos aventurar então – falou arrancando o carro.
O caminho foi calmo, tocava uma musica que pareciam mais composições de piano que traziam em si uma suavidade para o ambiente.
- Deve estar te chateando – disse já se pondo parar querer trocar a musica.
— Não! – eu gritei -... Quero dizer está bom assim, gosto do som que as teclas do piano em conjunto com outras criam uma sintonia que faz tudo ao redor parecer... – parei quando percebi que estava “viajando” como meu pai costuma dizer.
— Parecer...!?- disse ele querendo que eu continuasse.
— Pequeno... insignificante – completei.
— Sim... É o que sinto – disse ele baixinho como se fosse mais para si essas palavras.
— É o que sente? – disse não entendendo sua afirmação.
-Quando toco – disse ele sorrindo – Era a única coisa que me traz paz de verdade.
— Era? E poderia velo tocando? – minha curiosidade dele estava superando minha timidez e até a minha inconsciente fuga de assuntos longos.
— Sim era... Coisas novas aconteceram não preciso mais dele para isso... e respondendo a sua outra pergunta, sim quem sabe um dia – ele olhou para mim por alguns minutos e virou seu olhar para a estrada para continua – E quando vai me dizer o que realmente quer falar comigo, ou acha mesmo que eu vou acreditar que saio simplesmente porque não queria assistir a aula hoje?
— É tem razão, você é um ótimo leitor de pessoas – disse sabendo que minhas tentativas frustradas de parecer calma foram um fiasco, afinal nunca tinha bolado aula na minha vida.
— Costumo ser, porém já disse que com você sempre é diferente. Nunca tenho certeza do que esperar... Mas vamos lá o que quer conversar comigo de tão importante que não pode esperar para outro dia.
-São histórias que ouvi ao seu respeito que gostaria de saber se há algum fundamento. — tentei falar da melhor forma e a mais sutil possível.
— Que histórias?
— Que o povo de La push conta como lendas. – Vi pelas suas mãos no volante que ele ficou um pouco mais tenso com as minhas palavras porem continuou na defensiva.
— Esta começando a acreditar em histórias pra dormir Bella? – disse sorrindo sarcasticamente.
— Sim... Pode parecer loucura mais elas explicam muita coisa. Principalmente sobre vocês Cullen. Porém não conseguirei mudar tão bruscamente e completamente meus paradigmas sem uma confirmação sua – respirei fundo e me preparei para o que estava por vir – Vocês são de um tempo bem distante do atual não é?
-Sim – disse ele meio receoso e seu rosto endurecia ainda mais
— Vocês são gelados e extremamente brancos por conta do que são. – dessa vez foi uma afirmação e do mesmo jeito ele respondeu.
— Sim – ele disse ainda monossilábico. E por mais corajosa que eu tenha sido ate agora não conseguir continuar com meu questionamento e creio que ele percebeu isso, pois tomou conta da interrogação – E mesmo assim não fez a pergunta mais importante Bella.
-... E qual é? – disse realmente interessada em que ele queria perguntar.
— O que eu sou – disse ele ainda mais sombrio. O carro que antes estava em um movimento constante parou em um lado da estrada que indicava uma trilha mata adentro.
-... O que você é Edward? – minha pergunta foi baixa e receosa. Seu olhar que antes estava na estrada foi em direção aos meus e pela primeira vez não me senti hipnotizada por aqueles incríveis olhos dourados e sim medo do que aquela criatura sombria trazia em seus olhos pretos.
Continua.....
Notas finais
Deixem seu COMENTÁRIO do que acharam e se gostaram tanto que um comentário não seria o suficiente deixem uma RECOMENDAÇÃO ... kkk. Isso faria de uma humilde autora como eu .....MUITO FELIZ *.* bj e obrigado por todos os 108 leitores e os 48 que adicionaram essa pequena aventura minha como suas favoritas ;) . Obrigado mesmo
Fale com o autor