Catch Me
17 Capítulo 17 V-V-Vampiro ????
Notas iniciais
Obs: Obrigado por todas as leitoras, comentários e as pessoas que adc minha história como favorita *-* to super feliz pelo carinho de vcs...Realmente não esperava tanto retorno assim, vlw pessoal. Amo vcs *-*
PDV BELLA
Preciso de algo que me adormeça o corpo, uma espécie de anestesia que me adormeça e da mesma forma que torne imune a qualquer tipo de dor, que me torne capaz de ouvir palavras cruéis vindas de ti sem derramar uma única lágrima, ser capaz de ouvi-las e elas não me causarem um aperto no coração. É que eu ainda tenho sentimentos e as tuas palavras e atos me ferem. Tenho imensa pena disto chegar ao ponto ao qual chegou. Tenho pena, mas já que pergunta o que realmente se passa comigo, vou te responder. “Preciso de algo que me adormeça, e nada mais.”.
Flash On:
. — Asperge um nome complexo para um conceito simples – disse ela com satisfação – É popularmente conhecida como síndrome do gênio, onde jovens encontra mais limitações que a maioria, mais em compensação – disse com uma cara de tédio- quando encontra um assunto que o interesse pode ser o melhor e mais inteligente naquilo. Em minha apresentação não trouxe vídeo ou imagens e sim uma coisas melhor – disse sorrindo e focou seu olhar em mim – Um depoimento exclusivo de uma de nossas colegas que vivem isso dia após dia – disse parando em minha frente e sentando na minha mesa – Então Bella, conte para gente como é ter a Síndrome de Asperge como é ser a próximo Einstein! – Me sentia incrédula pelo o que acontecia e tênue, todos estavam olhando para mim. A única coisa que eu pensava era...
NÃO, NÃO COMIGO, NÃO AGORA!!!
Flash Off.
Todos olhavam para mim como se o mistério finalmente tinha sido resolvido, afinal a estranha tem um motivo para ser estranha. Tanya parecia estar adorando cada minuto da sua tão sonhada vingança enquanto eu estava ainda em choque pelos últimos acontecimentos.
- E ai o gato comeu sua língua?- ela disse se abaixando e sussurrando no meu ouvido.
-Tanya pare já com isso, Bella é sua amiga de classe e isso se trata de um assunto particular. Se for verdade claro – Diz a professora enfurecida.
- Mais é verdade! – diz ela exclamando – Porque não diz para eles, Fala Bella. — continua ela aumentando o tom a cada palavra. Senti-me humilhada e fraca perante ela, o medo havia me paralisado por completo, porém ao olhar aquele sorriso que se fez no canto de sua boca cresceu em mim a mesma raiva que tive quando a enfrentei.
- Sim Tanya você está certa, eu realmente possuo a síndrome de Asperge. Tenho uma desenfreada obsessão por alguns assuntos, interesses muito limitados, dificuldade para interpretar sinais não verbais, como gestos e olhares, uma rotina repetitiva e uma grande tendência ao isolamento, ou seja, a pessoa que vos fala é apenas uma menina que descobriu que além das barreiras que a própria vida nos impõe tenho que enfrentar as minhas também. Mas a vida também me mostrou para acreditar em mim mesma, pois só eu posso-me auto julgar. Aprendi a não desistir e saber valorizar quem me ama e esta do meu lado sempre que preciso, pois esses sim merecem meu respeito. – Olho para Tanya sentindo minha raiva se transformar em apenas pena. – Quanto ao resto? Bom, ninguém nunca precisou de restos para ser feliz não é? – Falo olhando em seus olhos, pego minha bolsa e saio com passos apressados para fora da sala.
Ao passar pela porta não aguentei, comecei a correr o mais rápido para longe de tudo aquilo. Não sei de onde me saio tanta força para enfrentá-la dessa forma mais ela agora se esvaia e mostrava só à velha Bella assustada. Era exatamente daquele jeito que eu estava me sentindo, quebrada, frágil, completamente exposta. Todos saberiam agora, todos me olhariam torto todos fariam de minha presença um grande espetáculo de horror.
Inspirei fundo o ar ao meu redor estava só a alguns passos da saída. Sentia-me enclausurada. Foi nesse instante de que sento uma mão em meu ombro, viro-me assustada e encontro aqueles penetrantes e acolhedores olhos dourados. Não penso, simplesmente me jogo em seus braços e peço silenciosamente que me proteja de tudo que estava acontecendo. E como se ele estive se lendo minha mente escuto aquela sedutora voz rouca me dizendo:
- Só ri de uma cicatriz quem nunca foi ferido. – Reconheci essa frase, pois é de um clássico, Romeu e Julieta. Ele ficou passando as mãos pelos meus cabelos e tentando me fazer parar de tremer e soluçar – Eu to aqui...vai ficar tudo bem.
- Eles... Snif... Eles... Snif... Ela.. Snif. – O bolo que tinha se formado em minha garganta não estava me deixando expressar o que tava sentindo agora. Edward me apertou ainda mais em seus braços e continuou.
- Eu sei, eu sei... Vem vou te levar embora – Disse-me puxando e me levando em direção ao estacionamento. Tudo tava tão embaçado pelos meus olhos cheios de lágrimas que o caminho se passou como um grande borrão. Nunca a temperatura baixa de forks se passou tão despercebida. Estava tão alheia que demorei alguns instantes para perceber que o carro não estava mais em movimento.
Limpei as ultimas lagrimas que caiam de meus olhos e olhei curiosa para o pequeno lugar que ele tinha me levado, era um restaurante onde a especialidade da casa era comida Italiana. Continuei olhando por mais uns minutos tentando entender o porque daquele lugar ter sido o escolhido por Edward e como confirmação recebo um sorriso torto e um olhar que continuava mostrando a segurança que precisava. Deixei ele me guiar pelo pequeno lugar e sentamos na ultima mesa, no canto mais próximo da parede que eles tinham.
-Sei que deve estar se perguntando por que a trouxe aqui? – disse ele se sentando em minha frente e jogando seu casaco em cima da mesa – Mas é o único lugar em forks que te dará privacidade o suficiente para se acalmar. – ele completou fazendo uma careta ao falar de privacidade. Continuei olhando para ele como se isso fosse uma força de expressar que nesse momento o que eu mais queria era contempla o silencio e pelo que parece ele entendeu perfeitamente, pois pediu uma água e continuou aguardando ate eu me pronunciar.
- Obrigada – disse depois de longas horas, em uma voz calma e baixa.
- Pelo que? – disse ele dando um sorriso de alivio por eu finalmente ter saído daquela inércia.
- Por ter me ajudado a fugir, por não fazer perguntas e por estar inexplicavelmente na hora exata que eu precisava. – tentei transparecer a tranquilidade que sempre tive.
- De nada – disse ele dando um pequeno aceno que em fez lembrar muito os homens de antigamente que fazia uma pequena reverencia quando cumprimentavam uma dama.
- As coisas vão ser mais difíceis agora – disse baixinho só como uma constatação de um grande fato.
- Por que acha isso? – perguntou ele com os olhos cheios de duvidas.
- As pessoas às vezes não são muito acolhedoras e toleráveis com coisas novas e hoje me tornaram o novo assunto do colégio.
- O que ocorreu Bella? O que eles fizeram?
- Não quero falar, não agora... Pode em levar pra casa – falei em levantando já pronta para ir. Ele percebendo meu desconforto e falou para eu esperar no carro enquanto ele ia pagar a água.
Sai do restaurante ainda flutuando por conta dos novos, olhei para trás pela porta de vidro do restaurante Edward pagando a conta e fiquei olhando para a tentativa frustrada da balconista tentando acho que flertar com ele. Porém um barulho me troce de volta quando reparei que tinha um carro em alta velocidade que iria entrar na vaga ao lado do carro do Edward. O problema era que eu estava nela, fechei os olhos esperando o impacto ate sentir aquela mão gelado em minha cintura me puxando para um baque mudo contra algo mais duro que uma rocha. Depois de alguns segundos abri meus olhos esperando o coral de anjinhos aparecerem e vejo só aqueles mesmos olhos dourados que me acolheram mais cedo. Permaneço parada em seus braços escutando vozes de fundo, creio eu que seja do dono do outro carro já que só entendia desaforos, mas tentei bloquear isso e só prestar atenção nesse incrível ser que estava em minha frente.
- Você está bem Bella? – ele falou pausadamente como se algum momento eu fosse entrar em pânico ou desmaiar.
-To — disse baixinho tentando entender o que tinha acontecido.
- Vem – disse abrindo a porta do carro para eu entrar – Com essa sua sorte é capaz de ter um acidente aéreo e cair justamente aqui. – continuei sorrido, Eu entrei atordoada e quando senti o carro se movimentando perguntei.
- Como conseguiu chegar tão rápido? – perguntei
- Como assim rápido? Estava atrás de você Bella – disse ele sem olhar para meu rosto e prestando uma exagerada atenção a rua.
- Não não tava... e-e -eu tava te olhando...v-vi quando pagou e a balconista tava falando com você...estava lá e quando eu virei o carro estava a alguns centímetro de mim e-e você do meu lado.... – não consegui terminar, pois todos aqueles fatos eram muito absurdos, se eu me escutasse agora com certeza me internaria urgentemente.
- Não Bella eu estava...
- Para de mentir, para de fingir e me conte de uma vez... Quem é Edward Cullen? Ou o que é você? – disse olhando para seu rosto que tinha tomado serio e indecifrável.
-Isso é uma pergunta difícil de responder... Mas por hora – disse ele parando o carro e me olhando pela primeira vez dês de que entramos no carro – Sou um adolescente que esta tentando proteger e cuidar de uma linda e incrível garota que tem uma péssima sorte – terminou sua frase com um sorriso.
- linda? – disse incrédula – incrível?
- Você não se vê com tanta clareza – disse levantando a mão e passando quase sem encostar em minhas bochechas. — Você me fascina. E creio que esse foi seu maior erro.
- Quanto mais fala mais confusa eu fico
- É com isso que eu conto – disse ele se afastando e voltando a posição relaxada e risonha. Olhei para o lado e vi minha casa.
- Pois é isso que mais me aborrece. – falei abrindo a porta e saindo das vistas do Cullen o mais rápido que posso. Abri a porta com força e a fechei com mais força ainda.
- Filha... Bella é você? – disse uma voz na cozinha. Não queria que minha mãe me vise com essa cara de choro então subi o mais rápido possível e me tranquei em meu quarto em meu mudo. deitei em minha cama e deixei que todo o cansaço do dia toma se conta de mim.
Acordei com o sol batendo em meu rosto e alguém batendo na porta do meu quarto. Tentei me situar de onde estava e o que estava acontecendo, percebi que estava com as mesmas roupas de ontem e foi o momento que constatei que tudo não tinha sido um pesadelo e sim muito real.
Levantei-me e fui destrancar a porta para que aquela pessoa finalmente para se de bater. Era meu pai.
- Oi – disse ele com uma aparência de cansado. – Bom dia meu amor.
- Bom dia pai – disse sem entender muito bem por que ele estava aqui, já que quem sempre me acordava era minha mãe. – O que eu fiz? – disse de uma vez.
- Você nada... Mais a escola ligou para cá e relatou tudo o que ocorreu ontem, perguntando também como você estava já que sumiu o resto da manha.
-Pai eu sinto muito pelos transtornos que...
- Você está bem? – disse ele fazendo o que ele sempre fazia tentar ler o máximo que pode de cada expressão que faço.
-Sim... — respiro fundo – Só me deixa ficar hoje em casa. – quase supliquei uma permissão.
- Claro minha menina... O tempo que precisar – terminou me dando um beijo na testa e continuou – Tenho que ir, aquelas pessoas de minha empresa não vive sem mim.
- Há... Claro — disse sorrindo, só meu pai conseguia isso mesmo.
- Qualquer coisa...
- Ligo e você ira vir mais rápido que o flash
- Essa é minha garota — me deu mais um beijo e foi embora.
Continuei sem saber o que fazer com minha tarde de folga mais gostaria de ir a um lugar que só eu esteja, sem perguntas, complicações, sem estresse e sofrimento. Precisava de um momento com sozinha e foi ai que lembrei da praia que a Ângela uma vez citou. La push
Falei com minha mãe e ela entendeu meu momento a sós e deixou ir me fazendo prometer que não chegaria tarde. O caminho era um pouco longe já que era um pouco longe da cidade e perto de uma aldeia, mais em algumas horas cheguei ao tal lugar. O tempo parecia estar ao meu favor, sem chuva, só que ainda as nuvens escondiam o solo que eu ate estava me esquecendo como era. Mas não deixei isso me abalar, andei um pouco sem rumo e encontrei algumas pedras que não sei exatamente por quantas horas fiquei ali.
Até escutar uma voz gritando meu nome.
-Bella – quando virei vi o mesmo menino que encontrei na escola e o confundi com o meu misterioso admirador... Como é o nome dele mesmo?... Há Jacob.
- Oi – disse sem muito animo, porém ainda sendo simpática.
- O que faz aqui? Não era pra estar na escola? – disse ele com um simpático sorriso e percebi que não estava com os enormes olhos que usava da ultima vez,
-Queria um pouco de paz – não menti por completo – e você também não devia estar na escola?
- Bom para a primeira pergunta eu morro aqui e para a segunda meu pai precisou de certa ajuda e eu não pude ir.
-hum... Deve ser legal morar perto da única praia desse lugar – disse tentando ser engraçada, sem sucesso, mais ele por incrível que pareça rio.
- É legal sim, afinal é para nos da aldeia o único passa tempo.
Ficamos por alguns segundos em silencio ate que ele retomou de volta um assunto.
-E ai encontrou seu amigo misterioso? – disse curioso.
- Sim... – respondi sem graça lembrando da forma que me aproximei dele.
- E foi uma decepção? – olhei para seu rosto e vi pela primeira vez como o Jacob era de verdade. Seus olhos pretos traziam um brilho bonito de se ver, seu sorriso provavelmente contagiava muitas pessoas. É ele longe daqueles tarjes de super “nerd” parecia realmente um adolescente.
-Mais ou menos... Quer dizer, ele ate que parece ser uma pessoa legal, porém sinto que ele é mais do que deixa as pessoas chegarem perto ou entenderem.
-Se você quiser ajuda pra desvendar os segredos de seu amigo misterioso pode contar comigo, conheço todos aqui dez de pequenos, talvez possa te ajudar. – disse ele não querendo ser curioso e sim verdadeiramente prestativo.
- É talvez possa... — suspirei e continuei, afinal o que poderia ser de tão ruim? – Meu amigo é Edward Cullen... O que sabe sobre ele? – me arrependi de perguntar quando vi seus olhos arregalarem e seu desconforto se tornaram perceptíveis.
- Cullen... Não devia se envolver com os Cullen. – sua voz parecia ter algum tipo de receio.
- Por que não? — disse furiosa por todos ate o próprio Edward me advertir mais ninguém me fala o por que.
- Talvez seja só lenda... Mais na minha aldeia eles não são bem vistos... Pra ser mais específico eles são os vilões.
- Que lendas? Por que são vilões?
- Acredita em vampiros Bella? – disse ele meio sombrio...
Notas finais
Obs: espero que tenham gostado pois eu adorei fazer esse em especial *-* bj amore até o próximo ;)
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