Catch Me
13 Capítulo 13 Descobrindo a verdade - parte 1
Notas iniciais
Continuando...
Então é ele O.o
Na mesa de piquenique só se encontrava um menino que eu já tinha visto de longe nos corredores da escola, ele era moreno, usava um óculos enorme e estava com roupas mais velhas que minha avó. Aparentemente parecia um Ned daqueles que vemos nos filmes, ou seja, “assumidos”, porém se olhássemos além de tudo aquilo ele era bonito, seu corpo tinha músculos não tão evidentes, mas se mostrados da maneira certa ele teria milhares de mulheres aos seus pés.
A dúvida de saber se era mesmo ele ou não estava me matando então não tinha jeito eu tinha que ir até lá. Caminhei lentamente ainda esperando algum tipo de sinal que não era ele, mas nada conheceu, fui chegando mais perto até para em sua frente.
Minhas bochechas estão pra lá de coradas, tremendo e com o coração a mil me dirigi a aquele garoto com o melhor sorriso que podia.
- O..O..Oi – droga, não era pra gaguejar, mas tentei de novo, respirei fundo e as coisas saíram mais rápido do que eu esperava – Euestoutãonervosaquenemseiporondecomeçar.
O menino olhava pra mim como se tivesse presenciado uma aparição de um extraterrestre e aquilo me deixou ainda mais nervosa.
- O que???! – ele disse acho que ainda tentando entender o que eu disse. Aquele dialogo estava me deixando irritada não gosto de mistérios ou muito menos falar com quem não conhecia por isso parei com aquela veneta e fui direta.
- Eu estava esperando um amigo e ele disse que me encontraria aqui... Você é o S.V? – a pergunta quase não sai já que o meu medo da sua resposta era tanta que minhas palavras pareceram apenas sussurros.
-Quem ou o que é S.V? – perguntou ele levantando da mesa com seu livro e ajeitando seus óculos.
- Se você desconhece essa sigla significa que não é você né! – disse ainda anestesiada acho que pela adrenalina que ainda estava presente em mim.
- É não sou eu quem quer que você esteja falando, só vim aqui para ler um pouco já que lá no refeitório é um lugar impossível de fazer isso com tanto barulho.- ele falava mostrando o livro que estava em sua mão.
-Então se não é você... Acho que eu tomei como vocês dizem mesmo “um bolo” né – disse sorrindo sarcasticamente e já pensando na possibilidade que alguém esteja brincando com isso e me fazendo imbecil.
- É, mas se te ajuda de alguma forma um menino pediu para entregar isso para uma menina que chegaria procurando por ele, bom acho que é você – ele disse tirando do livro uma rosa vermelha e um bilhete
- Clássico – disse pegando a rosa e abrindo o bilhete que dizia.
Bella
Sei que descumpri minha parte no trato de me encontrar e te mostrar quem realmente sou, porém algo me disse que não era a hora, que não ia entender. Por isso peso que não fique com raiva ou chateada comigo, pois quando for a nossa hora vamos estar preparados pra isso.
Continuarei mandando bilhetes pra você esperando um dia falar tudo isso pessoalmente, mas por enquanto Tome conta do meu coração eu o deixei com você.
Ass. SV.
-Perfeito! Mais uma vez o mistério continua – disse bufando irritada por não saber finalmente quem era aquele que em tocava com simples palavras.
-Bom não entendi muito que aconteceu aqui mais pela sua cara não parece ter gostado muito do que está no bilhete- disse ele colocando a mão no bolso e me olhando.
-Gostei, não gostando... Ai você não iria entender meu problema – disse passando a mão nos meus cabelos e lembrando-se de um detalhe que não tinha ainda pensando – Ah não ser que me mostre quem era o menino que te entregou esse bilhete- disse sorrindo pela ideia obvia que tive.
- Quem me entregou esse bilhete foi um menino de aproximadamente sete anos e ele me informou que tinha sido pago para deixar isso aqui.
- Nenhuma pista... Quem é você? – disse baixinho para mim, mas parece que ele também escutou.
-desculpe incomodar mais confesso que fiquei intrigado com o que disse, não conhece seu amigo? – disse ele com uma visível duvida nos olhos.
- Não, na verdade... — parei assim que percebi o que estava fazendo, não poderia ficar falando da minha vida assim para pessoas que eu nem conhecia e ainda mais eu que vivia fechada para tudo, ele percebendo a minha desconfiança e foi logo se apresentando.
- Desculpe minha falta de educação... Chamo-me Jacob Black – disse oferecendo sua mão e com um sorriso que o fazia ser mais lindo ainda.
- Sou Isabella – disse sem pegar sua mão, aquele tipo de contato espontâneo ainda não era de meu total domínio. – Mas pode me chamar de Bella se quiser. – disse tentando ser simpática já que deixei o garoto um pouco sem graça.
- Bom eu acho melhor para de querer cuidar da vida dos outros e cuidar da minha – Ele disse quando o sinal bateu indicando o fim do nosso intervalo – Foi um grande prazer te conhecer Bella e espero que tenha sorte em encontrar seu amigo.
- Prazer Jacob e obrigada – disse vendo ele se virar e ir embora.
Ainda estava magoada com o misterioso admirador secreto que ainda continuava secreto, fiquei um bom tempo ali parada simplesmente organizando minhas ideias antes de voltar para a sala de aula. Não adiantando nada, pois mesmo depois de voltar pra sala meu pensamento continuava longe, só entendi algumas frases que a professora falava e era sobre um tipo de trabalho que deveríamos apresentar na próxima semana, juntei com uns fragmentos da conversa de Angela que estava tendo com a Jessica dizendo se ela queria fazer o grupo com a gente e como ela não é boba e queria nota fácil aceitou.
Fui pra casa, jantei com meus pais e fui pra minha cama, já tava cansada daquele dia estressante e chateada por acabar mais um dia sem saber quem era o dono dos meus pensamentos.
Acordei cedo e com uma ansiedade que nem eu conhecia fui pra escola até um pouco mais cedo que o normal, sem saber o que fazer lá decidi ir pra biblioteca no caminho acabei esbarrando em uma pessoa sem querem.
- Desculpe não estava prestando atenção... – parei a frase no meio ao olhar e ver quem era a tal pessoa, ninguém mais ninguém menos que a mais popular do colégio, Tanya Delali.
-Eu percebi que você não estava, já que teve a cara de pau de chegar a encostar-se a mim sua estranha – ela fala de um modo estranho como se estive zombando de mim – Acha que é assim só desculpas basta, não minha queridinha – ela disse andando em volta de mim mexendo no meu cabelo e aquilo estava em deixando nervosa. – terá no mínimo que pedir perdão. – terminou parando na minha frente e esperando acho que um pedido de como ela disse “perdão”.
- Já pedi desculpas, não foi minha intenção...- ela não deixou eu terminar e repetiu minhas palavras com aquela voz irritante dela.
- Não foi minha intenção e blá, blá, blá. Fala logo, estou impaciente hoje – disse ela pegando um suco que tinha na mão de uma de suas amigas e com os olhos nos meus. Não consegui identificar o que eles queriam me passar mais com certeza não eram coisas boas e foi esse pré-conceito do que viria a seguir que em bloqueou e não consegui esboçar mais nenhuma palavra. E isso pareceu irrita — lá ainda mais que por um ato de fúria começou a partir pra cima de mim.
- O gato comeu sua língua menina?- dando passos pra cima de mim que com agilidade me esquivava indo cada vez mais pra trais.
- Não – foi à única coisa que conseguir raciocinar antes dela conseguir me pressionar contra a parede.
- Você é idiota ou o que?- olhei ao redor e todos estavam olhando para aquela deprimente cena e consegui ficar ainda mais acuada e irritada. E foi nessa explosão que eu falei.
- Não é culpa minha que você não sabe o significado de desculpas, alem de ser uma palavra educada serve para se dirigir a uma pessoa que por razão ou motivo queremos atenuar ou nos eximir da culpa. – disse sentindo uma grande raiva de aquele ser ignorante e esnobe. – Ela me olhou com a boca aberta, como se não acredita se em minhas palavras.
- Vai engolir o que disse. – disse ela e sem ao menos esperar sentir um liquido gelado sendo jogado por todo meu corpo. Quando abri meu olho vi aquela figura rindo e todos ao meu redor fazendo o mesmo, fiquei paralisada com tudo o que ocorreu e o pior que tudo o que eu mais quero era sair dali. Abaixei minha cabeça e me abrasei como se aquilo me mantive se segura de todos ali que estavam ali na minha frente, acho que me balançava freneticamente para tentar diminuir as risadas e os olhares.
Só fui sair daquele transe todo depois que braços fortes e gelados me acolhendo e fui sendo carregada para algum lugar onde todas as vozes não passaram de apenas sussurros no fundo de algum lugar. Acho que acabei desmaiando já que tudo estava escuro e distante, porém ainda consegui escutar uma frase antes de ir para o mundo da escuridão.
— “Durma minha Bella. Esqueça tudo o que aconteceu e tenha sonhos felizes. Durma meu único amor”.
Notas finais
*Dificuldade em compreender as mensagens transmitidas por meio da linguagem
Corporal: Asperges geralmente não olham nos olhos, e quando olham, não conseguem "ler" os olhos das outras pessoas.
*Interpretar as palavras sempre em sentido literal: Aspergers têm dificuldade em identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.
*Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais: como respondem ás interações sociais com a razão e não intuição, Aspergers tendem a processar informações de relacionamentos muito mais lentamente do que o normal, levando a pausas ou demoras desproporcionais e incômodas.
Qualquer tipo de duvida estou aberta a opiniões mais ano esqueçam que seus comentários são o qeu me fazem feliz bj até mais minha gente *-*
Fale com o autor