Catarina e Petruchio
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Catarina acorda e sente uma forte dor na barriga. A bolsa estoura, é a hora dos bebês nascerem. Mimosa leva a menina e Neca o menino. São gêmeos.
Petrúchio pega as crianças e diz
"Arre égua Calixto, ma veja, é um Petruchinho e uma Catarininha"
"NECAAAAAA MIMOSAAAAA tragam-me logo a criança.'' Grita catarina que havia acabado de acordar do parto.
Petruchio entra no quarto com as crianças, senta-se na cama, olha nos olhos de Catarina como se estive-se querendo gritar de alegria, mas controla-se e diz à esposa:
"Veja Catarina, veja, é dois um menino e uma menina"
"Como assim Petrúchio... são gêmeos? Ah, não consigo acreditar."
"Pois é meu favo de mel, é duas criança linda, mas sem nome. Eu queria colocá Esveraldina e Monégio, o nome do meu vô e minha vó"
"Ah, por favo Petrúchio?! Esses nomes estão muito ultrapassados. E como os filhos são mais meus do que seus, acho que tenho o direito de escolher os nomes"
"Ah ma..."
"Pensei agora e escolhi: Isabel e Otávio." Diz Catarina interrompendo a fala do marido.
"Olha aqui Catarina, eu vou aceitá os nome já que é bonito, mas..."
Catarina o interrompe com cara de brava dizendo:
"Sem mais nem menos Julião Petrúchio, esse serão os nomes e ponto final."
"Então tá!"
O tempo passa, e sete anos depois...
"MAMÃEEEEEEE?!" Ouve-se o grito de Isabel.
"O que você quer agora Isabel?"
"O Otávio está jogando água em mim."
"Ah que coisa feia meu filho!" Exclama Catarina com ar de cansada.
"Ué mamãe, essa chata da Isabel não para de me xingar, parece até a senhora; gritando, dando patada, quebrando tudo. É como diz o papai... vocês são duas feras."
Catarina e Isabel trincam os dentes ao mesmo tempo e Isabel fala:
"Você é um grosseiro, chato, bobo e medroso. Parece com o papai. E olha, eu fico muito feliz de saber que pareço a mamãe, porque ela além de linda é muito inteligente e consegue tudo o que ela quer. Já o papai se derrete todo só de olhar pra mamãe."
"Você não pode falar nada, a mamãe às vezes, quando briga com o papai fica na janela com cara de quem está pensando na morte da bezerra, mexendo a cabeça pra lá e pra cá pensando no papai, toda distraída."
"Otávio! Eu na..."
Isabel interrompe a fala da mãe e diz:
"Se ela fica assim quando briga com o papai, então ela fica assim todos os dias. Ha ha ha!"
Os dois caem na risada.
Catarina trinca os dentes e pega na penteadeira um vaso. O joga no chão e grita:
"Eu não admito que vocês falem assim de mim!."
"A gente não falaria se você revelá-se que ama o papai." Responde Isabel encarando a mãe.
"Menina, você só tem sete anos! Não sabe distinguir o que é amor e o que é uma obrigação."
"Eu posso ter só sete anos, mas eu não acredito quando a senhora fala que se casou com o papai só por causa da tia Bianca. Dá pra ver em seus olhos o que você sente por ele. Mas... eu tenho mesmo é dó da senhora! Coitadinha! Se apaixonou tão cedo!" Diz Isabel balançando a cabeça com expressão de 'não acredito'.
Catarina não diz nada. Apenas fecha a expressão, seus olhos se enchem de lágrimas e ela sai depressa com medo de demonstrar tristeza para os filhos.
"Por que... por quê será que eu não consigo admitir que amo o Petrúchio!" Diz Catarina falando com Carijó em seu quarto.
"Eu sempre o amei Carijó, mas ninguém pode saber... se souberem, vão me achar fraca. Mulher que se apaixona ao certo se tornará escrava do marido. Mas eu gosto tanto dele..."
Catarina se levanta disposta a fazer alguma coisa, levanta a cabeça, coloca Carijó no chão e sai. Ela vai até Petrúchio e o pergunta:
"Petrúchio, o que você sente por mim?"
Petruchio faz uma expressão surpresa e pergunta à Catarina:
"Como assim Catarina?... Eu nem preciso dizer que te amo, meu favo de mel. Você hoje tá um pouco esquisita, ma eu num ligo... num ligo porque eu sei que se você tá me perguntando isso porque me ama."
Catarina chora, se aproxima de Petruchio, e deitando em seu ombro diz:
"Amo, amo sim, agora eu reconheço, até as crianças já haviam percebido."
Os dois lentamente direcionam seu lábios, mas quando está quase para vir um beijo, Catarina pisca, enxuga as lágrimas, mexe a cabeça como quem acordou pra vida e diz:
"Ah, que história é essa! O que estou fazendo? Acho que fiquei louca. Esqueça tudo isso Petruchio!"
"Arre égua Catarina, agora você acabou de dizer que me ama, e não pode negá."
"Me deixei levar pelo impulso, estou triste hoje. Morreu a... a... galinha que a Carijó mais gostava e fiquei triste."
"E você acha que isso é desculpa pra aquilo que você disse?!"
"Sedo ou não sendo essa é a verdade. Não ache que um momento comovente é real. Me deixei levar pelas emoções e ponto final. Agora vou ver como vão as coisas com as crianças."
Chega a noite, todos dormindo, mas Isabel se levanta e diz:
"Hum, agora sim meu plano poderá ser concretizado, isso vai contribuir bastante! Ha ha, só eu mesma pra ter uma ideia tão boa como essa." Diz a menia com ar de satisfação.
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