Quando um mensageiro chegou ao castelo de Cannot e Heitor viu que a carta continha o brasão de Montemor, ele já imaginava o que era. Chamou alguns servos e pediu para que eles preparassem seus baús. Um navio logo foi requisitado. Catarina e Sebastian estanharam a movimentação repentina no castelo.

—É de Montemor. -Disse serio. -O rei Afonso está acamado, o conselheiro real pede urgência na nossa chegada.

Catarina conhecia aquele olhar. Foi o mesmo olhar que Heitor usou para lhe falar que seu pai estava partindo. O antigo rei de Artena se foi em uma tarde nublada, ele sentiu o cheiro da chuva e partiu com um grande sorriso nos lábios. Ele se aos 110 anos e deixou seus netos, filha, gente e todo um povo com o coração partido. Catarina chorou durante dias, afinal, aquele era seu pai. Até que o choro cessou.

—Nos estaremos com você. -Foi a única coisa que Sebastian disse antes de abraçar o filho.

E eles partiram naquele mesmo dia.

O navio, desembarcou em Artena e uma carruagem os esperava, eles não pararam para descansar.

—Onde está Ronald? -Questionou Catarina.

—Foi buscar Amália. -Disse serio. -De acordo com as leis ela deve está presente nesse momento e na coroação do novo rei.

Catarina assentiu, preocupada com Ronald, o irmão do seu menino tinha ganhado um espaço importante em seu coração.

—Vai ficar tudo bem, meu querido.

—Eu sei que sim, mamãe. E meus irmãos?

Catarina abriu um pequeno sorriso.

—Seu pai foi buscar Alexandre, aquele menino adora uma boa guerra! -Exclamou em revolta.

—Assim como, Brianna. -Exclamou.

—É diferente. -Ela tinha que defender sua menininha. -Brianna está defendo nosso lar!

—Mamãe, por favor. Brie está conquistando terras para Artena. -Disse, pensando sobre o trabalho que a irmã deveria esta dando a Lastrilha.

Depois de alguns anos, Catarina percebeu que Otavio não servia para nada a não ser o papel de bobo da corte. E Artena atacou, tendo como comandando sua futura rainha. Pra o orgulho de Catarina.

Catarina riu.

—Ela foi avisa, meu pequeno príncipe. Logo chegará também. -Ela apertou a mão dele. -Todos estarão contigo. Como sempre.

Heitor assentiu.

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Era noite quando eles chegaram em Montemor. Heitor foi diretamente aos aposentos do rei. E Catarina se recolheu. Na manhã seguinte, enquanto passava por um corredor, avistou uma cabeleira ruiva passar. Curiosa, segui.

Era Amália.

A mulher não tinha mais a beleza da juventude. Estava mal cuidada, nem ao menos parecia que algum dia ocupou algum lugar na monarquia. Ela parecia doente. Catarina sentiu pena dela.

Os anos não foram os melhores para ela.

Quando a desjejum acabou, todos foram para o jardim. Até que um homem chegou. Gregório.

—O rei está chamando a rainha. -Amália olhou para o homem. -A rainha Catarina. -Completou.

Ela entrou e encontrou o lobo do homem ao lado da sua cama. O animal descansava calmamente.

Catarina sentou-se na poltrona ao lado da cama do rei. No rosto do monarca, uma grande barba só o deixava mais velho e fazia com que parecesse que ele era. Mas não era. Afonso de Monferato tinha a mesma idade do soberano de Cannot, contudo, ele não tinha felicidade.

—Poderia ter sido diferente. -Afirmou Afonso, pensativo.

—Sim, poderia. -Concordou Catarina. — Eu não teria errado tanto, você não teria escolhido tanto.

Afonso tossiu.

—O que poderia ter acontecido? -Seus olhos estavam cansados.

O rei estava cansado.

Catarina o olhou com misericórdia e então sorriu, não foi um sorriso de deboche, foi um sorriso calmo. Ela esticou a mão e tocou seus cabelos, tal como, outrora fez com seus filhos.

Ela suspirou.

—Artena teria feito um acordo com Montemor. Nos teríamos nos comunicado mais e, com o passar do tempo, nos nós apaixonamos, naturalmente. Conversaríamos sobre o tempo e a economia dos reinos e seriamos amigos. Eu não iria querer tanto, pois já tinha. Você não se sentiria só e cheio de responsabilidades, pois poderia compartilhar com alguém que estava passando o mesmo que você. -Ela parou. Afonso tinha os olhos fechados, imaginando.

O príncipe Afonso tinha acabado de se levantar, seus servos tinham lhe preparado um banho e as roupas. Logo ele desceu para a sala de jantar. Ali seria servido o café da manhã e, após a refeição, ele iria para a sala do trono atender camponeses.

Sua cabeça já doía ao pensar no trabalho que teria.

—Mais um dia... -Resmungou.

E então ele ouviu risos.

—Sim. -Disse ela, sorridente. -Que bom já há mais um dia, significa que você não está morto! -Exclamou.

—Catarina! -Ele disse extasiado.

O jovem sentia seu coração acelerar só de encarar a princesa. Ela estava bela, com suas vestes lilás e leves.

—Vim ajudar. -Disse com simplicidade.

Eles logo saíram dali e foram rumo a sala do trono. O barulho ultrapassava as paredes e, antes de entrar, ele já podia ouvir o falatório do povo. Lá haviam galinhas, porcos, frutas... Pedidos, suplicas.

—... Meu príncipe, minhas plantações...

—Senhor, não dá mais eu... -Afonso passou a mão na testa, nervoso.

Catarina o olhou e suspirou. Segurou a mão dele e, ao olha-ló, lhe questionou se podia se pronunciar. Ele devolveu uma suplica.

—Espere, vamos raciocinar. -Disse a princesa, atraindo a atenção deles para ela.- O problema do senhor, e da maioria, é a falta de publico consumidor. por outro lado, alguns precisam de empregos... Podemos fazer um evento... Em comemoração a Sant'Ana. Sim, uma pequena feirinha será feita e lá poderá ser vendida as mercadorias, tal como, os senhores precisaram de ajuda e poderão contratar os demais.

—Alteza, como saberemos que haverá pessoas?

Catarina olhou para Afonso e sorriu sapeca.

—Pois a princesa de Artena e os príncipes de Montemor estarão presentes. -Sentenciou.

Afonso a olhou abismado.

Eles olharam para Afonso, esperando sua confirmação.

—A princesa está certa, a festa de Sant'Ana deve acontecer esse ano.

Na porta da sala, Crisélia e Augusto admiravam a atitude da princesa e de Afonso. Enquanto, o povo comemorava e planejava. Os monarcas estavam contentes com a parceria que ambos, a filho e o neto, tinham.

Catarina prosseguiu. -Teríamos nos casado no castelo, o mesmo local da nossa coroação. Por termos unido os reinos, Montemor não precisaria de outra fonte de agua, se não Artena, você não sofreria o acidente. Foram tempos felizes, o casamente de Rodolfo e Lucrécia...

—A senhora, minha esposa, não acha que já está na hora de nos recolhermos, não? -Questionou ao pé do ouvido dela, fazendo com que todos os pelos da princesa se arrepiasse.

Ela sorriu.

—Por que faríamos isso? O casamento só está começando... -Ela se virou e ele a recebeu em seus braços. -Afinal, não é porque Rodolfo e Lucrécia se retiraram para o quarto nupcial que a festa acaba.

Ela sentiu uma queimação abaixo do ventre com o olhar que ele lhe lançou. Fazendo-a ficar sem folego.

—Acredite, princesa, eu posso lhe proporcionar uma festa bem mais animada. -Disse serio.

Aquilo era uma promessa e, Deus, ele cumpriria com todo o prazer.

Catarina se aproximou e disse no ouvido dele:

—O que está esperando?

E ele não esperou mais. Logo saíram dali, sem serem parados ou percebidos. A porta do quarto foi aberta com violência, a mesma que fez com que ele a "jogasse" na cama e a possuísse de todas as maneiras que Catarina julgava possível e até nas impossíveis.

—Eu te amo. — Disse ele enquanto distribuía pequenos beijos entre os seios dela.

Ela riu.

—Você não pode dizer que me ama em um momento desse...

Ele tirou os lábios dali e a olhou.

—E por que não?

Era sorriu sapeca.

—Por que não?... Oras, estamos fazendo... -Ela ficou rubra. — Você sabe... Desejos aflorados...

Ele riu com a confusão dela e voltou a beijos os seios dela.

—Estamos fazendo amor, meu bem. -Disse suavemente.

A cabeça dele ia descendo, os olhos iam descendo junto, até que ele chegou a um lugar que fez Catarina soltar um longe gemido.

—Deus! Como eu te amo! -Exclamou, sentindo a língua dele adentrar sua vagina e sair e entrar. Ele tirou a língua dali e a olhou, com um sorriso safado no rosto. -Por que parou? -perguntou, querendo achar uma maneira de se focar.

—Você não pode dizer que me ama em um momento desse. -Repetiu o que ela disse.

Catarina revirou os olhos.

—Eu posso falar o que eu quiser! -Disse atrevida, saindo daquela posição e invertendo. Ficando por cima dele. -Quando eu quiser. -Ela beijou seu peitoral. -E se eu... -Ela o colocou dentro de si. O homem soltou um gemido algo. -Quiser!

—O reino, a saúde de meu pai e de vossa avó... Tudo estaria como em um sonho. Até que eu ficaria doente e você se preocuparia.

—O que aconteceu? -Perguntou num sussurro.

Catarina sorriu.

—Nada de mais, em uma das nossas visitas a Artena teríamos pegado chuva e eu contrairia um resfriado. Mas, logo iriamos descobrir que esse não era o real motivo para a minha indisposição.

—Isso não pode está correto! -Exclamou contrariado ao ver sua esposa ir a casa de banho novamente. Já era a quarta fez, só naquela manhã.

—Não venha para cá. -Silencio. -Deve ter sido a chuva eu... -Silencio.

—Catarina?

Ele caminhou até a porta que os separava.

—Não venha para cá! Você não precisa ver isso, chame Lucíola.

Mais contrariado ainda, ele foi chamar a criada.

Não adiantou de nada, uma semana depois, as coisas continuavam as mesmas. O medico da corte foi chamado.

—Me diga o que minha esposa tem. -ordenou Afonso, segurando a mão de Catarina com carinho.

O homem sorriu e Afonso sentiu vontade de mata-lo por está sorrindo enquanto sua rainha estava doente.

—A Rainha não está doente.

—Não? -Questionaram ambos, se olhando.

—Não! Creio que Montemor e Artena logo ganharam um herdeiro. A rainha está gravida.

O coração de Afonso parou. Parecia que o tempo não passava. Ele estava em choque. Um filho, ele teria um filho! Um filha da mulher que amava. E ele estava paralisado enquanto a mesma o olhava assustada.

—Um filho! -Exclamou.

O medico já tinha saído.

—Afonso... Eu...

Só então ele a olhou e percebeu o olhar da esposa. Ele abriu um grande sorriso e foi até a mesma, a abraçou, beijou seus cabelos e se abaixou, beijou sua barriga.

Eram 3 agora.

—Você estava gravida?

—Sim, nosso primogênito, Heitor de Lurton e Monferato. Não haveria medo. Eu não estaria sozinha e você estaria contente com a noticia. Os meses passariam correndo e, em uma noite chuvosa, nasceria o príncipe. Ele seria apresentado ao povo que, em delírio o receberia. O primeiro da nova linhagem.

Todo o povo estava reunião na frente do castelo. Povos de ambos os reinos. Todos queriam comemorar o nascimento do príncipe herdeiro.

Catarina sorriu para Afonso.

—Está preparado? -Perguntou ela, tenebrosa.

Afonso riu.

—Eu sempre estive preparado para esse momento. -Disse a beijando. — Se acalme, meu amor. Você não estava tão nervosa quando apresentas ele aos monarcas.

Ela riu.

—Claro que não, eles não poderiam fazer nada com o meu menino.

Ela pegou Heitor do berço e o segurou em seus braços, com todo o cuidado. E se deslocaram para a frente do castelo. Assim que o povo os viu, foi a loucura. Haviam rosas em suas mãos, bandeiras de ambos os reinos.

—Meu filho. -Exclamou Afonso com orgulho. -Lhes apresento, o príncipe, Heitor de Lurton e Monferato.

—Herdeiro de Montemor e Artena. -Completou Catarina.

—DEUS SALVE O REI. -Gritaram.

—LONGA VIDA AO PRINCIPE HERDEIRO.

Catarina e Afonso se olharam, com a certeza que aquele era o lugar que eles pertenciam, juntos. Um ao lado do outro.

—Teríamos mais? -Perguntou fraco.

—Sim. Seriamos felizes, os que amamos nos deixariam com o tempo, mas continuaríamos inteiros, pois teríamos um ao outro. Nós passearíamos pelos campos do castelo e as crianças brincariam nas arvores, como fazíamos quando crianças. Eles teriam uma infância calma. Seriam educados de forma igualitária.

—Segure firme. -Disse novamente.

—Como? -Perguntou a voz infantil.

Ela tentou, mas a espada foi ao chão. A menina fez bico e o coração dele se derreteu.

—Querida, não se chateie por não conseguir, você só tem 4 anos, é o bebe da sua mãe.

—Eu não sou bebe, papai! -Exclamou revoltada. -Sou a futura rainha de Artena. -Disse com orgulho.

Afonso sorriu. Aquela menina podia ter seus olhos, mas tinha o ego de Catarina.

—Sim, será. E já está me provando que será uma rainha fantástica ao tentar.

A pequena princesa foi até o pai e o abraçou. Na porta, Catarina sorria ao observar a interação entre pai e filha, agradecendo, mentalmente, aos céus pela sua família.

—Mas, o tempo sempre passa, veríamos a coroação dos nossos filhos, os casamentos, brincaríamos com os nossos netos... Leríamos historias de fantasia então, quando fosse o momento, partiríamos para nos encontrar em outra vida ou no paraíso.

—Nos seriamos felizes. -Disse num suspiro.

—Seriamos, plenamente.

Ele tossiu novamente. Dessa vez saiu sangue. Era chegado o momento.

—Eu sinto muito. -Disse Catarina com pesar.

Ele segurou na mão dela.

—Não sinta... Ainda podemos nos encontrar em outra vida e mudar o rumo da historia.

Ela suspirou com tristeza, o rei estava partindo. Eles não eram mais jovens, mas, ainda eram eles.

—Até lá. -Ela apertou sua mão.

Levantou-se e saiu, sem olhar para trás. Chamou Heitor e Ronald, ambos adultos, entraram.

Depois de alguns minutos eles saíram com os olhos vermelhos e o resto molhado, Ronald foi abraçado pela mãe e Heitor correu para Catarina.

Era o fim.

Após se despedir dos filhos, Afonso sentiu toda a dor passar, seus olhos pareciam querer abrir. E se abriram, uma forte luz o trouxe para a entrada do castelo. Lá, três figuras o esperava.

—Mãe? Pai? Vovó?

O rei de Montemor estava morto.

*

*

*

*

As pessoas são luz e trevas e convivem com isso. Elas erram querendo acertar e acertam ao errar.

Como você podia julga-los? Afinal... Quem é o juiz? Quais são os termos necessários e cobrados? Como se faz um juiz?

Muitos homens julgarão estarem certos e declinaram ao próprio orgulho e sede de poder. Perderam a sensatez e acabaram loucos, doentes.

Sebastian Tudor poderia ter morrido em combate e nunca ter conhecido Catarina. Ela poderia não ter errado, não ter desejado tanto, poderia ter sido feliz ao lado do duque que seu pai escolheu para si. Teria filhos e governaria Artena com calma e nenhuma cautela, como outrora fez seu pai. Afonso teria ter se casado com Amália, com o apoio da sua avó, que morreria de desgosto ao ver a escolha do neto.

Poderia ter sido diferente.

Em um mundo onde Afonso, Catarina e Rodolfo teriam sido criados juntos, em paz e igualdade. Onde Amália sequer tinha imaginado conhecer a família real de Artena, onde ela tinha se casado com Virgílio e aprendido a lhe amar. Sebastian se casaria com alguma nobre de Elixir e aprenderia a ser feliz. Catarina e Afonso se amariam sem pressão. Seria tão certo... E tão justo.

Poderia, uma escolha, mudar tudo.

Rodolfo e Catarina se uniriam, após destruir Artena. Vendo que seu marido lhe era fiel, Catarina lhe daria atenção e o acolheria como igual, aprendendo a ama-lo, no futuro. Nos fins de semana, após o nascimento dos herdeiros e após os irmãos voltarem a se falar, todos iriam se reunir na área de jantar do castelo. Afonso e Amália, Catarina e Rodolfo.

Poderia... Eles poderiam, de inúmeras maneiras, ter vivido aquela vida.

Poderia... Foi... Eis uma linha extremamente fina tal como a que separa o amor do ódio e o loucura da sensatez.

Após a morte do rei, Heitor foi coroado. Catarina viu tudo. Observou Brianna se tornar rainha de Artena e Alexandre guerrear até conquistar, não só terras, mas corações. O jovem herdeiro de Cannot foi coroado após seu pai morrer de uma forte gripe. Catarina nunca pensou que sentiria uma dor pior do que ver seu rei morto. Mas, sentiu. Com a morte do seu filho mais novo. Alexandre tinha governado alguns anos, se casado e tido seu tão amado herdeiro. Sangue de seu sangue. Henrique I. E então, ele partiu ao sentir a lamina da espada inimiga descer no seu pescoço.

Partiu, renasceu... Reviveu.

A rainha viúva, a doce Cecília, assumiu o trono e governaria até o seu pequeno menino crescer e assumir.

Sentada em frente ao seu belo e amado labirinto ela recordou...

—Chegou a margarida. -Zombo Alexandre.

Brianna riu.

—Devo lhe alertar que não se deve dirigir palavras como essa aos seus superiores, príncipe. -Disse brincando.

Heitor riu, ao lado de Ronald.

—ORas, sua...

—O que meus filhos estão aprontando? -Perguntou Catarina se aproximando.

Sua pele já não era a mais limpa, seu corpo já não era o mesmo. Contudo, em seus 96 anos, a rainha se sentia mais viva que nunca.

—Nada, mamãe. Sente-se. -Brianna se apressou em dizer.

Ela se sentou e os observou.

Brianna tinha os olhos dele, mas o brilho dela. Uma mistura de ambos. Da mesma forma de Heitor, o rei de Montemor tinha muito de si, assim como, de Afonso. Havia Alexandre, com aquela sede de poder que ela conhecia e apreciava, afinal, veio dela. E também tinha Ronald. A pequena joia de Montemor.

Mas, também havia ela.

Catarina de Lurton, antes do Tudor. A princesa, a duquesa, a rainha.

A primeira e ultima...

A grande e soberana rainha.

Naquela noite, quando deitou-se. Ela se permitiu lembrar de tudo o que passou. E sorriu.

Tinha sido uma boa vida e ela...

Bom, ela estava pronta para a próxima.

Longo foi o vosso reinado.

E longa seria vossa Existência.

Deus Salve a Rainha.

Deus Salve Catarina.

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São Paulo, 23 de dezembro de 2018.

—E você vai se comportar? -perguntou esperando a resposta obvia.

Ele riu.

—É claro que sim, querida irmãzinha. -respondeu om sarcasmo.

—Allan! -Ela exclamou em revolta. -Esse emprego é importante para mim! Você não pode simplesmente ficar iludindo todas as moças que dizem um "boa noite" a você! Muito menos se essa moça for minha CHEFE!

Ele se aproximou e a abraçou.

—Fique calma, irmãzinha. Ninguém vai te demitir, não por minha culpa... Entretanto, devo admitir que aquele seu chefe está dando em cima de você.

Ela abriu a boca prestes a bater nele!

—O senhor Saulo ele é apenas... Ele.

Allan riu.

Deus, como ela amava sua irmãzinha.

Era uma nova vida.

Uma nova chance.

Notas finais
Curiosos a respeito dos atores que, acredito eu, sejam a representação de Brianna e Alexandre? Bom, a Brianna é a Alexandra Daddario, no filme Percy Jackson 1. E o Alexandre, é o Sam Claflin, em Branca de Neve e o Caçador. ESTÃO PREPARADOS PARA O EPILOGO? Lhes prometo uma viagem entre vidas!