Catarina
1 -
Quão doce pode ser o sumo de teus lábios, Oh Catarina
E ao me deleitar em teus braços, o alvorecer de novos traços, permiti.
Dona de diferentes faces,
Já não sou mais do que teu.
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Absorves mais uma vez as figuras:
Olhos, cabelos... Imprime-te o teu diferencial.
Já não é apenas fuga, não só os bárbaros meliantes
Fazem de ti habitada.
Tampouco aqueles que não conservaram tua pura raça.
Agora mais que viajantes podes ter...
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Ouves o tamboril misturando-se ao bandoneón
E neste ritmo, tuas terras serem povoadas.
Sintas as dores da exploração
Para que, logo, os prazeres do êxito.
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Admiras o trabalho do moço que,
Após tanto esforço, à distância sobreviveu.
Unicamente para contemplar-te, Catarina!
Relembras aqueles que fizeste chorar à espera de quem nunca voltou.
Os novos levaram-te ao trono.
Dona de vasta riqueza,
Fechas teus olhos e lembra-te daquele que primeiro acreditou.
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Ressintas as mãos cuidadosas a ti investidas.
Das incessantes horas dedicadas,
O teu florescer.
Quantas mais, lágrimas, agora alegres.
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O que passaste eternizou-te, o pouco foi suficiente.
Não fiques mal, menina.
Já podes oferecer mais que o grão dourado aos teus.
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Deixas que teus pródigos deem lugar aos deles,
Desfruta deste poderio que as massas a ti trouxeram.
Faz-te grande, ainda que sem toda tua riqueza.
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Tão bela Catarina, se não eras tu
Quem recebeu atenção por simples egoísmo?
Mostras, agora, que de teus vales a todo teu ser inovaste.
A revolução a ti melhor se adaptou.
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Oh Catarina,
Ainda que em ouro negro preferistes reinar,
Guarda o puro do teu ser para aos nossos não faltar.
Lava tua pele em abundante água que El Niño já chegou.
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Teu elixir a surgir de parreiras e cevada,
Entre tarantelas e bailinhos, teu festejar.
Abre alas aos quantos mais quiserem a ti chegar.
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Grande acolhedora,
Adiciona retalhos ao teu manto cultural,
Cobre-os com ele.
Mostras o que tens,
Una, mais uma vez,
O estrangeiro ao teu primogênito em miscigenação.
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