Quão doce pode ser o sumo de teus lábios, Oh Catarina

E ao me deleitar em teus braços, o alvorecer de novos traços, permiti.

Dona de diferentes faces,

Já não sou mais do que teu.

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Absorves mais uma vez as figuras:

Olhos, cabelos... Imprime-te o teu diferencial.

Já não é apenas fuga, não só os bárbaros meliantes

Fazem de ti habitada.

Tampouco aqueles que não conservaram tua pura raça.

Agora mais que viajantes podes ter...

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Ouves o tamboril misturando-se ao bandoneón

E neste ritmo, tuas terras serem povoadas.

Sintas as dores da exploração

Para que, logo, os prazeres do êxito.

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Admiras o trabalho do moço que,

Após tanto esforço, à distância sobreviveu.

Unicamente para contemplar-te, Catarina!

Relembras aqueles que fizeste chorar à espera de quem nunca voltou.

Os novos levaram-te ao trono.

Dona de vasta riqueza,

Fechas teus olhos e lembra-te daquele que primeiro acreditou.

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Ressintas as mãos cuidadosas a ti investidas.

Das incessantes horas dedicadas,

O teu florescer.

Quantas mais, lágrimas, agora alegres.

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O que passaste eternizou-te, o pouco foi suficiente.

Não fiques mal, menina.

Já podes oferecer mais que o grão dourado aos teus.

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Deixas que teus pródigos deem lugar aos deles,

Desfruta deste poderio que as massas a ti trouxeram.

Faz-te grande, ainda que sem toda tua riqueza.

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Tão bela Catarina, se não eras tu

Quem recebeu atenção por simples egoísmo?

Mostras, agora, que de teus vales a todo teu ser inovaste.

A revolução a ti melhor se adaptou.

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Oh Catarina,

Ainda que em ouro negro preferistes reinar,

Guarda o puro do teu ser para aos nossos não faltar.

Lava tua pele em abundante água que El Niño já chegou.

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Teu elixir a surgir de parreiras e cevada,

Entre tarantelas e bailinhos, teu festejar.

Abre alas aos quantos mais quiserem a ti chegar.

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Grande acolhedora,

Adiciona retalhos ao teu manto cultural,

Cobre-os com ele.

Mostras o que tens,

Una, mais uma vez,

O estrangeiro ao teu primogênito em miscigenação.

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