Notas iniciais
Olá pessoas!!! o/ Tudo bem com vocês? Espero que sim kkkkk Nesse capitulo terá um marco muuuuito importante para o decorrer da historia. Espero que gostem ^^ ~AnaChan ~ Genteem!!! Vocês não sabem como esperei por esse dia. Eu simplesmente amei escrever esse capítulo, e gosto muito dele :3 Ele é muito importante pra história, e acho que a partir dele muitas coisas já ficam bem mais claras ^-^ Até as notas finais o/ ~luC

Chopper querendo ou não, Zoro ficaria de vigia aquela noite. Estava sem sono. Aturdido. Não sabia como tinha acontecido tanta coisa em tão pouco tempo. Primeiro uma marinheira maluca apareceu no Merry junto com uma arqueóloga suspeita. Piratas invadiram o navio e mesmo que tenham perdido a batalha deixaram os Mugiwaras bem feridos.

O espadachim passaria a noite treinando, levantando enormes pesos. Ele amava treinar desde criança. Mas, com o tempo, o treino passou a ser também algo que ele teria de fazer para chegar a seu objetivo.

Era como um hobbie. Uma necessidade. Uma paz para sua mente. Levava-o a esquecer-se de todos os problemas que tinha e a concentrar-se unicamente no topo.

Ele se tornaria o melhor espadachim do mundo.

Era nisso que ele acreditava e para isso que trilhava todo seu caminho. Era o que ele dizia todas as noites para si mesmo e o que o fazia seguir em frente.

Mas desta vez em especial queria tirar da cabeça o pensamento de que Tashigi parecia tanto com Kuina. Ele sabia que ela estava morta. A viu no funeral. Gritou nos seus ouvidos e chorou sobre ela.

Nunca se esqueceria da sensação de tocar algo tão sem vida como ela.

Zoro decidiu tomar um copo d’água. Só torcia pro Chopper não encontrá-lo e o fazer parar de treinar para ir dormir. Estava enérgico demais para isso.

Depois de beber a água, olhou para a geladeira e ficou a encarando seriamente. Finalmente decidiu abrir e pegar o conteúdo dela. Uma garrafa de saquê fechada. Sem nada a perder, ele simplesmente virou a garrafa goela a baixo.

Estava um silêncio absoluto. Apenas o barulho das ondas do mar e do vento. Talvez a torneira pingando. E vozes em sua cabeça.

— Merda! Não acredito que apenas uma garrafa já está me fazendo ter alucinações. — de saco cheio, decidiu ir fazer a vigília no lado de fora.

Quando saiu da cozinha, logo olhou a porta da enfermaria. Será que estava tudo bem com ela? Chopper não deu notícias a ninguém, então apenas deixou Zoro preocupado.

Assim, sentou na frente da enfermaria e suspirou, respirando profundamente. Fechou os olhos e tentou dormir. Mas foi aí que ele percebeu. Ele não estava escutando vozes. Elas eram reais.

Virou-se bruscamente e olhou a porta, como se pudesse ver atrás dela. Os olhos estavam arregalados e a respiração ofegante. Depois de se acalmar um pouco, encostou a orelha na madeira, sem fazer barulho e começou a escutar.

“Eu disse não! Você não me entende!!”

...

“Devolve! É meu!!” — Zoro escutava as palavras chorosas e gritadas da marinheira. O que estava acontecendo?! Ela estava falando no Den den mushi? Não... o Den den mushi estava com Usopp, e ela pediu para alguém devolver algo. Será que tinha alguém ali? Só restava a Zoro descobrir.

Abriu a porta da enfermaria lentamente, com cuidado para que não fosse visto por ninguém que estivesse dentro, já posicionando suas espadas para um suposto ataque. Se surpreendeu quando viu que apenas a luz alaranjada do abajur estava ligada e que não havia ninguém além de uma tenente da marinha deitada na cama. Ela parecia cansada, estava suando e com a respiração pesada.

Sentou-se em uma cadeira em frente da cama e fitou-a. Ela parecia estar sofrendo. Por mais que estivesse ferida, o tratamento de Chopper devia ter resolvido o problema. Estava acontecendo algo e ele precisava saber o que era. Será que ela estava apenas falando enquanto dormia?

“Aaahh!!” — o espadachim deu um pulo com o grito da mulher. Ela estava com dor. Via pela expressão dela.

“Eu já disse para me devolver a minha espada!”

— Espada? — sussurrou Zoro olhando suas katanas, surpreso.

Não. Ela estava apenas delirando. Tendo um horrível pesadelo. Seria normal uma maníaca por espadas sonhar com elas. Exceto, claro, se a grandiosa Wadou Ichimonji não tivesse respondido o chamado da azulada.

O esverdeado teve de segurar a bainha com força para que a espada parasse de tremer indo na direção de Tashigi.

“P-Pai...” Era uma voz triste e de remorso, que foi trocada rapidamente por um tom de raiva. “Tanto faz! Eu não preciso da espada para treinar!!”

Zoro conhecia aquelas palavras. Já escutou várias vezes essas exclamações. Esses gritos. A garota começava a respirar rápido e ele a se desesperar. Ela começou a gritar de dor. Uma dor insuportável. Talvez tão grande como a que ele estava sentindo. Zoro nunca tinha visto antes alguém sofrer num sonho como ela estava.

Mas ele sabia de onde vinha essa dor.

~Flashback on~

Já era tardinha e o sol começava a se por. Todos treinaram bastante aquele dia. E no fim eram recompensados com uma maravilhosa vista do céu. O sol estava alaranjado, descendo lentamente no horizonte, emanando poder. Uma brisa tocava as poucas nuvens que tinha no céu, deixando cada vez mais clara a luz do oeste indo embora.

Zoro tinha terminado as atividades do dojo. Já havia treinado com seus “colegas de classe” e agora começaria o treinamento pessoal. Estranhamente o sensei não havia aparecido. O pequeno espadachim morava no local, então, depois de passar no quarto e trocar de roupa, foi direto à cozinha lanchar.

Esquentou o lanche e comeu. Tinha onigiris e um pouco de suco. Zoro não era nada bom na cozinha -então nunca cozinhava-, apenas esquentava o que já tinha. Ele passou alguns minutos descansando na cadeira, olhando para o nada.

— Eh, esse teto realmente precisa de uma pintura. — o pequeno dizia com o rosto virado para cima, entediado, e com a boca cheia de comida.

Resolveu levantar e procurar os pesos para treinar no quarto. O depósito era perto dos dormitórios, o que diminuía bastante a viagem. Tinha muitas variedades de instrumentos de treino. Os pesos variavam de 50kg a 5 toneladas.

Ele escolheu um peso de 50kg para levantar com a boca e dois de 300kg para os braços. Pretendia fazer algumas flexões, abdominais e agachamentos. Também pegou duas katanas de madeira, para treinar os movimentos. Depois de sair da despensa carregando as coisas, ia em direção aos quartos. Já estava escuro e com algumas poucas estrelas no céu. Zoro tinha gasto mais tempo na cozinha do que imaginava.

Algum tempo depois ele ainda vagava pelo local, procurando o próprio quarto. Estava uma noite linda, mas melancólica de mais. Mesmo se perdendo, Zoro teve a oportunidade de presenciar um lindo céu noturno.

Andando sem rumo, carregando os alteres e espadas, chegou ao que parecia ser os dormitórios. Quando estava prestes a abrir a porta do quarto, viu que a luz estava acesa e que existiam vozes ecoando no local.

Deixou as coisas de lado e se agachou, encostando o ouvido na porta, pronto para se esconder caso alguém o descobrisse. Tinha uma voz feminina, de criança, e outra grossa, masculina. As duas estavam alteradas. A voz era de... Kuina?

“Merda!! Entrei no dormitório feminino por engano de novo!” Zoro pensava enquanto escutava a conversa.

— Filha! Você está proibida de treinar a partir de agora, entendeu?! Me dê essa espada!

— Não!!

— Eu disse pra me dar essa espada!

Todos sempre pensavam que o mestre do dojo dava treinamento especial para a filha. Isso explicaria o fato dela ser tão boa com as espadas e até mesmo porque vencia os adultos. Explicaria o fato de Zoro já ter perdido pra ela inúmeras vezes.

Mas não. Ele não a treinava. Muito pelo contrário. A proibia de treinar.

Kuina se esforçava sozinha. Lutava sozinha, sem a ajuda nem mesmo do pai.

— E eu disse que não! Você não me entende... e não entende o MEU sonho!! — Zoro escutou um baque, e imaginou que fosse o mais velho pegando a espada da amiga. — Devolve!! É meu!

Resolveu se esconder atrás de umas caixas antes que alguém saísse daquele quarto e o visse. Mas continuou de uma forma que pudesse escutar o que acontecia. E dessa vez, o que ouviu foi um som mais especifico. Pele na pele. Provavelmente a menina tinha apanhado do pai. Supôs que foi um tapa no rosto.

— P-Pai... — era uma voz com lágrimas fundidas. Triste, tremida. — Tanto faz! — dessa vez ela gritou, enquanto o sensei saia do quarto e batia a porta. Ainda bem que Zoro tinha resolvido se esconder. — Eu não preciso da espada para treinar!!

O espadachim profissional ficou lá, parado em frente à porta da filha, enquanto deixava algumas lágrimas rolarem pelo rosto. Olhou para o céu uma única vez enquanto segurava uma espada branca, um pouco gasta, mas que o esverdeado reconhecia bem. Era a Wadou Ichimonji.

— Me desculpe filha... Mas você nunca vai conseguir realizar o seu sonho. — o homem sussurrava pesaroso. Parecia saber de algo que ninguém mais sabia. Algo que poderia aterrorizar vidas.

Assim que o mais velho saiu Zoro foi até a porta. Escutou alguns barulhos. Ele sabia que ela não deixaria de treinar. Por mais que não soubesse o que estava acontecendo de verdade, conhecia bem a amiga. E iria ajudá-la.

Pegou os equipamentos de treino que tinha com ele e colocou-os na frente do quarto. Bateu na porta algumas vezes e se escondeu. Quando achava que ela não iria abrir, viu uma fresta de luz aparecendo. A menina colocou os olhos na porta e procurando algo, encontrou apenas pesos e espadas de madeira.

Logo escancarou a porta surpresa e olhou de um lado pro outro, procurando quem poderia ter colocado aquilo ali. Ela estava com a bochecha esquerda vermelha e um pouco inchada. Arranhões por todo o corpo e aparentava estar dolorida. Mas ela sorriu. Imaginava quem poderia ter colocado aquilo lá. Então pegou as coisas e foi para dentro do quarto.

Zoro sentou novamente na frente da porta, com as costas para a madeira, e o olhar direcionado ao céu. Escutava a amiga em todos os movimentos. Ficou algumas horas lá. Sabia que tinha feito algo errado, principalmente quando a respiração descompassada começou as virar gemidos de dor.

— E-Eu... tenho que continuar... eu... eu vou c-conseguir. — ele escutava atentamente. — Eu... t-tenho que aguentar. Eu preciso... chegar lá.

Os gemidos de dor ficaram piores. Preocupado, o menino entrou no quarto com rapidez. Olhou a azulada. Estava suja, soada e machucada. Estava tremendo. Ela olhou para o Roronoa, como se pedisse ajuda.

— Eu v-vou ser... a melhor... — com tais palavras, ela cai ao chão sem a mínima força. Começou a ter calafrios e a convulsionar.

O pequeno espadachim ficou desesperado e tentou ajudá-la. Mas só o que conseguiu fazer foi correr do quarto em busca de ajuda até o pai da garota, gritando em seus ouvidos.

Depois da situação se estabilizar e Kuina estar descansando devidamente na enfermaria, Zoro decidiu ir vê-la. Sentou numa cadeira ao lado da cama, e a observou. Ela já não estava mais com a mesma cara sofrida de antes.

Talvez fosse melhor nunca ter dado aqueles equipamentos pra ela treinar. Mas ele sabia que ela teria treinado com ou sem os alteres e espadas. Sabia que ela não desistiria do sonho dela. Um sonho que ele não sabia qual era, mas que sabia que era importante o suficiente para que ela nunca desistisse dele.

Ele acreditava nela. Então apenas sorriu, sabendo que ela conseguiria.

Merda. Ela era a Kuina, afinal.

~Flashback off~

Notas finais
Então, gostaram do final?? O que acharam?? O que acham que vai acontecer nos próximos capítulos?? Vamos lá, podem fazer suas apostas nos comentários! Quem sabe (querendo ou não) você não recebe uns spoiler privilegiados.... E, o mais importante, deixará seu comentário ^-^ Nos vemos por ai o/ ~AnaChan ~ Então pessoinhas, o que acharam? Estamos sempre abertas a sugestões e criticas construtivas ^-^ Espero que tenham gostado, e até o próximo =** ~luC