Catalepsia

2 Capítulo 1. Não é possível


Notas iniciais
Eis o primeiro capítulo oficial da fic!!! o/ Heuhehe Esse cap e o próximo ainda vão ter algumas coisas da história original, mas espero que vocês gostem >< !! ******** Ana-chan falandooooo o/ Bem, esse capítulo ainda tem alguns retornos a história original do Oda-sensei porém colocamos algumas momentos com nossos próprias perspectivas sobre a situação que guiaram a história daqui a diante. Espero muito que gostem!!!! >.< !

Oe, Zoro. Acorde!

— Hã?! — Disse Zoro, acordando com a pior cara possível. — O que foi Luffy?

— Chegamos! Aventura!! Anda, vamos logo!!

— Hai hai. — Estava um dia lindo, ensolarado, um dia um tanto… nostálgico. Mas Zoro não sabia o por quê. — Cuidado pra não se perder Luffy! — Disse Zoro, enquanto Luffy corria para a proa do Merry, onde já se avistava Loguetown.

— Como se você pudesse falar alguma coisa, Marimo baka. — Disse Sanji.

— O que disse, Ero-cook!? Quer brigar?! — Nami interrompeu os dois, dando um soco na cabeça de cada um.

— Oe, Nami. Me empresta dinheiro, preciso comprar espadas novas. — Zoro disse olhando-a furiosamente, segurando o galo na cabeça. Enquanto isso, o capitão já pulava do navio em busca de aventura, ignorando completamente a situação

Todos já tinham seus lugares que gostariam de visitar na ilha. Sanji faria compras para abastecer a despensa, já que Luffy atacou a geladeira durante a noite, e também aproveitaria para paquerar algumas mellorines. Zoro procuraria uma boa loja de espadas. Usopp iria atrás de novas ferramentas e Luffy, claro, estava indo para a plataforma de execução.

Zoro andava sossegado pela cidade em busca de novas espadas. Estava um dia relativamente calmo, mas ele sentia que algo grande estava por vir. Não era uma ilha muito grande, mas tinha muitos piratas, com altas e baixas recompensas. Havia gritaria e confusão em praticamente todo lugar. Mas uns gritos em especial chamaram sua atenção.

— Ei, você não tá com aquele monstro hoje...

— É culpa de vocês que nosso chefe tá na cadeia agora! — Eram dois caras grandes falando com uma garota visivelmente frágil.

— Me desculpe, mas você está sendo rude. — Dizia ela firme e calma. — Se vocês não aprenderam ainda... eu lutarei com vocês novamente.

— Como é?! Quer brigar com a gente? HAHAHAHA!!

— Bem, já que você quer tanto. — Completava o outro, com um grande sorriso cínico na cara.

Zoro também ria internamente. Se perguntava como uma garota aparentemente frágil lutaria com aqueles piratas. Rapidamente eles partiram para o ataque.

O esverdeado sacou uma de suas espadas. Mas antes que se desse conta, aqueles dois homens estavam no chão ensanguentados e agonizando de dor. Essa esplêndida luta com um final triunfal, não teve o final tão triunfal assim. A mulher que acabara de nocautear os dois homens, não fez nada mais nada menos do que, depois dessa façanha, tropeçar no próprio pé e cair.

Zoro não era um cavalheiro, mas depois de certo incidente começou a respeitar as mulheres de modo que nem ele mesmo imaginaria. Claro que ele não sairia mostrando para todo mundo esse lado. Ainda lutaria e mataria uma mulher se fosse necessário, mas reconhecia mais do que ninguém como essa pode ser frágil na maioria das situações. Mesmo que ele não fosse um cavalheiro, ele era um espadachim, um samurai. E como todo samurai, ele tinha uma honra a zelar. Não ficaria simplesmente parado enquanto uma dama caia a seus pés.

— Procurando por isso? — Disse ele seco, enquanto abaixava e estendia os óculos a ela.

— M-Me desculpe. E m-muito obrigada. — Dizia a garota com um pequeno sorriso tímido. Finalmente olhando nos olhos do esverdeado. Zoro não podia acreditar no que estava vendo.

Antes que pudesse entregar os óculos à garota, ele acidentalmente quebrou-os na mão. Aquela garota era exatamente igual à Kuina!! "Quem é essa?" Zoro se perguntava internamente o que estava acontecendo, enquanto se afastava instintivamente. Ficou pasmo, atordoado, chocado e desesperado, tudo ao mesmo tempo.

— AAH!! — Os dois gritaram juntos quando perceberam o que havia acontecido com os óculos.

— Meus óculos!

— F-Foi um acidente! — Dizia ele, se afastando mais ainda.

— Eles são caros sabia? — Retrucava a garota, gritando e indo em direção a ele. — Como pôde fazer algo tão cruel?!

— Mas eu não tive a intenção...

— Pague óculos novos, por favor! — Dizia ela com uma visível expressão de raiva.

Zoro não gostou daquela aproximação repentina. Seu corpo tremia e ele suava. Não sentia nada mais que uma vontade enorme de estar longe daquela mulher. Não queria ver ela novamente. Era exatamente como a Kuina. E ainda usava uma espada... Flash backs da amiga de infância vinham à mente dele.

“Será que...? Não, impossível. Não pode ser. Eu a vi morta.” Pensava ele. “Acho que é como dizem. Sempre há alguém como você em algum lugar... Não que eu vá vê-la novamente...” Zoro estava em intensa confusão. Aquela garota não saia de sua cabeça. “Mas, cara, que loucura isso...”

Não, ele não queria ver aquela garota tão cedo. Nem pintada de ouro. Nunca mais. Então, como se ele estivesse com sorte, a garota saiu correndo, atrás de alguns piratas que estavam ameaçando uma menininha. Ela devia ser uma marinheira.

Zoro saiu andando, e, como que por um milagre, ele conseguiu chegar à loja de espadas. Se ele estivesse com a cabeça certa ainda daria voltas pelo meio da cidade sem sequer sair do lugar.

— Gostaria de uma espada. — Disse Zoro ao entrar na loja.

É claro que ele não tinha muito dinheiro, o que o levou a uma pequena briga com o vendedor. Precisava de quaisquer espadas, pelo menos por enquanto.

— S-SERÁ?! OOHHH, ESSA ESPADA!!— Uma garota de cabelos azuis entrou de repente na loja.

"O que diabos ela está fazendo aqui? As coisas já estavam ruins o bastante antes de ela aparecer." Parecia que ela estava perseguindo ele.

— Eu a conheço, é uma “Wado Ichimonji” não é?! Que lâmina perfeita... — Dizia ela com os olhos brilhando. -Vale mais de 1 milhão de berries. Essa é uma das espadas “Owazamono”. Ela é muito famosa!

— CALE A BOCA!! EU DEVIA TE PROCESSAR POR ATRAPALHAR MEUS NEGÓCIOS!! Você veio buscar sua “Shigure”, não é, Tashigi? Pegue!! Já está polida! — Disse o homem com os nervos à flor da pele, tacando a espada para a garota pegar.

"Então o nome dela é Tashigi..."

— E você!! As espadas de 50 mil estão ali nos barris. Escolhas duas delas e volte aqui. Você tem sorte. É uma ótima espada e vai ser desperdiçada por alguém que nem sabe o valor dela!!

— Tsc, por que ele está tão furioso? — Zoro resmungava.

— Ooh, não foi você que eu vi mais cedo?

— Ah, os seus óculos.

— Não precisa se preocupar em pagá-los, eu já dei um jeito. — Eles conversavam no canto da loja, enquanto procuravam duas espadas e sentiam o olhar mortal do vendedor. Estava realmente difícil encontrar uma boa espada naqueles barris.

— Mas...

— Aah! Eu já vi essa espada antes!! — A garota começou a folhear seu pequeno caderno. — Essa é a “Sandai Kitetsu”!! A verdadeira! Senhor!! Tem certeza que ela só vale 50 mil?

— Sim.

— Impossível! Essa é uma espada histórica, deveria valer 1 milhão. — Tashigi estava realmente entusiasmada.

— … Eu não posso te vender essa espada! — O vendedor parecia suspeito. Muito suspeito.

— Ela é amaldiçoada. Certo? — Dizia Zoro, observando-a cuidadosamente.

— ?! Você sabia? -Dizia o moço.

— Não. Eu senti. — Zoro ainda fitava a espada com cautela.

— E-Eu... Eu sinto muito!! Não imaginei que pudesse ser tão terrível! Eu acabei sendo intrometida!! — Ela gritava, arrependida de seu ato.

— Eu gostei dela. Vou levar! — Todos ali se assustaram com as palavras de Zoro. Ele não demonstrava medo, e muito menos hesitação. Nunca um desespero de um homem foi como o do vendedor.

— O quê?!!! Ela não está a venda, idiota!! Se você morrer, a maldição virá para mim!!!

— Bem, então o que acha de fazermos um pequeno teste? Qual é mais forte, minha sorte, ou a maldição dessa espada? Se eu perder, significa que não mereço ser quem eu quero ser... — Com tais palavras, o jovem jogou a espada para cima e estendeu o braço.

"O QUÊ?! Ele parece um excelente espadachim, se ele perder o braço, será o fim de sua carreira. O que diabos está acontecendo?!" A garota fechou os olhos enquanto a espada ainda subia e dançava graciosamente no ar, cortando o vento e a respiração de todos. A espada começou a cair em direção ao braço de Zoro, e este, mesmo que pensasse em tirar seu braço, não conseguiria mais. Assim como o desafio, a maldição fora lançada.

— Pare com isso!! Você vai perder o braço! A espada vai cortar seu braço fora! — A marinheira e o vendedor gritavam com ele.

Ninguém acreditava no que estava vendo. A espada rodeou o braço dele sem que ao menos chegasse perto de arranhá-lo, como se apenas fizesse uma pirueta ao redor de seu parceiro de dança. Parecia até... que a espada o tinha escolhido.

~

O espadachim saiu da loja, finalmente com três espadas. Assim que se lembrou de uma coisa e resolveu virar, deu de cara com a maníaca por estas.

— Err... então... — Ela estava sem fala pelo que tinha acontecido.

— Aqui. — Zoro estendia a mão com parte do dinheiro que Nami havia lhe emprestado.

— O quê?

— O dinheiro dos seus óculos. Pegue. — Antes que ela pudesse dizer algo, ele se virou e saiu.

~

Fora um dia longo. Havia acontecido muitas coisas. O capitão dos chapéus de palha se meteu em confusão, quase sendo executado em praça pública.

Além disso, Zoro conheceu aquela marinheira... estranha. Ela o lembrava tanto de Kuina, que estranhava que não fossem a mesma pessoa.

A viu na rua, se defendendo corajosamente de piratas. Depois na loja de espadas, ajudando-o a conseguir excelentes katanas. O ar ficava sempre diferente com ela por perto, como se ele não conseguisse ser ele mesmo. Então, tudo o que ele mais queria era distância.

E, pelo visto, ela finalmente tinha descoberto que ele era um pirata, ex-caçador de recompensas. Estava furiosa, então começou a lutar com ele, mesmo que ele não o quisesse.

— Eu vou pegar sua Wadou Ichimonji, Roronoa Zoro!

Estava chovendo, e eles estavam em um beco escuro, próximos a uma parede. A tensão era visível. Aquele momento, sem sombra de dúvidas, marcaria a vida dos dois para sempre.

— Se você conseguir! — Depois de vários sons de espada batendo, uma simples garota acabou presa entre o corpo molhado de um espadachim e a parede escura de um prédio. Ambos sentiam a respiração um do outro. — Essa espada não sairá das minhas mãos... não importa o que aconteça!! — Dizia ele sério, olhando profundamente nos olhos dela, que pareciam hipnotizados pelos do esverdeado.

A proximidade dos dois estava diminuindo rapidamente, a respiração deles se juntava e eles estavam ofegantes. Parecia que havia algo dentro dos dois que eles não podiam segurar. De repente, a mão grande e áspera do moreno foi em direção à pele branca e macia da azulada.

Ele apertava o braço dela, com raiva. Pensava em tudo o que tinha passado por causa de Kuina. Todos aqueles sentimentos negativos voltaram por causa de uma única pessoa. A culpa era toda dela.

Então, com um movimento rápido, ele fincou a espada na parede com raiva, a milímetros do pescoço de Tashigi, assustando-a.

— Eu estou com pressa. — Ele se afastou rapidamente, levando a espada junto. Estava desesperado e com ódio, então começou a ir embora.

— Por que você não me machucou?!

Zoro se virou, irritado com a pergunta dela dela.

— É simplesmente... por que eu sou uma mulher? … É humilhante lutar com alguém que não me leva a sério num duelo só porque mulheres não são tão fortes quanto homens!! Você nunca entenderá como é desejar todos os dias ter nascido homem. Eu não escolhi espadas por que gosto de brincar com elas!

— Eu não aguento o fato de você existir!! — Explodiu. Zoro já não aguentava mais aquilo. Não aguentava o fato de escutar aquelas palavras de uma espadachim que se parecia tanto com Kuina. Na verdade, não aguentava o simples fato de ter que escutar aquelas palavras. Ou de existir alguém tão parecida com Kuina.

— O quê?

— Droga! Você é exatamente como uma amiga minha que morreu a anos atrás. E além disso, diz exatamente as mesmas coisas que ela dizia! PARE DE IMITÁ-LA! SUA CÓPIA MAL FEITA!! — Infelizmente, ele tinha de admitir para si mesmo que era uma cópia extremamente bem feita, o que o deixava com ainda mais raiva.

— O quê?! Que imaturo... Seu rude! Eu falo assim porque eu sou assim! Nunca me encontrei com sua amiga! E eu tenho o direito de me sentir ofendida também!! Como você pode saber se não era ela que estava me imitando?!!

— O QUE DISSE?!

Então, a partir daí, o destino dos dois maiores espadachins que o mundo já conhecera estava traçado.

Notas finais
Thanks minna!! Até o próximo o/* Ps: Comentários deixam autores felizes *--*