Notas iniciais
Helloooooo pessoinhas lindas!! *-* Está começando oficialmente a história original =3 Nesse capítulo, teremos uns sonhos misteriosos e uma ilha da zoeira, além de um LuNa básico *3* Esperemos que gosteem ^-^ ! ~LuChan ******************** Oláaa pessoas!!!! Mais um capitulo!!! Amei escrever esse capitulo, o fato de pensar o que cada personagem pensaria e se comportaria durante as cenas propostas. Enfim, foi muito divertido escreve-lo. Espero que gostem ^^ ! ~AnaChan

A garota foi a cozinha beber um copo d'água. Estava cansada e mostrava muitas olheiras. Ficou algum tempo pensando e olhando a torneira da cozinha gotejar. Não conseguia dormir aquela noite. Depois que voltou para o quarto, finalmente caiu no sono.

~Sonho On~

— 1889, 1890, 1891, 1892, 1893... — Alguém bateu à porta. — E-Entra!

— Ei, vamos brin... — A garotinha que antes entrou no quarto para chamar a amiga pra brincar, saiu correndo e gritando.

Uma pequena menina de cabelos azuis e apenas 12 anos de idade estava a algum tempo sem sair do quarto, foi uma cena que assustou a amiga. Ela estava treinando com um peso de cem quilos. Estava com dor, cansada e suada. Havia marcas pelo seu corpo. Roxos, cortes, hematomas e cicatrizes.

Não era um quarto de uma garotinha comum, com tudo enfeitado de rosa. Havia espadas de treino por todo lado. Pesos, planos de treinamento e roupas sujas. Parecia mais o quarto de um garoto levado. Só existia uma coisa limpa, que era uma linda e verdadeira espada, pendurada na parede. A única coisa que a menina limpava depois de treinar.

Não, ninguém batia nela, ou a obrigava a treinar. Ela treinava por que queria. Achava divertido. Mas aquilo causava imensas dores de cabeça e no corpo na garota.

~

— Rápido! Alguém chame os médicos!! Ela está tendo convulsões!

~

— Ela está se esforçando de mais.

— Talvez seja melhor ela parar com esses treinamentos, aliás... ela nunca vai conseguir mesmo.

~Sonho Off~

~Tripulação dos Chapéus de Palha On~

O sol já se levantava no horizonte, indicando o começo de mais um dia no Going Merry. Fazia semanas desde que estavam na Grand Line. Vivi e Carue os acompanhavam para chegar até a próxima ilha, Alabasta.

Mas o inesperado, ou nem tanto assim, acontece.

Para onde foi toda a comida?!! — Grita Sanji, logo após ver que toda a comida que tinha comprado em Whiskey Peak, que deveria durar até a próxima ilha, tinha sumido da geladeira.

Como todos os dias, Sanji acordou às cinco da manhã para fazer o café da manhã reforçado da tripulação. Já era rotina perceber que algum pedaço de carne haviam sumido durante a noite, mas nunca toda a comida de uma vez, suficiente para abastecer metade de uma ilha. A ratoeira, tamanho gigante, que ele havia colocado noite passada estava intacta, mas toda a cozinha estava cheia de farelos.

Sanji já sabia que tipo de rato havia atacado a geladeira. Só existe um capaz de comer tanto assim e ele até tem nome...

LUFFY!!!!! — Sanji sai da cozinha e vai em direção ao quarto dos meninos, gritando pelo capitão.

Luffy dormia em sua rede como se fosse um anjo, mas quando estava acordado, parecia mais um macaco selvagem. Sem paciência, Sanji abriu a porta com um chute e puxou a rede de Luffy, o fazendo cair de cara no chão.

Oe, Sanji, porque fez isso??!! — Falou o capitão indignado, massageando o galo na cabeça e ajeitando o seu chapéu de palha.

Ei, dá pra parar de gritar, tem gente querendo dormir. — Diz Usopp, com os olhos grudados e remelentos de sono.

E o que vocês estão fazendo dormindo?? Vão pescar alguma coisa pra comermos!! — Disse Sanji, derrubando Usopp, Chopper e Carue das redes e os expulsando do quarto.

Luffy aproveita do momento e tenta escapar do quarto e da fúria de Sanji, só que tropeça em Zoro, que estava dormindo no chão do convés, fazendo muito barulho ao cair de cara no chão.

Sanji tentava explicar o ocorrido a Nami e Miss Wednesday, pois acordaram com os gritos do mesmo. Zoro foi o único que não acordou com o escândalo todo, mesmo com Luffy caindo sobre dele.

Aonde e o que você fez noite passada, Luffy? — Sanji fez seu capitão parar e sentar no chão. O cozinheiro já estava com seu cigarro acesso e com cara de quem cozinharia alguém hoje, provavelmente alguém que usasse um chapéu de palha. Luffy, já sabendo o que estava por vir, resolveu mentir para se livrar dele.

E-eu tava dormindo. — Disse, fazendo um bico de lado e evitando olhar para Sanji a todo custo. Típico de quando estava mentindo.

Oe Luffy, não minta para mim. — Sanji já pensava no tipo de tempero que usaria para cozinhar o ladrão de comida, enquanto puxava as bochechas dele.

O quê?!! Não sei do que você está falando!

Quer dizer que você não sabe para onde foi parar toda a comida que estava na dispensa até noite passada?!

Não, não faço ideia. — Gotas de suor escorregavam pela testa de Luffy. Um bico enorme em seu rosto e a tremedeira entregavam o capitão.

Então porque não está olhando para mim enquanto falo com você?

Sabendo que aquela conversa não iria a lugar nenhum, resolveu parar com seus pensamentos canibais e bolar um plano para fazer o capitão confirmar suas suspeitas.

Oe, Luffy! Tem algo preso no seu dente.

O QUÊ?! ESSA NÃO, SOBRAS!! — Luffy tentava a todo custo cobrir a boca e esconder a prova de que foi ele que comeu a comida na noite passada.

Uma veia pulsante aparece na testa de Sanji, junto com uma cara diabólica. Sem pensar duas vezes, dá um chute no Capitão, que foi parar do outro lado no convés, batendo a cabeça na parede.

Eu não vou levar a culpa sozinho!! Usopp, Chopper e o pato estavam comigo lá ontem!! –Grita Luffy, apontando para os três que estavam tentando pescando alguma coisa para Sanji cozinhar.

Medo e desespero descrevem o que eles sentiram no momento. Os três estavam pescando logo ao lado da cena, escutando toda a conversa. O atirador resolveu mentir para se livrar da encrenca.

Ei Luffy! Pare de mentir, eu tava dormindo ontem!

E-eu t-também. — Gotas de suor surgiram na testa de Chopper.

É claro que vocês estavam lá também! Se não fossem vocês, eu teria ficado preso na ratoeira até hoje de manhã. Shishishi. — Luffy já havia até se esquecido da surra que acabara de receber.

O cozinheiro chega perto dos dois devagar, com um olhar sombrio no rosto.

Oe, pessoal! Como estão indo? — Falou o cozinheiro, dando um leve sorriso e uma tapinha nas costas deles, assustando-os.

É-É, bem! — Gaguejaram em uníssono.

Isso era tudo o que faltava para Sanji condenar aqueles dois. Sim. Em um único golpe ele bate a cabeça de Usopp contra a de Carue e espremendo Chopper no meio, que, por terem ficado tontos, caem no mar.

Nami-san, será que vai demorar muito para chegarmos até a próxima ilha? Não sobrou nada para comermos. — Disse Sanji, ignorando os gritos de socorro do trio e bajulando sua preciosa Mellorine.

— Sanji-san, pelo visto vai demorar, mas deixa eu dar uma olhada. — Mesmo sabendo que não veria nenhuma ilha por perto, Nami preferiu verificar, já que não se tratava mais do East Blue, e sim, da Grand Line, onde tudo é possível.

Luffy se desesperou com os amigos se afogando e pulou no mar para salvá-los. Pena que ele não podia nadar. Usopp e o “pato” tiveram que salvar os dois usuários de Akumas no mis.

O-O Q-QUÊ?! Como é possível? O Log Pose nem tá apontando para lá! –Uma clara faixa de terra aparecia no horizonte.

— Nami!!! O que ouve? — Disse Luffy, todo molhado e ofegante. O que deixou a ruiva um pouco corada.

Vivi e Sanji foram ver o que estava acontecendo, já que se assustaram com os gritos da Ruiva.

T-Tem uma ilha ali! — Apontou Nami, um pouco trêmula, apontando para ilha que já estava visível.

Ah! Não se preocupe Nami-san, deve ser a ilha Tanagi, ela faz parte da rota de ilhas ao lado da nossa, por isso o Log não está apontando para lá. — Disse a azulada com um lindo sorriso no rosto.

Hum, Tanuki... Oe Chopper, deve ter parentes seus lá! — Disse Luffy, com um sorriso inocente.

EU JÁ DISSE!!! EU NÃO SOU UM TANUKI!!

Oe, porque essa gritaria toda? — Disse Zoro, acordando depois de todo o ocorrido.

Shishishi. Comida, aventura!! Vamos para a ilha Tanuki!! — Luffy corria de um lado para o outro de entusiasmo, com os olhos brilhando.

É Tanagi, Luffy. Não Tanuki! — Dizia Ussop com uma gota no rosto.

Nami, mesmo acostumada com as atitudes infantis do capitão, não conseguiu segurar o riso. O que ela não esperava é que essa ilha poderia mudar sua forma de pensar sobre o capitão.

~

Ei Chopper! Vem logo, vamos procurar seus amigos!!

EU NÃO SOU UM GUAXINIM, LUFFY!!

Mais parece com um. –Disse Usopp, segurando o riso.

Luffy, Usopp e Chopper já estavam em terra firme, ansiosos para explorar o novo território encontrado. Zoro e Sanji caçariam a comida e ficariam de olho nos três. Já Nami, Vivi e Carue ficariam no navio, já que a ruiva queria desenhar seus mapas.

Oe gente, não deixe o Luffy arrumar nenhuma encrenca! — Disse Nami.

SIM, NAMI-SAN!! — Disse Sanji, com os típicos olhos em forma de coração.

Nos encontraremos às cinco da tarde.

Na ilha Tanagi, não tinha vilarejos, só grandes árvores por toda sua extensão. Era mais um dia ensolarado, típico de começo de primavera. Também ventava um pouco, assim o dia não ficava muito quente, além de trazer o delicioso perfume de flores no ar.

Depois de andarem por um tempo para dentro da ilha, Sanji se vira para os companheiros.

Vocês irão colher as frutas. Ok? — Disse apontando para Luffy, Chopper e Usopp. Claro que os três estavam mais entusiasmados com o besouro-rinoceronte que estava em uma árvore perto deles.

Eu e o Marimo vamos caçar os animais. — Continuou Sanji, depois de ter conquistado a atenção do trio com um chute na cabeça do narigudo. — Usopp, não deixe o Luffy aprontar nada.

T-Tá bom.

Então os dois grupos se separaram para suas respectivas tarefas.

~

AAAAAAAHHH!!!!!

Foi um grito capaz de ser ouvido por toda a ilha. Zoro e Sanji, que brigavam pela presa que pegaram juntos, pararam para ouvir e ver o que acontecia.

Só pode ser ele. — Disse Zoro.

O que será que ele aprontou agora?

Nami e Vivi, que estavam no Merry, conseguiram ouvir o grito também.

Eu disse para eles ficarem de olho nele! — Disse Nami, desapontada com o grupo que estava na ilha.

~

Então foi por isso... t-toda aquela gritaria. — Disse Nami tentando ao máximo não rir do que acabara de ouvir.

Pois é, vocês perderam. — Usopp não parava de rolar no chão de tanto rir.

Isso não tem graça!! — Disse Luffy, que ficou mais distante de onde a tripulação estava sentada, todo emburrado com a situação.

O sol já desaparecia no horizonte e a lua já estava brilhante e cheia no céu. Estavam todos reunidos ao redor de uma fogueira se deliciando com a comida que Sanji estava preparando. Poderia estar tudo normal, tirando...

Tá, eu entendi o que aconteceu, mais não consigo entender o porque deles estarem aqui! — Disse Vivi apontando para os seres pequenos e marrons que estavam com eles.

Shishishi são parentes do Chopper! — Luffy já estava comendo a carne que caçaram.

Enquanto Luffy e Chopper discutiam, Zoro relembrava do acontecimento.

~ Flashback On~

“Só pode ser ele. O que ele aprontou agora?” Pensava Zoro, enquanto corria em direção ao grito, com Sanji logo atrás.

Chegando lá, se deparou com a cena mais estranha que já viu. Zoro não via o capitão em lugar algum, só Usopp e Chopper rindo.

Oe bakas, onde está o Luffy? — Disse Sanji.

O narigudo e a rena conseguiram parar de ri por tempo suficiente para apontar para o fundo do gramado onde estavam.

Vários guaxinins marrons estavam em cima de Luffy, eram tantos que só dava para perceber que era ele por causa dos gritos.

AAAAHHHHH!!!! Saiam de cima de mim!!

O que tá acontecendo? — Perguntou Zoro após o choque que recebeu.

L-Luffy foi pegar algumas amoras naquele arbusto... só que não percebeu que tinha uma toca com filhotes de guaxinins em baixo. Os pais e outros guaxinins pensaram que era um ataque aos filhotes... e-então, o resto você já sabe. — Disse Chopper depois de se recuperar do ataque de riso.

— AAAH!! OS PARENTES DO CHOPPER TÃO ME MORDENDO!!

Oe Luffy, fica quieto que eu vou te ajudar e... ELES NÃO SÃO MEUS PARENTES!! — Estridente, o capitão corria em círculos pela clareira com Chopper e um monte de guaxinins logo atrás.

Depois de observar a cena mais um pouco, Zoro não aguentou e teve que rir junto com os outros. “Só Luffy para causar isso.”

~Flashback Off~

Depois de muito festejarem e beberem, resolveram que seria melhor dormirem na ilha, pois já era tarde e todos estavam cansados. A lua já estava bem alta no céu e todos dormiam há um bom tempo. De repente, um som ecoou por toda a ilha.

Enquanto tentava pegar comida para fazer o lanche da madrugada, Luffy acabou derrubando algumas panelas vazias no chão. Paralisado de medo, pois corria risco de ser pego pelo cozinheiro, olhou ao redor conferido se alguém tinha acordado.

Uffa! — Sussurrou Luffy aliviado, já que ninguém havia acordado.

Prendeu a carne entre os dentes e começou a pegar as panelas caídas. Perto dali, Luffy não havia percebido que seu barulhento lanche da madrugada acabara acordando alguém.

“Ele não consegue fazer nada em silêncio?” Nami olhava disfarçadamente para o capitão, que ainda recolhia as peças de cozinha. Como já estava acordada e possivelmente demoraria pra dormir novamente, resolveu ajudá-lo.

Não consegue nem pegar a comida escondido?! — Disse a navegadora enquanto pegava uma das panelas, consequentemente assustando Luffy, que derruba novamente as panelas que já tinha pego.

N-Nami!! — Luffy falou um pouco mais alto, tirando a carne da boca.

Shh!! — Luffy se assustou com a aproximação repentina da navegadora, que tampou sua boca com a ponta do dedo indicador. — Shh! Você vai acordar os outros, capitão. — Dizia enquanto dava uma piscada para Luffy, que não entendia o que estava acontecendo.

Eles ficaram em silêncio para conferir se todos estavam dormindo, mas não sabiam que exatamente naquela hora, todas as noites, ocorria um fenômeno bem diferente naquela ilha.

Milhares de luzes pequenas, saindo de todos os lados da floresta, cobriam o céu com seu brilho. Luzes com vários tons verde, laranja e amarelo voavam ao redor de toda a clareira onde a tripulação se encontrava. Deixando a noites uma das mais bonitas que já viram.

O chapéu de palha estava tão entusiasmado para ir atrás das luzes voadoras, que se esqueceu da situação que se encontrava. Panelas numa mão, carne na outra, o resto da tripulação dormindo ao seu redor e Nami muito, muito perto dele.

Oohh!! — Nami pegou a mão do capitão, que estava com os olhos brilhando de entusiasmo, e começou a puxá-lo para uma clareira mais distante, onde poderiam falar normalmente sem acordar ninguém com a energia do garoto.

~

Zoro acabara de acordar do seu quinto sono por causa de sons de panelas. “Será que o Ero-cook esta cozinhando uma hora dessas?” Resmungou, vendo de longe alguns vaga-lumes que ofuscavam o resto do cenário, mas não ligou muito. Não estava ali para apreciar luzes misteriosas ou algo parecido.

O braço direito do capitão do bando dos Mugiwaras decidiu ficar de vigia em uma cachoeira próxima. Como geralmente dormia o dia inteiro, estava acostumado a ficar acordado de noite.

Por mais que quisesse ir treinar agora, seus pesos estavam no Going Mery. Ele sabia que se fosse tentar ir ao navio sozinho, provavelmente não conseguiria mais voltar para o acampamento, então achou melhor descansar na cachoeira enquanto observava a lua tão nostálgica daquela noite.

Nostálgica a ponto de fazê-lo lembrar-se da escuridão que um dia o dominou, assim como a claridade dos vaga-lumes o fazia sentir-se em um sonho.

~

Em algum lugar ao lado da cachoeira concentrava-se uma grande quantidade de vaga-lumes. Flores nasciam pelo chão da clareira, assim deixando seu perfume pairando no ar.

Oe, Nami! O que é isso?! — Disse o moreno olhando fixamente para uma das luzes que pousou no seu braço.

São vaga-lumes, Luffy.

Ah, luzes misteriosas. — Dizia batendo uma mão fechada na palma da outra, agindo como se tivesse entendido o que ela acabou de dizer.

“Como isso é possível?” Uma gota apareceu na testa da ruiva, que não conseguiu segurar e deu uma leve risada da inocência do capitão. Achou um lugar para sentar e ficou observando a linda noite, o luar na maravilhosa floresta tropical, os vaga-lumes voando por toda parte e o chapéu de palha pulando por toda a parte tentando pegar as “luzes misteriosas”.

Parece que estou em um sonho. — Por mais que não quisesse, aquela cena aquecia seu coração como nunca aconteceu antes, fazendo com que aos poucos esquece-se de todos os momentos ruins que viveu com o Arlong. Demoraria, mas ela sabia que se ficasse com aquela tripulação, e, principalmente com aquele capitão infantil, ela não teria porque ter medo.

Olha Nami! — Disse Luffy, se aproximando da ruiva com as mãos fechadas em forma de concha. Mas quando abriu, estavam vazias. — O que?! Mas estava aqui agora mesmo!

Acho eles voaram quando você abriu a mão. — A navegadora disse, rindo.

Hum! — Luffy sentou ao lado de Nami fazendo bico.

Ficaram um tempo sem falar um com o outro, só apreciando a noite.

Obrigada, Luffy! — Nami o olhou com um lindo sorriso no rosto, expressando pura simplicidade e sinceridade.

Ahn? — Com a cabeça levemente virada de lado e seus olhos grandes e curiosos, Nami podia jurar que viu um cachorrinho que não entendeu o motivo de levar bronca, no rosto do Luffy.

Por ter destruído Arlong Park... e me salvado. — Ela lembrava do ocorrido.

Ah isso... não há de quê! — Disse o moreno se levantando de onde estava com seu grande sorriso e arrumando seu chapéu de palha.

Acho que é melhor a gente voltar para o acampamento antes que alguém perceba e... — Nami falava enquanto dava uma última olhada ao redor antes de ir.

De repente a ruiva sente Luffy segurar sua mão. Um toque firme e quente. Ela nunca tinha reparado em sua pele macia e lisa. A navegadora ficou com vergonha do toque fora do comum do capitão, que se tornou mais forte com o passar do tempo. Aos poucos, se virou para olhar o capitão, ainda com as bochechas rosadas.

Luffy estava com seu famoso sorriso alegre no rosto e olhava fixamente para uma das luzes que acabara de pousar em seu nariz.

Ainda de mãos dadas, um sorriso terno brotou nos lábios de Nami. Ela ficou fascinada, assim como uma criança, pela luz alaranjada do pequeno inseto. Foi aproximando-se lentamente com os olhos curiosos e arregalados. Ela estava hipnotizada pela fascinante beleza à sua frente. Era como um pequeno sol.

Sem querer, ela acabou tropeçando em uma pedra que estava entre os dois, e caindo em cima do moreno, eventualmente levando os dois para o chão.

Nami não sentiu muito o impacto da queda, já que caiu em cima de Luffy. Eles estavam mais próximos do que o comum, era possível de sentir a respiração um do outro, levemente acelerada pelo susto da queda.

Tão perto que, acidentalmente, se beijaram.

Um leve tocar de lábios em uma das noites mais belas que já presenciaram.

Ambos não entendiam o motivo de seus comportamentos, mais apreciaram aquele momento como se fosse o último de suas vidas. Um beijo suave que durou meros segundos, mas que pareceram com minutos ou horas. Um beijo doce e cítrico, como laranja. Mesmo sendo termos totalmente opostos, as palavras explicavam exatamente o sentimento.

— O que está acontecendo aqui? — Perguntava Zoro, com sono e não enxergando muito bem.

— N-Na-Nada! Não e-está acontecendo nada!! — Dizia Nami gritando e afastando-se repentinamente, assustando Luffy, que não entendia nada.

Luffy, depois do susto, não faz nada menos que o esperado. Quando tentou se levantar, esbarrou na mesma pedra em que Nami tropeçou há pouco tempo, acabou rolando para trás e caiu na cachoeira, fazendo Zoro dar muitas gargalhadas.

— Z-Zoro! Para de rir e vai salvar o Luffy!! — Nami dava um soco na cabeça do espadachim, jogando-o para dentro da cachoeira. Ela estava realmente corada. Só não sabia se era vergonha ou raiva de um certo Marimo que estragara um momento tão lindo quanto aquele.

Enquanto Zoro salvava Luffy, Nami olhava o chão relembrando o ocorrido, quando uma flor lhe chamou a atenção, uma linda margarida branca. Entretanto, o que realmente chamou sua atenção, foi o fato daquela espécie de margaridas não ficarem abertas a noite, mas aquela estava. E com todo o seu esplendor, uma única flor, simples e frágil, lutando contra o seu destino.

A ruiva pegou a flor para sentir seu perfume delicado, definitivamente ela não se esqueceria daquele dia.

~Tripulação dos Chapéus de Palha Off~

~ Sonho On~

No hospital, os médicos dão analgésicos e anestesias para a garota. A menina sente fortes dores em todo o corpo.

~

Finalmente, depois de mais uma luta no hospital, a pequena azulada pôde voltar para casa.

— Filha! Você está proibida de treinar a partir de agora, entendeu?! Me dê essa espada!

— Não!!

— Eu disse pra me dar essa espada!

— E eu disse que não! Você não me entende... e não entende o MEU sonho!! — Com essas palavras, o pai da menina pegou a espada dos braços da garota. — Devolve!! É meu!

O som do tapa no rosto a repreendendo ecoou no quarto inteiro.

— P-Pai... — Disse a mesma chorando, enquanto o mais velho sai batendo a porta do quarto. — Tanto faz! — Gritou. — Eu não preciso da espada para treinar!!

Com essas palavras, começou a criar um plano de treinamento. O maior de todos que já havia feito. Ela treinaria o máximo que conseguisse pra diminuir a raiva que sentia e alcançar o seu desejado sonho.

Levantamento de peso, repetição de golpes, flexões e abdominais eram apenas uma parte do treinamento total dela.

— E-Eu... tenho que continuar... eu... eu vou c-conseguir. — Já com pequenas alucinações, a criança de apenas 12 anos de idade não conseguia mais se mexer, ela levantou pesos com a boca e os braços durante 7 horas consecutivas, às quais deveria dormir. — Eu... t-tenho que aguentar. Eu preciso... chegar lá.

Mesmo não sendo musculosa, o treinamento intensivo realmente gerava efeitos. Nem garotos de 14 ou 16 anos conseguiam vencê-la na arte da luta com espadas.

Mas todo esse esforço tinha grandes consequências.

— Eu v-vou ser... a melhor... — Com tais palavras, ela cai ao chão sem qualquer força. Começou a ter calafrios e a convulsionar.

Dor, desespero e agonia. Essas são algumas palavras que descrevem o que a pequena está sentindo. O batimento estava acelerado e ela estava suando frio. Convulsões vinham como se estivessem a possuindo. Gritos desesperados e cheios de dor ecoavam por todo o local.

Nunca o treinamento fora tão forte e a dor tão insuportável como agora.

~ Sonho Off~

— Não! NÃO!! ARRRGH!

A garota acordou suando e arfando. Ela estava com dores em todo o corpo. Sempre ficava dolorida quando tinha esse sonho. Não, quando tinha esse pesadelo. E eram dores insuportáveis que só melhoravam com analgésicos fortíssimos.

Era sempre o mesmo pesadelo e ela não sabia direito o que era ou o que significava. Mas aquele sonho a atormentava desde que se entendia por gente, e ela sempre sentia as mesmas dores que a pequena menina sentia.

As dores de uma pessoa agonizando à beira da morte.

Notas finais
Até o próximoo!! o/* Prometemos que não vamos demorar muito ^-^ Ps: Comentários ajudam escritores a escrever melhor. Deixe sua opinião ;D .