Cat the killer
5 Explicando as coisas!
Em meio a floresta, chegamos a uma casa que estava aparentemente abandonada.Olho para Train e vejo ele procurando algo entre algumas plantas mortas e ele puxa uma chave e abre a porta mostrando uma casa não muito grande
–Podemos viver aqui por um tempo, Mas acho que não demora muito até um dos guardas de Doutor nos achar! – Ele começa a andar e fico parada na porta esperando um pouco olhando em volta e dentro da casa e o vejo parar e olhar para mim
–O que foi?
–Você ... Vai mesmo me deixar ficar? Eu não quero trazer problemas .
–Eu já te arrumei vários, Misaki nunca mais a deixara em paz
–Eu não quero abusar, Eu agradeço a ajuda a sair de lá mas acho que morar com você já vai ser demais
–Bom, Eu gostaria que você fica-se, não quero pensar que te arrumei problemas e te abandonei – O Olho por um tempo e abaixo a cabeça
–Você que sabe...Sabe se cuidar lá fora? – Levanto o Olhar e ele me da um sorriso
–Acho que esse olhar quer dizer um não! Entra logo! –Dou um sorriso e entro na casa fechando a porta
–Bem não é grande mas o suficiente para nos! – Ele fala e olho em frente vendo um corredor e duas entradas diferente
–A frente é uma pequena sala mas esta trancada preciso achar a chave, do lado esquerdo é o quarto vem – Ele me chama e entramos no quarto e vejo um quarto até com um bom espaço
–Tem apenas uma cama de solteiro ... mas acho que isso não ira incomodar certo ? – Sinto as bochechas queimar e vem a memória dos dias dormindo juntos em minha cabeça
–C-Certo ...
Volto o olhar ao quarto não tentando olhar para Train e vejo uma mesa com algumas coisas medicinais e alguns livros empilhados ao lado da mesa e em cima
–Como você sabe dessa casa ? – Pergunto e ele começa a passar a mão em um caderno em cima da mesa tirando um pouco de pó
–Eu morava aqui com meu pai ...
–O que aconteceu ?
–A alguns anos atrás quando eu tinha meus 6 anos, Fui trazido de fora junto com a família para conhecer os Estados Unidos que sempre foi um sonho de minha mãe...
–Você então não é daqui – Falo o cortando sem intenção, foi por pura curiosidade
–Sou Japonês – Ele responde pegando o livro em suas mãos e se sentando na cama ao meu lado
–Seu Inglês é muito bom para você ser de fora – Continuo falando sem pensar e ele suspira
–Na verdade não, eu fico confuso facilmente, estou fazendo um grande esforço para aprender — Ele começa a coçar seus cabelos platinados e realmente percebo que ele se embaralha com as palavras
–Entendi, desculpa por te cortar pode continuar – Dou um sorriso e vejo ele perdido em seus pensamentos com um leve sorriso no rosto olhando em volta
–Se passando alguns anos após longas viagens pelo país paramos em uma cidade e começamos a morar até um dia que minha mãe venho a morrer de uma doença desconhecida até.. –Ele fala e o ouço soluçando e me viro para ele e o vejo limpar o rosto e o abraço e sinto ele me abraçar de volta apoiando a cabeça em meu ombro — ... Ela faleceu a um ano atrás e meu pai me abandonou por aqui e me encontrei com Doutor alguns meses depois que cuidou de mim até os dias de hoje me forçando a ver pessoas morrer para o bem de suas experiências e penso que eu poderia ter morrido no dia que fui mutado – Ele continua e sinto um arrepio e abaixo um pouco a cabeça e continuo o abraçar até ele se acalmar
–Desculpe-me por isso
–Se você é sensível com esse assunto por que me contou ? – Pergunto olhando para baixo triste e ele me solta olhando para mim
–Porque confio em você! – Ele fala e olho um pouco para cima e sinto as orelhas para baixo e ele me abraça de novo
–E você ? – Ele pergunta e me solto dele desviando o olhar
–Tive alguns problemas em casa ... – Sussurro e ele toca minha cabeça e o olho vendo secando suas lagrimas
–Tudo bem se você não quiser contar, eu entendo depois que lhe encontrei em meio a floresta durante a queima da floresta
–Você ... Me encontrou ? – Sinto as orelhas irem mais para baixo ainda e começo a tremer
–Sim, Nunca tinha visto alguém tão machucado ... – Ele fala coçando a cabeça
–Poderia ter me deixado lá ... – Sussurro abaixando a cabeça e sinto ele me apertar
–Como assim? Eu nunca deixaria alguém naquele estado jogado no chão todo cortado e com chamas em volta – Olho para ele e vejo ele me olhando irritado e começo a me encolher assustada e ele me solta
–Desculpa... — Train fala olhando para o lado e tento me afastar dele e olho pelo canto do olho a porta e me levanto correndo em direção a ela e ele vem atrás e para em minha frente
–PORFAVOR NÃO ME MACHUQUE! – Grito assustada tentando me afastar de todo jeito possível e o vejo parado olhando para baixo
–Eu não queria te assustar — Ele fala sem me olhar e continuo tentando sair da casa percebo que tudo estava trancado e me transformo em gato e corro para debaixo da cama tentando me esconder
–Cat ... – Ele sussurra e começo a chorar e vejo ele se sentando e ficamos assim por um tempo, passando-se alguns minutos saio devagar e ele me olha e desvia o olhar e subo em seu colo devagar
–Você sabe que não foi intenção né ? – Ele pergunta e apenas lambo sua mão e a jogo para cima usando o focinho e ele começa a me acariciar
–Seu corpo estava muito machucado aquele dia, Eu ainda tenho algumas visões de você naquele estado quando te olho – Ele fala e olho para cima e ele cutuca minha orelha e acabo voltando ao normal e sinto as bochechas queimar quando sinto seus braços me segurando
–Em fala nisso ... –Olho para cima olhando em seus olhos verdes e dou um leve sorriso e ele começa a passar a mão em meu rosto limpando as lagrimas que eu ainda não tinha controlado direito – Poderia me falar o que aconteceu esses dias ?
–Bem começando pelo orfanato que é só algo falso, Todas aquelas crianças não passavam de cobaias em testes para vê seu comportamento –Ele começa a explicar ainda me olhando e consigo parar de chorar e ele me levanta
–Então, Uma hora ou outra eu iria acabar ali ? – Pergunto e ele me coloca na cama e começa a ver meus machucados levantando um pouco minha camiseta e levanto os braços o ajudando
–Sim, Mas foi mais rápido por causa de você ter resistido a todos aqueles machucados e ter começado a se recuperar bem cedo por incrível que pareça – Train continua falando e tirando as faixas que estavam em volta da minha barriga
–Mas como no caso funciona aquela maquina estranha ?
–Eu também não sei, A única coisa que conheço daquela maquina é a sua potencia – Sinto sua mão passando em volta dos cortes e mordo o lábio segurando um leve gemido de dor – É uma força incrível que mata várias crianças por dia mas como fugi tudo deve ter parado e eles devem estar atrás de nos
–Ela deve conter alguma substancia naquele raio ou algo do tipo... – Train continua com suas teorias e o observo colocando um óculos e um algodão com algum liquido vindo em minha direção
–Ainda não faz sentido, você é um dragão! – Falo e vejo ele arrumando seus óculos e vindo em minha direção e coloca o Algodão em minha barriga e sinto a queimação parar aos poucos e relaxo o corpo
–Exatamente, A varias Teorias mas todas são acabadas por cauda de minha mutação, Ou por causa das mutações raras – Train respira fundo e olha para mim enquanto continua passando o Algodão e um pano
–Mas o estilo da mutação eles escolhem ou é aleatório ?
–É aleatório, O que ouvir Doutor falando uma vez a teoria é que ocorre de acordo com as habilidades ou a personalidade da pessoa
–Mas, Por que felinos ? – Pergunto sentindo outro arrepio
–Não sei mas seu arrepios estão me deixando desconfortável ... – Sinto sua mão em minhas costas e sinto outro arrepio
–Deve ser coisa de sua evolução ou por causa do choro – Ele olha para baixo e tira a mão de minhas costas e dá um sorriso
–Acabei! – Olho para baixo e vejo os cortes limpos e volto a olhar para ele
–Depois você toma um banho e os limpa direito, primeiro melhor se deitar um pouco! – Ele anda até seu armário e pega uma camiseta e joga para mim e me visto
–Isso deve ser confortável para você – Ele fala e dou um sorriso e vou me sentar no chão e ele me pega
–Nem pense nisso – Ele sussurra em minha orelha de gato e sinto a bochecha queimar e ele me segura e me deita na cama junto a ele e me aconchego em seu peito e sinto seu braços me prender
–A esqueci uma coisa ... Desculpa pela queima da floresta ...
–Você ...
–Foi um acidente, estava resolvendo coisas com Doutor e passamos dos limites ... – O ouço sussurrando e levanto um pouco a cabeça cansada e ele me olha e vejo suas bochechas começarem a ficar rosa
–Durma um pouco, conversamos depois! – O abraço com calma e sinto outro arrepio e fecho os olhos e adormeço
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