Castle on the Hill
4 Fifteen years old
Notas iniciais
Fifteen years old and smoking hand-rolled cigarettes
Running from the law through the backfields
And getting drunk with my friends
Had my first kiss on a Friday night
I don't reckon that I did it right
But I was younger then, take me back to when
Última noite do nosso 5º ano em Hogwarts! Cumpri o ano, fiz os exames (nos quais devo ter obtido um T, de trolle, a astronomia, história da magia e herbologia) e graças às minhas brilhantes defesas os Gryffindor são os campeões do ano a quidditch! Nada mal Lily…
Mas como é óbvio eu não poderia deixar passar este ano sem manchar o meu “maravilhoso” currículo do qual o meu pai tanto se orgulha (embora eu saiba que interiormente ele até gosta de receber as corujas da professora Mcgonnagle acerca do meu mau comportamento). Quando pequenas letras de uma caligrafia que eu conhecia bem começaram a aparecer no meu diário, percebi que era o sinal dado pelo meu irmão James.
—Meninas acordem! – disse eu para as minhas amigas, Mary e Lana – Está na hora!
Elas ofereceram-me um sorriso malicioso e com um gesto da varinha por parte da Mary, a melhor a defesa contra a magia das trevas do nosso ano, lá estávamos nós… de capa preta e sapatilhas em frente ao sabugueiro. Alguns segundos depois o Lysander juntou-se a nós, assim como o meu irmão, os meus primos Hugo, Roxanne, Rose e Lucy (curiosamente a mais rebelde de todos nós) e o atraente Scorpius Malfoy. Eu sei o que vocês estão a pensar, e não! Eu não estou interessada no filho do arqui-inimigo do meu pai, mas vá lá… aqueles olhos azuis dão cabo de qualquer uma. Para além disso, suspeito que ele já seja cobiçado por outro Potter. Eles eram quase todos finalistas e as coisas iriam ficar certamente mais desinteressantes sem eles por lá, por isso aquela noite era só nossa!
—Prontos? – perguntou o meu irmão assim que desfez a camuflagem da passagem para a casa dos gritos.
Todos acenamos afirmativamente e após alguns minutos já caminhávamos pela neve de Hogsmead juntamente com outros alunos que tinham tido a mesma ideia que nós. Eu mantinha-me sempre junto às minhas colegas de quarto, ao Lysander e ao Hugo. Só nos dispersamos quando entramos no “cabeça de javali”. Eu retirei os cigarros do bolso e acendi um com a minha varinha. Inalei o fumo que estupidamente tão bem me sabia. O Albus olhava-me com uma certa desilusão, pois detestava que eu fumasse, mas era tão bom que às vezes nem ele resistia… e essa foi uma dessas noites. Mas também foi a noite em que ele me abraçou com força e me disse a melhor coisa que um irmão mais velho pode dizer:
—Cuida-te miúda!
Lembro-me tão bem… acho eu, ou se calhar estou a romantizar alguns pormenores, mas tenho quase a certeza que não! A bebida deixa-me assim, esquecida. A Roxanne gastou a sua mesada inteira em 5 rodadas de vodca de trolle, a bebida mais forte e cara que o bar podia oferecer. Ás 3 da madrugada, quando a maior parte de nós já tinha vomitado toda a bebida (exceto eu, a Rose e o Lysander) decidimos voltar à cabana dos gritos. Eu dei passagem a toda a gente e fiquei para o final juntamente com a Lana que se apoiava em mim. Ambas tínhamos a cabeça à roda, mas reunimos forças para subir as escadas até ao interior da cabana e para nos sentarmos na velha cama á espera do nada. Eu reparei que ela me olhava enquanto eu focava o teto, e isso incomodava-me devido ao facto da minha beleza não se equiparar nem um bocadinho à dela. A minha colega de quarto era filha do locutor Dean Thomas, antigo colega do meu pai, e de Claire Scoot, uma funcionária do ministério que pertencera aos Ravenclaw. Os genes dela presentearam-na com uma bela cor de pele mulata, uns olhos verdes de cortar a respiração e uns maravilhosos cabelos encaracolados. E como se tudo isto não bastasse, ainda tinha um corpo de invejar qualquer uma. As suas longas pernas começaram a se entrelaçar nas minhas.
—Porque é que estás a olhar assim para mim? – perguntei eu com voz fraca, agora encarando-a.
—Não é óbvio? Pelas tuas sardas – provocou ela descaradamente, aproximando-se mais.
—És mesmo parva! – eu odiava as minhas sardas e ela sabia disso.
Ambas rimos. Eu podia sentir o seu hálito a vodca e ver tão profundamente a vermelhidão dos seus olhos. Mas a primeira característica não me impediu de fazer aquilo a que a embriagues me obrigou. Agarrei-a pela nuca e beijei-a docemente. Eu não a amava, nem ela a mim, mas o que importa isso quando tens 15 anos. Foi o meu primeiro beijo… Em cima daquela cama empoeirada fiz uma das maiores loucuras da minha vida, da qual secretamente nunca me arrependi, por me ter dado certa experiência. E apesar de aquele beijo ter sido tão bom não reconheço que o tenha feito da maneira certa.
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