Castelos

5 O que os olhos não veem o coração não senti.


Notas iniciais
Esse capítulo foi muito difícil de escrever, pois eu estava sem inspiração rsrsrs. Mas eu espero muito que gostem, pois eu me esforcei muito para escreve-lo. Quero agradecer as pessoas que comentaram, vocês sem dúvidas levantaram minha motivação. Eu lhe deixo esse capítulo emocionante. Quando Avelar descobre a verdade sobre a morte de sua mãe. E abaixo as imagens das personagens, quer dizer em quem me inspirei para compô-las: Ithely: http://orig13.deviantart.net/266b/f/2011/149/a/5/pixie_lott_by_floppe-d3hi8ml.jpg Avelar: http://litbimg.rightinthebox.com/images/384x384/201209/bjd1346816381859.jpg Érica: http://www.dinet.tv/wp-content/uploads/2012/11/20150408-cabelo-ruivo-cacheado.jpg Mendragon: http://images.orkut.com/orkut/photos/OQAAAChmQyhs05a02DtoADSZudtS8h9MjOrDXLQGodiVMCfh4abeXDYzuSDZJqKgQtYSlCIFiXn7TZ1uKXVOTL-rRjIAm1T1UDgqEe5KLGMj726d6N6af08PVfmQ.jpg (Mas imaginem ele com o cabelo maior e uma mecha banca e uma cicatriz no olho.)

Quando elas chegaram a sala ainda estava escura, pois a luz estava apagada. A Bruxa deu um sopro e da boca dela saiu um feixe de luz azul, iluminando a sala inteira. Era uma sala de espelhos, os reflexos delas estavam por todos os cantos, Avelar fechou os punhos, estava preparando-se para uma possível luta. E teria que usar somente sua força natural se isso acontecesse, pois seus poderes estavam neutralizados ali. A magia do lugar era muito forte, Avelar observou a mulher de costas enquanto ela fazia um tipo de feitiço, a menina só conseguia ouvir alguns sussurros inintendíveis. A mulher trajava uma capa preta, seus cabelos ruivos e cacheados pareciam chamas de fogo, ela era muito poderosa, mesmo sendo doce como uma criança. Tinha a fala mansa e gesticulava como se estivesse voando, ao mesmo tempo falava com imponência, como quem não pode ser contrariada. Érica voltou-se para ela e disse:“Venha menina, preciso lhe mostrar algo.” E apontou para um espelho a sua frente, o único que tinha bordas de ouro. Quando Avelar movou-se para ir ate a bruxa, o espelho começou a estalar e rachar, ela exitou por um segundo, mas Érica disse que não deveria temer, era a mágia querendo lhe contar um segredo. Logo estavam caminhando justas em direção ao espelho, cada vez que se aproximavam o espelho ficava mais quebrado. Quando estavam de cara com o espelho, quase a ponto de esbarrar nele, (Avelar estava com medo e seu coração pulsava descontrolado, Érica andava com o sorriso infantil de antes, não demonstrava nenhuma preocupação) o espelho quebrou-se, mas o cacos pararam no ar, não cortaram elas e nem cairam no chão. A bruxa disse para Avelar tocar nos estilhaços flutuantes, e quando a menina o fez, não era vidro, era neve e se dissolveu, abrindo assim uma porta para uma floresta coberta de neve. A Bruxa apressou-se e pegou o punho da menina delicadamente trazendo-a para a floresta dizendo: “Corra menina, não há tempo para perder.”

Agora elas estavam um pouco longe da passagem, olhavam atentas para um lago próximo. Érica lhe tinha dito que o segredo seria revelado ali, mas antes ela precisava lhe dar algumas coordenadas, então falou depois de um tempo: “ Você foi a minha escolida para vencer o torneio... Alguns vão jogar sujo, mas eu já preparei tudo, você tera o poder de três bruxas: Abalý, Icara e Xenôn...”

Avelar interrompeu a mulher surpresa, dizendo: “As bruxas do pantano vermelho?!”

“Sim pequena, tu terás os poderes delas.” Lhe disse sorrindo a bruxa com aspecto de criança.

“Não tenho muito tempo, então agora três coisas o destino te falará, preste atenção nas cenas do lago!” Continuou a bruxa tocando o rosto de Avelar para se direcionar ao lago. A menina ia dizer algo, mas antes de pronunciar a primeira palavra surgiram flutuando nas águas duas pessoas, eram meninas. Uma tinha uma linda trança nos cabelos negros que vinham até os pés. Avelar não resistiu e chorou, era sua mãe Zárlia. A outra menina também tinha o cabelo negro, mas era curto, ate o pescoço. Rapidamente, para não tirar a atenção de Avelar, Érica disse: “São nossas mães. Elas eram amigas.”

As meninas no lago brincavam, quando caíram imersas na água, mas antes disso Avelar pôde ouvir sua mãe chamar o nome da outra menina três vezes: “Muriel, Muriel... Muriel.” Assim que sumiram, surgiu logo a figura de uma outra mulher, era Ithely, estava ansiosa, parecia esperar alguém, então por trás dela apareceu uma outra mulher, muito bonita. A pele dela era parda, seus cabelos eram na altura dos ombros, lisos e negros. Avelar logo entendeu de quem se tratava, era Muriel, a mãe de Érica. Mas o que tudo aquilo signifícava, e por que era um secredo. Sua mãe, a mãe de Érica, Ithely...

Elas conversavam, Ithely parecia aborrecida, fazia gestos rápitos e grosseiros. As telespectadoras não podiam ouvir apenas ver a imagem, Avelar ouviu só o nome da mãe de Érica na visão passada. Avelar assustou-se quando ouviu um grito e se desprendeu dos pensamento. Ithely estava sugando a essência de Muriel. A mulher que estava sendo absorvida virou pó em segundos. A visão acabou e outra logo começaria, mas Avelar ouviu gritarem seu nome agora na vida real. Era Ithely no portal, estava desesperada, chamava por Avelar para fugirem da bruxa. Quando Érica viu Ithely, segurou o braço de Avelar e disse assustada e aflita: “Você precisa ver, olhe para o lago, não perca o segredo.” Mas Avelar ficou com medo e empurrou a bruxa que caiu no lago desfazendo a visão desaparecer. Ela estava usando seus poderes para fazê-la ver aquilo, por isso estava fraca. Avelar correu ao encontro de Ithely, conseguindo passar pelo portal, mas quando as duas chegaram na sala surpreenderam-se, Érica estava de costas em frente a porta de saida. Quando Ithely e Avelar a viram pararam e tentaram correr para outra direção, mas era tarde de mais, a bruxa lançou um poder sobre elas que em poucos segundos estavam caídas desmaiadas no chão.

Estava tudo escuro, uma lamparina apareceu em sua mão, ela olhou para os lados examinando onde estava. Era uma caverna, Avelar estava em uma caverna, mas como chegara ali?

Uma voz sussurou como vindo da sua consciência, uma voz que ecooava na caverna mal iluminada pelo fogo da luminaria. “ Você precisava saber do segredo, por isso lhe fiz dormir criança. Quando acordar você precisará ser forte para enfrentar o torneio, eu a herdeira da Noite, filha de Muriel, da linhagem dos Alfa, Érica, acredito em você. Então preste atenção: Sua mãe não morreu no torneio. Ela foi assassinada. Ithely a matou, como matou minha mãe, como pretende matar você também.”

A luz apagou-se a Avelar acordou na sala de degustação com Ithely lhe vestindo uma capa cor de vinho com o emblema do torneio, e perguntou para a princesa: “ Você não lembra de nada do que aconteceu?” Ithely a olhou intrigada fransindo o cenho: “Você está louca? É claro que sim, fomos a casa da bruxa e ela me deu a sua capa, por que?”

Avelar demorou um pouco para responder, estava com o semblante fechado, sabia o que aquilo significava, a bruxa não queria que ela tomasse atitude nenhuma agora. Deveria quardar seu ódio para o memento de sua vingança, para a hora em que podesse arrancar a cabeça de Ithely sem ser castigada, mas precisava de um álibe. Ela já tinha um plano, ela já sabia como se vingar! “Claro, por um momento senti-me tonta.” respondeu para a princesa sorrindo tentando disfarçar. Pôs a mão na cabeça como quem sentia dor. Ithely deu de ombros e pôs a sua capa sem se importar com a outra. Depois que amarrou o laço da capa ela disse: “Vamos, precisamos nos apresentar para os juizes.” Avelar a seguiu, mas sentia nojo, sentia ódio, queria ve-la morta. Ela era a culpada de tudo, ela matou sua mãe!

Notas finais
Por favor se você leu, deixe seu comentário para que eu possa fazer o próximo capítulo melhor ainda. :) Eu agradeço...