Castelobruxo: Uma história (interativa)

7 Uma armadura? Ou uma mandrágora?


Notas iniciais
Leitores, peço que leiam esse pequeno discurso antes de lerem o capítulo. XD Sabe, li todos os comentários e eu realmente fiquei feliz. Nunca disse isso para os leitores das fics antigas que tive e me arrependo, pois eles eram tão importantes quanto vocês. Vocês me motivam a continuar. Cada palavra de carinho só faz com que eu sinta mais vontade de continuar a fic e escrever o melhor que eu puder. Eu leio vocês falando sobre cada capítulo, vejo a paixão que vocês sentem e sei lá, não esperava isso kkkk Quando pensei em fazer essa fic, eu deduzi que seria difícil honrar o universo que a J.K. Rowling criou e fazer algo que não fosse como o livro da Criança Amaldiçoada(sim, é um livro bem ruim). Acho que estou conseguindo e me sinto feliz. Também me deixa feliz retratar os personagens de vocês e estou fazendo o melhor para poder fazer eles serem bem desenvolvidos, com relação a personalidade. Não se preocupem que eu desenvolverei a história de cada um, pois eu escreverei cinco fics sobre essa história. Cada uma será o ano seguinte, sabe? Continuando. Logo, serão retratados cinco anos. :) É isso e espero que gostem do capítulo

Seus olhos abriram repentinamente quando uma coruja jogou mais uma edição do Correio da Magia em seu peitoral. O garoto olhou para o seu relógio de pulso e ainda eram cinco horas. Ele olhou para a coruja, que voou e saiu pela janela do dormitório. Seus colegas do primeiro ano ainda estavam dormindo. Os olhos verdes do jovem passaram pelo jornal e ele o desenrolou.

Gabriel notou que uma carta com a assinatura de sua mãe veio junto da edição do jornal. Dando prioridade ao que sua mãe tinha escrito, ele abriu a carta.

Filho, eu e seu pai estamos animados em saber como foi a sua primeira impressão da escola. Para qual casa você foi selecionado? Arrumou algum amigo? Conte-nos tudo. A Vanessa está bem e continua linda como sempre foi. Beijos.

Fernanda Bittencourt

Gabriel sorriu levemente e deixou o jornal na cama, sem ao menos olhar ele. O jovem vestiu uma camisa branca de botões e mangás que chegavam até o cotovelo. O símbolo de sua casa se encontrava na manga direita da camisa e o brasão de castelobruxo, no lado esquerdo do peitoral da camisa. Ele vestiu uma jeans preta e all stars. Em seguida, colocou a capa verde da escola e pegou o papel do seu horário.

—Hm, duas aulas de herbologia com a casa Lunos...- disse ele, baixinho. Ele guardou as luvas de couro de dragão e o livro de herbologia na mochila e revisou o horário novamente. — Hmm, aula de voo e de magizoologia. - Gabriel pegou o livro de magizoologia e o guardou, junto de duas penas, pergaminhos e potes de tinta preta.

Ele colocou a mochila nas costas e saiu do dormitório, quando seus colegas de quarto ainda dormiam. Alguns alunos já estavam acordados no salão da Casa Solus. O garoto se sentou no sofá, que por sinal, era bastante confortável, e em seguida olhou para o relógio de pulso. Cinco e vinte e o tempo não fazia esforço em demorar para passar, aumentando a ansiedade do garoto.

Com o tempo passando, o salão foi se enchendo de alunos da Solus uniformizados. Gabriel escutou Tales a Mari conversando sobre a firebolt enquanto Laurel arrumava seus livros na mochila e ia junto deles. Os dedos do garoto suavam quando faltavam apenas cinco minutos para o café da manhã e os alunos se retiravam do salão.

—Problemas com o primeiro dia? — disse uma garota ruiva do segundo ano para o jovem. Ela possuía olhos azuis com um tom violeta, de um jeito que o garoto nunca tinha visto.

—Queria eu ter somente "problemas". — disse ele, sorrindo de nervosismo. A jovem sorriu e se sentou do lado dele.

—Me chamo Estefany. — disse ela, cumprimento o garoto e percebendo a sua mão suada.

—Gabriel...- disse ele. A garota se levantou e o chamou para acompanhar ela. Eles foram juntos para o Salão de Refeições. Estefy guiava o Gabriel pelo caminho certo e os jovens foram criando uma amizade.

No café, Estefy contou para Gabriel sobre o mundo das pessoas normais, pois o garoto viera de uma linhagem pura. Ela falou sobre televisões e citou um filme aonde havia um vilão com problemas de asma que usava uma espada feita de luz. Gabriel apreciou a criatividade da história e os dois conversaram mais enquanto comiam torradas e bebiam suco de laranja.

Estefany se despediu de Gabriel e o jovem saiu do templo da escola e foi até as estufas de herbologia. Chegando lá, viu vários alunos do primeiro ano e o professor. O professor de herbologia tinha cabelos trançados e de um castanho esverdeado, que fazia todos os alunos dizerem que era uma planta que dava aula sobre plantas. O professor sempre riu desta brincadeira e fazia de tudo para continuar sendo dono deste título.

—Olá, alunos do primeiro ano. Eu me chamo Estevão Namord e sou o professor de herbologia. — disse ele, sorrindo. — Hoje estudaremos fora das estufas, na floresta...- começou ele. Estevão começou a falar sobre algumas plantas mágicas que havia na floresta e as suas propriedades, enquanto seus alunos o seguiam em direção da mesma. Ele também fez algumas piadas sobre uma possível chance de haver um acidente com a cobra gigante e flamejante que havia na floresta, mas aliviando os alunos em seguida, dizendo que apenas estava brincando.

A aula estava sendo boa, até as caiporas deixarem um saco cheio de bombas de bosta perto do local e fazendo todos os alunos se retirarem, enquanto essas criaturinhas riam. Os alunos já haviam coletado o suficiente e entregaram para o professor. Quando o sinal tocou pela segunda vez, os garotos foram para o campo de quadribol. Os alunos do primeiro ano da casa Lunos foram para o castelo, para a sua próxima aula.

Gabriel foi bem nas aulas de voo e a professora o elogiou. Eles conversaram sobre o time de quadribol de sua tia e, após essa aula, os alunos da Solus foram para a aula de magizoologia. Os alunos do primeiro ano da Winos também estavam lá.

A professora de magizoologia falou um pouco sobre mortalhas-vivas e o porquê dela achar essas criaturas incríveis. Na hora do almoço, Gabriel esperou por Estefany e a mesma chegou com o rosto totalmente sujo. Ela contou sobre a sua aula de poções e disse que foi um desastre.

—Ei, qual dessas aulas você acha que devo fazer? — perguntou Gabriel. Ele estava em dúvida entre Adivinhação, Aritmância e Estudo dos Trouxas. Estefy disse que detestava a aula de adivinhação e que ele poderia começar com a introdução para Desaparatar e Aparatar.

Ele escolheu essa aula e Aritmância. Como escolhera as aulas opcionais naquele dia, os alunos do primeiro ano ficaram com a tarde livre. Gabriel voltou para seu dormitório e notou que não tinha lido o jornal que sua mãe lhe enviou. Ele pegou o mesmo e viu que era apenas uma noticia sobre o ministério da magia Brasileira, ou Governo Mágico Brasileiro.

Gabriel se deitou e pensou em escrever para a sua mãe, mas pegou num sono, por ter acordado cedo.

***

—Palito de dente! — gritou um jovem do sexto ano, e o grupo que o arrodeava gargalhou. Julia preferiu tentar ignorar, e graças a armadura que gritou em seu ouvido, fazendo a garota tropeçar de susto e cair, ela não conseguiu. O caldeirão da garota caiu, junto de alguns ingredientes que a jovem usou para a aula de poções e Julia olhou, com todo ódio, para a armadura.

Julia olhou para o lado e viu Brandon colocando os ingredientes da jovem no caldeirão dela e entregando para a jovem. Ela ficou vermelha, como o jovem já estava, e sorriu nervosamente. Bran tentou dizer um 'oi',mas as palavras não saíram de sua boca. Seu rosto ficou mais vermelho e ele caminhou rápido até a porta do salão da Winos e cutucou a porta com a varinha, que se abriu. Ela olhou para a armadura, quando a mesma gritou novamente, e entrou no dormitório. Julia passou pelo salão e subiu para o dormitório das meninas. Ao entrar no local, ela escutou algumas garotas conversando sobre o apanhador da Winos. Falando sobre seu nariz reto, olhos cinzas e cabelos loiros.

Enquanto isso, no salão, um jovem de olhos castanhos e cabelos negros, com altura mediana, e um jovem de cabelos cacheados e ruivos, estavam conversando sobre uma o que fariam naquele ano.

O jovem de cabelos negros era o Gustavo Almeida, um jovem bastante inteligente, o que fez ele ser membro da Winos. O ruivo era Tom Sousa, um jovem com uma ótima memoria e inteligência. Ambos eram chamados de caiporas humanas, devido ao tanto de coisa que já aprontaram. Tom era a mente por trás desses planos e Gustavo tinha o azar de ser amigo do garoto.

—Cara, sério, tive uma ideia. — disse Tom.

—Tom, olha, agora não. Tenho dever de feitiços e o professor passou muita coisa. — disse ele, bocejando.

—Cara, isso vai ser lendário! — disse ele. — Sabe o time de quadribol que ganhou a taça de quadribol da escola ano passado?

—Sim, Lunos. O apanhador pegou o pomo nos primeiros trinta segundos de jogo e...

—Sim. — disse ele. -Eu já sei como nos vingarmos deles por terem tirado a nossa taça.

—Cara, a gente nem é do time. — disse o garoto, com medo do que Tom iria fazer.

—Sim, eu sei. Só preciso de você para uma coisa. Esteja aqui a meia noite. — disse ele. Gustavo revirou os olhos, o que foi o bastante para Tom.

***

Leoffer acordara para beber água. O jovem foi até o salão e o grito da armadura fora do dormitório o assustou. Alguns segundos depois, ele ouviu os passos apressados e desesperados de dois jovens entrando no dormitório, um deles rindo. Tom e Gustavo chegaram no salão e viram o jovem acordado. Por alguns segundos, os três se encararam e Tom parecia estar com medo do garoto saber muito.

—Essa armadura, né? — disse Tom. Gustavo olhou para ele e apenas esperou a desculpa que daria.

—É. Não sabia que mandrágoras usavam armaduras. — disse Leoffer, sério. Tom soltou um riso e achou estranho o dono da piada continuar com aquele olhar inexpressivo.

—Então, qual é o seu nome? — perguntou ele.

—Leoffer. — respondeu o jovem do primeiro ano.

—Leoffer. Podemos fingir que essa noite não aconteceu, não acha? — perguntou Tom, enquanto Gustavo concordava com a cabeça.

—Ok. Mas o que vocês fizeram? — perguntou o garoto. Tom caminhou até o garoto e apoiou o braço na cabeça do mesmo. Leoffer não sabia se era muito baixo ou se o ruivo era muito alto.

—Você vai saber, em breve. — disse ele. Tom e Gustavo foram para o seu dormitório e Leoffer ficou pensando no que os garotos poderiam ter feito.

***

Laurel abriu os olhos, incomodada com uma brisa de vento que batia forte em seu ouvido. Ela olhou para o lado e viu uma criatura vermelha, com cabelos vermelhos como as chamas, sorrindo e atravessando a parede enquanto gargalhava. A jovem viu que eram quatro horas e começou a pensar em várias coisas ruins que poderia fazer com aquela caipora.

Ela tentou dormir, mas não conseguiu. Observou o alvorecer daquela quinta, enquanto ainda xingava a caipora em pensamentos. Ela se levantou e vestiu o uniforme da escola. Em seguira, Bruna Laurel guardou seus materiais na mochila e saiu do quarto. Obviamente, o salão da Casa Solus estava vazio, pois os alunos estavam aproveitando a sorte de não serem atrapalhados por um ser irritante. Ela começou a caminhar pelos corredores e escadas do castelo da escola e observou as paredes douradas com archotes que estavam fazendo esforço para continuarem acesos.

As pinturas dos quadros ainda dormiam profundamente e a garota viu alguns fantasmas atravessando paredes, distantes dela. Laurel já tinha escutado a tia lhe dizer sobre a escola de bruxos da Inglaterra, seu país natal, e imaginou como deveria ser lá. Mas logo, se lembrou das notícias que estavam por todos os jornais. Isso fez Bruna pensar se haveria, no futuro, algum bruxo das trevas no Brasil. Já houveram outros bruxos das trevas no Brasil, sua tia já tinha lhe dito isso. Pensar nessas coisas fez ela ficar mais animada para a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas que haveria naquele dia.

Bruna nem notou quais caminhos pegou enquanto pensava e percebeu que estava descendo escadas de pedra. Seus pensamentos voaram até Tales. Se ela estivesse com um bruxo mais velho, não teria medo de descer as escadas. Ela pensou em desafiar Tales a descer, mas quando menos percebeu, seus pés estavam lhe guiando para o final da escada.

A garota terminou de descer as escadas e viu um quadro de um homem sem rosto no final do corredor aonde fora parar. Ela caminhou até o quadro e olhou para ele. Duas bolas negras surgiram nos lugares dos olhos do quadro e olharam para Laurel. Em seguida, um sorriso extremamente grande, cheio de dentes afiados, surgiu no rosto do quadro que um dia não o tivera. Bruna se assustou e correu até as escadas. Ela parou em frente da escadaria que estava subindo e olhou para o quadro, que ainda estava encarando ela com aquele sorriso. Laurel decidiu fingir que aquilo não estava acontecendo e subiu as escadas, tensa.

Notas finais
Espero que gostem e me desculpem por qualquer erro.