Notas iniciais
Oi gente! Mais um capítulo postado de maneira super rápida! Espero que vocês gostem, boa leitura! :)

# Narração Miguel (ON):

Fui lutar com o Caio para descontar as minhas frustrações, mas ele não ajudava, o tempo todo ele cantarolava como ele iria pegar a minha garota. Perdi a noção e o que era pra ser uma luta amistosa virou algo sério, dei um cruzado de esquerda no seu rosto e quase quebrei o seu nariz.

Estava tão atordoado que peguei minha mochila e fui pra outra sala socar uns sacos de areia. Mantinha um ritmo frenético que nem o cansaço o faria parar, precisava esvaziar a mente, não podia manter esse estado de frustração, era prejudicial para a sua sanidade mental.

De tanto socar o saco de areia, ele rasgou e espalhou areia por boa parte da sala. Vi que não me acalmaria fazendo isso, então decidi tomar um banho gelado no vestiário e ir pro bar encher a minha cara.

Tomei um banho gelado e me vesti com as roupas que estava na mochila, uma camisa polo azul marinho e uma calça jeans, nos pés usava meus vans preto. Passei meu perfume que era a minha marca registrada. Quando sentem o cheiro do Armani Code, já sabem que sou eu chegando.

Estava indo em direção ao bar quando vejo uma cena um tanto irritante. Um idiota tinha trombado em Anna Júlia e como o pavio dela é super curto para essas ocasiões, ela esbravejou com o garoto, isso já era de se esperar da minha ex, ninguém em sã consciência compraria briga com ela, geralmente as pessoas abrem o caminho ela passar, é como se ela estivesse numa espécie de passarela, mas aquele garoto era burro ao quadrado, primeiramente porque esbarrou nela e a pior burrice que ele poderia cometer foi retrucar o quê ela disse, seu rosto assumiu aquela postura de bitch que todos conhecem e ela o respondeu em alto bom som sustentando um olhar debochado, até o palerma do primo dela interromper a cena a chamando pelo apelido, mas se não bastasse ter se livrado de ter sido humilhado com muita sorte ele decidiu cutucar a onça com vara curta.

Definitivamente esse garoto é burro ao cubo. Fiquei surpreso que ela o respondeu rindo que o apelido era só para os íntimos e mais surpreso com a ousadia dele a respondendo que eles seriam.

Em menos de dez minutos eu já odeio esse garoto abusado e prepotente, aproveitei que a direção do bar era na sua direção e que ele vinha caminhando ao meu encontro e dei um leve esbarrão nele.

– Acho que você tá precisando de um óculos, otario! Primeiro esbarra nela e agora em mim... — provoquei

– É sério isso?

– Você acha que eu tenho cara de quem tá brincando? Se liga... E fica longe dela, senão você vai se arrepender...

Sai andando e cheguei no bar, sentei em uma mesa e pedi uma dose de whisky. Ia esfriar a cabeça, senão voltaria e quebraria a cara daquele otário e depois arrastaria Anna para um canto e perguntaria qual o problema dela, ela não pode sair dando trela pra qualquer um, ela é minha.

# Narração Miguel (OFF):

# Narração Melissa (ON):

Sabia que assim que a Anna começasse a circular pelo rotary club atrairia olhares, mesmo com a fofoca de que o Miguel não quer ninguém chegando nela porque ela é dele e se alguém chegar vai arranjar uma inimizade, mas to achando, na verdade tenho certeza que a moral dele tá no fundo do poço, porque um dos melhores amigos dele tá secando legal a Anna.

– Acho que você pode escolher um dos gatos e deixar o outro pra mim. O que você acha?

– Como assim não entendi? Que gatos?

– Não faz a burra amiga. Então o Caio não para de olhar aqui pra mesa, tipo ele tá super te secando e também tem o loirinho que esbarrou em você lá fora. Escolhe um deles é deixa o outro pra mim. — disse rindo

– Se quiser pegar o Caio vai em frente... — ela me respondeu me incentivando

– Então você escolheu o loirinho abusado? Você gosta mesmo de um desafio hein! — provoquei

– Não escolhi nada... Não vou me prender a ninguém, principalmente hoje...

– O quê vamos fazer hoje?

– Vamos no Porão... Preciso de um lugar underground. — ela lançou aquele sorriso malicioso

Caio continuou secando a nossa mesa, tentaria fazer ele e a Anna ficarem juntos, mandei uma mensagem pra ele.

* mensagem (ON):

Fecha a boca, Caio. Você tá babando! Antes que você venha com respostinha feia vou te dar um help, eu e a Anna vamos no porão hoje. Já sabe o quê fazer hoje. Bye.

* mensagem (OFF):

Enquanto estávamos conversando percebi Nathaniel ficar irritadiço com o teor da conversa e é óbvio que eu adorei, se eu pudesse irritá-lo mais eu ficaria satisfeita, o faria ir ao porão ver a Anna pegando o Caio, isso vai ser incrível e de quebra faço aquele amiguinho dele outsider ver que não tem chance de nos acompanhar, ele é de fora, nunca pertencerá ao grupo.

Tinha um plano em mente e o colocaria em pratica.

# Narração Melissa (OFF):

# Narração Anna Júlia (ON):

Não conseguia tirar aquele garoto abusado da cabeça, quem ele é, nunca o tinha visto antes, só pode ser novato aqui na área.

Combinei de ir no porão com a Melissa, isso era o quê eu precisava, um lugar underground, bebida, música e um espaço que toca algumas baladas clássicas.

Percebi a movimentação de Melissa, lá estava ela convencendo a minha avó a "me deixar dormir na casa dela", na hora que voltarmos vai estar de manhã já e se eu quiser ir pra casa com aquela desculpa de que queria voltar cedo era óbvio que ia colar.

Realmente o que ela tinha dito é verdade, parece que o Caio vai perder os olhos aqui na mesa, sorri maliciosamente mostrando pra ele que já tinha percebido seus olhares e ele soltou uma piscada de leve.

Quem diria que esse jantar me renderia tantas coisas...

# Narração Anna Júlia (OFF):

# Narração Nathaniel (ON):

Que garoto indiscreto... E o pior é que parece que a Anna só percebeu os olhares dele depois que a Melissa falou... Assim fica difícil conquistá-la, estou começando a achar que a Melissa já reparou que eu gosto muito da Anna Júlia ou será que ela está pondo o tal plano em pratica?

Felipe tremia ao meu lado, ele estava com ciúmes dela falando pra Anna escolher um dos garotos que ela ficaria com o outro, confesso que eu também to com ciúmes, mas temos que nos controlar.

– Se controla cara... Se você ficar assim vai ser pior! — sussurrei respirando fundo

– OK! — ele respondeu tentando respirar fundo

Elas cochicharam algo de ir no porão, aquilo era um pub underground, não sabia que elas curtiam esse tipo de lugar. Iríamos atrás delas, não podíamos deixar a nossa chance escapar.

O jantar terminou logo e elas saíram em disparada e pegaram um táxi, arrastei Felipe comigo e pegamos um táxi também, não podíamos parar e pensar em toda essa loucura senão desistiríamos.

# Narração Nathaniel (OFF):

# Narração Melissa (ON):

Assim que o jantar terminou saímos rápido e pegamos um táxi, como já estávamos arrumadas fomos direto. Anna parecia louca pra me perguntar algo, é incrível como somos transparentes uma com a outra.

– Desembucha logo. — fui direta

– Como você conseguiu convencer a minha avó? — achei que era uma pergunta mais cabulosa só pela cara dela

– Nossa foi tão simples... Então falei que meus pais estavam morrendo de saudade, o quê não deixa de ser verdade e pedi pra você passar a noite lá em casa, ela concordou fácil, mas amanhã você tem que ir na casa do seu pai buscar umas coisas para ela.

– Maravilha... — ela soltou um sorriso malicioso — Estava precisando ir lá mesmo...

– Vai aprontar o quê? — fiquei curiosa

– Vou enlouquecer um pouquinho a Miriam e a Larissa e vou aproveitar pra ver a Jennifer e buscar o meu equipamento de tênis e outras coisas que estão escondidas no meu quarto antes que remexam lá e achem. — ela me explicou como se fosse algo super óbvio

– Amanhã vai ser produtivo então... — entendi porque ela ficou tão animada, aquilo era uma oportunidade de ouro e não haveria desconfiança

Não demorou muito para chegarmos no porão, nunca tinha vindo aqui e não sabia como a Anna conhecia esse lugar.
Anna pagou o táxi e foi a primeira a descer, enquanto descia olhei o entorno do local, ela parecia conhecer todo mundo lá.

Quando entramos o local era bem animado, tocava Chasing Cars do Snow Patrol no bar.

– Como você conheceu esse lugar?

– Foi meio que sem querer, uma das vezes que resolvi dar uma volta pela cidade de madrugada acabei parando aqui.

– É diferente do que estamos acostumadas.

– Relaxa... Aqui é legal... Daqui a pouco você se sente em casa... Daqui a pouco vou no palco...

We'll do it all

Everything

On our own

We don't need
Anything
Or anyone

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Percebi que têm vários espaços distintos aqui e daqui a pouco ela iria pro palco que tem aqui. Lancei um olhar pra ela tentando dizer que Caio tava aqui e ela logo percebeu.

– Não adianta... Eu não vou pegar ele.

– Por que? O quê você tem a perder?

– Nada... E você por que não pega ele?

– Ele te quer!

– Duvido furacão ruivo... Sabe muito bem que ele só vai chegar em mim pra esfregar na cara do Miguel e tem mais ouvi boatos que ele te acha gostosa e te pegaria fácil.

– Já entendi... Eu pego ele...

I don't quite know
How to say
How I feel

Those three words
Are said too much
They're not enough

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Caio se aproximou de nós e nos cumprimentou, lancei o meu melhor sorriso e Anna resolveu andar pelo local pra nos deixar a sós, realmente ela é impossível.

Torcia pra ela encontrar alguém e beijar muito, principalmente agora que meu irmão e seu amigo engraçadinho estão aqui.

# Narração Melissa (OFF):

# Narração Anna Júlia (ON):

Deixei Melissa com Caio, nem rolava pegar o melhor amigo do meu ex, tudo bem que nenhum dos dois valem nada, mas pegar o garoto só pra esfregar na cara do Miguel era muito baixo e eu não jogo esse tipo de jogo, prefiro pegar outra pessoa aqui, até porque eu sei que ele vai ficar sabendo de qualquer maneira.

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life

Let's waste time
Chasing cars
Around our heads

I need your grace
To remind me
To find my own

Estava indo em direção ao palco, queria ver as apresentações de hoje, aqui tinha tipo um refrão e era incrível, acho que hoje eu me arriscaria e cantaria uma música.

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life

All that I am
All that I ever was

Is here in your perfect eyes,
they're all I can see

I don't know where
Confused about how as well
Just know that these things will never change for us at all

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Andava distraída quando novamente esbarro em alguém, não era possível isso é carma né? Quando olhei e vi quem era não acreditei.

– Você! — exclamei não acreditando

– Nossa é a segunda vez que nos esbarramos, será que na terceira eu posso pedir música? — ele indagou zoando

– Isso deve ser algum tipo de piada né? Você tá me seguindo? Porque não é possível! — não conseguia acreditar naquilo

– Nem to AJ, mas se você quiser adorarei te seguir. — ele brincou comigo

– Já te disse que só os íntimos podem me chamar de AJ.

– Então vamos começar esse processo... Meu nome é Bernardo. — ele estendeu a mão pra mim

– Bernardo... Interessante... — apertei a mão dele — Por um acaso você é filho de chocadeira? Ou quem sabe um experimento de laboratório?

– Não... Por que? — ele me olhou curioso

– Então se apresente direito. Bernardo de que?

– Ah sim... Duarte... Bernardo Duarte.

– Você é o tal filho da psicóloga dos adolescentes problemas Erica Duarte!

– Tá sabendo direitinho, Anna Júlia Konkovic. Como você sabe quem é a minha mãe, por um acaso já se tratou com ela?

– Que nada, é só que eu tenho uns idiotas pra indicar pra ela, sabe como é né? Afinal falam que ela é uma das melhores na área... Você parece que também fez o seu dever de casa...

– Depois que eu esbarrei em você recebi uma represália e então procurei saber o porquê.

– Interessante... Agora eu tenho que ir...

Cheguei perto do palco e falei com a pessoa que era responsável por organizar a ordem das apresentações que eu queria cantar, passaram-se algumas apresentações, algumas boas e outras mais ou menos, fui chamada e logo subi no palco.

Olhei para as pessoas e percebi que Bernardo estava me observando, sorri de canto e avisei a banda de apoio qual seria a música.

Minha escolha foi fácil, amava aquela música e a sua letra era impactante. Escolhi Goin' Down do The Pretty Reckless.

Hey there, Father
I don't wanna bother you
But I've got a sin to confess
I'm just 16 if you know what I mean
Do you mind if I take off my dress?

Don't know where to start
Let me get to the good parts
Might wanna cross up your legs
I've got envy, I've got greed, anything that you need
And I'm not above having to beg
There was this boy who tore my heart in two
I had to lay him eight feet underground

All I need is someone to save me
Cause I am goin' down
And what I need is someone to save me
Cause I am goin' down, all the way down

Well, hey there, Father
There is just one other thing
I have a simple request
I hear you know God could you give him a nod in my
direction
I would be in your debt

Perhaps there is something that we could work out
I noticed your breathing is starting to change
We could go in the back behind all these stacks of
bibles
And get out of this cage

There was this boy who tore my heart in two
I had to lay him eight feet underground

All I need is someone to save me
Cause I am goin' down
And what I need is someone to save me
Cause God, I'm goin' down, all the way down

I didn't wanna do it, Father
But I caught him with another woman in the bed I made him
So I put him in a grave

And now there's no one left around to get me off
When I want it to drag

The next day on the television they identified him
By the circumsicion that I made and now I'm on the
run
But wait, why did I have to go and kill him
When he was the best I'd ever had

All I need is someone to save me
Cause I am goin' down
And what I need is something to save me
Cause God, I'm goin' down, all the way down

I'm goin' down
All the way down

Fui aplaudida e agradeci os aplausos. Desci do palco e Bernardo estava me esperando.

– Nossa... Você arrasou! Meus parabéns! — ele estava animado

– Valeu...

– A música que você cantou foi demais. — tentei perceber deboche em sua fala, mas só achei um tom verdadeiro

– Sério? Eu acho a letra impactante...

– Não tanto quanto você. Vem comigo... — ele pegou na minha mão e me arrastou em direção à pista de dança

Normalmente não deixo ninguém que eu mal conheço me arrastar pra qualquer lugar , mas hoje eu não to me importando com essa regra e também ele é gatinho. Eu tinha feito a minha escolha e não tinha contado a Melissa.

# Narração Anna Júlia (OFF):

# Narração Nathaniel (ON):

Nunca espera que elas frequentassem esse tipo de local, não depois de vê-las muitas vezes frequentando outros lugares que fazem mais o seu estilo.

Adentramos o local e em um olhar combinamos de nos separar e tentar levar um papo com as nossas garotas, na real Felipe chegaria na Melissa e eu somente me aproximaria de Anna.

Ela estava linda encima do palco cantando goin' down, ela estava tão viva, tão diferente da garota que todos vemos todos os dias, era uma Anna Júlia que estava livre de todo o show de manter as aparências.

Fiquei mais encantado por ela nesse momento e por causa disso tinha tomado a minha dose de coragem e iria chegar nela, mas como nem tudo o quê planejamos sempre da certo, a vejo saindo com um garoto loiro desconhecido.

Começaram a passar várias cenas na minha cabeça, será que eu to sempre fadado a vê-la com outros garotos enquanto eu não consigo bater de frente porque sei que vou perder. A minha chance estava escapando pelo ralo. Ela nunca olharia pra mim, o músico que só anda com eles porque é amigo do primo dela e coincidentemente é meio-irmão da melhor amiga dela. Será que ela me notaria se eu não fosse isso?

Fui andando em direção ao bar, iria tomar alguma coisa. Eu tinha perdido novamente o meu amor para outro, mas eu espero sinceramente que ela seja feliz. No fim é isso que importa não é?

No bar vi outra cena que não me chocava tanto, mas sabia que o Felipe não aguentaria ver, tinha que achá-lo o mais rápido possível e evitar a tragédia, sai correndo atrás dele, mas o esforço foi insuficiente, ele estava estagnado olhando pro bar e seus olhos estavam marejados. Ele viu minha irmã beijando outro cara, que por sinal era o mesmo do restaurante.

# Narração Nathaniel (OFF):

# Narração Felipe (ON):

Sentia minhas forças se esvaindo do meu corpo, meus olhos começaram a marejar e eu permanecia estagnado olhando aquela cena. Melissa estava beijando o carinha do restaurante. Minha vontade era ir lá e arrancá-la dos braços dele, mas ela soltaria o verbo pra cima de mim e falaria que não temos nada. Realmente perto dele eu não tenho chance.

Meu coração parecia estar sendo dilacerado e a dor era insuportável. Sentei num sofá e fiquei me torturando, quando Nathaniel chegou e tentou conversar, olhei pra ele e por incrível que pareça ele respeitou o fato de eu querer espaço.

Não sei quanto tempo se passou, mas não importava. Vi Melissa saindo do bar cambaleando e fui andando em sua direção, antes que ela caísse de cara no chão a segurei. Ela me lançou um olhar confuso, mas logo ficou irritado.

– Ei... Por que você tá me segurando?

– Você ia cair no chão! — não consegui me segurar e fui grosso com ela

– Ah sim... Valeu... Por que tá tudo girando? Merda... Você gritou comigo! — ela colocava as mãos na cabeça

– Vem comigo, Melissa. Eu vou te ajudar. — não conseguia ser grosso com ela por muito tempo

– Sem chance... Não vou pra lugar nenhum com você... — ela ria e seus cabelos ruivos estavam desgrenhados

– Beleza... Então fica ai! — virei de costas e ia tomar meu rumo

– Ei... Não me deixa sozinha... — ela tropeçou novamente, mas não caiu — ... Por favor... — não consegui evitar parar e voltar para ajudá-la

A segurei novamente e fui com ela para o sofá que eu estava sentado antes, ela murmurava algo como "era só o quê faltava... Eu peguei um babaca... To sendo ajudada por um outsider... Tá tudo girando... Merda!"

Mesmo nesse estado ela ainda era linda.

– Você está bem?

– Estou ótima... Tirando a parte que está tudo girando... — ela ria e mexia no seu cabelo

– Toda vez é assim? Você sempre bebe além da conta? — estava preocupado

– E isso por um acaso te interessa... — ela botou suas garras para fora novamente, mas assim que percebeu que foi preocupação ela respondeu — ... Tá bom... Não me olha assim... Geralmente a tontura não vem acompanhada de uma dor de cabeça sinistra...

– Logo logo a dor passa... — tentei animá-la

– Eu sei... Quando ela passar vou caçar a bitch da Anna... Obrigada por me ajudar...

– Foi um prazer... Olha... Não se preocupa em ficar mexendo no seu cabelo não... — ela me olhou com o cenho franzido — ... Você ainda continua linda... — sorri

– Valeu... — ela sorriu sincera — ... Você também até que é bonitinho... Mesmo sendo um outsider metidinho e idiota na maioria das vezes... — ela riu e logo depois me beijou

Não hesitei em corresponder o seu beijo, mesmo ela não estando em plenitude de suas faculdades mentais. O beijo era lento e ritmado. Ela dava leves mordidinhas no meu lábio inferior enquanto eu a puxa para mim pela sua nuca.

Quando o beijo acabou, toda a dor que eu sentia antes parecia ter se dissipado, acariciei o seu rosto e me perdi em seus olhos azuis como o céu sem nuvens.

Naquele momento eu tinha a plena certeza que não importava o que ela fizesse eu iria atrás dela, domaria aquela gata arisca e a mostraria que eu aguento suportar o furacão ruivo.

# Narração Felipe (OFF):

Notas finais
Essa Melissa é um pouco arisca hein! E o Miguel extrapolando a raiva nos sacos de areia? O que vocês acharam? Até o próximo capítulo! Beijinhos!