Cassino
2 Nevada
O colarinho está me apertando muito. Pela olhar das pessoas, minha expressão deve estar horrível. Fui arrastado pelo Emmett nessa festa agora eu estou com o champanhe na mão olhando ricos gastando mais de cinco dígitos em jogos. Pelo menos a música é agradável, o violinista não errou nenhuma vez, como um músico crítico que sou acho que isso é um elogio. Dei um gole no champanhe, as bolhas fizeram cócegas na minha boca. Recordei a última vez que bebi champanhe, foi a três meses atrás quando ela… Mais que droga! Será que não passe um segundo sem que eu lembre dessa garota! Dei um soco na parede dourada do salão.
Esqueça-a!
Tem um motivo para meu querido irmão me arrastar para cá, o fato que eu estava em casa a mais de uma semana, sem trabalhar nem nada desde que a minha “namorada” desapareceu. Emmett aparece sorridente ao meu lado no corrimão:
– Vamos lá, cara! Levanta esse astral, vamos dançar e jogar. – Como se eu estivesse com ânimo para isso. – Nesse instante captou minha atenção um cabelo cor de chocolate, semelhante ao da Bella.
Não é possível. Pelo que eu conheço a Bella ela jamais estaria em Nevada sem ser por razões profissionais como desfile e ensaio fotográfico.
– Droga, Emmett! Acho que eu estou ficando louco, para mim todas as mulheres de cabelo castanho parecem a Bella.
– Você precisa se divertir. Vem! Quero apresentar uma amiga minha, Tânia Denali. Ela é loura… – Dito isso ele começo a me arrastar escada a baixo em direção as roletas, meio difícil tentar desvencilhar de um cara que tem músculos intimidadores.
– Não tenho opção mesmo – queixei em voz alta sem tirar os olhos da mulher estranhamente parecida com a Bella.
Ao lado dela tinha um homem moreno, e a segurava pela cintura. Enquanto eu olhava, a mesa em que eles estavam teve um pequeno alvoroço com aplausos e gritos. Ela bateu palmas e plantou um beijo no cara, eles tinham ganhado…
– Aqueles são o Sr. E Sra. Black, ele é dono de uma das maiores madeireiras de Seattle – uma voz feminina me tirou dos meus devaneios. Eu a olhei nos seus intensos olhos azuis, seu cabelo dourado caia em cascatas pelo lado direito de seu rosto. A cor do batom estava em semelhança com o vestido, ambos vermelhos. Percebi que estava encarando demais sua boca e seu decote, desviei o olhar e Tânia me de um sorriso afetado.
O Emmett apareceu com mais duas taças, sorridente:
– Uma é para você, minha querida. E essa é para você, Edward. Não quero nem saber se você não pediu. Então, Tânia, o que está achando do meu irmãozinho mais novo?
Ela deu um gole no champanhe, ponderando o que ia dizer e ergueu uma sobrancelha :
– Difícil decidir, ele parece mais interessado no que está acontecendo na do outro lado do salão do que aqui.
– Na verdade, não fomos apresentados devidamente.- Tomei a mão dela e levei até os meus lábios. – Encantado, Srta. Denali – Ela ficou levemente afetada com a minha súbita demonstração de cavalheirismo, suas bochechas adotaram um tom escarlate.
Segura essa, Emmett! Posso ser educado quando quero…
Mas, o tom da bochecha dela me lembra memórias recentes de alguém que era tão bela quanto ela. Poderia ser bem mais fácil se eu soubesse o paradeiro dela. Falando sério, que tipo de pessoa desaparece e termina com o outro por e- Mail?? Quando digo desaparecer é troca o celular e tudo.
– Algum interesse em especial por aquelas pessoas?
“Só acho que é a minha ex-namorada maluca que fugiu”
– Não, só estava observando e… Como você e o Emmett se conheceram?
– Pode não parecer mas, nos trabalhamos juntos na construção desse esse cassino. Sou designer de interiores.
– Sério?! – Rezei para que a minha voz não tivesse aguda demais – Você parece mais o tipo estilista e modelo. Talvez seja apenas uma visão estereotipada minha.
Ela deu uma risadinha deleitosa:
– Pode dizer isso agora, mas no ensino médio não conseguia combinar nada. E, além disso meu rosto era coberto de acnes. Minha primas, que agora são supermodelos, riam de mim, acho que andam até com algumas fotos na bolsa…
– Adoraria ver.
– Quando você estiver embriagado o suficiente eu te mostro.
Tânia era uma pessoa fácil de conversar. Fiquei surpreso por estar me divertindo, queria a conhecer mais:
– Nessa sala tem alguma coisa que você escolher para decorar?
Ela assentiu com a cabeça e se aproximou para apontar um majestoso candelabro com pequenos arco – íris em volta:
– Tá vendo aquele lustre ali, tem uma história engraçada, eu quase perdi meu emprego por causa dele.
Ficamos presos naquele diálogo por mais alguns segundos, quando Emmett retornou apesar de nenhum dos dois ter notado ele partir, e parecia levemente eufórico.
– Tânia do meu coração! Você precisa me apresentar sua prima! – ele implorava e chegava a ser engraçado um homem daquele tamanho implorando.
– Minha prima? Alice? Claro, ela deve está com o seu mais novo companheiro Jasper. – disse Tânia enquanto olhava procurando ao redor do salão e Emmett exasperado corrigi-a:
– Não! Sua prima Rosalie, loira como você. – e começou a arrastar a mão dela.
– Se você me der licença, Edward. Seu irmão está…
– Claro. – Reconhecia como ele poderia ser persuasivo ás vezes.
O lamento do violino abafou minha resposta, eu estava sozinho novamente.
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