Notas iniciais
Aviso: contém violência. AH, agradeço de coração os comentários e tudo mais! Obrigada! E... Tentei melhorar, espero que esteja melhor ^^'' Obrigada de novo!

Magalhães e seus companheiros estavam desnorteados. Não sabiam o que fazer agora que a policia russa não aceitou ajuda-los. Saíram da delegacia pensando no que seria possível fazer agora, alguns até pensando em como ir embora. Mas, pela surpresa de muitos, uma nova luz, que não era muito agradável, se acendeu.

Um dos rostos conhecidos da delegacia russa apareceu chamando por Maurício. O provável policiais bufava sobre seus joelhos na frente dos americanos, tentando recuperar o folego.

A equipe não tinha se afastado tanto assim, no máximo três quadras, mas ninguém se surpreendeu pelo homem estar tão cansado, já que era gordo e desengonçado. tinha uma barba grisalha e cabelos da mesma cor, com olhos claros como o céu. Seu sotaque era engraçado, parecia que estava cantando um inglês arcaico e robusto, mas o detetive não reconheceu da onde era. Magalhães não quis demonstrar isso, mas achou que o homem se parecia com um leprechaun.

Depois de minutos ofegando e murmurando alguns palavrões, o homem se levantou e olhou irritado para todos. Depois de algumas encaradas, ele se apresentou e explicou o que tinha que ser explicado. Seu nome era Jack Ó Baoill e trabalhava como interprete na Rússia fazia quase 2 anos. Disse que conhecia um pouco sobre o caso que eles estavam comentando com os russos, e que estava disposto a ajudar.

Magalhães não sabia se confiava ou não no pequeno homem de rosto rosado. Então, tentando não parecer rude, perguntou se isso não afetaria o trabalho dele. Como resposta teve um ''já estou cheio daqueles narigudos de merda'', seguido por uma risada falha e alta de um irlandês. Sem poder protestar de novo, Jack já se auto-recrutou na equipe.

Até que não era tão ruim como o detetive estava pensando. Agora poderiam perguntar para as pessoas de Moscou informações sobre o caso sem serem mal olhados ou totalmente incompreendidos. Tinham um interprete bêbado!

Antes que Maurício pudesse perguntar para Jack onde era o local do crime para que fossem investigar, o homem tirou uma ficha sobre o caso de dentro de seu casaco, sorrindo.

Maurício pensou consigo mesmo se o homem não era completamente maluco, mas não foi o único a pensar isso. Mesmo sendo completamente errado e só traria problemas com os russos no futuro, o detetive decidiu dar uma olhada na ficha. Afinal, poderia botar a culpa no irlandês, não podia?

Foram para o norte da capital russa, procurando um dos vizinhos do assassinado que ajudou muito na época das investigações desse caso.

Uma senhora chamada Anya morou naquela região durante toda sua vida, e sempre estava de olho na rua e na vida dos seus vizinhos. Sabia quando brigavam, faziam as pazes, preparavam festas ou enterros. Jack logo se dispôs a ''fazer seu trampo'', como dizia.

Anya contou que varias pessoas tinham se mudado por medo, então quem morava por lá provavelmente não sabia sobre Heins. Contou também que os Kasparov eram muito estranhos, uma das famílias mais estranhas que já conheceu. Heins era o pai, sempre reclamando. Ele raramente chegava cedo em casa, se esforçava até de mais com seu trabalho. A senhora não deixou de comentar que ele era um ótimo policial, mas um pai irresponsável e principalmente um marido terrível. O casal tinha 2 filhos, no qual o mais velho já era maior de idade quando se mudaram, então morava em uma casa diferente. O caçula que à interessava, por assim dizer. Na verdade, ele à trazia repulsa. Nunca saía de casa, não tinha amigos, não brincava na rua, parecia até que tinha alguma doença. A mãe era uma ótima mulher, sempre fazia o melhor por sua família, e provavelmente a única que se importava. Depois do assassinato do policial, o filho fugiu de casa sem ninguém saber para onde foi até hoje, e a mãe ficou louca.

Essa historia deixou o jovem detetive curioso... Homem morto, sumiço do filho e mulher louca... Com um tanto de suspeitas, o detetive perguntou a velha senhora por meio de um irlandês qual era o nome do menino.

Anya demorou alguns segundos para tentar se lembrar, então respondeu que seu nome era Nikolai, comentando para si mesma que ele já deve ter uns 20 anos. Ficou curiosa com o que o homem latino pretendia fazer daqui em diante, e pediu para que a contasse. Como Maurício estava preso em seus pensamentos, não ouviu o que estavam perguntando.

Sem mais demoras, toda a equipe agradeceu a gentil senhora e foram pesquisar sobre Nikolai Kaparov. Sairam pelas ruas da cidade russa novamente, perguntando sobre o jovem adulto, mas foi apenas perda de tempo. Ninguém sabia sobre o desaparecido. Tentaram pesquisar na internet também, mas parecia, cada vez mais e mais, que o homem nunca existiu. Recorreram até a ficha do caso, finalmente achando algo que talvez ajudasse: uma foto.

Por sorte, a foto mostrava Nikolai já adulto ou no final da adolescência. Parecia ser um típico russo, ''outro narigudo'', de acordo com Jack.

Já estava mais do que tarde e não tinham onde ficar, já que, dessa vez, estavam por conta própria. Decidiram se hospedar na casa de Ó Baoill, já que era uma casa bem grande. Os quartos, assim como o resto da casa, tinham vários decorativos verdes. Arthur não deixou de comentar com Maurício, no seu tom naturalmente sarcástico, que só faltava ter lençóis e cortinas decoradas com trevos de quatro folhas.

Jack ofereceu vários comes e bebes para todos, mas estavam cansados e precisavam dormir. Arrumaram seus colchões e cobertas, se deitaram e pegaram no sono, com exceção do detetive. Magalhães não conseguia pegar no sono com tantos pensamentos em sua cabeça, sem contar com a sinfonia de roncos que o cercava. Naquele momentos, sentiu saudades de ter um quarto separado em um hotel, e até mesmo pensou em sair dali e ir para um.

Notas finais
Então? Como ficou? Agradeço de novo pela atenção e peço novamente por comentários, me ajuda bastante! Obrigada Obrigada!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.