Notas iniciais
Além de Violência esta história pode conter: Álcool Drogas Linguagem Imprópria Se não GOSTA, simplesmente não LEIA!!! Obrigada pela atenção. Uma ótima história para vocês.

Whashington DC
Monday 17/09/07
1:45 PM

John, chefe da polícia federal, recebe mais um telefonema, ele, sentado em sua cadeira, lentamente move a mão ao telefone.
Ele está cansado, passou a noite em claro para resolver a papelada acumulada da semana passada.

— Delegacia de polícia, John falando, qual a emergência?

— Gostaria de informar um acidente de trânsito, Connecticut Avenue!!

— Qual seria seu nome, senhor? ... Senhor?

A Chamada foi desligada. John não estranhou. Havia uma grande quantidade de pessoas na cidade, que ajudavam anonimamente. Por esta razão, ele chamou seu braço direito, Oficial Mills, para acompanhá-lo​ até o local do acidente.
Disse para seu parceiro ir primeiro, pois tinha que terminar com as papeladas. Oficial Mills, sempre obediente, foi.

Ao chegar lá, o acidente era bem visível. Uma viatura capotada. O acidente parecia ter sido feio.
Mills, caminhou rapidamente, passando pelo aglomerado de pessoas em volta da viatura, para ver melhor.

Se deitou ao lado do carro, e olhou, por meio da janela, para dentro do carro. Lá, se encontrava um corpo. Mills percebera que perdera um grande amigo. O Oficial Thompson perdera a vida neste trágico acidente, deixando dois filhos e esposa.
"Era um bom homem, e ótimo policial, vá em paz meu amigo" pensou Mills, enquanto levantava.

Enquanto esperava John, Mills mandou mensagem a sua querida mãe, dizendo que provavelmente não iria sair do serviço as 15:00 como de costume. E enviou muitas mensagens para sua colega de trabalho Detetive Clark. Ela iria ajudar a descobrir a causa do acidente.
John avia chegado, e pediu o relatório, logo após ver o corpo de seu amigo e subordinado ser levado.
Mills contou tudo o que havia visto dentro desses 15 minutos.

John não notando a Detetive Clark no local, perguntou a Mills se ele teria à chamado. Recebeu um sinal afirmativo feito com a cabeça, como resposta. Resolveu ir pegar um café, pois sabia que Clark iria demorar. Era bem provável que ela estivesse dormindo quando recebeu a mensagem. Ela era assim.

No caminho da cafeteria recebeu outra ligação, desta vez pelo seu celular. Era Carla, sua irmã.

— Alô?

— Olá John. Já sabe da novidade?

— Não.

— Curto e grosso, como sempre.

— Diga logo, estou trabalhando!

— Bem, meu filho, Taylor, está fazendo estágio.

— Mas ele só tem 16 anos.

— Você deveria saber que ele entrou na faculdade com 15, ele é seu sobrinho ora!

— Tá, tá, conclua.

— Sabe, ele quer ser detetive, então disse pra faculdade dele, colocá-lo como estagiário aí !! Não é demais!?

— VOCÊ O QUÊ?

— Não tem mais volta, ele irá pra sua delegacia de polícia sim, e ponto final! Até logo John, foi ótimo falar com você.

E ela desligou o telefone. Ele estava bravo, por não ter sido consultado antes. Mas agora não tinha mais volta. A irmã sempre conseguia o que queria. Desde criança.

〰☮〰☮〰☮〰☮〰☮〰☮〰☮〰☮〰☮〰☮

A alguns quilômetros dali, Clark havia acabado de acordar, estava tomando banho, e ouviu seu celular apitar.
Desligou o chuveiro, e saiu do box, pegou seu celular na pia, e olhou.
"10 mensagens do chato do Mills" pensou ela.
Ela viu as mensagens, e terminou de se vestir, como se nada tivesse acontecido. Colocou seus documentos, carteira, celular em sua bolsa, acendeu um cigarro, e saiu de seu apartamento, indo em direção a sua moto. Era velha e feia, mas rápida como nenhuma outra.
Chegou a Connecticut Avenue, e viu a faixa amarela cercando o local.

— Que bom que chegou Detetive! — disse John quando a avistou.

— Atrasada como sempre, que decepção. Tsc tsc. — dessa vez ela ouviu a irritante voz de Mills

Ela revirou os olhos, era sempre assim, quando ela chegava Mills e John estavam lá, e o Sobrancelha, como o apelidou carinhosamente, estava reclamando de seus constantes atrasos.

— Fecha a boca Sobrancelha.

— Não seja grossa

— EI!!- Advertiu John — Foco. Clark veja se descobre porque ocorreu o acidente, Mills vamos voltar a delegacia.

— Tá tá — resmungou Clark, mais para ela do que para John.

Os dois a deixaram sozinha para investigar.
Ela olhou, e observou, e pensou. Ela tinha um palpite. O motorista, Oficial Thompson, estava bêbado. Porque? Simples, ela achou garrafas de whisky no carro. Mas precisava ver o relatório da autópsia para ter certeza do que tinha descoberto.

Assim, ligou para John, mas quem atendeu foi Mills.

— Fala Clark...

— Porque raios você está na linha Sobrancelha? Cadê o John?

— Saiu, foi fazer uma surpresinha pra você — disse ele dando uma risadinha.

Era algo ruim. Bom provavelmente.

— Preciso que prepare a papelada necessária.

— Necessária para que?

— Para eu poder ver o corpo que está no necrotério.

— Faça você!

— Você sabe que eu não sei mexer com essas coisas. Vai por favorzinho!!

— Tá, deixa que eu faço isso. Me encontre no meu escritório em 15 minutos, e por favor não se atrase.

— Ok, bye.

Desligou o celular. E foi caminhando, já que a delegacia era perto do local. Acendeu um cigarro, mas passou por uma doceria, e não aguentou. Era fanática por doces. Comprou uma caixa de donuts.

Chegou na delegacia 5 minutos atrasada. Mas sabia como se safar.
Bateu na porta do escritório de Mills, e ouviu um "entre" baixinho. Ela entrou na sala com a caixa de donuts na mão.

— Você está atrasada sabia.

— Aqui, pega Sobrancelha. — Disse ela entregando a caixa de donuts.

— Porque me chama assim? — disse Mills, levantando uma sobrancelha.

— Por isso, quando você fica surpreso, levanta a sobrancelha direita. Como agora.

— Aqui. Sua papelada.

— Obrigada. Bye.

Disse e saiu, notando John brigando com um adolescente. Como Clark ama esse tipo de coisa, foi até lá.
Esperou John sair e sentou ao lado do adolescente.

— (Assobio) Deixa eu adivinhar... Bebendo antes da hora não é?

— O quê? Não!

— O quê então? Porte de drogas?

— Eu não fiz nada! Por que quer saber?

— Porque eu sou curiosa.

Ele não respondeu. Ela então o observou. Ele estava suando, e de braços cruzados. Estava bravo.

— Clark, venha aqui um minuto — pediu John, desviando sua atenção.

— Claro — disse se levantando. Sentiu o adolescente a encarando.

Caminhou até lá, e parou na porta de costas pra parede, de braços cruzados e uma perna levantada.

— Tenho uma novidade, que você não vai gostar muito.

— A surpresa que o Sobrancelha disse era verdade então...

— Você acaba de ganhar um estagiário.

— O QUE?!

— O adolescente com quem estava conversando... É meu sobrinho, Taylor. Ele será seu estagiário pelos próximos 125 dias.

— Você sabe que eu trabalho sozinha, não sabe?!

— Não há como reverter. A mãe dele queria ele perto de mim, e a escola quer ele com o melhor detetive da cidade.

— ...

— Vamos lá, só dessa vez.

— Tá! Que coisa.

— Leva ele pro necrotério. Hoje será o primeiro dia dele.

Ela saiu sem responder. Parou na frente de Taylor e esperou que ele a notasse.

— O que você quer?

— Vamos.

— Vamos pra onde?

— Você não é estagiário? Vamos logo antes que eu mude de ideia.

— Meu estágio é com o melhor detetive do país.

— Está olhando para ela.

— Você? Impossível

— Sério? Então vou contar ao John sobre seu pequeno vício!

— Como?

— Antes quando sugeri o álcool e as drogas. Você bebeu vodca antes de vir, havia um pouco do cheiro no seu hálito, e quando falei das drogas, você engoliu em seco. Estava com medo que eu descobrisse, sem contar seu tênis com a foto da folha da maconha, parece que você curte esse tipo de coisa...

— Por favor não conta pro meu tio!

Ela deu um sorrisinho e chamou ele com a mão, e dessa vez ele obedeceu.

— Onde vamos?

— Ao necrotério.

— Hum...! O que estamos investigando?

— Vamos confirmar um acidente de carro.

— Sério? Achei que fosse algo mais interessante.

— Bom, é o que temos para hoje.

Eles pararam na porta do hospital, ele esperou, enquanto ela foi entregar a papelada a recepção.

A primeira vista ninguém diria que Clark seria um ótima detetive.
Seus cabelos curtos e de cor lilás, nem liso nem cacheado, fazem as pessoas pensarem em uma adolescente rebelde. Suas roupas escuras a fazem parecer mais branca do que já é.
" Fascinante" pensou Taylor.

— Vamos! — gritou ela, fazendo-o perder o raciocínio.

Ele correu até ela, e foram juntos até o necrotério, sendo guiados pela enfermeira decotada.
Chegando lá, a enfermeira entregou os papéis, com a ficha do morto.

Clark leu a ficha, e arregalou os olhos. Procurou a gaveta certa e puxou, sorte, estava em uma altura boa para analisar.

Os dois olharam o rosto, é o corpo do paciente.

— Eles tem razão...

— Razão sobre o que? — perguntou ele.

— Veja — ela disse apontando para o pescoço do morto — Há pequenas marcas de dedo, e a marca de algo liso, provavelmente uma sacola.

— Mas isso...

— E tem marcas roxas pelo corpo — ela o interrompeu- ouve um briga antes do "acidente"

— Então ele já estava morto, quando aconteceu o acidente? Mas na ficha policial diz que ele dirigiu até a Connecticut Avenue.

— Quem quer que tenha feito isso, dirigiu até certo ponto, depois saiu do carro, e deixou o carro andar sozinho, até capotar.

— Então a causa da morte foi asfixia, as bebidas encontradas no carro, são para despistar!

— É garoto! Você está com sorte! Seu primeiro caso é um Homicídio!

Notas finais
Espero que tenham gostado. Até o próximo capítulo!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.