Case 128
3 Yhtak
Notas iniciais
Kathy era uma menina linda. Ela amava esportes radicais, mas sua paixão pela família era bem maior. Sua mãe, com 63 anos, apesar de nova, era muito debilitada.
Depois de dar a luz a Kathy, ela teve várias complicações. Ficou internada por 3 meses, e uma semana após sair do hospital, foi atropelada. Felizmente, ela sobreviveu, mas perdeu os movimentos das pernas e sofreu danos cerebrais.
Nessa época, Stewie tinha 5 anos. O pai dos dois irmãos não conseguiria manter a família em boas condições, além do mais,com duas crianças pequenas. Então, ele começou a dobrar sua carga horária: antes, trabalhava oito horas por dia em uma indústria próxima, depois, passou a trabalhar dezesseis horas por dia , sendo meio período como taxista.
Apesar disso, o dinheiro ainda era pouco.
Tiveram que vender a casa e passaram a morar com a tia de Kathy, Lia, que odiava a menina.
Os dois irmãos passaram por essa situação até que Stewie fez 16 anos. Ele resolveu trabalhar 6 horas por dia em uma loja de penhores. Com 17, ele passou em um teste da Polícia e com 19 foi eleito detetive. Nessa época, Katie permaneceu na casa com a mãe, já que o pai havia fugido 3 anos antes, enquanto Stewie foi morar sozinho. Passaram dois anos sem se encontrar. Até o belo dia em que o chefe de Stewart, como a irmã gostava de o chamar, chegou em sua residência.
– Ahn.... Posso ajudar? — perguntou Katie, observando um senhor com mais ou menos 45 anos parado em sua porta.
– Katerin Palmer? Irmã de Stewart F. Palmer ? — perguntou o homem alto. Ele usava um terno preto riscado de azul na manga. Seus sapatos eram bem engraxados e suas calças bem cortadas. Seu cabelo era preto e possuía um bigode da mesma cor. Sua pele morena contrastava com seus olhos azuis.
– Sim, a própria! O que que o Stu fez agora? Ele está bem??! — exclamou Katie aflita.
– Acalme-se moça. Seu irmão está ótimo. Vim aqui falar de uma possível missão que seu irmão pode se envolver.
Ela o olhou desconfiada. Nunca era requisitada em nada na carreira do irmão. Stewart sempre soube se virar sozinho, nunca precisava dela. Kathy lembrou de uma vez em que o comissário a ligou falando que seu irmão havia se envolvido em uma perseguição e levou um tiro no pé. Ela tinha ficado desesperada com a situação, pois isso arruinaria a vida do irmão se houvessem quaisquer complicações. Kathy o ligou dia e noite até ele ficar bem. Atualmente, ela ria da situação.
– Senhorita Palmer?? Tudo bem ? — perguntou o homem, a tirando de seus pensamentos.
– Ah, claro. Só um instante! Qual é o seu nome mesmo? — perguntou Kathy.
– Steff Gordon, comissário do Departamento de Investigações de Nova York. Chefe do seu irmão. — falou o homem.
– Sim... Mas, o que o senhor queria me falar mesmo?
– Eu e minha equipe precisaremos da senhorita para um teste que faremos com as duplas da delegacia, para ver quem ganha o caso. — explicou Gordon.
– E porque precisariam da minha ajuda? Peçam para outras pessoas! — resmungou Kathy.
– Pegamos um familiar querido de uma pessoa da dupla. São quatro duplas e seu irmão está em uma delas com outra detetive.
– Sim... O que eu farei? — Kathy se apressou em dizer. Só de pensar em encontrar o irmão ela já estava muito feliz. Esteve dois anos sem nenhuma notícia. Parecia que o irmão tinha a esquecido.
– A senhorita irá me acompanhar até Nova York e permanecerá em um dos quartos presentes em um complexo a duas quadras da delegacia.Poderá falar com seu irmão quando chegar lá, mas depois ficaram sem contato até o dia da prova, quarta-feira. Topa? — perguntou o comissário.
– Com certeza, mas eu tenho duas perguntas: onde minha mãe irá ficar e como será a prova?
– Sua mãe ficará sobre os cuidados de uma equipe médica especializada e só poderemos te dar mais informações na base.
Kathy ficou apreensiva. Nunca havia saído de sua cidade. Nunca havia deixado sua mãe. Agora, ela teria que tomar uma decisão que poderia afetar todo um teste e a carreira de seu irmão.
–Quando pegaremos o avião? — falou Kathy rindo.
– Em meia hora. Esteja pronta. Irei te buscar aqui daqui 20 minutos. Arrume suas coisas. — resmungou Gordon, saindo da rua calmamente.
Nesse momento, Kathy correu para dentro de casa, pegou uma mala velha de Stewart e começou a enfiar dúzias de roupas dentro dela, mas só após revirar todo seu quarto.
Seu quarto tinha paredes rosa claro e vários posters de coisas antigas. Filmes eram sua paixão. Com doze anos, ela tinha ganhado um premio de melhor curta de animação. Lembrava de tudo nesse dia, até da parte que no meio da premiação de seu filme, seu irmão se levantou e andou até o palco, onde a abraçou e depois saiu, sem dizer nada. Kathy nunca descobriu o porque.
Kathy fechou a mala com muito esforço e entrou debaixo do chuveiro. Tomou banho na água gelada e pegou uma roupa simples. Colocou um sutiã vermelho e por cima um top que ia até o umbigo, com os dizeres : "HAVE A GREAT DAY". Vestiu uma calça jeans rasgada acima dos joelhos e colocou um All Star vermelho. Saiu de casa apressada, ainda penteando o cabelo. Deu um beijo em sua mãe e falou:
–Mãe, eu já volto, OK? Vai ficar tudo bem com a senhora. Quando eu voltar, eu trago notícias sobre o Tewie, tá?
Sua mãe apenas deu um sorriso bobo e piscou. Ela amava a filha.
Quando Kathy saiu na rua, viu uma Land Hover a esperando. Ela nunca tinha visto uma! Estava apaixonada. Entrou no carro, que seguiu até o aeroporto. Ela observou todo o percurso. Como a cidade estava mudada. A pouco tempo atrás, não havia nada na maioria dos bairros, só alguns sobrados. Atualmente, a população havia crescido muito e as casas haviam virado prédios.
Após alguns minutos, ela e Gordon chegaram ao aeroporto. Era pequeno, mas dava para o gasto.
O vôo demoraria mais ou menos uma hora. Kathy havia se preparado para isso: ela levara um livro bem grande.
Durante todo o vôo, não houve troca de palavras. Chegaram em Nova York ás 14h35 minutos. O clima estava bom. As pessoas eram meio estranhas. As avenidas eram todas movimentadas. Kathy percebeu isso durante o percurso até a delegacia. Quando chegou, esperou 15 minutos até que viu a porta principal sendo aberta e seu irmão entrando....
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