Case 128

9 A legista e a investigação


Notas iniciais
Gente, eu vejo a Kathy como a Tove Lo, não sei porque kkkkk. Desculpem a demora mas eu mudei muito esse capítulo. Não teria acontecido nada disso se eu não parasse e pensasse. Vou fazer teatro agora, então estarei muito ocupada, mas tentarei postar todo sábado ou sexta. Fiquei triste pois ngm comentou. Mas tudo bem! APROVEITEM ESSE CAP

Andie e Stewie chegaram ao legista. Como sempre, Stewie entrou com o pé esquerdo. Andie o seguia um pouco mais atrás.
Entraram em uma sala, onde haviam vários computadores, alguns legistas passando rapidamente e muitas macas com pedaços de ossos. Em uma sala ao lado, haviam diversos homens testando armas, como facas, armas de caça e revolveres. Andie achou tudo muito estranho, ainda mais pois estava muito silencioso. Ela viu uma médica cuidando de um corpo e foi até ela.
– Com licença, eu e meu parceiro aqui somos do Departamento de Polícia de Nova York. Nós acabamos de achar um caso e precisamos do relatório que vocês fizeram com as vítimas. — disse Andie, mostrando a pasta à médica.
– Claro, mas tenho que terminar aqui. Podem esperar uns cinco minutos? Depois posso ajudá-los. A propósito, meu nome é Isabelle. Mas podem me chamar de Belle.- disse a médica, com um sorriso no rosto.
Belle tinha mais ou menos um metro e sessenta e cabelos castanho claro. Seus olhos eram azuis e ela tinha uma rosa no cabelo. Stewie a olhou de cima a baixo e chegou a uma conclusão: era a legista mais gata que já tinha visto.
Andie percebeu o olhar do parceiro e então o pegou pela mão e o levou até uma sala na entrada do lugar, com algumas cadeiras.
Ambos se sentaram e esperaram. Aqueles cinco minutos pareceram horas. Algum tempo depois, Belle chegou na sala e chamou Andie. As duas foram até uma sala e lá puderam conversar. A sala era média, havia uma mesa no centro e vários armários dos lados.
– Qual é seu nome mesmo? — perguntou Belle, tirando Andie de seu devaneio. Para uma médica até que ela é bonita, pensou.
– Ah, desculpe! Meu nome é Andressa, mas pode me chamar de Andie. — falou, estendendo a mão.
Belle apertou a mão da moça e pode perceber um pequeno ciúme no olhar. O porquê ela não entendia. Ela começou a andar pela sala e pegou a pasta da mão de Andie.
"Caso 128"
Belle foi até um armário e abriu a terceira gaveta. Puxou de lá uma pasta da mesma cor e de mesmo nome. Quando abriu, se assustou.
– Er... Andie, esse caso é meio pesado para você. Você parece tão jovem e bonita. Eu não me arriscaria assim.
– Sem problemas. Pode por favor me mostrar as vítimas? — falou Andie, em resposta. Ela estava quase se irritando com Belle.
Belle virou a pasta para Andie e pediu para esperar um pouco enquanto achava o médico responsável. Andie começou a olhar as fotos das pessoas. O jeito que foram mortas era assustador. Andie realmente torturaria o idealizador disso. Era uma barbaridade.
De repente, um homem de mais ou menos um metro e noventa entrou na sala. Seu cabelos eram pretos e seu olhos castanhos. " Meu Deus, será que agora só tem médico gato? Gente, vou vir trabalhar aqui!", pensou, dando um risinho disfarçado.
– Hey! Primeiro de tudo, meu nome é Henry. Segundo, esse caso deu trabalho aqui. Várias vítimas, principalmente policiais.
– Sim, meu chefe me falou sobre isso. Mas, me fale logo sobre as características em comum dos mortos. Assim, podemos traçar um perfil para o serial killer. Posso chamar meu parceiro aqui, antes? — disse Andie, de forma rápida.
Os dois concordaram com a cabeça e Andie foi chamar o parceiro. Voltaram uns trinta segundos depois. Stewie se apresentou de forma rápida e apertou a mão dos dois legistas.
– Continuando... Acho que vocês já sabem, foram dois agentes mortos e mais três vítimas. Por incrível que pareça, há dois dias foi achada mais uma vítima. — falou Henry.
Andie e Stewie arregalaram os olhos e se encararam. " Mais um? Vamos ter que agir rápido", se comunicando só com o olhar.
– Meu Deus! Mas, então fale sobre os corpos.
Henry começou a descrevê-los.
O primeiro corpo se chamava Antony Jones. Era um agente de 43 anos. Ele estava com os olhos costurados e com o nariz quebrado. Seus braços tinham marcas de unhas e suas mãos estavam roxas. Tinha um livro com um símbolo indecifrável desenhados na testa, possivelmente feitos com uma faca. O segundo se chamava Chase Main. Era outro agente, mas com 37 anos. Seus ombros estavam quebrados e seu quadril também. Sua boca estava com grampos de grampeador sobre toda sua extensão. Seus pés não tinham unhas e ele possuía a mesma marca que Antony, mas dessa vez na panturrilha. O terceiro corpo era de uma mulher. Pelo que tudo indica, ela tinha mais ou menos 30 anos e estava coberta de hematomas. Seu cabelo tinha sido raspado e suas unhas arrancadas, assim como os dentes. Ela tinha diversas tatuagens na barriga e na coxa, mas a marca estava no seio esquerdo. De acordo com Belle, ela tinha sido a primeira vítima, sem contar com os agentes. As vítimas quatro e cinco tinham 18 e 29 anos, respectivamente. Tinham o símbolo nas costas. Seus olhos tinham sido arrancados, suas bocas costuradas e seu cabelos trançados. Eram ambos homens. Tinham mais uma coisa em comum. Estavam costurados pela mão, mas o da esquerda tinha um grau de deterioração maior, ou seja, tinha sido morto primeiro.
Quando Belle foi mostrar a última vítima, ela deixou cair uma lágrima. Era uma criança de dez anos. O corpo estava bem conservado, em comparação aos outros. Haviam marcas de corda no pescoço e nas mãos. Só. Além, é claro, da marca misteriosa, dessa vez na planta do pé (lugar inusitado!). Andie fez uma nota mental: torturar esse cara até deixa-lo desfigurado.
Os quatro conversaram durante alguns minutos, até que Henry foi chamado á ala hospitalar, pois mais um corpo tinha chegado. Belle se despediu de Stewie e Andie. Os dois foram em direção á porta, quando Belle exclamou:
– Andie! Posso fazer uma pergunta? Eu queria ajudar vocês nessa investigação. Sei que é perigoso e eu não tenho muita experiência, mas eu vejo muito Criminal Minds! Além disso, sei traçar o perfil de um serial killer. Também sei uns esconderijos inusitados onde foram encontrados os corpos. Posso ir? Entro de férias amanhã!
Andie encarou um Stewie com um pedido de socorro, mas o idiota (palavras da própria Andie) apenas deu de ombros.
– Olha, já que se trata de um serial killer, teremos que permanecer no escritório até que o caso seja resolvido. Já estávamos voltando ao escritório e lá iríamos pedir comida. Se quiser, pode acompanhar a gente, mas se você embarcar nessa, será até o fim do caso! — respondeu Andie, rapidamente.
Belle deu dois pulinhos de alegria e abraçou os dois. Ela saiu da sala, falou com seu chefe e três minutos depois voltou, já sem o jaleco. Os três foram até o carro e seguiram até a delegacia. Durante o percurso, Belle não parou de falar. Eles conversaram principalmente sobre os corpos e como os legistas investigaram. Stewie comentou sobre ir nas cenas dos crimes ou algo parecido, mas Andie não entendeu, pois estava distraída pensando em chegar logo em sua sala.
Dez minutos depois, Stewie já tinha estacionado e estava chamando o elevador, enquanto Belle pedia comida chinesa por telefone para eles.
Os três subiram com o elevador até a sala da dupla e se estabeleceram lá. Era mais ou menos 17h.
Andie sentou em sua cadeira e ligou o computador. Stewie foi até a sala ao lado e pegou uma cadeira para Belle, e aí sim se sentou. A sala não era enorme, mas também não era pequena. Era 4X3 metros e não era muito cheia de coisas, além de duas escrivaninhas, um tapete e um armário. A sala era bem confortável, e tinha de ser, já que só sairiam de lá para ir as cenas dos crimes.
Com os computadores ligados, Stewie e Andie procuravam por quaisquer informações que podiam achar sobre o caso. Belle folheava a pasta observando as fotos.
Andie procurou sobre as vítimas comuns e Stewie procurou sobre os lugares, enquanto Belle passava o nome completo das vítimas.
– Gente, eu encontrei uma coisa aqui! É uma reportagem: " Dois agentes já foram mortos pelo 'Assassino dos galpões'". Se eu fosse ele, me sentiria envergonhada! Que nome horrível! Mas isso é uma pista! Stewie, procura aí algum assassinato em um galpão. Pode ser de bom uso. — falou Andie, quebrando o silêncio que estava na sala.
– Eu achei um galpão á 10 km daqui em que uma vítima foi morta. Vamos lá amanhã. Espera um pouco, Miss Delegacia. Vou procurar outros aqui. — falou Stewie, concentrado no computador.
– Aqui, eu acho que amanhã podemos falar com a família da primeira vítima. Procura aí o endereço de Kelly Coutran. Lembra que eu falei que ela era a primeira vítima? Então....- disse Belle, tentando entrar no assunto.
Andie apenas concordou com a cabeça e voltou a olhar para a tela. Começou a ler a reportagem devagar: " Nesta sexta-feira, 14 de maio, outro agente foi morto em busca do assassino de Kelly C., morta á uma semana. Kelly foi achada morta em um galpão á três quilômetros de sua casa. Ela era professora do primário e seus familiares afirmam que ela não possuía inimigos, para que terminasse de uma forma tão trágica. Um agente que tentou investigar o caso foi morto dois depois, sendo encontrado em outro galpão, nos arredores de Nova Iorque. Ontem foi achado mais um corpo em outro galpão, diferente dos outros dois. O corpo era de outro agente. O nome ainda não foi divulgado. Ele trabalhava na polícia há 15 anos e já tinha resolvido vários casos, como fomos informados pela polícia. O assassinato comoveu... — Andie teve que parar de ler, pois o telefone do escritório tocou. Stewie atendeu rapidamente e disse: "Pode mandar subir". Ela pensou que seria a comida chinesa. Estava faminta, pois não havia almoçado, já que passou o dia todo no legista.
Dois minutos depois, os três pagaram o entregador e ele foi embora. Já eram 19h.
Stewie abriu seu combo e começou a comer, depois de oferecer as duas, e continuou mexendo no computador.
Andie se levantou, andou até fora da sala e foi até uma cozinha no mesmo andar, onde pegou o copo dela e o de Stewie, já que cada um no escritório tinha sua própria caneca. Antes de sair, lembrou de Belle e pegou uma caneca sem nem notar o nome e voltou a sua sala.
Encheu o copo de Pepsi e entrou na internet novamente.
Belle comeu no canto da sala, enquanto arrumava uns papéis que Stewie tinha impresso, contendo a localização dos corpos.
– Stewie, a gente não tinha lido que foram três agentes mortos? — perguntou Andie de repente.
– Devemos ter lido errado. Olha o que eu achei: " Professora foi morta em galpão. Familiares estão desesperados". É uma notícia. Está datando dois de maio. — respondeu Stewie, em um tom de dúvida.
– Aqui na pasta está falando que o assassinato foi dia primeiro. Estamos no dia vinte e quatro. Não faz muito tempo! — disse Belle, se levantando da cadeira e andando até o computador. Ela empurrou a cadeira de Stewie (que tinha rodinhas) e se apoiou no teclado, colocando algumas informações no Google e pesquisando.
Stewie arregalou os olhos e colocou as mãos em forma de rendição, olhando para Andie. Ela apenas arregalou os olhos de volta e deu uma risada.
– Aqui! Kelly C. ganhou um concurso de melhor cantora amadora em um café, dia vinte e sete de abril. O ganhador levaria de prêmio um troféu, quinhentos dólares e uma viagem para a Califórnia de quatro dias. Ela foi morta na noite que chegou. Estranho. — falou Belle, voltando a se sentar em sua cadeira emprestada. Stewie voltou ao computador e continuou lendo sobre Kelly. O site em que Belle havia pesquisado falava que haviam mais quatro competidores, além de duas bandas. No final, havia meio que uma mini-biografia de Kelly. Dizia que ela tinha 34 anos, vivia em um bairro no subúrbio de Nova Iorque e tinha se formado em Letras. Haviam outras informações, mas eram sobre seus hobbies, coisas que não importavam no momento.
– Belle, já anotou o endereço dela? Vamos lá amanhã e depois no galpão em que ela foi morta. — comentou Andie.
– Já anotei sim, Andie. O galpão é do lado de uma loja de bebidas.
– Informação desnecessária, Belle. A partir de hoje, só informação importante. — resmungou Stewie, abrindo uma gaveta e pegando um jornal. Todo dia de manhã, quando chegava no escritório, ele colocava o jornal do dia em sua gaveta. Ao contrário do que parecia, ele não era fã de internet. O jornal que ele havia pegado era de uma semana atrás. Ele raramente esvaziava as gavetas.
Andie olhava cada movimento de Stewie, disfarçadamente. Ela ainda lembrava do beijo. Andie estava ao ponto de chorar. Quando estava na cozinha, Ian a mandou uma mensagem no celular. Dizia que ele iria ficar fora por no mínimo seis meses. Ela sabia que não estava dando certo entre eles. Namoravam há dois anos, desde que ela havia saído do colegial, mas agora não era momento de pensar nisso. Alguém perto de lá poderia estar perdendo alguém querido por causa desse 'assassino do galpão'.
– Er.... Andie? Me ouviu? Esse jornal está falando sobre as vítimas quatro e cinco. E esse outro aqui sobre a criança. — falou Stewie, quase gritando.
– Ah, claro! Mas vamos focar na Kelly. Amanhã investigamos sobre ela e depois sobre os outros se sobrar tempo. Temos que ir por partes. — disse Andie, sacudindo a cabeça, como se estivesse saindo de um devaneio.
Stewie e Belle concordaram com a cabeça e voltaram a pesquisar. Belle havia dito para chamarem uns dois policiais, para prevenir, mas Stewie achou a ideia boba. De acordo com ele, eles sabiam se virar sozinhos: Andie imobilizava e ele novauteava, fazendo relação ao teste, o que fez as duas rirem (apesar de Belle não saber do que se tratava).
Stewie se levantou e disse que ia até o banheiro. Belle pediu um copo de água para quando voltasse.
– Andie...! Me responde uma coisa. Stewie tem namorada? — perguntou Belle de repente.
Andie, que estava lendo outras reportagens sobre o galpão em que foram achados os corpos, levou um susto.
– Não é hora de falar sobre isso! Mas ele não tem. — respondeu Andie, em um tom frio.
– Desculpa! Não vou mais falar disso! Mas eu queria chamar ele pra sair. Depois que o caso acabar! Tudo bem pra você? Parece que vocês se gostam. — falou Belle, um pouco tensa.
– Eu tenho namorado! Tudo bem. — respondeu Andie.
Stewie voltou para a sala, entregou o copo para Belle, que lhe deu um sorrisinho de lado, e sentou.
Uns quinze minutos se passaram, enquanto os três discutiam sobre as vítimas. Já era mais ou menos 22h. O tempo passava muito rápido. Do nada, o celular de Stewie tocou.
– Stewie! Nós combinamos de desligar os telefones quando estivéssemos aqui! Que merda! — gritou Andie.
– Ah, cala a boca, vai! É a Kathy! — gritou Stewie, respondendo Andie.
– Ma dá esse telefone aqui! Eu atendo. Vou falar para ela só ligar para a portaria quando quiser falar com a gente. — falou Andie, ainda gritando, enquanto pulava em cima de sua mesa (que era encostada na de Stewie, fazendo com que os computadores ficassem opostos um ao outro) para tentar pegar o telefone.
Stewie puxou o celular para si, mas Andie foi mais rápida e o agarrou. Mesmo assim, não conseguiu fazer com que Stewie abrisse a mão. Eles começaram a brigar, até que Andie mordeu o braço dele, conseguindo assim, atender o celular.
– Alô? — falou Andie, com um tom bravo, enquanto Stewie reclamava com ela.
– Stuu!!!! Meu maninho lindo!! Quem é essa *hic*? É a Andie *hic*? Oiiii, linda! Como vão vocês?? Se beijando muito *hic*? — falou Kathy, completamente bêbada.
– Kathy? Você está bêbada? Só tem 16 anos! Tá doida? — gritou Andie.
– Não.... Tô ótima! 17 depois de amanhã, tá? *hic* Eu to aqui em baixo! O porteiro me disse *hic* pra ligar para meu irmão! — continuou.
–Kathy, você vai para casa agora! Vou ligar para meu amigo vir te buscar, pois o Stewie não pode atender! Não liga mais para cá, entendido? — disse Andie, desligando o telefone de supetão.
Stewie olhava horrorizado para ela .
– Minha irmã está doida e nem por isso posso sair? — falou Stewie, ainda apertando a mão.
– NÃO! Vou mandar mensagem para o Daniel. Ele vem buscar ela e a deixa no apartamento. Enquanto estivermos no carro amanhã, você liga para ela! — resmungou Andie, já digitando.
– Ah.. Pelo Amor de Deus! Te odeio, Andie! Muito! – gritou Stewie, saindo da sala.

Andie terminou de mandar a mensagem para Daniel, então ligou para o porteiro para avisar que alguém chegaria para levar Kathy embora. O porteiro parecia muito aborrecido com ela. Ela apenas desligou o telefone e bufou. Kathy era muito irresponsável. Não pensava nas consequências. Quase tinha falado a Ian que Stewie e ela haviam se beijado. Se a menina não tivesse tomado pinga, certamente Andie bateria nela. Stewie era um cara que, apesar de chato, idiota, mandão e insuportável, era muito responsável. Claro, bebia um pouco além da conta, mas nada demais. Andie se virou para o canto e viu que Belle ainda a olhava com os olhos arregalados.

– Er.... Belle? Tudo bem? – perguntou Andie, tentando quebrar o clima.

– S-sim... Vocês são doidos! – disse Belle, liberando o ar e dando uma risadinha.

– Ok. Não está tarde, mas já coletamos todas as informações necessárias. Pode ir embora se quiser, mas esteja aqui amanhã às sete e meia.- falou Andie.

– Sim, sim. Então eu já vou. Minha mãe deve estar preocupada. Se precisar de algo, só me ligue, Ok? – disse Belle, pegando sua bolsa e indo e direção a porta.

Andie apenas concordou com a cabeça e recebeu um sorriso da mais baixa. Quando ela ia sair da sala, um homem alto a parou. Andie arregalou os olhos e empalideceu. Era Gordon.

– O que está fazendo aqui? Está tarde, Andie. Quem é essa? – perguntou Gordon, com um tom sério.

– Err... Lembra do caso? Então... Começamos a investigar. Sinto que já estamos chegando a alguma coisa. Essa é a Isabelle. Ela é legista e está nos ajudando no caso. — disse Andie, tremendo.

– Ela é uma amiga nossa. Amanhã nós vamos a casa da vítima e onde ela foi morta. – falou Stewie, chegando atrás de Gordon, que virou rapidamente.

– Tudo bem. Me deem o relatório amanhã à noite. Quero falar com ambos. – falou Gordon, voltando para o corredor. – Ah! Antes que eu esqueça. Podem dormir aqui se quiser, mas tem outras pessoas no sexto andar e as luzes do corredor apagam á meia noite.

– Tudo bem! – responderam Andie e Stewie em um uníssono.

Gordon saiu da sala e foi embora. Belle deu tchau aos dois e também foi embora. Um silêncio constrangedor se instalou na sala.

– Andie. Posso ligar para minha irmã para ver se ela está bem? – perguntou Stewie, meio tímido.

– Pode ir embora se quiser. Vou ficar por aqui mesmo. O Daniel deve estar trabalhando até agora e o Ian viajou. Esqueci minhas chaves na casa dele.

– Não! Vou te fazer companhia. Até te chamaria para ir lá e casa, só que lá não tem nada. Sério. Só leite em pó. – disse Stewie, dando uma risadinha. Andie também riu.

– Ok! Liga para ela. Depois que acabar tudo isso, vamos fazer uma festa para ela. – falou Andie, devolvendo o celular para Stewie.

Stewie ligou para a irmã. Ela disse que estava ótima e só tinha saído com um velho conhecido que encontrou no supermercado. Os dois teriam uma conversa séria outro dia.

O silêncio voltou. Do nada, todas as luzes se apagaram, menos a da sala deles. Devia ser meia noite. Stewie lembrou de uma vez que teve que dormir na delegacia com um antigo parceiro e que tinham alguns cobertores na cozinha. Ele se levantou e começou a tatear em tudo, enquanto Andie ria dele. Três minutos depois ele voltou, trazendo consigo dois cobertores e um roxo na testa, o que fez Andie desabar em risos. Ele jogou o cobertor nela e se sentou.

Andie tirou os tênis e desamarrou o cabelo. Stewie tirou a gravata e os sapatos sociais. Os dois se deitaram em opostos da sala. Combinaram de passar em casa, pegar roupas limpas, toalhas e biscoitos no outro dia.

O outro dia seria muito longo. Muito longo mesmo

Notas finais
Gente, eu estou triste aqui. Escrevendo as notas iniciais eu recebi uma notícia triste, mas espero que tudo se resolva. Não é tãoooooooo ruim assim, mas me afetou. Obrigada por lerem. Comentem pls! MAS EU TO ATÉ RINDO AGORA KKKKKKKK