Casar? Não, Espera!
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Notas iniciais
Tipo assim, sabe quando sua vida passa diante dos seus olhos? Pois é! Cara, eu corri tanto, tanto que eu tenho certeza que já posso ganhar uma maratona. E o pior foram aquelas roupas esquisitas e calorentas. Urgh!
Mas veja pelo lado bom: As vachorras saíram de perto do meu Nerd.
Tipo, depois de dar a volta em 3 quarteirões, invadir um quintal, correr de um cachorro, invadir outro quintal, levar uma bolada na cabeça e ainda assim ter a sorte de encontrar com o segurança que ainda me perseguia e correr de novo até despista-lo, eu finalmente consegui chegar em casa.
Ser ninja as vezes cansa! Por isso a mamãe vai tomar um banho e tirar um cochilo.
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Pov Geral:
Freddie estava tentando animar o amigo, mas era quase que impossível. Spencer estava realmente mal com o término, não falava quase nada e nem comia direito. Nem as esculturas serviam de ânimo para o moreno.
– Spencer, você tem que comer.
Cri Cri Cri Cri
~barulho do vento~
– Não adianta. Ele não vai falar Freddie.
– Então só tem uma solução.
– Qual?
– Chamar a Ju.
– NÃO! Ela que quis assim. Não vou me rebaixar.
Apesar de Spencer ser um crianção, e bem bobão as vezes (Boa parte do tempo) ele era muito orgulhoso.
– Spencer, eu me preocupo com você. Eu não sei o que aconteceu entre vocês, mas seja lá o que for você tem que superar, ou lutar pela Ju.
– Eu... ela que terminou... não sei o que fazer.
– Você saberá, mas por enquanto é melhor você seguir sua vida. Se for pra ser será.
– Tem razão.
A conversa entre os irmãos afetou não só Spencer, como Freddie. Ok, a "situação" dele com Sam não tem nada a ver com a de Spencer e Ju, mas não seria melhor ele superar seja lá o que for? Sam não parecia nenhum pouco interessada nele e mesmo que estivesse, se odiavam não é?
Logo Spencer pareceu se animar e voltou a ser o antigo Spencer, não tão alegre, já que tinha acabado de romper um noivado com a mulher de sua vida, mas já era um grande passo. Freddie, Spencer e Carly se divertiram muito, e cada vez mais o moreno pensava nos velhos tempos.
Bem, era algo tão natural... tão certo. Sam, a típica valentona que batia nos Nerd's; Freddie, o típico Nerd que apanhava da valentona; Carly, a garota doce, meiga e boa que se preocupava com todos. Isso sem esquecer da paixão de Freddie pela morena. Tinha que ser ela... ela era a garota perfeita, doce e meiga com todos, doce e meiga com ele. Podia voltar a se apaixonar por Carly novamente? E se se apaixonasse? Seria correspondido?
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Um dia frio e nublado, as nuvens pesadas e o barulho dos trovões eram reconfortantes para a loira que mantinha o olhar fixo no teto do quarto escuro, que de vez em quando era clareado por um relâmpago.
O barulho da chuva era confundido com o barulho de gritos de desespero, afinal, o que estaria fazendo ali? Não era aquele seu lugar. Precisava sair.
A loira vendo que ninguém viria ao seu "quarto" resolveu que estava na hora.
– Martha?- Sussurrou a loira no telefone.
– Sim, sou eu. Graças a Deus que você ligou.
– Eu preciso sair. Eu preciso ir embora.
– Eu sei, já estou resolvendo.
– Aqui não é meu lugar.
– Eu sei que não, eu vou te tirar daí.
– Eu juro que eles vão pagar pelo o que estão fazendo comigo. E eu mesma os farei pagar.
– Fica calma, logo você poderá sair daí, eu juro.
– Fala com tanta certeza, como nunca tinha falado antes... por acaso já tem algo concreto?
– Quase, mas não alimente esperanças. Lembre-se: Estamos num ninho de cobras, você sabe que uma hora está por cima... e na outra...
– Eu sei. Só quero sair daqui.
– E eu vou te tirar. Está mais perto do que imagina, por isso, não resista mais. Entre na personagem que eles criaram. Brinque com a mente deles.
E logo o telefone foi desligado e a loira pôde sorrir aliviada. Estava perto. E a brincadeira só estava começando.
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Sam acordou atordoada, não tivera sonhos, mas sua mente gritava como se algo realmente estivesse errado. Levantou da cama e resolveu andar pela casa. Era como se estivesse acabado de ter um pesadelo, mas não teve, realmente não tivera sonho ou qualquer tipo de pesadelo, mas seu peito pesava como se tivesse tentando lhe avisar alguma coisa... mas o quê?
– Hei Sammy!
– Oi Gibby. Pensei que estava na casa de Tasha.
– E estava, mas voltei mais cedo hoje.
– Ata.
– Nossa, que cara de assustada é essa?
– Está tão na cara assim?
– Muito, você está até pálida. O que houve?
– Eu não sei... realmente não sei. Só acordei no susto... como se algo tivesse errado. Estranho não?
– Muito, mas sabe o que vai te melhorar?
– O que?
– Uma partida de vídeo-game!
Sam logo tratou de tirar qualquer pensamento esquisito de sua cabeça e resolveu ir jogar com Gibby.
Depois de Gibby ter perdido umas trocentas vezes, Freddie finalmente chegou em casa.
– Oi.- Freddie falou ao adentrar no cômodo onde Gibby estava chateado por ter perdido mais uma vez.
– Oi Primo!
– Fala Nub.
– Hã, Sam?
– Quê?
– Posso falar contigo?
– Hummmm, tem que ser agora?
– Têm.
– Argh!
Freddie saiu do cômodo sendo acompanhado de Sam. Sam estava estranhando o comportamento de Freddie, ele estava mais esquisito do que o normal, algo que ela realmente pensou que fosse impossível.
– O que foi Nerd?
– Eu sei que foi você.
– Eu o que?
– Que foi você que jogou aquela água suja nas meninas.
– Quem disse?
– Está na cara.
– Não está não. Você não pode vim me acusando como bem en...
– Não estou te acusando, só estou te informando que eu já sei. E não adianta negar.
– Você é um estúpido! E se fosse mesmo eu? É da sua conta?
– Que pergunta! É claro que da minha conta. Quer saber? Eu já estou farto de você, e é a segunda vez que falo isso, ou você já esqueceu? Olha, eu só não acabo com essa palhaçada agora por que é dos meus pais e dos seus que estamos falando, mas eu quero que saiba que acaba por aqui. E só pra você saber, eu já estou com outra pessoa.
Freddie foi pro seu quarto e deixou uma Sam boquiaberta no jardim da casa.
Como assim ele estava com outra pessoa?
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Juliana estava cada dia pior, não se conformava que seu noivado tinha acabado, mas talvez fosse melhor. Spencer estava a cada dia mais distante, talvez ele não a amasse mais. Não como ela o amava.
Estava num terrível dilema: Voltava ou não para o México?
Sua família toda estava lá, e do jeito que as coisas andam talvez seja melhor voltar para o México.
Era sozinha naquele país, as únicas pessoas que tinham era Spencer e a família de Spencer. Não seria cara de pau e ir falar com Carly como se não tivesse acabado de terminar com o irmão dela.
Se sentia terrivelmente sozinha, sua vida a cada dia piorava um pouquinho. Além de ter que suportar a dor de ter acabado o noivado com o cara que ama ainda tinha que suportar sozinha. Sempre se julgou forte... não era.
Juliana estava prestes a arrumar as malas quando seu telefone toca:
Ligação On:
– Alô?
– Hermana?
– Duda?
– Sim, sou eu.
– Nossa, que saudades! Tô com tanta saudade de você, do papai, da mamãe. Na verdade... eu estava prestes a arrumar as malas. Vou voltar pro México.
– Não vai não!
– Por quê?
– Porque eu acabei de chegar no aeroporto de New York e agora vou te contar uma novidade: As Hermanas mais divas do mundo vão morar juntas!
–Oi?
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