— Ah... Faça-me sua, caubói... — implorou ela, com a voz falhando.

— Vou fazer algo que nunca fiz com mulher nenhuma na minha vida, Beatriz. É algo muito especial para mim — sussurrou Armando, o olhar escuro e fixo nela.

Betty abriu a boca para perguntar o que seria, mas o herdeiro da Fazenda Laços não deu tempo para respostas. Ele abriu suas pernas com firmeza e começou a acariciar seu ponto de prazer, que já estava inchado e completamente lubrificado pelos beijos de antes. Parecia uma fruta vermelha madura de Quindío, pronta para ser colhida.

Ele então recolheu os dedos e desceu o corpo musculoso, colando a boca sedenta diretamente naquele centro sensível.

Armando pôde senti-la contorcendo-se inteira sob o seu toque, os dedos de porcelana cravando-se desesperados nos lençóis do hotel, tentando encontrar um ponto de apoio enquanto os lábios experientes dele engoliam toda a sua torta de prazer.

— Ah, Armandinho! Ah! Isto... ah! Domine-me... Ah! — ela gemia alto, jogando a cabeça para trás, completamente entregue àquela febre.

Até que, depois de muito se contorcer, o corpo de Betty travou e começou a tremer dos pés à cabeça. Ela havia chegado ao ápice, mas o caubói resolveu não dar trégua. Ele continuou a lambê-la com urgência selvagem, fazendo-a explodir em um segundo e devastador orgasmo que a deixou mole, meio inconsciente sobre o colchão.

Armando estava ainda mais louco de desejo após aquilo. Sua menina era doce, sexy, levada, mas ao mesmo tempo mantinha aquela pureza virginal que o fascinava. Por ele mesmo, a deitaria ali e ensinaria cada segredo que sabia, e era exatamente essa a vontade que castigava a sua virilidade naquele momento. Vendo que ela ainda tremia sob os lençóis, ele se levantou com esforço, apagou a luz deixando o quarto na penumbra e sussurrou bem perto do ouvido dela:

— Espero que tenha sido melhor do que você esperava, minha Bettica... Estarei no quarto ao lado. Descanse.


Armando voltou para o seu aposento a passos largos. Estava bufando, louco de desejo e com o corpo cobrando um preço alto pela pose de santo. Não via a hora de liberar sua masculinidade. Sabia muito bem que, se ficasse mais um único minuto deitado ao lado dela, faria uma loucura da qual se arrependeria diante do Seu Hermes.

Deitado em sua cama de solteiro, ele rolava de um lado para o outro tentando pegar no sono, mas os gritos de Betty contorcendo-se contra a sua boca continuavam ecoando em sua mente, enlouquecendo os seus sentidos.


No quarto ao lado, Betty cochilou por algum tempo, tonta de puro prazer. Quando abriu os olhos na escuridão, a sua primeira reação foi achar que tudo aquilo havia sido apenas um delírio provocado pelo aguardiente do bar. Mas a sensação continuava ali: ela ainda sentia o calor daquela boca sedenta em seu ponto íntimo e a lembrança do peitoral másculo dele roçando suas coxas.

— Não... Não pode ter sido só um sonho! Foi delicioso demais... Eu ainda sinto as mãos dele no meu corpo! — pensou alto, sentindo o peito arfar.

Ela tateou os lençóis e seus dedos tocaram um tecido grosso. — A camisa! A camisa quadriculada dele ficou esquecida aqui na minha cama! Não foi um sonho, ojojo!

Betty sorriu na penumbra, abraçando o tecido com o cheiro de terra e tabaco dele contra o peito.

— Por que ele me deixou sozinha depois disso? Este homem... este homem me deseja com forças! Ou não faria o que fez comigo na cama... — disse ela, tocando-se devagar por cima da seda e sentindo a própria umidade. — E eu também quero ser sua por inteiro, Armando Mendoza. Chega de brincar de irmãzinha.

Determinada, ela se levantou e foi direto tomar um banho morno, mas não para se refrescar. Tinha um plano audacioso em mente. Ao sair do banheiro, passou uma loção de aroma suave na pele de porcelana, caminhou até a mala e escolheu a melhor camisola que Camila havia lhe comprado: uma peça preta, quase transparente, que deixava todas as suas novas formas à mostra. Apenas isso. Sem calcinha, sem sutiã.

— Você será meu, Armandinho. Só meu! — sussurrou ela diante do espelho, acariciando as próprias curvas com uma nova confiança de mulher. — Não me importa se você já andou com todas as mulheres da rumba de Bogotá, nem se já esteve com as peoas e fazendeiras lá da roça. Esta noite você será só meu. Quero te sentir novamente, mas agora por completo. Quero que você enlouqueça de prazer nos meus braços e me marque para sempre.

Por fim, ela jogou por cima o hobby de seda que a amiga lhe dera com aquela exata intenção, respirou fundo e abriu a porta do corredor. Caminhou descalça até o quarto dele e tocou na madeira com a ponta dos dedos, o coração batendo na garganta.


No quarto ao lado, o banho frio não havia surtido efeito nenhum em Armando. Ele continuava tão excitado e duro quanto antes. Chegou a pensar em pegar as chaves do jipe e ir atrás de qualquer mulher na noite da Capital, sabendo muito bem que para o herdeiro dos Mendoza não seria difícil encontrar companhia. Mas a verdade nua e crua é que a única mulher que ele queria tocar aquela noite era Beatriz Pinzón. A doce menina que, desde que colocou os pés de volta em Quindío, ocupava a sua mente com os desejos mais impuros.

Sem aguentar mais o sofrimento, ele deitou-se, levantou-se, tornou a deitar, até que puxou a calça do pijama para baixo e começou a se masturbar com força, fechando os olhos e imaginando que era a boca de Betty que o apertava, que era ela quem se contorcia embaixo dele pedindo por mais.

— Ah... Betty... Eu vou te ensinar a ser mulher, sua menina levada... — arfou ele contra o travesseiro, o corpo tenso perto do ápice.

Foi exatamente nesse momento que ouviu batidas leves na madeira da porta. Uma, duas vezes.

— Maldito Freddy, Wilson ou quem quer que seja! Eu não pedi serviço de quarto a essa hora da madrugada! — praguejou ele entre dentes, com as batidas continuando insistentes.

Levantou-se com muito custo, ajeitou as calças do pijama às pressas e caminhou até a entrada. Abriu a porta de suetão, exibindo o peitoral musculoso e nu, com as gotas do cabelo molhado do banho ainda escorrendo pelos ombros largos.

— Eu já disse que não quero nada! Sumam daqui! — esbravejou, antes de travar o maxilar e arregalar os olhos ao focar na figura parada no corredor escuro. — Betty?! O... o que você está fazendo aqui no meu quarto, Beatriz?

(Betty não respondeu com palavras. Ela deu um passo firme para dentro do aposento, fechando a porta de madeira atrás de si com um estalo seco. Deixou o hobby de seda escorregar pelos ombros, revelando a camisola transparente sob a luz fraca do abajur, e olhou fixamente para a nudez do peito dele).