Casamento a Moda Antiga
6 Recomeçando...
Cap. V – Recomeçando...
Três meses depois...
Rukia estava no Décimo Terceiro Esquadrão de Proteção fazendo seu trabalho de fukutaisho, Byakuya filnalmente permitira que ela subisse de cargo. E ao contrário do que as más línguas falavam, Kyone e Sentarou não tinham mágoa em relação a morena.
Se Rukia ganhou a indicação foi algo merecido, Ukitake Taisho jamais seria capaz de ser complacente com nepotismo. Renji, no início, tentou levar a noiva para ser sua fukutaisho, o que agradou muito ao irmão da pequena, no entanto, segundo a mesma, já seriam obrigados a conviver tempo demais sob o mesmo teto, assim sendo melhor que cada um atuasse em um esquadrão. Sem contar o imenso carinho que a shinigami possui por seu esquadrão.
Tudo estava seguindo na mais perfeita ordem. Os preparativos para o casamento, a montagem da casa, a relação com Renji... Apesar de ainda muito machucada, a morena começava a ver uma luz no fim do túnel. Era impossível às vezes não se pegar pensando nele , tempo se encarregaria de transformar aquele amor em apenas uma doce lembrança.
Naquela tarde em especial, a Kuchiki sentia-se um pouco indisposta, acordara a noite com o estômago pesado. Mas também, quem mandou fazer campeonato de comer Bentôs com aquele ruivo de araque!! Estava claro que ele ganharia, era praticamente duas vezes maior que si. O que lhe restava no momento era tomar um bom chá verde que faria suas entranhas se acalmarem.
- Rukia Fukutaisho! – Sentarou entrou na sala que ela dividia com seu capitão –
- Sim? – disse lhe direcionando o olhar, ainda não estava acostumada com aquilo –
- Chegaram as fichas dos inscritos para ingressar no Bantai, preciso que olhe e escolha os dez melhores para repassarmos para o Ukitake Taisho.
- Pode trazer, vou olhar isso agora. – ela abriu lugar na mesa de tampo lustroso – Temos muitos inscritos esse ano?
- Mais do que vagas para oferecer, mas já separei tudo em ordem alfabética! Aquela incompetente da Kyone mal sabe a diferença entre um “A” e um “Z”!
Ela riu.
- Vocês dois não mudam nunca... – o semblante dela se enrijeceu – Como está o capitão? Melhorou da última crise?
- Hai. Está descansando em seus aposentos.
- Obrigada, pode se retirar.
- Hai, Kuchiki-fukutaisho!
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Ichigo estava no parque fazendo um piquenique com a família, era aniversário de Yuzu e karin, e Inoue teve a idéia de irem a um parque comemorar. Tudo estava como deveria estar. Isshin estava sendo um chato de galochas, Inoue o ser mais enlouquecido na questão gastronômica, Karin achando tudo aquilo... “estranho”(?) e ele apenas observando tudo.
- Minha Yuzu é uma mocinha!!! – T.T chorava Isshin abraçando a filha – Ó Karin!! Você também!!! Como o tempo passa rápido!!
- Nem vem, velho!! – disse ela vetando qualquer tentativa de abraço –
- Como é cruel!!! Só por que está entrando na adolescência desdenha do amor de seu velho pai???? Onde foi que eu errei!!!
O mais velho da família se descabelava tentando encontrar uma solução para aquela terrível tortura!! Tamanho era o show que qualquer um que passava era capaz de tachá-lo como insano. O baile formal seria mais a noite, aquele era só um almoço mais pessoal, Inoue era realmente uma garota como poucas.
E com um gosto muito excêntrico para se alimentar...
Nesse instante a ruivinha estava comendo um bolinho de arroz regrado a geléia de morango e uva. Ichigo sorriu olhando para sua noiva. Tivera uma grande sorte ao encontrá-la em seu caminho. Era como se fossem feitos um para o outro. O sol e a Terra. E em seu mundo não havia eclipse que encobrisse o brilho daquele sol.
- O que foi, Ichigo-kun? – ela sorriu –
- Nada, só olhado! – ele passou uma mexa daquele cabelo liso para trás da orelha dela –
- Mas eu fico sem graça! – a moça ficou vermelha – Te amo.
Orihime aproximou-se depositando um beijo casto nos lábios de Ichigo. O amor que sentia por ele era tanto e tão puro no sentido de ter começando na infância. A ruiva às vezes se pegava pensando o quão o tempo era curto... Tinha tantas coisas que queria fazer e tão pouco tempo para realizá-las.
Teria que viver cinco vezes para poder comer cinco vezes mais. Seguir cinco diferentes profissões. Nascer em cinco lugares diferentes. Ter cinco vezes mais amigos e...
... Amar cinco vezes a mesma pessoa!
(N/A: Caso tenham notado isso é uma coisa que aconteceu de maneira um pouquinho diferente na Saga Arrancar, quando Inoue será seqüestrada! Espero que tenha ficado legal a citação!!)
- Eu também te amo... Inoue. – ele sorriu –
Isshin naquele momento caíra sobre o bolo e estava todo lambuzado, arrancando risadas das duas filhas e da nora. O morango não pôde deixar de sorrir também, mas não daria ao pai o gostinho de vê-lo rindo. Apenas se levantou seguindo até a margem do lago.
Ali parou para observar as águas calmas. Elas eram como sua vida. Seguiam seu curso calmamente se adaptando as curvas do caminho sem nada de extraordinário. Muitos poderiam considerar isso medíocre, mas ele gostava.
Ou pelo menos tentava se convencer disso...
- Nada é tão simples quanto parece. – Isshin jogou uma pedrinha pequena que acabou com toda a calmaria –
- Do que está falando velho? – disse virando o pescoço com as mãos nos bolsos –
- É engraçado como uma coisinha tão pequena pode fazer tamanhas ondas num lago tão tranqüilo, não acha? – o pai naquele instante não tinha aquele tom idiota costumeiro –
- Mas é passageiro, logo as ondas param e a pedrinha desaparece. Como se nunca tivesse caído ali... E também, é um rio grande demais, essas ondas não abalaram sua calmaria.
- E você se considera esse rio todo? – o mais velho riu – Não seja bobo, filho, não passamos de um pouquinho dessa água. Dessa maneira, essa pedrinha de fora pode ser um tsunami em nossas vidas!
- Está caducando é velho? O que eu tenho a ver com esse rio?
- Águas calmas que seguem pacientemente o seu curso, ás vezes encontrando corredeiras, ás vezes ficando paradas a espera de uma brisa que ajude seu curso. Isso é a vida humana. Mas ás vezes algo acima de nós se cansa da paz e com um simples bater de asas de uma borboleta de seus tronos fazem com que pedrinhas como aquela causem tsunamis.
- Er... Essa conversa tá ficando muito estranha! Fique ai com suas pedrinhas e teoria do caos!
O ruivo saiu olhando para o chão sem mais dar atenção a seu pai que o seguiu com um olhar astuto. Ichigo estava mesmo sentindo falta de alguma coisa... Por isso divagava sozinho escondido de todos e até de si mesmo.
- Sua pedrinha ainda está causando ondas... Quando vai se libertar dessa ilusão?
Isshin voltou ao piquenique bobo como sempre.
Paciência é uma virtude, mas esperar nunca é fácil, principalmente para aqueles que não sabem o que esperam.
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Rukia estava sentado olhando os peixes nadares sob seus pés que balançavam. Tinha tirado alguns minutos para comer, mas ao olhar sua marmita de legumes não sentiu atração nenhuma. Então deixou-a de lado. Era aniversário de Karin e Yuzu... Teria um baile digno de princesa,para a doce Yuzu, já que Karin não se importava com isso. A Kuchiki queria estar lá, queria abraçá-las e der-lhes um presente, mas isso não estava mais ao seu alcance.
Suspirou.
- Sente saudades, não é mesmo? – a voz conhecida e calma de Ukitake a assustou –
- Tai... Taisho??? O que o senhor faz aqui? Não deveria estar descansando? – ela fingiu que não ouviu o que lhe fora indagado em forma de pergunta retórica –
- Com Kyone e Sentarou brigando para ver quem afofa meu travesseiro? – ele riu – Um pouco difícil, mas importa-se com minha companhia?
- Claro que não!! – ela chegou um pouco para o lado – É uma honra para mim! – sorriu –
Ukitake não sentou-se com os pés a balançar na beirada e sim ajoelhado a moda oriental. Rukia serviu um pouco do chá que ainda restava na chaleira para seu capitão e os dois ficaram a observar a paisagem durante alguns minutos.
- Não é errado sentir saudades, amigos de verdade não deixam de ser amigos por ordem de ninguém.
- Eu nunca deveria ter me aproximado tanto, humanos são só humanos e não devem ter ligação alguma com qualquer coisa ou alguém que não pertença ao Mundo Real.
- Não se escolhem os amigos e você não deveria falar de forma tão severa. Tenho certeza que sua presença existe entre eles, mesmo que não saibam que se trata de você.
- Não sou ingrata, apenas não quero tornar essa dor maior. Aqui é o meu lugar e lá é o lugar deles.
- Certamente, mas não tente esquecer... Boas lembranças podem salvar sua vida em um momento difícil.
A Kuchiki levou um olhar a seu capitão dizendo um obrigada silencioso.
- Então, como vão os preparativos para o casamento?
- Muito bem! Tudo está correndo como o esperado... Mas é tanta coisa...
- Sabe, nem parece que você e Abarai-san são tão jovens. – o capitão levou a xícara aos lábios – Existe uma cumplicidade tão grande em seus olhares, parecem que sem palavra alguma sabem o que o outro sente ou pensa.
- Eu e Renji temos uma longa história... Acho que não estaríamos aqui hoje se não fosse um ao outro.
- Eu sei bem que a vida em Rukongai não é fácil... – o olhar de Jushirou entregou que ele se apegou a lembranças muito antigas – Tiveram muita sorte em se encontrar.
- Muita sorte. – ela sorriu –
Ukitake olhou para a marmita intocada da subordinada.
- Desculpe a invasão, mas tenho notado que não anda comendo direito... Não deveria fazer isso.
- Que nada! Só hoje que estou meio sem vontade!
- Melhor assim! – o capitão levantou – Melhor eu voltar antes dos dois notarem que sai.
- Claro!
A morena sorriu e olhou seu chefe se afastar, antes tudo aquilo era o que mais desejava e agora parecia que sempre faltava alguma coisa.
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Rukia e Renji estavam passeando pela Seireitei conversando sobre banalidades. O ruivo falava sobre algumas coisas do passado que arrancavam risadinhas da shinigami. Aquele passado parecia tão distante nesse momento, parecia até que havia sido em outra vida.
Sentaram-se sobre um telhado e ficaram a olhar para a lua que naquela noite estava minguante.
- O que foi, Rukia? – indagou Renji – Está quieta demais...
- Estou cansada, essa coisa de cuidar do esquadrão dá muito trabalho...
- Imagino já que o Ukitake-taisho passa bastante tempo convalescendo... Mas logo você se acostuma.
- Eu sei que sim, mas como está o seu esquadrão?
- Hinamori-san é muito eficiente, minha vida não fica tão complicada... – o ruivo dá um grande bocejo – Como está seu irmão? Falou alguma coisa do nosso casamento?
- O nii-sama parece estar com alguns problemas no conselho de família, mas disse para não nos preocuparmos... Está com sono?
- Mais ou menos. – o ruivo deitou-se sobre o telhado – Sabe Rukia, você já imaginou como teria sido nossa vida caso eles não tivessem morrido?
- Acho que não, por quê?
- Bem, não estaríamos aqui, você não teria sido adotada, não teríamos conhecido o Ichigo e a Aizen teria se dado bem...
- Eu acho que não vale a pena pensar nisso, afinal, não podemos mudar o passado.
- É, tem razão... – Renji fechou os olhos — Tá com fome? A Matsumoto chamou para irmos ao pub, é aniversário do Hitsugaya Taisho.
- Vamos então, faz tempo mesmo que não vejo gente que não seja do Juusan bantai... – ela sorriu malvada – E você pode mostrar que finalmente desecalhou!
O ruivo deu um pedala em Rukia.
- Encalhado a sua cara feia! Se toca toquinho de amarrar chiuaua!
- Sei, sei... Todo encalhado fala que não é encalhado!
- E todo baixinho é enjoado, a vida não é justa!
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No pub onde os shinigamis comemoravam o aniversário do capitão Hitsugaya estava a maior animação. Era oficial que todos pareciam estar se divertindo mais que o aniversariante, este que até o momento não tinha fugido por falta de oportunidade. Matsumoto o abraçava e amassava a cada cinco minutos enquanto falava que mal acreditava que aquele molequinho cheio de marra hoje era um homem adulto.
Rukia sentia-se bem naquele ambiente, todos a tratavam bem e era muito divertido ver e participar daquela confraternização. Renji bebia um pouco acompanhado de Kira, aquele ruivo que não se atrevesse a se embebedar, ela não queria um marido cachaceiro.
Estava tudo muito agradável, no momento, conversava com a Tenente da Hachi Bantai, Ise Nanao. Realmente o que falavam de sua inteligência não era exagero, qualquer que fosse o assunto ela tinha uma opinião baseada em fatos. Uma mulher de gestos elegantes e que parecia compartilhar da opinião do aniversariante sobre festas, a shinigami parecia um pouco ansiosa para sair daquele ambiente.
- Me acompanha até lá fora, Ise-san? Quero caminhar um pouco. – disse Rukia recebendo um olhar complacente –
- Vamos sim. – as duas se levantaram e saíram discretamente -
Quando já estavam do lado de fora, ambas suspiraram profundamente. Rukia estava mesmo um pouco agoniada com aquele cheiro de bebida que havia dentro do recinto.
- Obrigada por me dar a chance de escapar, Kuchiki-san, Matsumoto não me deixaria sair sozinha.
- De nada, percebi que estava um pouco desconfortável... E eu também queria um pouco de ar.
- Eu não gosto de grandes aglomerações, prefiro algo mais intimo, meu capitão literalmente me arrastou. – a more riu levemente –
- Entendo... – Rukia não terminou de dizer o que pretendia, de repente, o mundo inteiro começou a girar e a pequena teve de se escorar em uma parede –
- Kuchiki-san!! – Nanao se habilitou a ajudar a moça – O que aconteceu? Está tudo bem?
- Sim... Sim... Foi só uma tontura. Já está tudo bem.
- Tem certeza? Podemos ir ao Yon Bantai...
- Não é preciso, eu só vou para casa. Poderia me acompanhar?
- Oh claro, mas não é melhor avisar ao Abarai-san?
- Ele está se divertindo e não foi nada demais, apenas não quero ir embora sozinha, quando chegarmos a mansão peço a um dos empregados para acompanhar-lhe até em casa, não se preocupe.
- Não é necessário...
- Por favor, eu insisto, já é tarde e não é justo você me ajudar e eu não retribuir.
- Tudo bem.
Nanao sorriu e começou a caminhar ao lado da princesa Kuchiki, não deveria ter sido nada demais, apenas uma queda de pressão. E também era a desculpa que precisava para escapar de fininho.
Continua...
Notas finais
Kiss kiss e espero coments!!!
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