Notas iniciais
Olá meninas desculpe o atraso.

PDV Edward Cullen.

Se eu estava com raiva antes, agora fiquei totalmente irado. O safado do Jacob Black era o médico dela?! Maldito! Ele se gabava de dormir com muitas das suas pacientes e das noitadas de sexo nos motéis luxuosos da cidade. Só de pensar nele examinando intimamente Isabella. O meu sangue borbulhou de ódio.

— Não quero você frequentando o consultório daquele filho da puta!

Ela estreitou os olhos e trincou os dentes.

— Sua opinião não me interessa Edward. Ele pode ser um galanteador, mas é extremamente competente.

— Mas que merda, Isabella!

— Modere sua linguagem Cullen!

Ralhou como quem repreende uma criança levada.

— Eu não quero que você vá lá e ponto final! Jacob é um pegador, um sacana! Ele troca de mulher como quem troca de roupas que vive tendo casos com suas pacientes e se gabando disso por aí.

Ela sorriu maquiavélica.

— Olha só quem fala... O libertino e destruidor de corações, Edward Thomas Cullen!

Dei-lhe um olhar atravessado. Eu já havia deixado claro que o meu passado ficara pra trás.

— Não quero que continue se consultando com ele.

Rosnei entre dentes.

— E quem vai me impedir Edward? Você?! Ele é o meu médico e ponto final. Acostume-se.

— Nunca!

— Eu também tive de me acostumar a idéia de casar com você, portanto...

Bufei e praticamente a arrastei até o carro. Ela se acomodou e eu contornei o veículo, sentando e respirando fundo várias vezes. Se ela queria jogar pesado, eu entraria com tudo no jogo.

— Me avise quando for se consultar. Quero estar presente.

- Quando você for meu marido, tudo bem. Até lá, não vejo nenhuma necessidade em ir acompanhada a um lugar onde sempre fui sozinha.

Liguei o carro em silêncio e dei a partida me dirigindo para a mansão Swan. Minha mente trabalhava rápido. Eu vigiaria todas as suas saídas, grampearia o celular se fosse preciso... Devagar eu ia mostrar a Bella quem realmente mandava ali.

Entrei nos jardins da mansão e segui até estar próximo da entrada. Os seguranças reconheceram o carro. Eu não queria que ela fosse embora agora e me virei para fitá-la. Como o Volvo tinha revestimento fumê, nós teríamos privacidade e ninguém nos veria.

- Até logo.

Ela falou, alcançando a maçaneta da porta. Estiquei meu braço, impedindo.

- Bella.

Chamei.

- Sim?

- Nós podemos fazer dar certo.

Ela me olhou confusa.

- Como?

- Nosso casamento.

Ela me deu um sorriso triste.

- O meu sonho sempre foi casar por amor Edward e não vítima de uma chantagem.

Dei-lhe um sorriso triste.

- Conto de fadas só existem nos livros, princesa. A vida real é bem diferente.

Falei, pegando uma mecha de seus cabelos e acariciando de leve. Os pêlos de sua nuca arrepiaram com o toque. Nunca uma mulher havia reagido de forma tão palpável a um toque meu. Ela balançou sua cabeça, seus olhos arregalados e desnorteados com a intensidade. Levei minha mão até o seu pescoço e me aproximei um pouco mais. Ela umedeceu os lábios, num gesto inconsciente.

- Me deixe provar seu gosto uma vez mais minha linda...

E puxei seu rosto de encontro ao meu, selando nossas bocas. Ela cedeu me dando passagem e eu explorei toda aquela cavidade aveludada com minha língua. Ela gemeu e aproveitei para intensificar o beijo, descendo uma das mãos até sua coxa sedosa. Ela não me repeliu, nem se afastou o que me incentivou a ir frente.

- Edward...

Gemeu com lábios colados aos meus. Ainda saboreando a boca macia, subi a barra do vestido, expondo mais um pouco das suas coxas. Para o meu deleite ela se ajeitou melhor no banco, permitindo um acesso ainda maior. Não me fiz de rogado e ergui o vestido até a cintura, deixando a calcinha livre.

Ela gemeu e afastou as pernas. Vibrei como um adolescente no primeiro encontro, com a garota mais popular do colégio. Eu queria mais, eu precisava de mais.

Deixei aqueles lábios macios por alguns instantes e desci depositando beijos em seu pescoço alvo, em seu colo e em sua clavícula. Senti seus dedos se emaranhando em meus cabelos e me afastei apenas para olhar a lingerie que cobria a doce e quente bocetinha.

- Edward...

- Quero ver seus seios.

Ela mordeu os lábios e esperou que eu baixasse o decote do vestido. Em segundos, os peitos durinhos e redondos estavam em minhas mãos.

- Porra... Você é perfeita.

Eram ainda mais lindos do que eu lembrava. Caí de boca naqueles seios, lambendo, chupando, sugando, fascinado com a forma com que ela me respondia.

- Edward...

Meu pau gritou quando ela disse meu nome outra vez e voltei para beijá-la, deixando que meus dedos escorregassem até a calcinha já molhada, afastando-a de lado. Deixei que meus dedos brincassem naquela boceta quente, fazendo-os deslizar para cima e para baixo. Ela arfou e inclinou para trás, encostando as costas na porta do carro, facilitando as coisas para mim.

- Apenas relaxe Bella. Deixe o prazer tomar conta do seu corpo...

PDV Isabella Swan

Ele escolheu aquele momento para mover a mão para baixo ainda mais, esfregando diretamente um dedo no meu clitóris inchado. Céus... Eu não podia descrever o quanto era maravilhosa aquela sensação. Gemi, implorando por mais e ele gemeu de volta em minha boca.

- Porra... Como você está ensopada.


Disse enérgico.

Eu podia sentir meus sucos escorrendo pelo meio de minhas pernas. Nunca havia ficado excitada dessa forma antes. Nem mesmo naquele fatídico dia, com ele no banheiro de sua antiga casa. E antes que eu pudesse realmente formular qualquer pensamento coerente, ele pressionou sua mão mais forte e senti dois dedos invadirem minha fenda estreita. Seus dedos faziam movimentos de vai e vem, entrando e saindo, saindo e entrando novamente em minha vagina encharcada. Nem nos meus melhores sonhos aquilo podia ser tão bom.

Ofeguei, levando a cabeça para trás. Seus lábios foram para o meu pescoço e ele começou a lamber e beijar toda a extensão do meu colo, enquanto continuava a me enlouquecer com seus dedos habilidosos. Os vidros começaram a embaçar aquela altura.

Apesar do pequeno espaço, tentei abri um pouco mais as minhas pernas lhe dando um melhor acesso à área. Seu polegar pressionou meu botãozinho inchado pelo tesão e eu engasguei novamente, assim que ele começou a esfregar o dedo insistentemente naquele ponto. Meus seios reagiram e ficaram rijos. Faíscas de eletricidade transpassavam minha pele. Ele estava me enlouquecendo... Sua boca foi parar outra vez sobre os meus lábios e eu gemi desesperada, sentindo as ondas de prazer aos poucos tomarem conta do meu ser.

- Isso princesa. Se solte. Deixe vir...

- Edward...

Meu corpo todo estava em chamas. Meu sexo nem se fala. Eu estava insegura, mas ao mesmo tempo confiava cegamente nele. Edward mergulhava a mão em minhas dobras e me provocava, me atiçava. Ele levava o meu corpo ao mundo do desconhecido... Se eu pudesse ficaria toda aberta e exposta para ele. Parecia que todo o fluxo sanguíneo do meu corpo estava concentrado em minha pobre vagina. Mas eu queria mais. Muito mais.

- Quero ver seu rosto quando você gozar pra mim, Bella.

Não consegui ouvir e nem enxergar mais nada. As sensações eram avassaladoras. Eu podia sentir a pressão se intensificando, a tensão ficando mais forte. Comecei a choramingar e gemer, incapaz de parar. Meu corpo parecia ter vontade própria e comecei a me contorcer. Comecei a perder o fôlego quando o prazer ficou mais forte e percorreu todo o meu corpo, me tragando num mar de deliciosas e desconhecidas ondas. Meu corpo vibrou, meu orgasmo explodiu e eu quase paralisei de tanto prazer. Era uma sensação poderosa demais para ser descrita. Foi tão intenso que quase chegou a doer. Do nada tudo pareceu nublar e minhas pernas começaram a estremecer Fiquei mole como gelatina. Uma liberação plena, completa, intensa. Agora eu sabia exatamente sobre o que Alice falava, mas uma coisa era ouvir falar e outra era experimentar.

Meus olhos estavam fechados, meu coração batia descompassado. Tudo estava formigando. Edward sentiu as vibrações em meu corpo e retirou a mão que me acariciava, me puxando para o aconchego de seus braços. Os vidros estavam totalmente embaçados e um leve cheiro de suor se fazia presente. Eu corei de vergonha ao me lembrar de onde estávamos. Estacionados no jardim de minha casa!

Abri meus olhos lentamente e vi os olhos verdes escurecidos, quase negros, faiscando em minha direção. Havia tantas chamas naquele olhar, tanto desejo e luxúria... Acho que o termo correto seriam faíscas de tesão. Fiquei tensa quando ele chegou mais perto de mim, parando quando estava a centímetro dos meus lábios. O encarei de volta tentando sem sucesso, acalmar minha respiração. Olhando firmemente em meus olhos, o canto dos seus lábios se ergueu num lindo sorriso torto.

- Você é linda.

Disse com a voz rouca pelo desejo.

- Eu...

Comecei a dizer rubra de vergonha, à medida em que minha mente tentava absorver tudo aquilo.

- Shh...

Ele me silenciou, colocando delicadamente um dedo sobre os meus lábios.

- Não precisa falar nada princesa.

Assenti, desviando o olhar e levando minhas mãos ao vestido, enrolado em torno de minha cintura e ajeitando a roupa sobre o corpo, procurando me recompor. Contei mentalmente até dez e encarando-o novamente.

- E quanto a você Edward?

Questionei ainda envergonhada. Ele sorriu e levou o polegar até minha boca, esfregando-o delicadamente sobre meu lábio inferior.

- Eu estou bem Bella. Não posso negar que estou maluco para foder você...

E fez um gesto em direção ao enorme volume em sua calça. Dizer que fiquei vermelha era pouco.

- Mas neste momento o prazer da minha noiva me basta...

Como simples palavras podiam ter tamanho poder de sedução?!

- Mas...

Ele levou os dedos à base de minha nuca e me acariciou de leve

- Se eu pudesse viver o resto da minha vida te fazendo gemer de prazer eu ficaria mais que satisfeito princesa... Porque foi bom demais te ver tomada pelo prazer...

Senti que o rubor agora se espalhava por todo meu rosto, alcançando inclusive minhas orelhas. Me apressei em sair dali e ele gargalhou alto.

- Boa noite Edward.

- Boa noite Bella. Bons sonhos.

É claro que terei. Sonharei a noite toda com você, minha mente gritou silenciosa. Ele esperou que eu abrisse a porta e entrasse em casa para poder ir embora. Vi o carro se afastar e me dirigi vagarosamente para o meu quarto. Aquela hora tanto papai como Siobhan já haviam se recolhido

A sensação de moleza em meu corpo era imensa. Eu estava saciada, sexualmente satisfeita. Eu amava esse homem com todas as minhas forças e faria o que pudesse para esconder dele esse amor, ou então eu estaria perdida. Edward era bastante experiente e se descobrisse os meus verdadeiros sentimentos, me manipularia facilmente. E isso eu não poderia aceitar.

No dia seguinte...

Ouvindo batidas na porta do meu quarto, despertei sonolenta. Desorientada, procurei pelo relógio e constatei surpresa que eram quase dez horas da manhã. Eu havia perdido a hora de ir para a aula. A batidas continuaram insistentes. Aquela governanta sabia ser bem persistente às vezes.

- Não adianta Siobhan. Eu já perdi a hora mesmo...

Falei e senti a porta sendo aberta. Para minha surpresa, Alice e Kate estavam paradas na entrada do meu quarto.

- Allie?

- Nós podemos entrar?

- Claro que sim.

Ela entrou com Kate nos braços e voltou-se para fechar a porta outra vez. Mordi os lábios na expectativa.

- Precisamos conversar Bella.

- Dinda.

Meu coração disparou no peito e eu encarei minha sorridente afilhada.

- Bom dia meu amor.

Falei estendendo os braços para aquela criaturinha linda e meiga. Alice a pôs no chão e ela cambaleou nos seus passinhos de bebê até minha cama, segurando no edredom com suas pequeninas mãozinhas e subindo. Dei um beijo estalado em sua bochecha, enquanto Alice se acomodava na confortável poltrona de veludo lilás e me fitava.

Engoli em seco e procurei brincar um pouco com Kate, tentando ganhar tempo.

- Então?

- Então o que?

Perguntei me fazendo de desentendida.

- Vai me contar o que está acontecendo?

- Allie...

- Eu conheço você como a palma da minha mão Bella. E sei que tem alguma coisa errada.

- Nisso você está certa.

Ela se empertigou e ficou alerta. Resolvi ser o mais sincera possível diante das circunstâncias, sem expor Edward e os seus verdadeiros motivos.

- Com certeza tem alguma coisa errada comigo, pois não consigo esquecer seu irmão nem por um segundo sequer. Desde aquele dia Allie, seis anos atrás...

Ela me olhava ansiosa, enquanto Kate, alheia ao mundo dos adultos, se divertia com os meus travesseiros.

- Bella...

Suspirei.

- Eu tentei, eu juro que tentei, mas a cada dia que passa, eu percebo que o amo ainda mais. Eu o amo perdidamente amiga.

Ela me deu um sorriso triste.

- Eu sempre soube. Todas as vezes que você evitava ir almoçar lá em casa, quando sabia que ele também apareceria... Sua saída às pressas das nossas festas em família, logo depois que ele chegava...

Concordei com a cabeça.

- E Mike?

- Estou aliviada por ele ter aceitado ir para a Califórnia.

- Ele já sabe?

- Não. Não tive coragem de contar.

- Vai ser um choque para muita gente. Confesso que eu mesma ainda estou tentando me acostumar com a idéia.

Completou sorrindo.

- Alguma coisa mudou Allie. Eu não sei explicar... As coisas apenas foram acontecendo e quando me dei conta, Edward havia me pedido em casamento.

Ela suspirou.

- É isso que eu não entendo Bella. Edward é um conquistador, um sedutor... Juro que pensei que o meu irmão só sossegaria depois dos 40 anos. E olhe lá.

Eu a encarei, chocada. Ela sorriu.

- Sei lá, acho que são coisas de irmãos.

Emendou, dando de ombros. Corri até Kate que quase caiu da cama.

- Cuidado pequena.

Falei acariciando sua cabecinha loira.

- Mas eu não quero te ver sofrendo Bella.

- Não se preocupe Alice, pois eu realmente estou feliz.

- Querida! Não sabe o quanto isso me deixa contente. Meu irmão e minha melhor amiga juntos.

Falou levantando para me abraçar.

- Quer dizer que você aprova o nosso casamento?

Perguntei em tom de brincadeira.

- Claro que sim! Ele não poderia ter feito uma escolha melhor, acredite.

- Também acho.

Falei divertida.

- Mas se ele magoar você vai ter que se ver comigo! E por falar nisso, como estão as coisas entre vocês?

Ela perguntou, enquanto eu tentava em vão, não corar.

- Mamã. Mamã.

Kate nos interrompeu querendo atenção. Alice sorriu e pegou a bolsa. Segundos depois ela estendia uma mamadeira de suco para a pequena, que sorriu satisfeita e pegou o objeto que lhe era oferecido com os olhinhos brilhantes.

- Aqui está meu amor. Tome tudo ok?

Kate sorriu e deitou-se na cama para degustar o suco. Alice me olhou cética.

- Pode começar a falar.

- Eu...

O meu rosto agora estava mais colorido que um arco-íris.

- Estou esperando.

- Bom, agora eu sei perfeitamente o que você queria dizer quando descrevia um orgasmo...

- Vocês transaram?

Questionou agitada.

- Ainda não. Mas ontem, ele me tocou intimamente.

- E?

- Céus... Foi simplesmente uma das sensações mais absurdamente maravilhosas que já experimentei nos meus vinte e dois anos de vida.

Alice sorriu.

- Pois então se prepare amiga, porque se eu conheço bem o meu irmão, isso foi só o começo. Ele sabe que você é virgem?

Neguei. Ela deu um sorriso travesso.

- Então Edward terá uma grande surpresa...

CONTINUA.......................