Notas iniciais
Olá meninas.

PDV Isabella Swan.

Entrei no táxi tremendo. O. Que. Foi. Aquilo?! Meu Deus... Eu estava zonza até agora! Eu havia chegado da Itália na véspera e apesar de cansada resolvi sair com alguns amigos para espairecer um pouco, mas ao ver vários casais apaixonados no bar, a melancolia me invadiu e resolvi beber para afogar as mágoas em meu coração... Tá aí no que deu!

Me deixei cair contra o banco e afundei minha cabeça no encosto, fechando os olhos com força. O motorista perguntou o endereço e respondi automaticamente. Tudo aquilo ainda era surreal...

Eu, Isabella Marie Swan, estava noiva de Edward Cullen? O irmão gostoso da minha melhor amiga? O homem que povoava os meus sonhos desde a minha mais tenra adolescência? Olhei para minhas mãos trêmulas. Como raios isso tudo foi acontecer?! Minha mente trabalhava desesperada em busca de respostas...

As sensações eram assustadoras, intensas e emocionantes. O toque dele queimara minha pele como labaredas de fogo... Me queimaram por dentro. No coração e na alma. Eu me senti tonta, sensualmente fraca, e incapaz de fazer qualquer coisa que não fosse saciar a necessidade crescente que jazia em meu corpo naquele instante... Começando por um formigamento insano no meio de minhas pernas. Como ele mesmo tinha descrito, minha vagina estava ensopada, quente.

Céus! Quando ele disse que queria me beijar, me lamber todinha e me foder, eu quase desmaiei. Parecia que o meu sangue cantava por ele, chamava-o, atraía-o. Há quanto tempo eu fantasiava com aquilo? Meu sexo latejava implorando por alívio... Um alívio que eu nunca havia experimentado antes... Quantos anos eu tinha quando descobri que estava apaixonada por ele? Quatorze? Talvez. Mas o que realmente importava é que depois daquela longínqua noite, seis anos atrás, eu fugia dele como o diabo foge da cruz.

Flashback.

Eu a Alice éramos amigas desde o jardim da infância e os pais de Alice haviam viajado nesse fim de semana. Assim, mais uma vez fui passar a noite em sua casa. Como Edward e Emmett eram mais velhos e muito protetores, meu pai não via nenhum problema nisso. Alice percebendo minha ansiedade e meus suspiros, pois Edward estava em casa. Eu tinha visto o carro dele na garagem quando o motorista me trouxe; ela me encostou na parede e me fez confessar que eu estava apaixonada por seu irmão.

- Eu já estava desconfiada Bella.

- Sério?

- Sim. Conheço muito bem você, amiga.

Arregalei os olhos, espantada.

- Allie...

Ela me encarou curiosa.

- Será que ele sabe?

- Duvido! Meu irmão acha que você é como uma irmãzinha para ele. Assim como eu.

Aquilo foi como um jato de água fria caindo sobre mim.

- Mas não fique assim. Sei muito bem o que você deve fazer para mostrar a Edward que já é uma mulher...

- Alice... Não sei não. Você às vezes tem umas idéias bem malucas...

Retruquei receosa.

- Você vai tomar um banho e esperá-lo só de calcinha ali no banheiro. Aposto que o meu querido irmão não vai conseguir resistir... Você é linda Bella. Não vê como os meninos ficam babando quando nós saímos? Sem falar que o Edward tem 22 anos e sabe bem como tratar uma mulher. Ele não é como aquele bando de pirralhos inexperientes lá da escola.

Mordi os lábios na expectativa. Até que não era má idéia e por fim a Alice me convenceu.

Entrei no banheiro e fechei o aceso que dava para o quarto dele, tirei minha roupa e tomei um banho demorado usando meu shampoo, condicionador e sabonete de morango. Terminei, me sequei rapidamente e vesti só uma minúscula calcinha de cetim azul me aproximando da porta para abrir o acesso ao quarto dele.

Parei abruptamente no meio do caminho quando ouvi uma garota gemendo. Dei alguns passos para perto da porta hesitante e senti a cama raspando o chão, um som familiar para quem assistia vez ou outra a filmes pornôs que Alice pegava escondido dos irmãos.

Engoli em seco e senti as lágrimas em meus olhos. Duas pessoas estavam sussurrando, gemendo, ofegando.

Eu podia ouvir um fraco som de cama batendo o que instantaneamente fez a minha mente clarear e descobrir que o que eu ouvia era... Edward fazendo sexo com uma garota. Eu ouvi o gemido feminino novamente, dessa vez gritando alto o nome dele. Meus olhos turvaram, eu cambaleei e consegui andar até a bancada de granito, apoiando minhas mãos. Minha respiração ficou presa em minha garganta, um queimar forte dentro do meu peito. Meus olhos nublaram com as lágrimas e meus joelhos ficaram tremendo. Foi quando ouvi a porta abrir e esqueci que estava seminua... Segundos depois dei de cara com ele me observando, usando apenas uma cueca boxer... O sonho de qualquer garota adolescente... Másculo até a alma e lindo de morrer.

Ele se aproximou e as coisas foram acontecendo... Nossos beijos, as carícias insinuantes e provocantes... Suas mãos em meus seios...

Eu não pensava, eu só sentia e ansiava por mais. Até que a mulher nos interrompeu e eu acordei para a dura e fria realidade... Eu seria apenas mais uma na lista das conquistas de Edward Cullen.

Aproveitando os segundos da distração dele, pensando no que diria a ela, saí dali mais do que depressa. Entrei no quarto sentindo os soluços sacudirem meu corpo e me atirei nos braços da Alice que ouviu a tudo chocada. Ela me pediu desculpas, pois não imaginava que Edward levaria alguém com ele para casa e resolvemos juntas ir embora para minha casa, onde passamos o restante do final de semana nos empanturrando de sorvete e fazendo planos de nunca mais nos apaixonarmos na vida. Alguns dias depois Alice descobriu que a garota se chamava Tânia.

Fim do Flashback de Isabella.

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PDV Narrador.

Bella chegou em casa no início da tarde, ignorando os olhares curiosos de Siobhan, a governanta da casa há mais de vinte anos.

- Onde está papai?

Perguntou.

- Tirando um cochilo.

A mulher mais velha e experiente respondeu.

- Ele almoçou?

- Sim, mas perguntou várias vezes por você.

O tom de reprovação era claro.

- Falo com ele mais tarde.

- Não vai me dizer onde esteve? Você saiu ontem à noite e já passa de uma da tarde...

Bella revirou os olhos.

- Sou uma mulher adulta Siobhan, não precisa se preocupar. Estou bem.

Bella respondeu.

- Mas dormiu fora de casa!

Desde a morte de sua mãe, Lady Renée, anos atrás, vítima de câncer, que Siobhan era quem cuidava de Isabella, de seu pai, dos empregados e de toda a rotina da casa. Não era fácil enganá-la, pois a irlandesa era por demais astuta e vivida, mas nesse momento Bella não se sentia à vontade para conversar com ninguém a respeito do que tinha acontecido nas últimas horas.

- Não. Seja indiscreta, sim?

Elas se encararam por alguns segundos, mas a governanta desistiu.

- A propósito... Seu namorado telefonou.

Bella revirou os olhos.

- Mike não é meu namorado. Somos apenas amigos.

Siobhan disfarçou um sorriso.

- Diga isso a ele, não a mim.

Assentindo com a cabeça, Bella subiu para a segurança de seu quarto, fechando a porta atrás de si. Correu os olhos pelo ambiente, tirou os sapatos e atirou-se na cama, agarrando-se aos travesseiros e dando vazão às lágrimas. Casar com Edward seria a realização de seu mais antigo sonho, mas sem amor... Ela iria viver o inferno nos braços daquele homem.

No dia seguinte, ao sair da faculdade de Belas Artes, ela deu de cara com Mike à sua espera.

- Oi.

Ele a fitou com admiração, percorrendo o corpo de curvas suaves moldados pelo jeans e pela camiseta pólo rosa e branca.

- Oi, Mike.

- Puxa, eu esperava uma recepção melhor.

Falou fazendo um bico engraçado. Era filho único e sempre fora muito mimado pelos seus pais. Com a mente cheia de problemas, Bella resolveu ignorar o comentário.

- O que está fazendo aqui?

Perguntou ao rapaz loiro de sagazes olhos azuis. Abraçando-a, ele sussurrou em seu ouvido:

- Tive tanta saudade...

- Hum...

Bella respondeu desanimada.

- É só isso que tem a dizer?

Bella sorriu desconcertada e ele gargalhou alto.

- Bella, você é única.

Nesse instante, seu celular começou a tocar e pegando o aparelho em sua bolsa, olhou no visor e viu que era Edward. Indignada, não atendeu. O que ele queria agora?! Já não bastava a confusão em que havia feito na vida dela?! Voltou sua atenção para o jovem Newton.

- E o quer que eu diga, Mike?

- Que também estava com saudades de mim.

Respondeu acariciando sua face com as costas da mão.

- Sabe que afeto não é o meu forte, além disso, estou exausta! O curso foi muito bom, mas cansativo e desgastante.

Respondeu com secura. O rapaz a escrutinou com um olhar preocupado.

- Seu pai está melhor?

Perguntou referindo-se a um forte resfriado que havia acometido o senhor Swan há alguns dias.

- Sim, Obrigada por perguntar.

- Meu benzinho, você parece exausta.

O toque insistente do celular voltou a perturbar a conversa deles dois. Irritada, Bella desligou o aparelho e virou-se para Mike, que prosseguiu, alheio ao que estava se passando.

- Desculpe por vir até aqui, mas recebi uma notícia que me deixou eufórico!

Falou apertando a mão de Bella com força.

- Que bom.

Ela tentou sorrir, mas não funcionou. Então resolveu questionar.

- O que foi?

- Sabe aquele professor que eu recepcionei no mês passado junto com o chefe do departamento e meu mentor, na faculdade?

- Sim.

Respondeu Bella tranquila.

- Ele tem muito prestígio na área clínica! Imagine que ele falou com o Dr. Caius e me recomendou para fazer uma especialização em Stanford, na Califórnia!

Ele dizia animadamente.

- Ótima notícia Mike! Fico muito feliz por você!

Exclamou Bella, pois uma oportunidade como aquela era para se agarrar com unhas e dentes.

- Vou fazer uma especialização num dos maiores e mais modernos laboratórios do mundo! Entre doze candidatos apenas eu e um belga fomos escolhido. Dá para acreditar?!

Falou entusiasmado.

- E quando você vai?

Bella perguntou fingindo interesse, pois Mike agora era a menor de suas preocupações.

- Em uma semana. E devo ficar lá por dois anos. Tenho tantas coisas para resolver, tudo para arrumar...

Ele iria para o outro lado do país, a milhares de quilômetros de Richimond, onde ambos moravam. Mas de certa forma aquilo era um alívio para ela. Ele segurou-a pelos ombros, visivelmente ansioso.

-Bella, me desculpe querida. Eu sei que nós estamos saindo e eu realmente pretendia formalizar um compromisso com você, mas...

Antes que ele concluísse, Bella se antecipou.

- Mike, você merece essa oportunidade mais que ninguém. Tem estudado e se dedicado muito. E quanto ao futuro, nós nem sabemos se iria dar certo. Somos muito jovens.

Ele abriu um largo sorriso.

- E dois anos passam depressa Bella. Eu gostaria de pedir para você me esperar, mas isso não seria justo...

Lembrou dele haver mencionado que muitos estudantes de diversas partes do mundo estavam concorrendo e por isso achava que não tinha chance. Na mesma hora a ficha caiu e embora sentisse a revolta crescendo em seu interior, pois seria capaz de apostar que tinha o dedo de Edward metido naquela história de especialização, ela desejava o melhor para Mike.

E no seu íntimo tinha consciência de que não sentia nada por ele além de amizade. Nos poucos beijos que tinham trocado, ela sequer havia ficado excitada. Já com Edward... Não devia fazer nada que estragasse a felicidade dele, por isso, segurou em seu rosto com delicadeza e beijou levemente seus lábios.

- Vá Mike. E seja feliz.

- Vou fazer uma festa de despedida para os meus amigos. Será na sexta à noite. Você vem?

- Honestamente, não sei.

Ele concordou com um gesto de cabeça e mais uma vez ele a abraçou com força e por fim saiu, deixando-a a sós. Parado no estacionamento na universidade, dentro de seu volvo prateado, Edward que havia visto toda a cena, apertava o volante com força, espumando de ódio.

PDV Edward Cullen.

A raiva me dominou e o ciúme explodiu com força, me consumindo, me devorando por dentro como uma erva daninha cruel e destruidora. Eu a tinha avisado, eu falei... Em mulher minha, marmanjo nenhum coloca sua mão imunda! E ela o tinha beijado, porra! B e i j a d o!

Eu fervia dominado pelo ódio e queria matar aquele infeliz, bem como dar uma boa lição em Isabella. E ia ser agora mesmo!

Saltei do carro furioso e andei até ela, que caminhava na direção do seu Tucson, cabine dupla, sem se dar conta da minha presença. Ela andava com passos estudados, rebolando aquela bunda linda e firme dentro da apertada calça jeans. Meu pau reagiu de imediato diante daquela visão poderosa e em quatro passos largos eu a alcancei, segurando forte em seu braço fino e delicado.

Ela me olhou espantada.

- Mas o que...

- Cale a boca e entre na porra do carro!

Esbravejei, fora de mim.

- Ai, Edward! Você está me machucando!

Reclamou enquanto eu a obrigava a andar até chegar a seu carro.

- E quem você pensa que é para me tratar desse jeito?

Ela gritou, chamando a atenção de alguns alunos que passavam por ali. Prensei contra a porta do carro e encostei meu pau latejante em suas coxas.

- Seu noivo! E se não quer dar um espetáculo maior aqui fora, acho bom abrir essa porra e entrar logo, pois a minha paciência foi para o espaço!

Bufando, mas sabendo que era melhor fazer o que eu dizia, ela tirou as chaves do bolso da calça e colocou no carro, abrindo-o, empurrei-a para o banco do passageiro e sentei no lugar do motorista, fechando a porta.

Notas finais
Nossa este homem dominante e ciumento e demais.
Sábado tem mais meninas
Beijos
Kiki e Tiih