Casamento Sob Suspeita.
48 Capítulo 48 – Doce tortura.
Notas iniciais
PDV Edward Cullen.
Meu coração se aqueceu com o pedido dela. Parecia que cada terminação nervosa do meu corpo reverberava em sintonia como corpo feminino e macio.
- Você não precisa ter vergonha de nada Bella, de absolutamente nada. Você é uma mulher normal, jovem, sadia e cheia de hormônios. Não há motivo para se envergonhar de sentir desejo. Eu já lhe disse uma vez linda, não falo de sexo com rodeios, eu vou direto ao ponto.
Ela me fitava com a indecisão pairando em sua face.
- Se você quer falar de sexo, eu sou todo ouvidos. Pergunte o que quiser e eu vou responder diretamente. E não espere que eu comece a agir diferente sobre isso. Sei que gosta de sexo tanto quanto eu.
- Quase...
Sorri.
- Tudo bem, quase tanto quanto eu. Se você quer mais não sexo é o que eu vou lhe dar amor. E darei como e quantas vezes você quiser, — falei me acomodando melhor na cama, sentando e trazendo-a para o meu colo. Ela umedeceu os lábios com a ponta da língua num gesto inconscientemente sexy. Passei suas pernas torneadas por cima das minhas e afastei minhas pernas ligeiramente, deixando sua bocetinha exposta para nós dois no espelho, de frente para cama.
- Já fizemos isso antes.
Ela falou, engolindo em seco.
- Você não gostou?
- Você sabe que eu amei.
Sorri travesso.
- Então vamos fazer muitas outras vezes porque olhar é um excelente estimulante.
- Edward!
- Apenas desfrute certo? Deixe que eu conduza tudo.
Levei minhas mãos e abarquei seus seios, nossos olhares fixos no espelho, friccionando os mamilos com os polegares. Ela gemeu baixinho.
- É por isso que os homens gostam tanto de filmes pornôs?
- Sim, olhar excita bastante. Sabia que eu adoro seus seios? Especialmente agora que estão maiores e mais fartos por causa da gravidez.
Continuei a fricção enquanto levava minha língua a sua orelha e deslizava a ponta do lóbulo até a parte de cima e voltava. Ela arquejava e se contorcia, tentando fechar as pernas, mas eu impedi.
- Olhe para sua boceta Bella.
Ela olhou.
- Já está toda molhadinha, me chamando... Pronta para mim amor.
Ela gemeu novamente.
- Isso não vale...
Falou num sussurro rouco.
- Ninguém nunca lhe disse que na cama vale tudo?! Por enquanto eu estou tocando seus seios, mas daqui a pouco meus dedos vão se afundar na sua carne tenra e gostosa.
- Isso é uma tortura Edward...
- Sim, linda. É uma doce tortura.
Deixei uma mão em seus seios e com a outra abri gaveta do criado mudo, pegando o vibrador e colocando sobre a cama, ao meu lado. Em seguida desci minha mão e abri os grandes lábios, deixando-a ainda mais exposta.
- O sexo da mulher é cálido como uma flor, macio como uma pétala, suave ao toque do masculino e muito, muito desejado pelos homens...
PDV Isabella Swan
Tentei sem sucesso fechar minhas pernas, mas ele não permitiu e sussurrou em meu ouvido que eu deveria usar minhas próprias mãos para abrir meu sexo. Mesmo tomada pela vergonha, obedeci instintivamente. Ele era um mestre na arte de seduzir. Começou a me tocar e a dizer um monte de sacanagens e palavras sujas, o que aumentou ainda mais a necessidade gritante dentro de mim. Rasgos de prazer associados a ondas de calor avassaladoras e intensas começaram a se espalhar no meu corpo. Um formigamento que aumentava e crescia a partir da minha vagina. Gritei ao sentir uma tapa leve em meu quadril.
- Isso amor, assim... Fique assim, linda, que eu vou dar exatamente o que você quer...
Seus lábios estavam na minha orelha novamente. Uma mão acariciando meu seio, seus lábios subindo e descendo em minha jugular. Sua outra mão mergulhada no íntimo do meu corpo, conduzindo explosões de luz por trás,
de movimentos precisos e ritmados.
- Adoro a maneira como seu corpo reage a mim. Adoro sentir sua excitação, esse seu cheiro de fêmea...
Eu podia sentir a luxúria se espalhando em todas as células da minha pele, e queria sentir mais profundamente. Entre minhas coxas, eu estava cada vez mais molhada, inchada, latejante. Fortes sensações batendo em meu clitóris, ministradas pelos dedos experientes dele. Eu virei uma massa de súbitas explosões de necessidade interna, e nada importava além deste crescente e selvagem prazer retumbando agora através do meu corpo todo.
- Edward...
Gemi seu nome, encostando minha cabeça em seu ombro, empurrando para trás.
- Adoro brincar com a sua bocetinha minha linda, muito embora eu prefira fodê-la, até perder minhas forças. Está gostoso?
- Hum... muito...
- Quer gozar Isabella?
- Sim...
Ele então parou o que fazia e eu protestei fracamente, mas em seguida ele voltou com o vibrador na mão e ligou o aparelho fazendo uma massagem demasiadamente erótica em cada zona erógena do meu corpo. Solucei em busca do alívio, e ele aumentou as investidas do aparelho na minha gruta molhada sem me penetrar, enquanto com um dedo friccionava o clitóris sem parar. Cada nervo do meu corpo parecia um fio desencapado. Correntes elétricas e longos arrepios me percorriam de cima a baixo.
- Isso princesa, se solte, deixe o orgasmo lhe tomar por inteiro, deixe o gozo vir...
A imagem diante dos nossos olhos parecia surreal, as sensações eram emocionantes, fortes, indescritíveis e queimaram minhas entranhas por dentro. Me senti tonta, zonza, sensualmente fraca e cheguei ao meu limite, incapaz de esperar mais. O êxtase me arrebatou e eu quase convulsionei diante de tanto prazer, me deixando cair entre os braços de Edward. Ele virou meu rosto e me beijou de forma feroz, como se quisesse me deixar marcada.
- Isso foi lindo pra porra Bella. Quero só ver o que vai acontecer quando estivermos assistindo a um filme pornô, enquanto transamos.
Não consegui responder. Eu ainda estava presa a um outro mundo, numa outra dimensão e retornava ao planeta Terra de forma lenta e entorpecida. Uma letargia me dominou por inteiro e o meu ventre se mexeu. Fiquei imóvel e Edward também.
- Você sentiu isso?
Ele perguntou baixinho.
- Sim. Você também?
- Shhh...
Ele disse assentindo. Ficamos aguardando por alguns minutos, mas foi em vão. Mais alguns minutos se passaram, mas não houve nenhum movimento sequer. Edward passou as mãos em minha barriga. Suspirei pesadamente e segurei no braço dele para me levantar e ir até o banheiro, quando o bebê se mexeu novamente. Foi um momento mágico. Aquilo nunca havia ocorrido anteriormente. Parecia que ele sabia que eu e Edward estávamos ali juntos. Sorri encantada, enquanto Edward acariciava meu ventre novamente com movimentos circulares. Olhei para ele e as lágrimas desciam livres pelo canto dos seus olhos. O milagre da vida. O nosso filho. Sorri e me emocionei também.
- Parece que nossa agitação acordou o pequeno Cullen.
Sorri para o meu marido e sequei suas lágrimas com a ponta dos meus dedos.
- Ele deve estar feliz, pois a mamãe está radiante e muito satisfeita, não é meu amor?!
Falei conversando com o bebê. Eu já havia lido vários artigos onde os especialistas afirmavam o quanto era importante à mãe conversar com o filho durante o processo da gestação. Ele mexeu outra vez.
- Acho que ele gosta da sua voz, Bella.
- É claro que ele gosta. Como ele não poderia gostar, se eu o amo tanto, Edward?!
- Eu sei minha linda. Eu o amo também. Fico imaginado como ele será, se vai parecer mais comigo, com você ou se terá a carinha de joelho como tantos bebês.
Falou alisando meu ventre mais uma vez. Não consegui segurar o riso.
- Joelho?
- Sim. A Kate mesmo parecia um joelhinho todo enrugado quando nasceu.
- Edward!
O bebê tornou a mexer.
- Uau!
- Ele também gosta de você, Edward.
- Fico muito feliz em saber disso.
Respondeu se debruçando sobre mim e beijando o local onde Thomas havia mexido, formando um bolinho que logo desapareceu.
Senti meus olhos ficarem úmidos.
- O papai está aqui filho. Eu e mamãe estávamos brincando um pouquinho e acordamos você, não foi?
O bebê mexeu-se novamente.
- Oh, Edward! Você está conversando com ele!
- E ele está entendendo tudo, não é pequeno Thomas?
Ele falava, acariciava e beijava toda extensão do meu ventre crescido.
- Mas agora é hora de você dormir filho e deixar a mamãe e o papai descansarem ok?
Justamente nessa hora o meu estômago achou de roncar. Edward riu com vontade.
- Ok filho, já entendi. Nada de dormir enquanto a mamãe não se alimentar, não é?
- Edward!
Ralhei num tom divertido.
- Você sentiu o nosso garotinho amor. Ele não sabe falar, mas sabe exatamente o que quer. E agora só vai sossegar quando estiver com a barriguinha cheia.
Rolei meus olhos fazendo uma careta.
- O bebê ainda nem nasceu e já está cheio de vontades?! Pobre de mim!
Ele levantou fazendo piadas e foi até o banheiro se lavar, vestiu uma calça folgada de pijama e me deu um beijo rápido nos lábios.
- Volto já com o seu lanchinho da madrugada linda.
- Bobo!
Retruquei atirando-lhe um travesseiro, mas ele saiu e fechou a porta, fazendo com que o objeto caísse no chão. Cerca de quinze minutos depois ele retornava com uma bandeja que me deixou com água na boca: croissants de queijo e presunto, uma enorme fatia de bolo de chocolate, uma taça de salda de frutas com chantilly por cima e dois copos de suco de laranja.
-Se eu comer tudo isso não vou conseguir passar pela porta do quarto quando Jacob me der alta.
Falei num tom acusatório.
- Posso carregar você amor.
- Sei que pode, mas você não deve Edward. Não posso e não quero engordar demais!
- E por quê?! Você fica linda de qualquer jeito.
Olhei feio para ele, que se fez de desentendido. Bolo de chocolate era uma covardia. Ele sabia que eu adorava aquela sobremesa.
- Pegue a bandeja e leve a metade dessa comida embora daqui, — eu disse categórica.
Ele sorriu.
- E quem disse que você vai comer tudo sozinha?! Nós três vamos saborear tudo isso e depois iremos dormir.
- Sério?
Falei provocando-o.
- Não vai haver um segundo tempo de brincadeiras?
Ele revirou olhos, divertido e ergueu as mãos para o alto num gesto teatral típico da Alice.
- Meu Deus! O que foi que eu fiz?! Acabei criando um monstro viciado em sexo!
- Cala a boca!
Falei sorrindo.
- Um monstro não, uma monstrinha linda e muito gostosa.
- Edward!
- Foi você quem começou senhora Cullen, portanto não reclame ok?!
Lanchamos com vontade. Em seguida ele me carregou até a banheira, embora eu protestasse, afirmando que não precisava e que eu poderia muito bem ir andando e me deu um rápido banho morno, fazendo com que eu relaxasse ainda mais e o sono começasse a tomar conta de mim. Nem me lembro do momento em que saímos do banheiro. Edward me secou e me vestiu, me deitando em nossa cama. Adormeci quase que instantaneamente.
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Quatro semanas Depois...
PDV Edward Cullen.
Jacob estava examinando Bella e eu estava do lado, a ansiedade crescente estava me matando. Rose estava sentada confortavelmente na poltrona nos observando sem nada dizer. Ela havia sido maravilhosa durante aquelas semanas, muito mais do que uma prima, uma verdadeira irmã para Bella.
- Hum...
Jacob analisava os exames mais recentes com atenção. Bella me olhava na expectativa.
- Tudo bem Bella, acho que posso liberar você.
Soltei a respiração, aliviado.
- Que ótima notícia Jacob, — ela exclamou feliz.
- Que bom prima, fico feliz por você, — disse Rosalie.
- Obrigada por tudo, Rose.
Bella agradeceu. Ela sorriu. Olhei para minha cunhada e pisquei um olho, divertido.
- Tenho certeza de que o meu irmão vai adorar a novidade Rose.
- Com certeza! Vou ligar para ele e fazer as malas Edward. Tem alguém para me levar até o aeroporto?
- Vou providenciar, não se preocupe.
Ela agradeceu e saiu do quarto em seguida. Bella acompanhou Rose sair e olhou fixamente para Jacob.
- Não pense que esqueci o que você fez. E nem tampouco lhe perdoei.
Ele baixou a cabeça e levantou em seguida, fitando-a.
- Bella...
- Não tem desculpa para esse tipo de atitude, Jake. Sei que você não teve a intenção e que aconteceu por acaso, mas a partir do momento em que você nos viu, deveria ter desistido, sumido, ido embora.
- Eu tentei, eu juro, mas eu não consegui.
- Uma ova! Você sabia que nós estávamos em lua de mel! O que mais poderíamos estar fazendo?!
Eu bradei, mas ele me ignorou por completo.
- Bella, escute, eu...
Ela lhe deu um olhar gelado, desprovido de qualquer emoção.
- Se eu não tivesse desmaiado naquele dia e precisado ficar de repouso até hoje, pelo bem do meu bebê, tenha a certeza, eu não faria mais parte da sua lista de pacientes.
Ele a encarou surpreso.
- Você é um excelente profissional Jacob e um bom homem. Eu espero sinceramente que haja como tal, independe das circunstâncias e que honre acima de tudo o nome, a reputação e o caráter do seu pai. Já pensou se ele descobre?
As palavras duras de Bella doeram mais que bofetadas a julgar pela expressão o rosto dele.
- Eu mais uma vez peço desculpas Bella. Prometo que jamais tornarei a fazer algo assim e espero que algum dia você consiga me perdoar, — retrucou antes de virar as costas e desaparecer porta a fora.
Notas finais
Próximo cap. quarta-feira (se minha net ajudar)
Beijos
Kiki
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