Casamento Sob Suspeita.
32 Capítulo 32 – Mostrando as garras.
Notas iniciais
PDV Edward Cullen.
Mais de duas horas depois, lendo relatórios, ponderando, avaliando projetos e plantas de uma dúzia de reformas, parecíamos ter chegado a uma solução.
- Aqui estão os prazos que teremos de cumprir e o tempo está se esgotando. Não vejo como não adiar ou até mesmo atrasar alguns projetos.
- Já tentou negociar estes aqui?
Perguntou Eleazar.
- Não. Não tive tempo nem para pensar nisso.
O homem mais velho assentiu.
- Como estes cinco últimos são os que têm a arquitetura mais elaborada, pois trata-se de restaurações detalhadas, eu acho que podemos falar com os responsáveis e explicar a nossa situação, ganhando mais alguns meses de prazo.
Realmente Eleazar tinha uma ótima visão para os negócios.
- Bem pensado. Quanto aos outros acho que se conseguirmos contratar mão de obra extra para os próximos dois meses, vamos cumprir o prazo estabelecido pelo Jasper.
- Sem sombra de dúvida. E como ele está afinal?
Sorri.
- Se recuperando. Queria começar a trabalhar hoje, mas eu e Alice não deixamos. Ainda é cedo para que ele se envolva no andamento e problemas da firma.
- Concordo, ele deveria se recuperar totalmente antes de voltar e assumir suas responsabilidades.
- Por outro lado...
Um barulho fino, irritante e arrepiante invadiu nossos ouvidos, nos fazendo virar a cabeça e olhar surpresos para Tânia.
- Mas o que diabos?!
Comecei a dizer, mas ela me lançou um olhar cético e entediado.
- O que foi isso Tânia?!
Questionou meu tio visivelmente irritado.
- Quanto tempo mais vocês vão passar discutindo essas chatices?!
Perguntou fazendo um biquinho ridículo e passando as unhas afiadas mais uma vez sobre o encosto da poltrona preta de couro italiano, me dando nos nervos. Eleazar levantou da mesa de reuniões e foi até ela.
- Ora, meu amor, está entediada?
- Completamente.
Respondeu com um ar afetado. Revirei os olhos diante da malfadada cena. Como ela não enxergava a manipuladora do caralho que aquela mulher era?!
- Eu avisei você de que não seria divertido quando saímos de casa querida. Quer que eu peça ao motorista para levá-la de volta? Sabe que Irina sente a sua falta.
Ela fez um gesto de desdém com a mão.
- Não posso ficar com ela na barra da minha sai o tempo todo, Eleazar! Crianças têm que saber que adultos têm outras prioridades na vida!
Exclamou aborrecida. Aquilo para mim foi à gota d’água. Empurrei a cadeira pata trás com força e me levantei, chamando a atenção deles.
- Bom, se vocês me dão licença, vou para a minha sala. Tenho milhões de coisas para resolver.
Ela estreitou os olhos enquanto Eleazar assentiu, dizendo que estaria em minha sala em breve. Abri a porta e saí. Eu não aguentaria ficar ali mais nem um minuto sequer. Passei resmungando e Jane, minha secretária me segui sorrindo.
- Manhã infernal senhor?
Suspirei, abrindo a porta de madeira maciça e adentrando em meu escritório.
- Nem me fale, Jane.
Respondi me acomodando em minha cadeira e pegando algumas planilhas financeiras sobre a mesa. Ela sorriu e ficou esperando as minhas instruções.
- Meu tio chegará aqui em breve.
- E quanto à esposa dele?
Perguntou perspicaz.
- Que se dane. Meu assunto é com ele. Não quero ser interrompido de forma alguma. Só passe as ligações se forem dos meus pais, meus irmãos, Jasper ou da minha esposa. Os documentos que lhe entreguei ontem à tarde?
- Estarão todos prontos em sua mesa até as seis, senhor.
Respondeu fazendo suas anotações rapidamente. Jane era uma mulher miúda, de cabelos loiros, olhos azuis e muito eficiente. Seu sobrenome era competência. Estava comigo há cerca de três anos.
- O senhor quer que eu peça alguma coisa para o seu almoço?
Espantei-me com a pergunta.
- Que horas são?
Questionei olhando meu próprio relógio de pulso.
- Quase meio-dia.
- Fiu!
Assoviei. O tempo passou e eu nem tinha percebido. Ela sorriu de forma complacente.
- Quero sim, Por favor, peça no Gulliver macarrão com salada de aspargos. Mas deixe Eleazar chegar para saber se ele vai almoçar por aqui também.
- Sim, senhor Cullen. Mais alguma coisa?
- Tem alguém no setor de departamento pessoal a esta hora?
- Provavelmente, mas talvez seja melhor esperar o horário do almoço acabar para falar diretamente com o supervisor.
- Ok. Faça isso, sim? Quando ele chegar peça que venha até minha sala.
Jane despediu-se e saiu me deixando sozinho. Eu queria aumentar a segurança de Isabella e ninguém melhor do que o chefe do setor de Dep. pessoal para cuidar daquele assunto pessoalmente. Olhei para o porta-retratos sobre a mesa e a figura de Bella vestida de noiva me tirou o fôlego. O fotógrafo captara a beleza dela de uma forma magnífica e bastante natural, parecia que ela estava olhando fixamente para a câmera, com uma expressão sublime e tranquila. Qualquer um que visse aquela foto diria que ela era uma noiva radiante e extremamente feliz. A porta da minha sala abriu e eu nem sequer ergui meus olhos, tendo a certeza de que se tratava do meu tio.
- Vai me acompanhar no almoço?
- Hum, confesso que não estava esperando um convite tão adorável, Edward.
Disse a voz manhosa. Gelei por um instante e em seguida a raiva me tomou.
- O que está fazendo aqui?!
Tânia sorriu e desfilou rebolando a minha frente.
- Vim aceitar o seu convite para almoçar.
- Deixe de ser cínica. Você sabe muito bem que eu estava aguardando o seu marido e não você.
Cuspi enfatizando as palavras.
- Nossa, ruivão... Que mal humor...
- Saia Tânia! Não tenho tempo para perder com você!
Respondi voltando os olhos para a foto em minhas mãos.
- Ora, Edward, vamos lá. O que é que custa ser amável com uma velha, ham, amiga?!
Contei até vinte mentalmente. Eu precisava me controlar ou seria até mesmo capaz de agredi-la fisicamente. Recostei a cabeça no encosto da cabeça e lhe dei um olhar frio e cortante.
- Vamos deixar uma coisa bem clara aqui ok? Você não é nunca foi e nunca, jamais será minha amiga. Nós fomos colegas de faculdade e de cama.
Ela me fitou com a raiva flamejando em seus olhos.
- Não era o que me dizia alguns anos atrás, Edward!
Reclamou vindo sentar sobre a minha mesa, cruzando sensualmente as pernas num gesto estudado, me fazendo ter uma visão privilegiada de suas coxas.
- Não? Desculpe-me então por não esclarecer corretamente as coisas.
Falei levando um dedo até uma de suas pernas e percorrendo com a ponta toda a extensão de seu joelho esquerdo.
- Vou tentar ser bem objetivo desta vez. — Ela prendeu a respiração e me encarou com os olhos brilhantes. Como diz o ditado popular, quanto maior for à altura, maior é o tombo. — Quem sabe agora você escute atentamente e me deixe em paz de uma vez: Você não passou de uma boa trepada, Tânia. O que nós dois tivemos juntos, querida, eu tive várias vezes com dezenas de outras mulheres. Você melhor do que ninguém sabe que eu adoro foder uma boceta e não consigo ficar muito tempo sem ter uma mulher.
À medida que eu falava, seu rosto ficava vermelho de raiva.
- Depois de descobrir a vadia ordinária que você é, virei à página, viajei para a Europa para estudar e continuei a viver. Fui buscar meu prazer nas festas dos clubes masculinos, participei de várias delas. Até mesmo de algumas orgias. Confesso que me surpreendi como fiquei tão à vontade com três mulheres numa cama de uma vez. Vivi muitas farras e noitadas, mas isso terminou chuchu.
Eu sabia que ela odiava ser chamada assim, porque chuchu não tem gosto de nada. Continuei:
- Eu escolhi Bella para ser minha esposa, é dela que eu gosto, é só com ela que irei dormir e é só ela que me fará gozar todas as noites, até que a morte nos separe.
Ela deu um pulo e se pôs de pé, enfurecida.
- Seu, seu...
Ergui um dedo mandando que ela silenciasse.
- Cuidado com o que diz, senhora Denali, ou eu posso mandar um vídeo interessante para o meu tio assistir...
Comentei tranqüilo, apontando para uma câmera no alto de minha sala atrás da porta. O equipamento na verdade não estava funcionando, mas ela não iria saber. Tânia primeiramente ficou branca como um vampiro. Cheguei até a pensar que ela fosse desmaiar. Em seguida ela deu vazão a ira, ficando roxa, escarlate, verde e terminou respirando fundo e me encarando com um ódio mortal. Eleazar devia estar mesmo cego de amor para não perceber a cobra traiçoeira que ela era.
- Pois fique sabendo que se você não me quer, tem quem queira Edward Thomas Cullen! Eu sempre fui boa de cama! E não se atreva a mostrar porra de vídeo nenhum ao meu marido, ou vai se arrepender amargamente, seu imbecil!
Ergui as sobrancelhas, desafiando-a.
- Suas aventuras amorosas não me dizem respeito, embora eu tenha certeza de que mais cedo ou mais tarde seus amantes irão descobrir que estão comendo mercadoria estragada. Você devia pedir o divórcio ao meu tio Tânia. Ele não merece ser corno. Não merece ser humilhado pelas costas e nem virar chacota dessa sociedade hipócrita!
- Não se meta na minha vida Edward, ou eu juro pela vida da minha filha que farei você pagar caro!
- Às vezes ainda me impressiono o quão baixa e vulgar você se tornou!
Ela sorriu com sarcasmo.
- Você não viu nada Edward! E nem ouse me julgar! Uma pessoa que já passou fome na vida é capaz de qualquer coisa para sobreviver!
- Não ofenda as pessoas humildes querendo justificar os seus golpes Tânia! Você é desprezível! A única coisa que eu sinto por você, é nojo mulher!
Ela levou o olhar até a foto de Bella, ainda em minhas mãos.
- Azar o seu! E cuidado com sua querida esposa... Ninguém nessa vida está livre de ser traído Edward!
Estreitei meus olhos em fenda e trinquei os dentes. Aquilo era uma ameaça?! Tânia estaria aprontando alguma para Isabella? Ela que não encostasse um dedo num fio de cabelo da minha mulher, ou eu não responderia por mim!
- Muito cuidado Tânia.
Falei com voz gélida, de arrepiar os cabelos.
- Não cruze o meu caminho e muito menos o de Bella, ou vai lamentar o dia em que me conheceu.
Nos fitamos por alguns momentos, medindo forças. O ar em minha sala ficou tão espesso que quase poderia ser cortado com uma navalha. A tensão pesava no ambiente.
- E quem disse que é comigo que você tem que se preocupar, Edward?! A vida dá muitas voltas e muitas vezes nos prega peças. Nem você está livre disso, meu ruivo.
A porta de minha sala novamente se abriu.
- Senhor Cullen, o seu almoço chegou, — disse Jane entrando, seguida de perto por Eleazar.
- Tânia meu amor, o motorista já está pronto. Nossa Irina está ansiosa lhe esperando.
Engoli em seco. As palavras malditas martelavam sem parar dentro da minha mente. O que raios ela queria dizer com aquilo?! Mais do que nunca eu iria redobrar meus cuidados com Bella. De que Tânia estava armando alguma coisa, eu não tinha a menor dúvida, só não consegui descobrir o que. Ela me deu um sorriso frio, virou as costas, beijou o marido de leve nos lábios e se retirou. Dali em diante eu não consegui fazer mais nada direito. Ao cair da tarde, Eleazar tinha progredido muito nas negociações dos prazos e apenas duas das instituições que haviam contratado a Cullen Ltda. não quiseram entender ou aceitar nossas condições, rompendo os contratos, o que de certa forma me deixou aliviado. Haveria prejuízo, mas o nome da empresa continuaria limpo e firme no mercado.
Eleazar despediu-se e saiu. Meu celular tocou cinco minutos depois.
- Cullen.
Respondi, vendo a foto de Jasper no visor.
- Xii... Já sei que o dia não foi dos melhores...
- Puta merda Jasper, meu dia foi infernal!
- Posso imaginar Edward. É verdade que Tânia também foi à empresa?
Como as notícias se espalham rápido, pensei.
- E por que outro motivo meu dia seria estragado?! Aquela vagabunda não perde a oportunidade de me perturbar, mas acho que desta vez botei ela no lugar!
- Quer me contar o que houve?! Me sinto péssimo por você estar passando por tudo isso por minha causa. Se eu estivesse aí...
- Me poupe Jasper. Qualquer um de nós poderia adoecer. Desta vez foi você e quem sabe se na próxima não serei eu?!
- Arg! Vira essa boca para lá Edward! Tá parecendo mais uma premonição!
- Deixe de exageros!
No outro lado da linha ele suspirou.
- Ok, mas me conte o que ela fez dessa vez.
Rapidamente resumi o que havia se passado mais cedo e a minha crescente preocupação com Bella.
- Porra, Edward! Você está certíssimo em se preocupar. Tânia não dá ponto sem nó e se ela não está tramando ainda, ela sabe de alguém que está. Redobre a vigilância sobre Bella, mas não deixe que ela perceba ou se não...
- Serei um homem morto e sem sexo!
Jasper gargalhou. Ela conhecia Bella tão bem quanto eu e sabia como ela era bastante determinada quando queria.
- Você está melhor?
Perguntei, afrouxando o nó da gravata cinza.
- Sim. Podemos ir juntos para convenção no fim da semana.
Sentei ereto bruscamente.
- A convenção em Chicago já?!
- Já vi que você anda mito distraído ultimamente, Edward, mas não posso culpá-lo, lua de mel nos deixa assim mesmo, feito uns bobos.
Falou divertido.
- Vai se ferrar!
Retruquei.
- Ok, não está mais aqui quem falou...
Respondeu em conseguir disfarçar o tom divertido em sua voz.
- Esqueci completamente.
- Claro. Você só está pensando em sair daí e voltar para casa, para levar sua esposa para cama. Estou errado?
Suspirei sorrindo.
- Está completamente certo. Não sei como vou fazer para passar os três dias da convenção sem ter ela por perto.
- Que tal uma boneca inflável? Só fique bem longe de mim porque não tenho o menor jeito para ser gay!
- Vai se danar, Jasper! Sou tão espada quanto você!
Ele deu outra sonora gargalhada.
- Por isso mesmo. Como ainda estou um pouco debilitado, trate de manter sua espada bem distante de mim quando estivermos em Chicago, ou serei obrigado a tomar uma atitude que vai deixar a Bella frustrada por vários dias.
Continuamos a conversar sobre o andamento da empresa até que me dei conta do avançado da hora e me despedi, indo direto para casa, para os braços da minha doce e desejável esposa.
Notas finais
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Bem Como o próximo cap. e só no próxima Quarta então eu vou deixar um pedacinho do próximo cap.
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- Que porra é essa?!
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Eu disse, já me irritando com a bagunça. Gritos e muita agitação eram ouvidos.
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- Devem ser as tais celebridades. Estou louco para ver quem são. Atores?! Cantores?! Atletas?!
Dois homens mais velhos sentados a nossa esquerda responderam a pergunta que me deixou de cabelo em pé.
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- São as coelhinha francesas da Playboy.
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- As trigêmeas espetaculares que saíram na capa da edição de aniversário no ano passado.
- Coelhinhas?! Não acredito! Estou sonhando?! Cara isso é um sonho! Vai ser demais! Que jantar esse nosso, hein?!
Emmett exclamou enquanto eu procurava rapidamente o cardápio para me esconder. Aquilo era um pesadelo e não um sonho! Meu coração batia acelerado. As trigêmeas francesas?! Engoli em seco, meu cérebro trabalhando a mil por hora... Justo agora que as coisas entre mim e Bella estavam tão bem?! Enfiei meu rosto no cardápio enquanto Emmett se esticava todo por sobre a mesa tentando ver as recém chegadas. Graças a Deus nós estávamos num local um pouco mais afastado da entrada e no piso superior.
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- Fiu-fiu! Caraca Edward! Você precisa vê-las mano! Loirinhas, lindas, peitudas e muito gostosas! Um tesão ou melhor três! Delícias... Ah, se eu fosse solteiro!
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Falou animadamente, me sacudindo pelo ombro.
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- Edward! Levanta mano! Olhe elas ali! Caramba, que peitos! Estão quase saltando do sutiã! Acho que eu morri e fui pro céu!
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E isso ai meninas, até Quarta.
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Beijos e mais uma vez obrigado por recomendar e comentar.
Kiki
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