Casamento Sob Suspeita.
25 Capítulo 25 – Deliciosas descobertas.
Notas iniciais
PDV Edward Cullen.
- Isso foi maravilhoso Edward.
- Para mim também Bella. Há quanto tempo você não o usava?
Perguntei mostrando o apetrecho.
- Há um bom tempo. Mas na banheira foi a minha primeira vez.
Respondeu com um sorriso tímido.
- Sério? Também sou o primeiro a levar você a fazer essas doces e deliciosas descobertas?!
Ela não respondeu e a sombra de um sorriso triste brincou em seus lábios. Franzi o cenho me perguntando o que ela poderia estar pensando.
- O que foi amor?
Perguntei apreensivo.
- Nada.
Respondeu fechando os olhos. Obriguei-a me fitar.
- Você é uma péssima mentirosa.
Retruquei. Ela suspirou.
- É que às vezes eu tenho medo, Edward.
- Medo de que?
- De perder você ou o meu pai.
- Bella...
- Já perdi minha mãe, meu pai não está com a saúde muito boa e eu estou feliz por ter me casada com você. Não quero perder você também...
Por um breve instante meu coração quase parou. Num mundo de trevas ela conseguia ser a minha luz, o meu sol.
- Nada vai acontecer comigo minha linda. Estamos juntos, casados. Vamos formar uma família e isso agora é o que importa. Eu estou aqui com você.
- Até quando?
Perguntou mordendo o lábio inferior.
- Até que a morte nos separe, não escutou as palavras do padre no dia do nosso casamento?
Brinquei tentando descontrair a tensão que havia se formado, mas interiormente eu estava em júbilo. Ela se importava comigo e isso estava claro em cada uma daquelas palavras. O quanto eu era importante ainda não saberia dizer, mas que ela gostava pelo menos um pouco de mim, gostava. Eu sempre fui bom em ler as pessoas e isso estava claro em seu rosto nesse exato momento, apesar de Bella às vezes ser um verdadeiro enigma.
- Agora venha cá que eu vou lhe dar um banho de verdade senhora Cullen.
Ela sorriu e me jogou água no rosto. Abracei-a e coloquei todo o meu amor naquele abraço, ela relaxou e me entregou o sabonete líquido e a esponja. Despejei um pouco do líquido rosado e devolvi a ela o frasco, começando a ensaboá-la num jogo sexy, erótico e sensual que logo depois reacendeu a chama da paixão entre nós.
Ela retribuiu o carinho e passou sabonete em todo o meu corpo, dando atenção especial ao meu pênis que em pouco tempo já estava em ponto de bala novamente.
- Edward?!
Puxei-a para mim e capturei seus lábios macios.
- Não posso evitar... Sou maluco por você mulher...
Ela sorriu travessa.
- Não disse que ia me deixar acordada a noite inteira?
Eu estava adorando estar com ela de uma forma tão plena, sem cobranças, sem problemas, sem que o mundo lá fora viesse nos incomodar.
- Tem razão senhora Cullen. Agora vamos sair dessa água antes que você adoeça ou coisa parecida.
Falei saindo da banheira e pegando as toalhas para nos secarmos.
- Você também pode adoecer, Edward.
- Engano seu minha linda. Tenho uma saúde de ferro.
- Convencido!
- Sempre!
Respondi tomando-a nos braços e levando-a para cama. Deitei-a e me afastei um pouco.
- Todo esse nosso exercício acabou me deixando com sede. Vou até a cozinha beber um copo d’água gelada. Você quer?
Perguntei, enrolando a toalha em torno de minha cintura.
- Sim. Quer que eu vá com você?
- Acho melhor não. No estado em que estou, — falei apontando para o meu pau, — não sei se consigo me controlar vendo você tão perto e sabendo que está nua embaixo dessa toalha.
Ela deu um sorriso lindo e se espreguiçou.
- Tudo bem marido. Eu vou esperar você aqui.
Emendou com um estranho brilho em seus olhos. Estreitei os olhos, mas ela não disse nada e eu saí do quarto curioso. O que Bella estaria tramando?
PDV Isabella Swan.
Deus do Céu... O. Que. Foi. Aquilo?! Minhas pernas estavam trêmulas, meu coração palpitava desenfreado, meus seios estavam rígidos e muito sensíveis a qualquer toque. O simples roçar do tecido felpudo da toalha estava me deixando excitada. Que estranho poder Edward conseguia exercer sobre mim? Suspirei e levei minha mão até o meu sexo ainda inchado. Pode parecer loucura mais eu queria mais. Mais não. Eu queria muito mais...
Quando se ama aquele que vai matá-la não restam alternativas. Eu morreria de amor. Como se pode correr, como se pode lutar, se a sua vida, a sua alma e o seu amor pertencem ao amado? Eu Morreria por ele. E honestamente não saberia o que fazer se o nosso casamento não desse certo... Apenas uma coisa o meu coração sabia... Que eu não suportaria mais viver um dia sequer sem ter Edward Thomas Cullen na minha vida.
Fechei os olhos lembrando de quando estávamos na banheira, há alguns minutos atrás... Edward usou o pequeno vibrador em mim com maestria e perfeição. Nem eu mesma teria feito o trabalho de forma tão maravilhosa. Suspirei... Só de pensar senti minha vagina ficar molhada outra vez. Olhei para porta e as palavras de Alice no dia do meu casamento vieram a minha mente... Na cama esqueça o que é certo e o que é errado. O que importa é ter e dar prazer. Se deixe levar Bella... Instantaneamente meus olhos seguiram até o closet e eu me levantei com um sorriso travesso nos lábios. Tive uma ótima idéia e acho que o meu fogoso marido iria gostar da surpresa.
Caminhei até lá e abri as portas, encontrando a mala que eu havia levado para a Casa do Lago na nossa noite de núpcias. Eu ainda não a havia desfeito. Puxei o objeto para um dos cantos, deitei a mala e abri. Havia muita coisa rosa e preta. Muita renda e pouco cetim em minhas mãos. Lingerie. Várias peças de lingerie, sedutoras, minúsculas e demasiadamente provocantes. As etiquetas variavam...Victoria Secret, Etam e Chantelle, duas fábricas francesas super famosas, La Perla e algumas que eu não conhecia.
Eu não sabia quando, mas agradeceria muito a Alice por aquilo. Apressei-me em fechar a porta do closet antes que ele voltasse, dando uma espiada no quarto e na cama, ainda feita. O espelho imenso refletiu minha imagem... Os olhos brilhantes, a pele levemente corada e os cabelos desalinhados. Realmente parecia que eu tinha acabado de fazer amor.
Voltei para o closet, minhas mãos começaram pelas peças marfins e rosas, mas como eu queria algo que significasse luxúria, deixei-as de lado. Em segundo encontrei o que buscava. Um baby dool preto de renda que escondia muito pouco e revelava quase tudo. Aquele com toda certeza constrangeria uma mulher mais recatada, mas eu já havia lançado fora o meu pudor mesmo...
Entrei no quarto praticamente na mesma hora em que ele. Tive a satisfação de ver os olhos dele se arregalando e boquiaberto e deixou cair o copo d’água que tinha trazido para mim, sem conseguir disfarçar sua expressão de predador. Ainda bem que os copos eram de vidro resistente e não quebravam fácil.
- O que você acha?
Perguntei dando uma voltinha para que ele pudesse me ver de cada ângulo. Ele pigarreou e baixou-se para pegar o copo do chão.
- O que posso dizer amor...
Falou retirando a toalha e me deixando ver seu membro duro, ereto, apontando para mim. Engoli em seco. Edward era enorme. Como eu conseguia agüentar aquilo tudo, sinceramente não sei.
- Acho que isso responde a sua pergunta Isabella?
Disse me presenteando com o sorriso torto que eu amava. Mordi o lábio inferior e devolvi o sorriso.
- Sim, responde, mas eu gostaria de ouvir...
Colocando as mãos em sua cintura ele estreitou os olhos e disse travesso:
- Acho que a estou deixando viciada em obscenidades carinho.
Dei mais uma voltinha incentivando-o.
- Sexy, gostosa pra caralho... Deliciosa seria a palavra exata. Essa sua roupinha está fazendo miséria com a minha libido.
- Sério?
Questionei dando uma de desentendida, mas adorando o que estava ouvindo.
- Pode apostar sua vida nisso.
Respondeu ele. Fui até a cama me deitando de costas e empinando minha bunda. Ouvi quando ele prendeu a respiração. Disfarcei um sorriso e me virei de frente para ele, ainda deitada, me apoiando nos cotovelos. Os olhos verdes transbordavam desejo, sua face e era pura luxuria.
- Ainda estou com sede.
Eu falei. Ele deu um passo na minha direção.
- Vai ter que se contentar com água natural linda, porque eu não tenho a mínima intenção de sair deste quarto agora.
Retrucou me fitando por alguns minutos antes de ir ao banheiro e voltar com o copo cheio novamente.
- Beba.
Soou mais como uma ordem do que um pedido, mas eu entendi a urgência em suas palavras. Edward estava queimando, assim como eu. Recebi o copo e levei a boca sorvendo até a última gota. Sem desviar os olhos dos dele, passei as costas da mão sobre minha boca e abria as pernas ligeiramente, convidando-o. Em seguida estendi o copo de volta e ele rapidamente pegou e depositou o objeto na mesinha de cabeceira.
Seu olhar era feroz, seu peito exigente e eu vi os olhos dele irem para a minha boca e percorrerem o meu corpo. Lentamente, Edward me puxou para ele, tirando-me da cama e eu não consegui pensar em mais nada. Minha boca abriu. A língua macia dele entrou e encontrou a minha. Gemi e ele me abraçou mais forte.
- Bella...
Gemeu em meus lábios. Vi o esforço que ele estava fazendo para se controlar.
- Se solte Edward. Eu quero tudo. Quero você por inteiro.
Se ele seria gentil ou não, naquele momento não me importava. Nada mais importava, se papai, Siobhan e Kate estavam em casa, se os empregados lá fora poderiam escutar os barulhos que nós fazíamos, quem éramos ou como nos sentíamos um pelo outro. Nunca na minha vida eu havia sentido aquela forte e potente química sexual por outro homem. Algo como um grunhido brotou do fundo de seu peito. Uma luxúria pura e animalesca o dominou. E em pouco tempo estávamos nos amando de forma selvagem e enlouquecedora.
Na manhã seguinte...
A preguiça me dominava e eu ainda não queria abrir os olhos. Senti leves carícias em minhas costas. Eu estava deitada de bruços, meu rosto de lado, sobre algo macio e ao mesmo tempo rijo. Senti um suave movimento subir e descer o meu corpo. Corei ao lembrar de como havia jogado meu pudor pela janela na noite passada.
Abrindo os olhos devagar percebi que eu estava deitada sobre ele, que com as pontas de deus dedos desenhava círculos e outras coisas em minhas costas, me deixando arrepiada. Se eu pudesse permanecer assim para sempre, viveria eternamente feliz.
- Hum... Bom dia.
- Bom dia Bella. Dormiu bem?
Perguntou.
- Muito bem, — falei me espreguiçando um pouco e fitando-o. Meu corpo estava um pouco dolorido e os músculos rígidos em alguns pontos, mas a sensação de bem estar presente em meu ser era única. Ele me olhava com o cenho franzido, uma sombra de preocupação nos olhos verdes.
- O que foi?
Questionei ansiosa. Tem certas horas em que a insegurança surge de repente.
- Bom, eu acho que te devo desculpas, carinho.
Meu coração apertou. Ele queria se desculpar pela noite de amor maravilhosa que tínhamos tido?! Senti um nó se formar em minha garganta e apertei os lábios numa linha fina esperando que ele continuasse.
- Fui muito bruto com você ontem, Bella.
Olhei para ele sem entender nada. Ele apontou para o meu braço e eu segui com o meu olhar. As marcas dos dedos dele estavam formando um longo hematoma em meu braço esquerdo e no final da minha coluna, já no início das nádegas, devido à força com que ele tinha me segurado. Me mexi para o lado e vi que havia outra marca arroxeada em meu pescoço e mais uma, como se fosse uma mordida, no interior das minhas coxas. Levei o dedo indicador sobre uma delas e apertei de leve. A mancha sumiu e tornou a aparecer. Não me importei. Levei a mão até os machucados e eles doíam um pouco, mas era suportável. Nada demais.
- Diga alguma coisa Bella.
Pediu baixinho. O que eu poderia dizer? Que a aquela havia sido a melhor noite de toda a minha vida? Que ele fora maravilhoso, estupendo e que eu queria que a quilo se repetisse outras vezes?! Dei um meio sorriso antes de falar e ele prosseguiu.
- Você tem todo o direito de exigir um pedido de desculpas.
Disse fitando o teto.
- Edward.
Ele ignorou e eu insisti.
- Edward, olhe para mim.
Falei imperativa. Ele obedeceu.
- Isso não é nada. Estou perfeitamente bem.
- Arg...
Ele gemeu baixinho e se levantou me deixando aturdida. A sensação de abandono me engolfou como um soco no plexo solar.
- Edward!
Insisti e vi que havia arranhado as suas costas. As marcas das minhas unhas estavam presentes dos dois lados. Em que momento da noite eu havia feito aquilo?! Ergui meu braço para tocá-lo, mas ele suspirando se afastou.
- Sinto muito por machucado você Bella.
Depois de tudo o que havíamos experimentado ele lamentava? Como assim ele lamentava?! Eu esperava ter uma manhã maravilhosa quando acordasse, talvez até fazer amor novamente e ele estava se desculpando?! Aquilo me irritou profundamente.
- Pare com isso Edward!
Gritei. Ele parou e pela primeira vez parecia estar prestando atenção em mim.
- Pare de se desculpar! Você está é estragando o meu dia com essa conversa, Cullen!
- Bella, eu...
- Cale a boca e escute! E daí que você me machucou um pouco? São apenas hematomas e vão desaparecer em uma semana. Eu adorei estar com você ontem, adorei te fazer perder o controle, adorei a forma selvagem como fizemos amor, mas você conseguiu me deixar irada com esse pedido idiota de desculpas! E se ainda não sabe eu também arranhei suas costas ontem. As marcas estão aí e nem por isso eu me arrependo de tê-las feito!
Ele me olhava como se eu estivesse louca.
- Isso não justifica o meu comportamento animalesco Bella. Pensei que poderia me controlar, quis te provocar, mas como sempre quando estou com você eu perco a noção da realidade e a razão. Se eu pudesse me chutar agora, com certeza eu o faria amor. Lamento mais do que posso dizer.
Procurei o lençol e me enrolei, notando o olhar apreciativo com que ele percorreu o meu corpo de cima a baixo.
- Pois fique sabendo que eu não lamento nada Edward! Se eu pudesse voltar no tempo e fazer tudo exatamente da mesma forma, eu faria. Eu acordei muito feliz, com o meu corpo saciado, mas você abriu sua boca e conseguiu estragar tudo. Está feliz agora?!
Bradei e caminhei até o banheiro, batendo a porta com força atrás de mim.
Notas finais
Até Sábado meninas
Beijos
kiki
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