Casamento Sob Suspeita.

20 Capítulo 20 - Planos interrompidos.


Notas iniciais
Olá Pessoal......

PDV Edward Cullen.

Verifiquei toda a casa mais uma vez e fui caminhando atento até a cozinha, ligando o circuito interno de TV. As câmeras haviam sido colocadas em posições estratégicas no portão de entrada e nas duas portas principais da casa. Voltei ao banheiro pouco depois disso. Ela estava encostada na parede, que era de mármore travertino, deixando a água quente escorrer pelas suas costas. O ambiente se enchera de vapor, criando uma névoa densa a sua volta e o cheiro de morangos dos seus cabelos me atingiu em cheio, me excitando outra vez.

- Tem alguma idéia do quanto está irresistível minha doce esposa?

Perguntei, enquanto entrava no chuveiro, me colocando a sua frente, me deliciando com a água morna e esquentando também meu corpo. Ela ergueu a cabeça e olhou para mim. Um sorriso tímido brincou em seus lábios. Busquei sua boca com a minha num beijo cálido. Observei algumas marcas roxas em seus braços. Eu sabia que ela deveria estar dolorida e me repreendi mentalmente por isso.

- Como se sente amor?

- Estou bem.

- Está doendo?

A mancha de sangue presente nos lençóis de nossa cama era uma coisa que me envaidecia. Ela deu de ombros. Segurei seu queixo com uma das mãos obrigando-a a me fitar.

- Me responda Bella.

- Um pouco.

Respondeu fazendo uma careta e eu quase me chutei.

- Não vou mais possuir você hoje ok? Seu corpo precisa de algum tempo para se recuperar.

Ela sorriu.

- Vai conseguir resistir Edward?

Provocou sedutora, encostando-se em mim.

- Sim. Não sou insensível linda. Te desejo demais, mas não há ponto de te machucar por isso.

- Você às vezes me surpreende.

Ela disse.

- Você também. E a propósito, antes de mim a única coisa que fazia com os rapazes era sexo oral?

Ela arregalou os olhos e seu rosto ficou quente, refletindo uma nuance de cores que variava do rosa claro até o vermelho intenso.

- Adoro ver você assim corada. Te deixa com um ar ao mesmo tempo sexy e inocente. Nem parece que já desfrutamos de total intimidade e há bem pouco tempo.

- Edward!

Ralhou.

- Fiz uma pergunta Bella. Não vai responder?

Falei ao pé do seu ouvido, deixando-a arrepiada.

- Bom, eu...

- Você...

Incentivei divertido com a situação.

- Você também foi o primeiro.

Gargalhei alto.

- Não tente me enganar linda. Sou um homem experiente e naquele dia no banheiro do quarto de hóspedes, no aniversário do meu pai, você demonstrou ter muita habilidade com essa sua boquinha de veludo. Portanto, você já tinha feito isso antes. Por mais que eu sentisse ciúme era um fato. — O rubor agora se espalhava pelo seu pescoço e colo, deixando ainda mais deliciosa. Se Isabella não estivesse dolorida pela noite anterior, eu teria comido ela outra vez.

- Nunca fiz com um homem. Você foi o primeiro.

Estreitei os olhos.

- Como assim?

- Eu e Alice treinamos com um vibrador que ela me deu de presente uma vez.

Foi a minha vez de arregalar os olhos.

- Um vibrador?! Porra!

As mulheres e os seus truques. Juro que nunca havia passado pela minha cabeça que minha irmã ou Bella tivessem brinquedinhos desse tipo.

- Sim.

Respondeu constrangida.

- Safadinhas! Quem diria... E você ainda o tem?

Ela mordeu o lábio inferior antes de responder, o que mexeu com o meu libido novamente.

- Sim, está no meu quarto, perdido em algum lugar.

Minha irmã... Danadinha... Mas eu tinha que tirar o chapéu e agradecer a baixinha daquela vez. Sem falar que a minha mente pervertida já estava imaginando fazer uso do objeto nas minhas noites de amor com Isabella.

- Devo dizer que você aprendeu maravilhosamente bem, com direito a diploma e tudo mais, senhora Cullen.

Ela me olhou de cara fechada.

- O que?!

- Preferia que eu tivesse treinado com outros homens? Que tivesse feito sexo oral com os meus ex?

Revirei os olhos... Realmente não é fácil entender as mulheres.

- Claro que não! É muito bom ser o primeiro a lhe conduzir no mundo dos prazeres do sexo. Eu te fiz um elogio anjo. E só em falar nisso, já estou louco de tesão outra vez.

Desta vez, foi ela quem riu.

- Não disse que não iríamos fazer nada mais por hoje?

Segurei seu rosto em minhas mãos.

- Disse que não ia te possuir mais hoje. Quando esse banho acabar, vamos comer alguma coisa, fazer planos. E depois nós podemos voltar para o nosso quarto e brincar um pouco. Estou maluco para ter sua boca no meu pau outra vez.

- Edward! E como assim fazer planos?

Virei de costas para mim e comecei a ensaboá-la. A visão do seu traseiro firme e redondo foi suficiente para fazer meu pau ficar imediatamente duro. Ela suspirou e encostou a cabeça em meu ombro.

- Nunca falamos sobre filhos.

- Falamos sim.

Retrucou.

- Quando?

Realmente eu não me lembrava.

- Quando você disse que queria uma esposa para receber seus amigos, te dar filhos e aquecer sua cama.

Ok, culpado. Minha consciência me acusou. Realmente eu tinha dito aquelas palavras no dia em que a encurralei no canto da parede para que se casasse comigo.

- Não podemos dizer que aquilo foi exatamente uma conversa...

Coloquei-a embaixo do jato d’água para que o sabonete saísse. Ela fez o mesmo comigo e eu amei cada toque. Depois pediu que eu me baixasse para que pudesse lavar meus cabelos com o seu shampoo e eu atendi prontamente. Em seguida veio o condicionador. Eu estava amando os cuidados dela comigo e quando fechei a ducha ela pegou um frasco roxo com o nome Victória Secret no rótulo.

- É um óleo de banho. Precisamos passar na pele um pouco, espalhar e depois entrar no chuveiro rapidamente para retirar o excesso. — Vibrei com a parte do espalhar. Fiz com ela e depois ela repetiu o processo comigo. Meu corpo reagiu na hora, mas eu tratei de ignorar e ela sorriu travessa.

- Viu? Eu falei que você não iria resistir...

- Tenho fome e sede de você princesa, mas posso controlar meu pau por algumas horas. Poucas horas.

Eu disse piscando um olho.

- Edward!

Falou ficando ruborizada.

- Foi você quem perguntou linda.

PDV Isabella Swan.

Eu amava tudo nele. Dos cabelos bagunçados até aquele jeito atrevido e desbocado, embora muitas vezes me deixasse envergonhada da raiz dos meus cabelos até a alma. Ele havia me chamado de amor, de carinho, de linda, anjo, de love... Não sei se fazia apenas por fazer, mas eu confesso que estava adorando o jeito atencioso e o carinho do meu marido comigo. Ele fechou o chuveiro, me deu uma toalha imensa e pegou outra, enxugando os cabelos e depois enrolando em torno de sua cintura. Fomos para o quarto e eu sentei na cama para me secar. Ele andou até o guarda roupa e abriu uma pasta retirando algumas folhas de papel de dentro. Pareciam documentos. Andou até mim e parou exatamente na minha frente, me estendendo os papéis. O fitei sem entender.

- São as hipotecas da mansão e de New Moon. Ambas estão quitadas.

Engoli em seco e peguei das mãos dele correndo os olhos pelas linhas. Embaixo do texto havia um carimbo dizendo que o valor estava quitado e a assinatura do presidente do banco. Ergui minha cabeça para fitá-lo.

- Obrigada Edward. É um alívio saber que as propriedades estão de volta a minha família.

Eu disse.

- De onde nunca deveriam ter saído. Eu lhe prometi e está feito Bella.

Retrucou sério.

- Você é um homem de palavra.

- Sempre. Agora guarde os documentos linda, vamos vestir nossas roupas e preparar alguma coisa para comermos ok? Minha barriga está reclamando há algum tempo.

Eu sorri. Será que a nossa convivência seria sempre agradável assim? Em pouco tempo estávamos na cozinha preparando uma bandeja com frutas, bolo, queijos, pães, geléia e alguns wafles.

- Edward, aí tem comida para um batalhão.

Ele piscou um olho divertido.

- Não se preocupe Bella. Garanto que vou comer tudo o que você deixar na bandeja.

- Você vai é passar mal isso sim!

Ele gargalhou e saiu levando a bandeja para sala. Sentamos no sofá, ligamos a televisão e Edward começou a zapear os canais.

- Deixe aí.

Pedi.

- Tem certeza?

- Sim.

Respondi.

- Que filme é esse?

Questionou entre uma mordida e outra.

- 72 horas com o Russel Crowe.

- É bom?

- Sim, é muito interessante. Eu assisti no cinema.

- Eu nunca vi.

- Acho que você vai gostar.

Respondi. Ficamos assistindo e ele se empolgou com o filme, dando conta de tudo que havia na bandeja. Sinceramente não sei como ele conseguiu comer tanto. Se eu comesse dessa forma engordaria uns 50 quilos. No mínimo. A cumplicidade entre nós dois crescia de forma natural e aquilo estava me agradando muito. Porém, antes que o filme acabasse nós ouvimos o interfone do portão principal tocar estridente. Edward levantou num salto.

- Que porra é essa?!

Explodiu me fitando.

- Tem alguém no portão principal.

Respondi o óbvio.

- Eu quero saber quem foi o infeliz que teve a cara de pau de aparecer aqui na nossa lua de mel!

Falou irritado.

- Calma, Edward.

Falei seguindo-o até a cozinha onde havia um monitor de TV mostrando nada menos que o meu ginecologista, Jacob Black dentro de uma caminhonete vermelha. Edward tirou o fone do gancho.

- Cullen!

Bradou.

Jacob passou a mão pelos cabelos curtos e escuros, visivelmente constrangido.

- Tenho um recado de seu pai Cullen. Houve uma emergência.

- Meu Deus, Edward! Onde estão os nossos telefones?

Até este instante, eu nem havia me dado conta que estava sem o meu celular.

- Desliguei.

Disse ele tampando o interfone um instante para que Jacob não ouvisse.

- Mande-o entrar!

Ele acionou o controle do portão de má vontade e Jacob entrou com o carro. Edward fechou o portão em seguida. Saímos juntos para fora da casa. Jacob saltou da caminhonete e seu olhar me percorreu de cima a baixo. Por um segundo esqueci que estava usando um short branco curtíssimo e uma blusa marrom estampada levemente decotada nos seios. Edward imediatamente enlaçou minha cintura, me puxando para si. Jacob se aproximou e eu não gostei nada da expressão de preocupação e pesar que havia em seu rosto.

- O que houve?

Inquiri aflita. Ele relanceou seu olhar de mim para Edward e voltou os olhos para mim outra vez.

- Jasper está no hospital. No CTI.

Jacob respondeu.

- Oh meu Deus!

Edward ficou completamente pálido.

- Porra! O que aconteceu Black?

- Ele sofreu um colapso pulmonar.

- Como assim?

- Que porcaria é isso?!

- É o colapso de uma parte ou de todo o pulmão. Chamamos também de Atelectasia pulmonar. O estado dele é delicado.

- Seja menos científico Black.

Edward falou preocupado. Jake prosseguiu:

- Em outras palavras o pulmão "murcha" em uma parte ou na sua totalidade por um bloqueio na passagem do ar pelos brônquios de maior ou menor calibre, os alvéolos.

- Jesus!

Exclamei.

- Ele foi socorrido às pressas e está sentindo muita dor no tórax.

- Ou seja, ele não está conseguindo respirar.

Emendou Edward num sussurro.

- Ele pode morrer?

O medo me dominou inteiramente. Pensei em Alice, em Kate, no próprio Jasper, na longa amizade que tínhamos. Jacob suspirou pesadamente.

- É improvável, mas ele precisa de cuidados imediatos. Terá de ficar alguns dias hospitalizado, tomar a medicação específica, que é bem forte e ser monitorado com freqüência.

- No CTI?

- Sim.

- Edward nós...

- Vamos voltar para a cidade Bella. Agora mesmo.

Agradecemos a Jacob por ter ido até a região dos lagos e nos avisar. Era um grande favor que nós ficaríamos devendo. Ele sorriu e me fitou com tanto carinho que eu cheguei a ficar sem jeito. Nós nos despedimos e voltamos para o quarto, trocamos de roupa e saímos deixando as malas para trás. Edward disse que mandaria alguém buscar nossas coisas depois. Jasper agora era nossa prioridade. Jacob foi embora e nós seguimos em silêncio, cada um perdido nos seus próprios pensamentos e preocupações até o hospital.

Notas finais
Quanto tempo será que o Edward vai levar para descobrir que o bom samaritano do Jacob era o safado que estava espiando.....
até mais meninas.
Beijos
Kiki