Casamento Sob Suspeita.
42 Capítulo 42 – Um dia especial.
Notas iniciais
Quero agradecer a Naty por ter postado para mim o cap. na terça. Obrigado Naty.
Algumas semanas depois...
PDV. Edward Cullen.
- Apronte-se Bella, vamos dar um passeio hoje.
Falei entrando no nosso quarto.
- Agora? Mas ainda é cedo Edward, eu estou com sono.
Sorri e fui até a janela afastando as cortinas. A claridade tomou conta do ambiente e Bella gemeu, enfiando o rosto no travesseiro. Aproximei-me da cama devagar e puxei os lençóis.
- Levante preguiçosa, o dia está lindo lá fora.
- Vá embora Cullen.
- Vamos aproveitar essa manhã de sábado minha linda. Em pouco tempo vai começar a fazer frio.
- Eu e o meu bebê queremos dormir.
Sorri outra vez.
- Fale por você. O Júnior pensa igual a mim sabia?
Ela levantou o rosto e me fitou pela primeira vez.
- Júnior? Que conversa é essa?!
- Edward Thomas Cullen Júnior. O que acha?
- Bah! De jeito nenhum!
Eu sabia que aquilo a faria despertar de uma vez.
- Tem alguma coisa contra o meu nome amor?
- Tenho mil coisas contra o fato de eu não poder escolher o nome do meu filho.
Respondeu levantando.
- Quer ajuda para tomar banho? Hoje eu estou inteiramente a sua disposição.
Ela fez um muxoxo e negou com a cabeça.
- Se você entrar nesse banheiro, com toda certeza nós só vamos sair deste quarto depois do almoço.
- Até que não seria uma má idéia...
Sem responder ela bateu a porta e eu gemi baixinho. Qual era o problema com as mulheres?! Mal humor? Arg. Será que as gestantes ficavam tão sensíveis assim?! Bom, como ela estava grávida não podia ser a tal da TPM. Suspirei e resolvi esperar. Nada iria estragar os planos que eu havia traçado para aquele dia.
Cerca de meia hora depois, ela saiu do banheiro com o corpo macio envolto por uma toalha felpuda, os pés descalços e os longos cabelos cor de mogno caindo em cascata sobre as costas delicadas. O cheiro de morangos tomou conta do ambiente, me atingindo em cheio. Meu amiguinho lá embaixo se agitou na mesma hora. A visão etérea me enfeitiçou e mais que depressa procurei sair dali ou como ela mesma havia dito, iríamos passar o dia inteiro trancafiados dentro do quarto.
- Vista-se linda. Esperarei por você lá embaixo.
Ela me fitou intrigada.
- O que está aprontando Edward?!
- Nada demais. Quero apenas passar o dia todo com você, passeando e curtindo a vida como um casal normal.
Ela sorriu e balançou a cabeça. Joguei um beijo e desci as escadas indo pegar a cesta de piquenique que Siobhan tinha preparado logo cedo. Dei um beijo estalado na bochecha da velha governanta e peguei as chaves da Ferrari. Bella teria uma agradável surpresa.
Dez minutos depois ela descia as escadas trajando um vestido leve estampado de azul e branco que chegava até a altura dos joelhos e um casaquinho de tricô no mesmo tom de azul. Sandálias baixas de tiras brancas completavam o visual. Aprovei de imediato. Eu mesmo estava usando um jeans escuro, camisa pólo preta e tênis. Roupas perfeitas para um dia informal. Ela estava linda e se o tempo esfriasse, estaria protegida devido ao casaco. Ele me encarou sorrindo e desceu.
- Posso saber aonde nós vamos?
- Hum, posso responder que será uma surpresa?
Ela rolou os olhos, divertida.
- Tudo bem senhor mistério. Vamos lá então.
Mas antes que pudéssemos alcançar a porta, ele estacou abruptamente.
- O que foi?
- Onde está o seu gesso?
- Ah, é isso?
- Quando fomos dormir a sua mão estava engessada Edward.
- Tirei-o hoje cedo.
- Como assim tirou?!
Ele me olhava de forma repreensiva.
- Acho que já estou bom, linda.
- Acha?! Você sequer voltou no médico!
Revirei os olhos.
- Você sabe que eu não tenho muita paciência para essas coisas. Nunca tive. Vamos fazer um trato ok? Se a dor persistir, eu prometo que volto na clínica e peço para engessarem novamente.
Falei dando o meu sorriso torto. Sem conseguir resistir, ela sorriu.
- Você é impossível!
Sabendo que eu havia ganho, puxei-a pela mão. Acenamos para Siobhan que nos desejou um ótimo dia e saímos. Paul já havia trazido o carro e nos esperava em frente à casa. Ele apressou-se em abrir a porta para Bella enquanto eu dava a volta no carro, colocava a cesta na porta malas, na frente do carro e me acomodava ao volante. Alec nos seguiria a uma certa distância, mas Isabella não precisava ficar ciente disto. Ela já tinha preocupações demais e eu não queria que ficasse estressada com tolices quando eu podia perfeitamente cuidar de sua segurança e de todo o resto.
Bella olhava pela janela curiosa enquanto eu guiava o carro e me afastava aos poucos da cidade. Depois de algum tempo ela me olhou extasiada.
- Oh, Edward. O Parque Goat Rocks ao sul do monte Rainier? Adorei!
- Fico feliz em ouvir isso.
- Faz tanto tempo que eu não venho aqui...
- Eu também. A última vez eu estive aqui foi naquele ano em que viemos todos no feriado da Páscoa.
A mãe dela havia morrido há pouco tempo e Bella estava passando o feriado conosco.
- Emmett caiu no lago.
Sorri relembrando a cena.
- O grandão às vezes é um idiota.
- E você me empurrou no balanço.
- E você adorou.
- Eu amei Edward. Mas como você sabia?
- Instinto baby.
- Fui uma das vezes em que nos divertimos sem brigar.
Assenti. Eu tinha certeza que ela iria gostar do nosso passeio e escolhi aquele parque justamente por isso. Estacionei o carro, dei a volta e abri a porta para que ela descesse e em seguida peguei a cesta e um cobertor de flanela que Siobhan havia me dado. Antigamente o parque era a morada de muitos ursos para hoje eles só faziam parte do folclore e da história da região. Segurei sua mão e caminhamos até a beira do lago, onde estendi o cobertor para que nós nos sentássemos.
- Faminta?
- Muito, — respondeu relaxada.
Bella não havia comido nada desde que acordou. Dei-lhe um sanduíche de frango. Ela devorou com rapidez e me pediu outro em seguida. Tirei o papel filme e estendi para ela, pegando um pote de salada de frutas para mim. O dia estava claro, o sol brilhava no céu, mas a temperatura era amena.
- É divertido ver você comer assim.
Falei. Ela sorriu entre uma mordida e outra.
- Se eu continuar comendo assim vou acabar parecendo uma baleia.
- Bobagem.
- Você diz isso agora, mas em bem pouco tempo eu não terei mais cintura.
Retrucou olhando para o ventre.
- Quando é o ultrassom?
- No final da semana. Você vai comigo?
- Lógico. Quero estar presente e participar de tudo Bella.
Esperei que ela terminasse de comer. Ela acabou, tomou um suco de uvas e se espreguiçou.
- Fazia muito tempo que eu não me sentia tão relaxada assim.
Concordei.
- Sei disso linda. E foi exatamente por este motivo que eu programei o dia de hoje. Nós dois precisamos esquecer um pouco a nossa rotina. Empresa, trabalho, afazeres, faculdade, obrigações sociais... Somos um casal jovem e normal. Temos que fazer mais coisas juntos.
Falei fitando-a.
- Você gostaria?
- De passar mais tempo com você?
- De passarmos mais tempo jutos, — respondi.
- Muito. Mas eu entendo que você é um homem de negócios e bastante ocupado Edward.
- Mas sempre posso tirar um tempo para ficar com a minha família Bella.
Ela não respondeu. Dobrou as pernas e trouxe-as para mais perto de si, tirando as sandálias.
- O que está fazendo?
Perguntei divertido, enquanto ela levantava e andava descalça de um lado para o outro.
- Sentindo a grama sob os meus pés.
Falou fechando os olhos, andando e abrindo os braços. Ela parecia uma moleca.
- Me descreva a sensação.
Eu estava fascinado pelo momento.
- Macia. Suave. Faz um pouco de cócegas. E tem cheiro e sentimento de liberdade.
- Sério?
- Hum-hum. Porque não experimenta?
- Apenas para não ter o trabalho de calçar o tênis depois.
Ela jogou a cabeça para trás e gargalhou alto.
- Edward Cullen você é impagável!
Retrucou ainda rindo.
- E eu vivia rolando na grama do quintal lá de casa, você não lembra?
- Claro que lembro. Houve uma época em que você achava que era o verdadeiro Tarzan, vivia de sunga o tempo todo e passou até a querer dormir na casa da árvore. Esme só faltou ter um ataque.
Tossi para disfarçar o constrangimento.
- Nem me lembre.
- E como eu poderia esquecer Edward?
Nossos olhares se fixaram um no outro e ela voltou a sentar ao meu lado.
- Você vivia implicando comigo.
- Coisa de criança.
Respondi.
- Eu achava que você me odiava naquela época.
- Eu nunca poderia te odiar Bella. Você e Alice eram como irmãs para mim.
- E quando você deixou de me ver assim?
Ergui-me e segurei seu rosto entre as minhas mãos.
- Naquela noite, seis anos atrás.
PDV Isabella Swan.
Engoli em seco ao escutar aquilo, mas já que estávamos conversando francamente, resolvi ir mais fundo.
- Eu estava apaixonada por você Edward.
Ele estreitou os olhos, sua postura mudou.
- Estava?
Seu olhar me observava atento.
- Alice sabia que você estava no seu quarto e me incentivou a esperá-lo no banheiro.
Um brilho sombrio atravessou os olhos verdes.
- Vocês achavam que eu estava sozinho, — respondeu com pesar.
Assenti e desviei o olhar.
- Bella, se eu pudesse voltar no tempo juro que faria tudo diferente, mas infelizmente isso não é possível.
- Você estava com Tânia.
Eu disse num sussurro. Ele suspirou.
- Tânia pertence ao passado Bella. Você é o meu presente e o meu futuro.
- Você a amava?
Questionei ansiosa.
- Não ou então teria me casado com ela.
A implicação da frase fez o meu coração disparar.
- Então...
Prossegui incentivando-o a continuar.
- Era apenas uma transa, um caso. Não tinha importância Bella, era apenas sexo e nada mais.
Corei.
- Você usava camisinha?
- Sempre. Eu nunca transei com uma mulher sem camisinha. A não ser você. E voltando a falar de Tânia... Mais ou menos um mês depois ela soube que eu não iria seguir os passos de Carlisle na empresa dele, começou a me desprezar e jogar charme para o Emmett. Meu irmão seria o herdeiro.
Continuei encarando-o pacientemente.
- Aí nós descobrimos que tipo de pessoa ela realmente é.
- O Emmett também dormiu com ela?
Eu já sabia a resposta, mas queria que ele me contasse.
- Sim. E apesar de saber de toda a história, Eleazar a cortejou e casou com ela. Nunca vou conseguir entender.
Respondeu.
- A mente das pessoas às vezes é um enigma Edward. Eleazar é um homem mais velho. Acho que Tânia é como um troféu para ele.
Retruquei enquanto ele se aproximava cada vez mais do meu rosto. Sua mão desceu para minha cintura, afagando de leve sobre o tecido do vestido. Ele estava perigosamente próximo. Meu corpo reagiu imediatamente.
- Sua pele é macia com seda Bella.
Falava enquanto levava a boca ao meu pescoço, passando os lábios unidos vagarosamente sobre minha jugular, me deixando em brasa.
- Edward...
Falei baixinho com a respiração descompassada. Ele então retirou os lábios e fez todo o percurso agora com aponta do nariz, me deixando quase sem fôlego.
- E você tem o cheiro do Paraíso, — disse afundando a cabeça no vão do meu pescoço, lambendo a extensão abaixo da minha orelha me deixando inteiramente mole.
Ele gemeu e buscou os meus lábios. Correspondi prontamente, entregando-me as sensações deliciosas dos carinhos feitos pelos dedos e pelas mãos másculas. Não sei quanto tempo ficamos ali nos beijando e desfrutando um da companhia do outro. Apenas o barulho dos pássaros, o sopro suave da brisa fresca e o farfalhar das folhar das árvores estavam a nossa volta.
Risadas de crianças trazidas pelo vento nos trouxeram de volta a realidade de que nós não estávamos sozinhos. Edward sorriu e sentou me trazendo para o seu peito. Recostei minhas costas no tórax firme e estiquei as pernas, puxando a cesta comigo.
- Quer mais salada de frutas?
- Depende.
- De que?
- Você vem junto com a salada?
Perguntou com a voz rouca pelo desejo.
- Não.
- Isso não é justo, senhora Cullen. Me deixou com água na boca e depois tirou o corpo fora...
Dei uma risadinha baixa.
- Foi você quem começou, Edward. Nós estávamos apenas conversando e você começou a me beijar.
- A culpa é sua, carinho.
- Como assim “a culpa é minha”?
Perguntei fingindo indignação.
- Você é deliciosamente desejável. Inocentemente desfrutável. Eu apenas não consigo resistir.
Revirei os olhos, divertida e lhe estendi uma fatia de torta de maçã. Ele aceitou com prazer. Comi uma também. Estava deliciosa, de dar água na boca. Depois se foram os dois últimos sanduíches e o restante da salada. Siobhan havia caprichado. Quando ele terminou, deitei minha cabeça em seu colo.
- Isso aqui é tão lindo que não dá vontade de ir embora.
Eu disse.
- Não precisamos ir agora, — ele respondeu acariciando meus cabelos.
- Por que se casou comigo Edward?
- Posso enumerar uma lista de bons motivos.
Respondeu divertido. Mordi os lábios, ansiosa, e resolvi ir por outro caminho.
- Quantas mulheres você já teve Edward?
Ele ficou imóvel. O riso divertido desapareceu e a expressão travessa de seu olhar também sumiu.
- Isso tem importância Bella?
- Você sente falta da sua vida de solteiro?
- Não. Eu me casei com você e não me arrependo de ter tomado essa decisão.
Meu coração se aqueceu.
- Já levei muitas mulheres para cama Bella. Por diversão, por prazer, por desejo, por perversão. Dizia o que quer que fosse necessário para levá-las para a cama comigo. Fiz porque estava excitado, bêbado, zangado, feliz ou até mesmo deprimido. Cheguei a levar duas e até mesmo três mulheres para cama de uma só vez, para uma noite de orgias.
Ele falava e um aperto percorria minhas entranhas. Fisgadas de ciúmes me corroíam como agulhas. Mas eu havia perguntado e ele estava sendo totalmente sincero.
- Estive com mulheres lindas e outras nem tão bonitas. Algumas vezes fiz amor até sem querer, porque senti que a mulher que estava comigo precisava de um homem na cama. Precisava se sentir mulher. Fui um devasso, um imoral, desavergonhado, um libertino sem escrúpulos. Nunca me preocupei em ser discreto ou com o que as pessoas iriam falar. Mas isso acabou no momento em que eu pedi você em casamento Bella.
Notas finais
O cap. de Sábado será no domingo.
Beijos
Kiki.
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