Casamento Sob Suspeita.
41 Capítulo 41 - Esclarecendo as coisas
Notas iniciais
A Kiki não pode postar então a Tiih me pediu para postar o cap para vocês :)
PDV Isabella Cullen
Edward... Meu amor, minha paixão. Ele inclinou sobre mim, o corpo perfeito encostando todo no meu. Eu não podia mais resistir... Eu estava acuada, fascinada, entregue a luxúria do momento naquele banheiro abafado. Edward usava apenas uma cueca boxer e eu uma calcinha de seda pequena e aquela altura muito molhada. Cada nervo do meu corpo estava consciente da presença dele. Cada um dos meus poros gritava para que ele chegasse e me tocasse, me tomasse, me possuísse... E eu não queria mais fugir. Eu não podia mais fugir... Minha mão se moveu por sua própria vontade. Toquei seus cabelos acobreados, trazendo-o mais para mim. O cheiro do corpo masculino penetrou em minhas narinas como uma droga potente. Cheiro de homem. Ignorei todo o meu bom senso, todos os argumentos que eu tinha comigo por quase uma vida. Eu disse o nome dele. Os olhos verdes escureceram de repente. Mas o que era aquele brilho estranho nos seus olhos? Fascínio, desejo, surpresa, encanto, luxúria? Talvez. Eu não podia pensar mais nisso. Não agora. Eu não queria mais pensar nisto. Eu só queria pertencer a ele.
Ele assumiu o controle. Nossos olhos se cruzaram novamente. Esperando. Avaliando. Não me rejeite, não me diga não, minha mente pedia suplicante e silenciosa. Nossos lábios se uniram e eu me senti flutuar. Ele levou a mão ao meu seio, tocando. Arrepiei-me inteira, um forte calor começando a me dominar por completo, minhas pernas fraquejaram. Pele contra pele. Não pare, eu queria gritar, mas nenhum som saiu dos meus lábios. Aquilo era o Paraíso. Até que uma voz estridente interrompeu a magia e me trouxe de volta a realidade...
Acordei com a testa molhada de suor devido ao sonho. E não era apenas minha testa que estava molhada... Suspirei lembrando daquela longínqua noite. Eu sempre me perguntava como nós estaríamos hoje, Edward e eu se Tânia não tivesse aparecido justo naquele instante. Olhei no relógio... Ainda era muito cedo. Apesar de estar acordada, continuei deitada olhando para o teto do quarto e sentindo o estômago revirar. Acariciei meu ventre com carinho, tentando acalmar o que quer que estivesse acontecendo ali dentro. Devagar virei minha cabeça para Edward que dormia ao meu lado, um braço possessivamente sobre minha cintura. Algumas mechas acobreadas caíam sobre sua testa. Sorri e levei meus dedos até lá, afastando-as.
Ele estava profundamente adormecido, as pálpebras escondendo os olhos verdes como esmeraldas. A boca bem feita encontrava-se relaxada, restando apenas a forte sensualidade que eu conhecia tão bem. Corei ao lembrar alguns momentos da noite passada, quando ele havia me beijado inteira, do topo de minha cabeça até a ponta dos pés. As lembranças fizeram com que uma corrente elétrica atravessasse o meu corpo de cima a baixo. Edward era insanamente lindo. Bonito como um Deus grego, inteligente, culto, forte, charmoso, rico e bem sucedido. Se tivesse resolvido me conquistar com todo seu charme e tomar-me de Mike alguns meses antes, hoje eu seria a mulher mais feliz do mundo. Ele teria conseguido aquilo facilmente porque eu comecei a sair com Mike apenas por sair, para ter uma companhia, conversar e só. Jamais fui apaixonada por ele ou achei que isto pudesse acontecer. Meu coração sempre tivera dono.
Fitei-o mais uma vez e dei um sorriso triste. Mas a nossa realidade nem sempre corresponde aos nossos sonhos. Ele havia preferido fazer as coisas de forma diferente, da forma dele e embora eu houvesse relutado bastante, tinha de admitir que as coisas entre nós estavam dando certo. Repentinamente o braço em minha cintura se moveu e eu estremeci involuntariamente. Ele suspirou e logo se afastou, virando para o outro lado.
A nossa cama era um ninho aconchegante naquele ambiente imenso e tranqüilo. Olhei em torno. A cada dia que passava o novo quarto ficava mais com a nossa cara. Edward resmungou baixinho e mexeu-se outra vez. Sorri. Eu sabia que não demoraria muito até que ele acordasse. Fechei os olhos por um instante e aguardei. Logo depois pude sentir seu olhar me observando. Sorri preguiçosamente.
- Bom dia — falou com a voz rouca pelo sono.
- Bom dia, amor.
Ele me deu um beijo leve e sorriu, espreguiçando-se.
- Adoro quando você me chama assim — respondeu inclinando-se e beijando minha barriga.
- Bom dia, filho.
- Ou filha — retruquei.
Ele espreguiçou-se e sorriu.
- Acho que será um menino, levado como o pai.
- Então terei de ter a mão firme como a sua mãe.
Ele me olhou chocado.
- Bella!
- Você e Emmett viviam aprontando confusão, Edward!
- O grandão era o mentor, juro. Eu só seguia as instruções do meu irmão mais velho — falou me abraçando.
- Sei... — respondi com ceticismo.
Ele sorriu.
- Seu cabelo está uma bagunça — eu disse.
- Desisti de tentar domá-lo. Como está se sentindo?
- Enjoada.
Ele preocupou-se, uma ruga vincou a testa lisa.
- Fique deitada. Vou até a cozinha buscar algumas bolachas e uma xícara de chá.
- Ainda é cedo, Edward.
- Mas você precisa se alimentar, carinho — disse levantando e caminhando na direção do banheiro. Em questão de minutos ele estava vestido e saía porta a fora, retornando logo depois. Edward me observou em silêncio enquanto eu tomava alguns goles do chá quentinho.
- Como vai o corpo? Exigi muito de você ontem? — perguntou com divertimento, fazendo-me corar até a raiz dos cabelos.
- Adoro quando você fica vermelha, princesa.
- Estou bem. Não estou sentindo nada.
- Não está dolorida? — insistiu.
- Não.
- Ótimo. Fico feliz em saber disto.
Franzi o cenho sem compreender o entusiasmo dele.
- Como assim.
- Ainda não usamos o chantilly, baby.
Senti o calor começar a se espalhar pelo meu colo, pescoço e corpo. Minha garganta travou e eu engasguei tossindo. Edward rapidamente me ergueu, com um brilho maroto em seu olhar.
- Calma, linda. Eu não disse que seria agora.
Engoli em seco e dei uma mordida numa bolacha. Ele acariciou meu rosto de leve.
- Você é impossível, Cullen.
Ele não respondeu. Em vez disso depositou um beijo molhado na palma da minha mão.
- Nós precisamos conversar.
Assenti. Ele sentou na cama.
- Pedi a Jasper que conseguisse o mais rápido possível um encontro meu com o Reitor da sua Faculdade. Vou levar a gravação comigo e denunciar aquele pilantra.
- Quer que eu vá com você? — questionei já sabendo a resposta.
- Não. Você já sofreu demais com essa história toda, amor. Eu vou resolver isso a minha maneira e não se preocupe, pois a nota do seu trabalho será dada com louvor.
Aquilo me espantou.
- Como assim?! Eu sequer apresentei!
- E não vai precisar apresentar, Bella. Já disse que vou resolver tudo. É justo que você tenha uma boa nota, afinal se esforçou e muito para desenvolver a apresentação.
- Está certo.
Respondi concordando. Eu sabia que não iria adiantar nada discutir com ele, embora não achasse justo receber uma nota de graça. Aproveitei para comer mais um pouco e tomar o restante do chá. Ele esperou pacientemente que eu acabasse de comer.
- Está melhor?
A preocupação em seu rosto era quase palpável.
- Sim. O enjôo melhorou um pouco.
- Ótimo. Fico aliviado em saber disso — respondeu sorrindo. Ele saiu da cama e foi sentar na poltrona, me fitando com um semblante sério.
- Preciso te contar uma coisa.
Puxei as cobertas até o pescoço e sentei alerta.
- Você fez algo de errado? — perguntei com o coração apertado.
- Não, mas alguém fez.
Suas palavras me deixaram confusa.
- Não estou entendendo, Edward.
- Descobri o filho da puta que estava nos espiando durante nossa lua de mel na casa do lago — falou me fitando diretamente. Minha pulsação acelerou. Edward sabia quem havia invadido nossa intimidade daquela forma?!
- Quem? — perguntei ansiosa. Ele não respondeu de imediato e passou alguns segundos me analisando.
- Pode ser um choque para você.
Tinha sido um choque ser observada daquela forma indecente, isso sim.
- Quem foi Edward? Eu quero saber.
- Jacob.
Meus olhos se arregalaram em choque.
- Não pode ser verdade... Ele não faria uma coisa dessas — respondi com a adrenalina correndo rápida em minhas veias e um bolo se formando em minha garganta.
- Foi ele, Bella — falou taxativo.
- Desconfiei que era ele o voyer quando meu pai disse que eles haviam encontrado o Jacob logo cedo, quando chegaram ao hospital com o Jasper. Jacob estava de saída do plantão e se prontificou a ir nos avisar.
Edward falava e minha mente trabalhava de forma rápida. A maneira como ele tinha ficado desconfortável durante minha última consulta, constrangido, sem me fitar diretamente nos olhos... Mas eu ainda não queria acreditar.
- Tive a confirmação do dia da festa em homenagem ao pai dele.
Olhei para Edward esperando que prosseguisse.
- Aguardei o momento certo para confrontá-lo e quando você e Alice foram dançar aquela noite, a oportunidade apareceu.
- E ele admitiu?! — perguntei me pondo de pé. Ele levantou e me segurou pelos ombros.
- Calma Bella, lembre-se do bebê. Não é bom para ele você se agitar dessa maneira, amor — dsse preocupado.
- Ele admitiu?!
- Sim.
- Oh!
A decepção me rasgou de cima a baixo. Senti o meu estômago embrulhar e corri para o banheiro, me ajoelhando diante do vaso sanitário. Edward me seguiu de perto praguejando e dizendo uma enxurrada de palavrões.
- Calma, amor — dizia enquanto eu vomitava tudo que havia ingerido pouco antes. — Calma, linda. Respire.
Quando senti que tudo já havia saído, levantei e fui até a pia lavar a boca e escovar meus dentes.
- Como ele pôde Edward?!
Ele suspirou.
- Disse apenas que não teve a intenção. Ele chegou lá e não quis nos interromper ou estragar nada... Não quis nos pegar desprevenidos e por isso resolveu esperar um pouco antes de aparecer na nossa porta. Foi aí que ele nos viu e o resto da história você já sabe.
Continuou dando de ombros.
- E você aceitou isso assim, sem fazer nada?!
Minha indignação borbulhava como água fervente.
- Bati nele, Bella. Sei que você não gosta de violência, mas não consegui me controlar.
- Devia ter quebrado a cara dele isso sim!
Edward me deu o sorriso torto, que me deixava completamente derretida e completamente a mercê dele.
- Essa é a minha garota! — exclamou me abraçando.
- Isso é nojento, é asqueroso, é imperdoável!
- Eu disse a ele que contaria tudo a você.
- Lógico. Não pode haver segredos como esse num casamento que se preze.
- Concordo. Como foi a sua última consulta com ele? Confesso que estou curioso para saber como ele reagiu.
Fechei os olhos e apertei meus lábios numa linha fina.
- Ele ficou todo constrangido quando entrei lá, mas eu não conseguia imaginar o por que.
- Agora você sabe.
- Acho que vou mudar de ginecologista — respondi irritada.
- Sabe que eu mais do que ninguém, adoraria que você fizesse isso, mas não quero que se precipite, afinal apesar de tudo ele é seu médico e tem experiência no assunto — falou acariciando meu ventre suavemente.
- Vou pensar no assunto, mas mesmo que eu continue com ele, Jacob vai escutar poucas e boas, Edward. Ah, se vai!
Ele sorriu e apoiou o queixo firme sobre minha cabeça.
PDV Edward Cullen
Encontrei-me com Jasper e pedi a ele que fosse ao Hospital na periferia ver a quantas andavam as coisas por lá. Eu havia feito uma doação generosa e queria me certificar de que a instituição realmente iria ser beneficiada e não o bolso de algum administrador ou diretor.
Saí da empresa e me dirigi a Faculdade de Belas artes. Em menos de uma hora fui recebido na sala elegante e austera da Reitoria. Controlei-me o máximo que podia ao ouvir novamente a maldita gravação no gabinete do reitor. A pose arrogante do reitor foi se desfazendo aos poucos e ele ficou mortificado com a situação. Exigi que a nota de Isabella fosse colocada o mais depressa possível e que aquele infeliz fosse denunciado ao conselho profissional competente e afastado da faculdade de forma permanente.
O Reitor concordou com tudo, pediu um milhão de desculpas e me afirmou que ainda hoje tomaria as providências necessárias e cabíveis. Agradeci e disse que aguardaria ansioso. Em menos de vinte e quatro horas Bella recebeu nota 9,5 e conseguiu passar na cadeira. Félix Volturi foi denunciado e demitido. Devido a um pedido especial do Reitor para que não houvesse prejuízo para a Universidade, o processo correria em segredo. Seu irmão Aro veio da Europa pessoalmente para buscá-lo e levá-lo embora. Ele ainda convalescia e precisaria de mais algum tempo para se recuperar totalmente. Aquela página das nossas vidas havia sido virada. Agora só teríamos de nos preocupar com o futuro e com o bebê que chegaria dentro de alguns meses.
Notas finais
Bjss
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