Casamento Sob Suspeita.
38 Capítulo 38 - Vingança.
Notas iniciais
PDV Félix Volturi.
Abri a porta do meu carro esporte e joguei minhas coisas sobre o banco do passageiro me acomodando ao volante. Esmurrei a direção com força. Mulher maldita! Fazia dois dias que ela tinha me rejeitado com a um leproso. Edward Cullen ainda estava ileso.
Isabella Swan não era o meu tipo de mulher, pois sempre preferi as loiras e sensuais como Tânia. Apesar de estar casada com o tio do Cullen nós nos encontrávamos de vez em quando para uma tarde gostosa de sexo intenso. Edward a havia rejeitado e como eu Tânia ansiava por vingança. Nunca subestime uma mulher rejeitada... Há uma semana ela tinha me ligado, mas por ser da família não queria se envolver diretamente. Tânia me passou todas as informações necessárias para que fechasse o cerco em torno de Isabella. Edward estaria viajando naquela semana e ela teria que me entregar o trabalho no Campus sem falta. Oportunidade melhor que esta impossível. Ela seria atraída até minha sala como uma abelha é atraída por um pote de mel. Eu tinha certeza de que conseguiria convencer Isabella a trepar comigo, afinal quantas alunas já não tinham feito aquilo para conseguir boas notas?! Mas aquela idiota se sentiu ultrajada e me recusou veementemente. Primeiro eu faria com que ela me chupasse por uma boa meia hora e depois a foderia em minha mesa até cansar. É claro que eu estaria filmando tudo. Depois era só colocar nota máxima em seu trabalho e entregar na Secretaria do Campus, sem esquecer de enviar o DVD ao corno do Cullen, para que ele saboreasse a pequena travessura da esposa. O que ele faria com ela depois? Eu não ligava à mínima! A única coisa que eu queria era minha vingança.
Merda! O olhar de nojo dela não saía de minha mente. Acelerei o carro e saí cantando pneus. Eu precisava de uma boa bebida e de uma prostituta para relaxar.
PDV Isabella Swan.
Acordei sobressaltada e varri o quarto a procura de Edward. Nada. Senti meus olhos úmidos novamente. Onde será que ele estaria? Olhei no relógio e vi que já era madrugada. Oh, Deus, não permita que ele faça uma besteira! Cuide do meu marido e traga-o são e salvo para casa, eu rogava fervorosamente em meu silêncio interior. Acariciei minha barriga de leve. Toda aquela ansiedade era prejudicial ao bebê, mas infelizmente eu não conseguia evitar. Levantei trôpega e me arrastei até o banheiro abrindo a torneira e enchendo um copo com água. Me recusei a olhar no espelho pois tinha consciência do quanto eu deveria estar horrível.
Conseguir me mover de volta para cama, afastei as plumas que estavam espalhadas sobre os lençóis e me deitei encolhida, sentindo o cheiro dele presente em cada canto daquele espaço. Abracei meu travesseiro e fechei os olhos sem saber o que esperar...
Música
Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim(Ivete Sangalo)
Meu coração
Sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vi
Dentro do meu coração
Hoje eu sei
Eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais
Muito além
Do tempo do vendaval
Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vi
Dentro do meu coração...
Eu amava Edward mais que a mim mesma e não suportaria se algo de ruim acontesse a ele, se fosse ferido ou até mesmo se acabasse preso. Suspirei e sem perceber adormeci novamente.
PDV Edward Cullen.
Ao saber a novidade, os homens me deram os parabéns. Agradeci e pedi a Alec que levantasse toda a ficha do sujeito, onde ele morava, os lugares que costumava frequentar, seus horários, tudo. Em meia hora todas as informações já estavam em minhas mãos. Alec tinha bons contatos e todos muito eficientes. Mandei que os rapazes se preparassem, pois iríamos sair logo mais. Laurent e Paul ficariam. Eu não queria descuidar da segurança de Bella nem por um instante. Alec e James que era bom de briga iriam comigo. Félix Volturi que me aguardasse.
Duas horas mais tarde...
O carro do patife estava estacionado em frente a um bar num local ermo da cidade. James havia ido lá dentro com a desculpa de usar o banheiro e tirou uma foto com o celular do homem que eu descrevi parcialmente. Bingo! O maldito estava enchendo a cara. Expliquei aos rapazes o que eu queria e eles assentiram. Alec estava num carro e eu e James em outro. Agora era só aguardar.
Por volta da uma e meia da manhã, ele deixou o bar acompanhado por uma garota de programa loira e vulgar. Os dois entraram no carro e saíram. As ruas estavam praticamente desertas àquela hora, o que facilitaria muito a minha ação.
Depois de andar três quilômetros, Félix teve que parar, pois a pista estava bloqueada com uma árvore jovem caída no asfalto, impedindo a passagem dos veículos.
- Mas que porra é essa?!
Bradou com raiva, descendo do carro. A loira desceu em seguida.
- Calma querido, nós podemos inovar e fazer aqui mesmo ao ar livre, que tal?
Disse a mulher com a voz pastosa e enrolada pelo álcool. Nesse exato momento eu e os rapazes saímos das sombras. Félix olhou para mim e assustou-se.
- O que está fazendo aqui Cullen?!
Alec aproximou-se da moça, mandou que ela fosse embora dali e mantivesse a boca fechada ou ele iria atrás dela até o inferno e a encontraria. Tremendo de medo, ela tirou as sandálias de salto alto e saiu correndo pela estrada, desaparecendo das nossas vistas rapidamente.
- Acho que você sabe a resposta, Volturi.
Ele me encarou firme.
- Isabella.
Ao ouvir aquele infeliz pronunciar o nome dela, desferi um soco no seu rosto que o fez cambalear, pendendo para trás. Voei no seu colarinho e o agarrei como o traste que era.
- Nunca mais pronuncie o nome da minha mulher com essa sua boca imunda! Você humilhou-a, me afrontou e agora vai ver!
Ele sorriu com escárnio.
- Eu devia ter pego aquela putinha a força, garanto que ela iria ador....
Ele não conseguiu proferir mais nenhuma palavra. Alec e James se lançaram sobre o maldito, derrubando-o no chão, enquanto eu o socava e o chutava sem piedade.
- Maldito! Canalha! Você vai me pagar seu filho da puta! Bella está grávida! Está esperando um filho meu, seu miserável!
Ele não conseguia responder. Minha sede era de sangue. Entorpecido pelo álcool, ele não tinha muitos reflexos para reagir e levou uma surra espetacular. Mandei que os rapazes tirassem a calça dele e chutei seu membro e seus testículos por várias vezes, fazendo-o urrar de dor. Alec quebrou três costelas e uma das pernas. James deslocou seu ombro direito.
- Se alguma coisa acontecer a Bella ou ao bebê, eu vou te caçar como um animal e arrancar sua pele fora Volturi!
Eu gritava enquanto o espancava. Vários dentes jaziam no asfalto, ao lado do rosto desfigurado do bastardo. Bati até cansar. Meu cansaço mental era mil vezes maior que o cansaço físico. Olhai para o corpo desfalecido e fiquei satisfeito com o resultado. Ajeitei minha roupa e pedi que meus homens depredassem o carro esporte dele, para que a cena lembrasse um assalto e me aproximei dele, falando baixo e com ênfase:
- Desapareça dessa cidade infeliz ou eu mesmo corto seu pau fora, esgano você e coloco seu corpo sem vida numa vala de beira de estrada. Nunca sujei minhas mãos de sangue, mas faço questão de fazer isto a você. Morrerá como um indigente e ninguém, ninguém jamais saberá o que realmente lhe aconteceu.
Ele me olhou e cuspiu sangue.
- E jamais se aproxime de minha mulher novamente ou de alguém da minha família! Vá para a Europa, suma, trabalhe com seu irmão, faça da sua vida a porra que quiser, mas nunca, nunca mais torne a cruzar o meu caminho outra vez.
- Vá para o inferno. Essa história ainda não acabou...
Todo quebrado e ainda mantinha a empáfia. Mas eu pude ver o medo brilhar em seus olhos quando Alec se aproximou dele mais uma vez.
- Vá você! E não faça com que eu me arrependa de ter te deixado vivo.
- Tem certeza patrão? Não quer mesmo acabar com isso de uma vez?
- Sim, — respondi encarando Félix.
Alec pensou em abrir a boca para retrucar, mas meu olhar de advertência fez com que se calasse.
- Quero que esse verme purulento volte para o esgoto de onde nunca deveria ter saído, olhe no espelho e lembre exatamente quem fez isso com ele.
- Odeio você Cullen...
Gemeu derrotado.
- Então empatamos! E se abrir sua boca nojenta, saiba que eu tenho um álibi perfeito para esta noite. Tanto eu com os rapazes estávamos usando luvas, então não haveria qualquer digital que pudesse nos ligar ao fato. E eu garanto que nos Estados Unidos você nunca mais voltará a lecionar outra vez.
Dei-lhe um olhar mordaz e saí, dando uma boa olhada no carro, satisfeito. Todos achariam que ele tinha sido vítima de assaltantes. Entrei em meu carro sem olhar para trás e dirigi de volta para casa. Minha mão latejava.
- Merda!
- Patrão, eu acho melhor passarmos num hospital para dar uma olhada na sua mão.
Falou James. Eu sabia que ele tinha razão e mudei minha rota para um hospital de bairro ali próximo. A violência naquela região era uma constante e nenhum médico iria me perguntar o que tinha acontecido. Cheguei em casa as quatro da manhã, com a mão engessada e passei direto para o escritório. Como eu previa a médica que me atendeu, me olhou de forma estranha, mas nada perguntou. Bati um Raio X numa sala pequena e fedida, que me fez torcer o nariz mas não reclamei. Segui para a sala de gesso com James sempre na minha sombra e notei os olhares que ele trocou com uma enfermeira ruiva. No crachá com o emblema do hospital estava escrito Victória. Sorri discretamente.
Fora o problema da mão eu permanecia ileso. Alec e James não tinham uma escoriação sequer. Agradeci aos profissionais que me atenderem e fiz uma nota mental de mandar uma generosa contribuição em dinheiro para aquele local. Nada de cheques ou nomes que pudesse vir a me comprometer.
Observei que havia várias crianças esperando atendimento médico ao longo de um apertado corredor. Choros abafados, mães exaustas e insones tentavam sem sucesso acalmar seus filhos. Na volta dei mil dólares a James e a Alec, quinhentos para cada um, de bonificação pelo servicinho extra e por manterem a boca fechada. Entreguei minhas luvas a Alec e pedi que queimasse os três pares. Eles agradeceram e disseram que estariam a sempre a minha disposição.
Abri a porta com cuidado para não acordar ninguém. Apesar de estar com a alma lavada, por ter dado uma bela lição no patife, eu me sentia sujo e não quis subir para o meu quarto e deitar com a minha esposa daquele jeito. Peguei uma garrafa de uísque que estava sobre a escrivaninha e bebi direto no gargalo, no melhor estilo cowboy. Eu tinha que me acalmar e tomar um bom banho antes de estar com Bella outra vez.
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PDV Isabella Swan.
Abri os olhos e senti com o se mil agulhas estivessem perfurando meu olhar. O dia havia amanhecido. Sentei na cama, lembrando os últimos acontecimentos, mas relaxei ao ver que Edward dormia a sono solto na poltrona grande. Sua roupa estava amarrotada. Ele trajava a mesma roupa da noite anterior. Seus sapatos espalhados pelo quarto, assim com as meias. Uma das mangas de sua camisa estava arregaçada e eu vi o gesso em sua mão. A roupa estava suja de poeira. Engoli em seco. Ele tinha encontrado Félix Volturi com toda certeza. Mordi o lábio inferior em expectativa. Nós precisávamos conversar esclarecer as coisas. Me ergui com calma e fui até a banheiro fazer minha higiene matinal. Não sei o que eu faria se ele tivesse tirado a vida daquele homem.
Toquei de leve em seu braço, mas ele não despertou. Então sacudi-o de leve e chamei-o.
- Edward.
Ele nem se mexeu. Senti o cheiro forte de álcool e meu estômago revirou. Me afastei um pouco e respirei fundo tentando sem sucesso controlar a náusea forte. Me virei rapidamente e corri para o banheiro, vomitando. Minutos depois senti os braços dele me segurando.
- Você não precisa ver isso.
Falei baixinho.
- Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, não lembra as palavras do padre?
Respondeu.
- Sim, mas...
- Mas nada. Eu estou aqui agora, amor. Só acho que preciso de um bom banho antes de conversar com você.
Olhei para ele e acariciei de leve o rosto escurecido pela sombra da barba que estava nascendo.
- Tudo bem. Vou esperar você na cama.
Os olhos dele brilharam. Edward beijou minha mão e ficou olhando eu me afastar. Fui até a cama e me acomodei, ouvindo o barulho do chuveiro. Vinte minutos depois ele entrava no quarto usando apenas uma toalha enrolada na cintura. Meu corpo reagiu, mas tratei de desviar os olhos e ignorar. Antes de qualquer coisa nós precisávamos ter uma boa conversa. Respirei fundo e comecei:
- O que aconteceu a noite passada?
Eu sabia a resposta, mas precisava que ele me falasse.
- Fui atrás daquele infeliz. Mas quero que você entenda que eu não te rejeitei Bella. Eu estava possesso e no furor da minha raiva tive medo que não conseguisse me controlar e acabasse por te magoar de alguma forma.
Ouvi atentamente e engoli em seco e tomei coragem para perguntar.
- Você o matou, Edward?
Falei num sussurro. Ele me fitou longamente antes de responder.
- Não, Bella. Mas não o fiz apenas por sua causa.
Um sentimento enorme de alívio me invadiu.
- Graças a Deus. Rezei a noite toda pedindo a Deus por isso. Implorando para que ele não deixasse que você fizesse uma burrada qualquer.
- Eu apenas dei alguns socos nas fuças dele, disse para que ele desaparecesse daqui e nunca mais tornasse a chegar perto de você outra vez. Também avisei que vou denunciá-lo.
Fui até ele e segurei a mão que estava sadia entre as minhas.
- Jura Edward?
- Sim carinho.
- Não aconteceu mais nada?
Questionei desconfiada.
- Acho que quebrei o nariz dele, pois também quebrei minha mão.
Respondeu me mostrando a mão engessada.
- E onde foi isso? Na Faculdade?
- Sim. Encontrei com ele no estacionamento do Campus.
- Alguém viu?
- Não. Já passava das oito da noite. Acho que ele foi um dos últimos a deixar o prédio ontem à noite.
- E depois?
Tornei a insistir.
- Ele levantou meio trôpego, andou até o carro e saiu cantando pneus.
Continuei fitando-o de forma interrogativa. Ele suspirou.
- James esteve comigo o tempo todo amor. Deixei claro que os dias dele como professor estão contados. Depois fui tomar um drinque para relaxar e voltei para casa.
Seu olhar era firme. Suspirei aliviada e o abracei. Ele retribuiu o abraço e ficamos ali juntinhos.
- Félix não tem a menor noção de que você gravou a conversa.
Concordei.
- Coloquei o celular no bolso do vestido. Ele não percebeu nada.
- E isso vai ser a nossa vitória.
De repente meu estômago roncou. Ele sorriu carinhoso.
- Está pretendendo matar o meu filho de fome?
Disse divertido.
- Claro que não. Mas a pesar da fome tenho que tomar cuidado com o que como, ou vou colocar tudo para fora depois.
- Contou para alguém?
- Não. Nem para papai.
Ele levantou e me trouxe junto.
- Bom vamos descer para comer alguma coisa e espalhar a boa notícia. Em poucos meses teremos um bebezinho nesta casa.
Sorri e o beijei satisfeita, concordando.
- Acho que Charlie vai ficar muito feliz com a notícia.
- Com toda certeza.
Notas finais
128. Bia_Twilight
129. M-giih
130. Lilly_Brandon
131. ImGleek
132. MrsSalling
133. Sandra Cristina Araujo
Valeu!!!!!!!!!!!!!
No próximo cap........
- Vamos ligar para os seus pais agora?
Falou me abraçando.
- Sim. Porque você não liga para Alice e para Rose.
Ela sorriu e concordou. Minutos depois já estavam todos cientes do pequeno Cullen que Bella carregava no ventre. Minha mãe chorava, emocionada. Alice gritou e Jasper arrancou o telefone de suas mãos assustado. Rose estava maravilhada com a novidade e Emmett como sempre não perdeu tempo em me atormentar com suas brincadeiras e piadinhas sacanas
- Muito bem mano. Fez tudo o que eu te ensinei e gozou direitinho. A lição de casa foi completa.
- Vai se ferrar!
Bradei disfarçando um sorriso.
- Está se saindo muito bem, Edward.
- Melhor que você, grandão.
Ele gargalhou.
- Uma porra! No dia que eu resolver engravidar a Rose, a gozada vai ser do caralho, viu? Pode apostar que serão no mínimo gêmeos.
Foi aminha vez de gargalhar.
Até Sábado meninas.
Beijos
Kiki
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