Casamento Imperfeito

12 Chapter 12: Por que nossa relação evoluiu pra isso?


Notas iniciais
oi!! finalmente apareci né??? n existe outro motivo pra eu não ter postado além da preguiça e falta de vergonha na cara mesmo. mas como ceis já devem saber, quando eu atraso capítulo vocês acabam por receber dois, e eu provavelmente vou postar o outro amanhã, ok? agora boa leitura!! ♥

Sarah

Depois de dançar com Klaus por quase uma hora, tirar fotos com ele e mais um monte de gente, partir o bolo, discursos chatos dos familiares, comer, comer e comer, eu já estava praticamente dormindo sobre o ombro dele, ouvindo a sua família e a minha conversarem sobre alguma coisa que não me interessava no momento. O paletó que ele me emprestou por causa do frio me esquentava e me dava mais sono ainda, principalmente porque estava com o cheiro de seu perfume, que me embriagava mais do que qualquer bebida que eu tivesse tomado.

Damon já tinha levado o restante de nossos empregados para seus devidos lares, sendo o único que não ingeriu bebida alcoólica e só tinha voltado pra festa porque tinha que deixar eu e Klaus em casa.

Ele dormia sobre qualquer mesa nesse momento.

— Quando vamos embora? — sussurrei no ouvido de Klaus, sonolenta. A festa estava quase no fim.

— Nós já vamos — responde, me dando um selinho. Esse menino anda meio abusado ultimamente.

Já dentro do carro, eu fui no banco de trás com ele, o abraçando e me colando ao seu corpo.

— Ainda acha que eu tô apaixonada pelo Damon? — perguntei contra sua bochecha, baixinho.

— Você disse que não, mas então por que não falou isso assim que eu tirei esse tipo de conclusão? — me encarou.

Sorri.

— Porque no início foi divertido te ver achando isso — admiti, encostando minha cabeça em seu peito. —, mas você ficou mais fechado e muito chateado — bocejei. —, então falei a verdade antes que se tornasse algo maior do que deveria. — me aconcheguei mais em seu corpo, fechando os olhos.

— Que monstrinho você é, hein — ri de suas palavras. — Vai dormir comigo hoje? — seus dedos mexiam em alguns fios de meu cabelo.

—- Você vai abusar de meu corpo enquanto eu estiver dormindo? — indaguei.

— Jamais faria algo tão cafajeste — havia sinceridade em sua voz. Sorri, aquela era apenas uma pergunta retórica de minha parte.

— Tudo bem então, dormirei com você.

Quando enfim chegamos, me despedi brevemente de Damon, avisando-o para tomar cuidado ao ir para casa.

— Só vou trocar de roupa e vou para seu quarto. — disse para Klaus enquanto subíamos as escadas.

No meu quarto, retirei o vestido e o pus no cabide, guardando-o no closet.

Tomei um banho quente, rápido, sem molhar o cabelo. Vestindo só um short fino, uma blusa larga e de dentes escovados, entrei em seu quarto.

— Oi — cumprimentei, fechando a porta.

— Desliga a luz, por favor. — pediu, semi deitado sobre a cama.

Desliguei o interruptor, a única luz existente agora era a de seu abajur, iluminando-o da barriga para cima. Me aproximei da cama e deitei ao seu lado, logo me aconchegando em seus braços. Eu estava estranhamente carente nessas últimas horas.

Ele não usava blusa alguma, me permitindo sentir seu corpo quente.

— Você tomou banho? — perguntei ao tocar seus cabelos úmidos.

— Sim. — afirmou, puxando minha mão de seus cabelos, beijando carinhosamente as costas desta. Corei com o carinho. — Vem, vamos descansar. — apagou a luz do abajur, escorregando pela cama até estarmos totalmente deitados, minha cabeça sobre seu peito, seus dedos fazendo um cafuné que me deixava tranquila e confortável.

Adormeci, inebriada com seus toques.

SK

Domingo sempre foi um dia péssimo, mas nada me deixou mais depressiva ao ouvir, em plena manhã enquanto tomava café que Rebekah, a irmã mais nova de Klaus, havia planejado um almoço com todos os irmãos num clube e claro que as esposas ou namoradas(os) deveriam ir também.

Sério que eu preciso ir? Questionei mentalmente pela décima vez, enquanto vestia meu biquíni preto. Coloquei um short jeans, uma blusa regata, chinelo nos pés e óculos escuros. Peguei uma bolsa para guardar um protetor solar, toalha, roupa reserva, creme de pele, shampoo, condicionador, sabonete líquido, desodorante, esse tipo de coisa.

— Vamos? — disse assim que terminei de descer as escadas, encontrando Klaus sentado sobre o sofá, mexendo no celular.

— Oi — parou de digitar, guardando o aparelho no bolso. —, vamos. — levantou.

Seguimos para a garagem para pegar o carro, e logo estávamos a caminho do tal clube, claramente sendo guiados pelo GPS. Fico me perguntando o que seria de Klaus sem um.

Quando chegamos ao local, percebi que não era pouca coisa. Inclusive parecia que tinha sido reservado apenas para nós naquele dia. Isso definitivamente entrou pra minha lista das vantagens de ser rico.

Cumprimentei todo mundo, tentando soar o mais simpática possível para causar boa impressão. Eu nunca tinha reparado que Rebekah era uma mulher tão linda – na verdade todo mundo era lindo naquela família, parecem aqueles modelos.

Semi deitada numa espreguiçadeira, observava o corpo das mulheres em especial. Rebekah tinha seios relativamente grandes, uma pele tão leitosa quanto a de Klaus, além de ter um sorriso lindo, verdadeira Barbie. Hayley possuía um corpo mais magro, não deixando de ser bela. Freya do mesmo jeito. O da Davina, a namorada de Kol que eu tinha conhecido hoje, era mais parecido com o meu, apesar das coxas dela aparentarem serem mais grossas e os seios menores que os meus.

Os homens não ficaram de sunga ainda, então não pude analisá-los.

Kol estava ajeitando as caixas de som pra sincronizar com a tevê. Quando terminou, Rebekah colocou alguma playlist dela do youtube.

— Nããão, troca essa música — pedia Kol para ela, abraçando o corpo de Davina por trás.

Ao longe, uma guerra de braço entre Elijah e Hayley.

Klaus conversava algum assunto com Freya e eu mexia em meu celular, observando as reações de algumas fujoshis sobre shotacon. Honestamente, só tenho nojo desse gênero e de quem defende esse tipo de coisa, parece que as pessoas não aprendem que não é só porque gostamos de algo problemático que devemos defendê-lo, e no caso, pessoas defendendo pedofilia escancarada.

Saí dos comentários antes que começasse a me sentir nervosa com aquela gente tóxica.

— Oi, o que tá vendo aí? — era Klaus, sentando na espreguiçadeira ao meu lado.

— Nada importante. — respondi, bloqueando a tela.

— Bem, que bom. — fez uma breve pausa. — O que acha de irmos pra piscina? — apontou para a dita cuja.

— Preguiça. — fechei os olhos. — Não que pareça uma má ideia, deixa só eu me preparar pra levantar. — pedi, fazendo-o rir.

— Só você mesmo, Sarah. — dei de ombros. Fiquei quieta por mais alguns minutos até tomar coragem e levantar. Tirei meu short e minha blusa, jogando as peças sobre a espreguiçadeira. — Vamos? — voltei-me para Klaus, que me observava de um jeito bem peculiar.

Homens, sempre iguais.

— Claro. — se ergueu, também retirando suas vestes.

— Você passou protetor solar? — perguntei, olhando com o cenho franzido suas pernas terrivelmente brancas. Ele deve ser do tipo que fica vermelho se exposto ao sol por muito tempo.

— Ainda não. — respondeu.

— Olha essas pernas que dá pra ver o sangue circulando de tão brancas. Pode passar protetor nisso aí.

— Não precisa, elas vão ficar dentro da água… — eu já tirava meu protetor da bolsa, jogando em sua direção.

Ele pegou por reflexo.

— Passa — mandei, cruzando os braços.

Ele pareceu consternado, mas depois suspirou, provavelmente enxergando que sou eu que mando nessa porra e que é melhor me obedecer. Passou pelas pernas, entretanto, eu ainda não estava satisfeita, então tomei o tubo de suas mãos e passei em seu rosto, pescoço, ombros, peito e barriga, nuca…

Quando estava espalhando o creme por suas costas, ouvi um barulho alto, pingos de água respingando em mim. Olhei para trás, vendo o fodido do Kol emergir na piscina com os cabelos sobre o rosto. Grr, odeio esse menino.

Ele nadou até se aproximar de onde a gente tava, parando na borda da piscina. Voltei a espalhar o protetor pelas costas de Klaus, logo ouvindo Kol comentar com seu deboche diário.

— Sendo cuidado que nem criança pela mulher, Nik? Que fofinho.

— Cala a boca, Kol — respondeu Klaus, se virando para o irmão enquanto revirava os olhos. Este apenas riu, saindo da água e correndo na direção de Davina. Coitada da menina.

Enquanto estava distraída vendo-a gritar e se debater com o abraço molhado de Kol, Klaus tomou o protetor de minhas mãos, pedindo para eu ficar de costas. Fiz o que ele pedia e logo suas mãos passavam por minhas costas lentamente, espalhando o creme de textura um tanto fria.

Fez o mesmo processo que eu, passando por todo canto de meu corpo, apesar de que eu não era tão branca quanto ele, então não era tão necessário. Lá se foi todo o meu protetor solar.

— Agora estamos prontos. — sorriu, me dando um selinho. Isso está se tornando um costume, hein. — Preparada, Sra. Mikaelson? — me pegou pelas pernas, erguendo-me no colo, com eu totalmente desprevenida.

— Ei! — exclamei, alerta com o que planejava. — Não ouse fazer isso, Klaus Mikaels… — cortei minha fala, PORQUE AQUELE IMBECIL CORREU ATÉ SALTAR COMIGO NA PISCINA.

Nossos corpos se afundaram na água e suas mãos deixaram meu corpo pelo impacto. Prendi a respiração rapidamente, emergindo na água. Joguei a cabeça para trás para retirar o cabelo de meu rosto, soltando o ar ruidosamente pela boca.

Abri os olhos, vendo Klaus à minha frente, rindo enquanto puxava o cabelo para trás com os dedos.

— Seu desgraçado! — joguei água em sua direção, raivosa. Ele tentou desviar, erroneamente, continuando a rir. — Para de rir, seu demônio! — joguei mais água nele.

— Não fica brava, neném — respondeu risonho, tentando se aproximar de onde eu estava. Continuei jogando água nele, mas mesmo assim a criatura persistia, vindo em minha direção.

— Neném o caralho — fechei a cara, cruzando os braços. — Sai, sai. — despachei-o com um sinal de mão, virando o rosto.

Ele prosseguiu mais uma vez, se aproximando ao ponto de sua respiração bater em minha bochecha.

— Não precisa fingir descontentamento, meu amor — beijou minha bochecha, carinhoso. Suspirei, sentindo seus dedos molhados pousarem em meu queixo, movendo-o delicadamente até eu estar a encará-lo olho a olho. Filho da puta charmoso do caralho, com essas íris azuis quem resiste? E ainda mais esses lábios que dão de dez à zero nos meus. Revoltante.

Ele estava prestes a me beijar, quando a voz de Rebekah se fez.

— Ei, os pombinhos aí! O almoço tá pronto, venham comer — salva pelo gongo, ou não. Desviei de Klaus, indo em direção à escada na borda da piscina.

Já fora, me enxuguei rapidamente com a toalha, olhando Klaus sair da água e fazer o mesmo, com a feição irritada por ter sido interrompido pela Rebekah. Eu que senti vontade de rir, desta vez.

Decidi colocar só um cardigã verde escuro por cima do biquíni e chamei por Klaus, que estava vestindo sua roupa.

— Vamos — ele entrelaçou seus dedos nos meus, me levando em direção à casa do clube. Estávamos prestes a entrar quando me puxou pela cintura, colando nossos corpos. — Antes de tudo… — olhava meus lábios com interesse, pousando os dedos de sua mão esquerda em minha nuca, empurrando-a em direção ao seu rosto e finalmente me beijando como provavelmente queria.

E era um beijo de tirar o fôlego, eu nem sabia para onde deveria movimentar minha boca, de tão guloso que ele estava. Pus minhas mãos em seus cabelos, fechando meus olhos e movimentando minha cabeça junto com a sua para facilitar, totalmente imersa nas sensações, com o coração batendo forte, minha barriga se remexendo ansiosamente.

Ele finalizou mordendo meu lábio inferior, bem devagar.

— O que foi isso? — murmurei após abrir as pálpebras, desnorteada.

— Um beijo, oras — acariciava meu rosto, sorrindo com os lábios inchados. — Agora podemos entrar. — puxou minha mão, seguindo para dentro da casa.

Franzi o cenho, me sentindo confusa. Tinha algo diferente em tudo aquilo, em seus atos e nos meus atos também. Claro que tinha, ele me beijava e eu deixava, até correspondia. Mas por que nossa relação evoluiu pra isso?

A não ser que…

Não, não, isso não pode estar acontecendo.

Será que eu e Klaus estamos fazendo isso porque… ai deuses, porque nós estamos… nos apaixonando?

Notas finais
ih será? shuasausua, só deus sabe dizer (mentira, sou eu mesmo). não tenho muito q falar (melhor, escrever). to sem vontade na verdade kskjskjs, digam aí o q acharam do cap, o q vai acontecer futuramente etc. enfim, espero que tenham gostado e é isso aí, com mta fé a gente se vê amanhã rs