Casamento Forçado
11 Casamento
Mônica
Acordei com os primeiros raios de sol invadindo o meu quarto. Olhei para o despertador e eram cinco e meia da manhã, desativei ele. Não tinha dormindo muito bem essa noite, eu estava nervosa. Levantei da minha confortável cama, ajeitei o meu pijama e me dirigi até a cozinha fazendo um café caprichado. Peguei uma caneca grande e coloquei o café dentro com um pouco de açúcar. Subi as escadas e abri a janela grande dando para a minha sacada me sentei na cadeira e observei a vista da cidade. Os primeiros raios de sol invadiam a cidade. Suspirei e tomei o meu café. Em que ponto minha vida chegou? Me casando com alguém que eu simplesmente odeio. Como toda garota sempre sonhei com o melhor dia da minha vida, alguém no altar que eu ame e que eu passe o resto da vida com ele.
Um pássaro pousou na grade de vidro da sacada fiquei observando ele, ele poderia ser livre voar por esses ares sem se preocupar com compromissos. Ele voou sumindo entre a imensidão do céu.
Fiquei terminando alguns trabalhos escolares que faltavam já que eu queria manter minha cabeça ocupada, terminei eram nove horas da manhã.
Fui tirada de meus pensamentos com um barulho irritante vindo do meu celular peguei ele e vi a mensagem da Magali.
Estou indo aí para te arrumar para o casamento.
Magali o casamento é só no final da tarde. — Respondi a mensagem
Você vai passar o dia no salão e eu vou com você. — Respondeu e eu revirei os olhos. Isso era realmente necessário?
Tá bom.
Fechei meu notebook e guardei ele dentro do meu quarto, tomei uma ducha rápida e me vesti. Fiquei vendo televisão na esperança do horário congelar e esse casamento não acontecer. A campainha tocou atendi e era a Magali, peguei a caixa do meu vestido e ela já estava com a caixa do vestido de madrinha dela.
Ansiosa? — Perguntou ela sorrindo
Nervosa. — Falei e fui para o carro e ela disse onde era o lugar. — Ah, um spa não. Só um salão de beleza já estava bom.
Não Mônica. — Falou ela me puxando do carro a fora.
Fotografo? — Falei olhando um cara com câmera. — Meus pais estão loucos? Parece que esse casamento é verdadeiro...
Só relaxa. — Fui para dentro e me levaram para uma banheira de hidromassagem , entrei dentro e bebi o champanhe. Aquilo estava bom, o fotografo começou a bater algumas fotos. Sério, meus pais estão delirando, não precisava disso tudo. Por mim nem casava na igreja porque Deus iria abençoar um casamento sem amor?
Um barulho na porta me despertou de meus pensamentos. Era uma mulher que me deu um roupão para eu sair da banheira, relutando eu sai daquela água quentinha, vesti o roupão, amarrei meu cabelo molhado em um coque e saí da sala.
Agora a massagem. — Falou a mulher me deitando na cama e eu revirei os olhos. A massagem acabou e eles praticadamente me empurraram para uma cadeira e uma mulher ficou fazendo a minha mão, outra com o meu pé, um homem começou a secar os meus cabelos e outro homem com a minha maquiagem.
Vesti o meu vestido de noiva, coloquei meus saltos brancos olhei meu reflexo no enorme espelho que pegava uma parede toda e ia até o chão. Meu cabelo estava preso em um coque e a minha franja estava solta na frente. Meus olhos estavam com sombra branca com preta e com um cílio postiço longo. O meu vestido estava longo, eu iria deixa-lo curto depois da valsa e eu estava usando uma luva branca.
~~~
DC
Estava no altar esperando a Mônica, já estava cansado. A igreja estava muito bem decorada. Minha mãe estava com um vestido azul longo no altar, a mãe da Mônica estava com um vestido verde longo. Estava observando a igreja quando todos se levantam de seus lugares e dirigiram suas atenções a enorme porta que foi aberta revelando duas crianças andando vestidos como noivo e noiva. Logo atrás estava meu irmão com a sua namorada e atrás a Magali com o Cascão. Depois dos padrinhos de casamento entraram na igreja e se posicionaram no altar a Mônica entrou com seu vestido longo na igreja segurando um boque de rosas vermelhas. Ela estava acompanhada de seu pai. Eles chegaram no altar e o pai da Mônica da a mão dela para mim segurar.
Cuida bem dela. — Falou ele e eu assenti, o padre começou a falar várias coisas que eu não estava prestando atenção me despertei quando ele falou aquelas palavras que mudariam nossas vidas por alguns meses.
... Do Contra aceita se casar com a Mônica Sousa? — Perguntou ele
Aceito. — Falei
Mônica aceita se casar com Do Contra? — Perguntou
Aceito. — Falou ela
Declaro vocês marido e mulher. Pode beijar a noiva. — Falou ele e eu me virei de frente para ela observando seu rosto me aproximei dela colando nossos lábios. Nos separamos e eu encarei seus olhos castanhos. É isso... Estávamos casados.
Fale com o autor