Casamento Forçado

12 Valsa dos noivos?


– Aceito. — Falou ela

– Declaro vocês marido e mulher. Pode beijar a noiva. — Falou ele e eu me virei de frente para ela observando seu rosto me aproximei dela colando nossos lábios. Nos separamos e eu encarei seus olhos castanhos. É isso... Estávamos casados.

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Duas semanas atrás

– Mônica! — Chamou o meu pai na porta do meu quarto.

– O que foi papai? — Falei sorrindo

– Hoje vou te levar para aprender a coreografia da valsa. — Falou ele sorrindo e eu revirei os olhos

– Não precisa disso tudo papai... — Falei

– Claro que sim, várias pessoas da empresa vão estar lá e precisa sair tudo perfeito. — Falou me pegando pela mão. — O DC já está lá te esperando.

Fui o caminho xingando mentalmente o meu pai por ter essa maldita empresa e por ela está falindo. Chegamos a uma acadêmia de dança, chegamos lá e eu fui para a sala onde o DC estava sentado mexendo no celular.

– Vejo que a noiva chegou. — Falou uma mulher com uma faixa de idade entre uns trinta e quarenta anos. — Vamos começar?

Ficamos uma tarde aprendendo uma valsa muito enjoativa, bem tradicional mesmo. O meu pai assistia orgulhoso a valsa, aquela era uma das partes mais importantes do casamento e nada poderia sair errado. Terminamos de ensaiar assim que decoramos todos os passos, meu pai foi pagar a aula e eu fiquei sozinha com o DC.

– Que coisa chata. — Falou ele. — Pensei que nunca acabaria.

– Eu acabo de ter uma ideia... — Falei com um sorriso malvado e ele me encarou- Vou precisar da sua ajuda.

– O que você vai fazer Mônica? — Perguntou ele

– Vai ser na hora da valsa. — Falei. — Um tipo de vingança por sermos obrigados a casar. — E comecei a contar para ele que concordou em fazer.

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Mônica

Saimos da igreja e fomos em direção a festa, agora a parte boa do casamento, a festa e a comida. Chegamos lá e fomos pegando os presentes de casamento. O salão estava impecável, a mesa do bolo estava cheia de flores. A entrada estava enfeitada com várias árvores. E na parte de trás que estava escondida que só iria abrir depois estava um tipo de boate onde iria acontecer a valsa.

– Já volto. — Sussurrei no ouvido do DC e ele assentiu e continuou conversando com os convidados. Pense Mônica onde será que está a caixa de som? O salão era realmente grande e eu estava com dificuldades para encontrar. Quando eu estava quase desistindo achei e coloquei meu pen-drive no notebook que estava conectado e substitui a música da valsa. Depois que carregou eu retirei o pen-drive e guardei indo em direção a entrada para receber os convidados.

– Tudo certo? — Sussurrou DC quando eu cheguei perto dele.

– Sim. — Falei. — Foi mais fácil do que eu imaginava.

Posamos para várias fotos com os padrinhos de casamento, convidados, nossos pais e amigos. Depois que todos os convidados saíram da igreja e já estavam aqui dentro da festa, fomos cortar o bolo, ele tinha três andares e era branco com flores brancas. Em cima estava os noivinhos que eu escolhi, quando o DC viu começou a rir.

– Nossa, que bela escolha. — Falou ele rindo

– Não pode se confiar em mim. — Falei dando de ombros, ele deixou eu escolher os noivinhos.

Cortamos o bolo e o pessoal começou a comer e a beber. Depois que a maioria terminou a porta da boate abriu umas onze horas da noite. Todos entraram e eu e o DC nos posicionamos no meio, seria a hora da valsa. Ainda bem que eu vou morar em outra casa se não meus pais iriam me matar, principalmente minha mãe.

( Valsa dos noivos — http://www.youtube.com/watch?v=6YhwOK8yuJo começa mesmo em 3:10 minutos )

A música começou a tocar e começamos a dançar a valsa normal, via nos rostos de meus pais alegria e felicidade, agora me arrependi da brincadeira que eu ia fazer, mas não tem mais volta. Quer saber? Eles deveriam se arrepender de me obrigar a casar e vai ser bom descontrair o clima mesmo. Depois de uns três minutos de música ela parou e todos ficaram com o semblante curioso, então eu me virei para o lado e duas meninas que eu já tinha combinado tiraram a minha enorme saia me deixando apenas com o vestido curto debaixo. Me dirigi para o meio de novo e o DC tirou o paletó ficando apenas com a camisa social, o colete e a gravata. Quando uma música animada começou a tocar todos começaram a gritar, menos os nossos pais mesmo. Seu Sousa me olhava como se fosse me matar, Dona Luísa diferente do que eu imaginava começou a rir, mas a mesma risada não foi compartilhada pela Dona Keiko a mãe dele que ficou com uma cara de tacho. Dei de ombros e comecei a dançar. Dançamos todas as músicas famosas que possam imaginar, dezoito no total. O pessoal da escola estavam gritando e assobiando muito, diferente de quando era a valsa normal. Quando a dança era junta com o DC eu sussurrei.

– Nossa a cara deles estão me dando medo. — Sussurrei para ele rindo

– Vamos ficar horas e horas ouvindo um sermão. — Falou ele e nos separamos de novo e continuamos com a coreografia. Na última que era amor de chocolate todas as pessoas começaram a dançar. Eu e ele começamos a rir quando uma tosse seca nos interrompe olhamos para o lado e vemos a Dona Keiko e o Seu Sousa.

– Estamos fritos. — Murmurou ele

– Super fritos. — Murmurei novamente

– Podemos conversa um pouquinho? — Falou o meu pai e eu assenti, eu e o DC seguimos eles calados. — Que palhaçada foi aquela? — Falou ele bravo e eu abaixei minha cabeça

– Vocês estão loucos? — Falou Keiko nervosa. — Todos os acionistas da empresa estavam no casamento e presenciaram essa ceninha que vocês fizeram.

– Por favor né? Vocês obrigam a gente a casar mesmo não nos amando. — Falei irritada e eles abaixaram a cabeça. — E ainda querem dar sermão para mim no meio dessa brincadeira de casamento. Com licença. — Falei puxando o DC pelo braço e fomos para a "boate". Comecei a pular e a balançar meu cabelo todos estavam dançando, aquilo estava super cheio.

– O que foi aquela valsa? — Falou a Denise. — Arrasou em gata? — Falou rindo e eu acompanhei. — Quero uma igual no meu casamento. — Falou ela se misturando no meio da galera.

Comecei a dançar quando a música Dj got us falling in love again começou a tocar, peguei um drink que o barman estava fazendo, comecei a dançar com o copo na mão e bebi tudo em um gole só. Depois comi o morango que estava em cima dele. Já tinha me esquecido que aquilo era um casamento e comecei a me divertir.

Depois de um tempo reuni todas as garotas solteiras.

– Três... Dois... Um — E joguei o meu buquê no alto e as meninas pularam no alto, o buquê acabou caindo no chão e as meninas se jogaram no chão para pegar, só que um cabeleira loira pegou. Revirou os olhos notando que era a Carmen... Essa menina me persegue? Aliás, o que ela faz aqui? Dei de ombros e voltei a dançar.

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Depois da festa

Depois que a festa terminou eu já estava exausta, eram quatro horas da manhã até que todos foram embora. Pegamos os presentes e colocamos no porta-malas e alguns foram soltos no banco traseiro. Dona Keiko foi dirigindo porque nós estávamos bêbados, não muito, mais não corremos o risco de dirigir bêbados.

– Chegamos. — Falou Keiko estacionando em uma casa nova, ela era linda. — Vou indo embora. — Ela estacionou o carro e foi andando para casa que era perto da nossa. Fui seguindo até a porta quando uma voz extremamente enjoativa atrapalha meus planos.

– DC! — Gritou Carmen e abraçou ele que envolveu a mão na cintura dela. Eu revirei os olhos, eu sei que não tínhamos realmente um relacionamento, mas eu estava casada com ele. Pelo menos não quero ter fama de corna. Saí dali para evitar ver aquela ceninha ridícula. Fiquei passeando pelo jardim vendo a grande piscina que tinha ali. Quando duas mãos tampam minha visão.

– Adivinha quem é? — Perguntou uma voz rouca

– O Brad Pitt? — Perguntei ironizando

– Quase acertou. — Falou ele e eu ri e ele destampou a minha visão e eu encarei ele. — Não vai abracar seu amado e querido amigo?

– Sim, cade a Magali ou o Cascão? — Ele riu e eu abracei ele forte. — Não te vi lá no casamento.

– Mas eu vi. — Falou ele sorrindo. — Que valsa foi aquela? Amei.

– Eu sei que sou demais. — Falei me gabando. — Que saudade que eu estava de você, nunca mais vá para outro país sem a minha permissão. — Ameacei

– Ta bom mamãe. — Falou revirando os olhos e eu abracei ele

– Atrapalho? — Perguntou o DC, esse garoto só atrapalhar. Bufei e me virei para encarar ele.

– Na verdade sim — Falei o DC bufou e me puxou pelo os abraços. — Vamos logo estou morrendo de sono

– Tchau. — Gritei para o Fabinho que mandou um beijo no ar para mim e foi indo embora. Puxei meu braço forte tirando de suas mãos. — Você só atrapalha minhas conversas com o sexo oposto. Eu tenho que me relacionar.

– Desculpe atrapalhar o casalzinho. — Falou ironizando e foi entrando dentro da nossa nova casa. É a primeira visita foi um total desastre. Nem quero pensar nos outros tortuosos meses que vamos passar aqui.