Casamento Forçado
1 Noite de Garotas
Nesse momento estou me escondendo atrás da Magali. Estamos vendo um filme de terror e o pior que está uma enorme tempestade lá fora.
– Vamos tirar esse filme! — Falei assustada. — Você sabe que eu não gosto desse tipo de filme.
– Deixa de ser medrosa Mônica. — Falou Magali rindo
– Sério... Já são uma hora da manhã. — Falei olhando meu despertador em meu criado-mudo. — Se não formos dormir agora amanhã na escola o terror vai ser a gente com enorme olheiras.
– Esta bem, esta bem. — Falou Magali se levantando da cama e desligando a televisão.
– Boa noite Magali. — Falei assim que ela se deitou na cama.
– Boa noite Mônica. — Falou desligando o abajur.
9 anos atrás
Estávamos sentados em uma enorme mesa de jantar. Eu estava do lado de minha mãe Dona Luísa, ela tem 35 anos, cabelos negros curtos e lisos e tem um corpo de dar inveja em qualquer adolescente por ai.
Na ponta da mesa estava meu pai. Ele tem 40 anos, com cabelos negros bem arrumados e com os olhos mais negros que seu cabelo.
Em minha frente estava Do Contra entretido em seu celular, nem parecia se importar com a conversa que estávamos tendo aqui.
Em seu lado estava Dona Keiko sua mãe. Com cabelos negros curtos e lisos, olhos bem pretos e puxados por ser descendente de japoneses.
– Fale alguma coisa filha. — Falou Dona Luísa me fitando com seus olhos pretos receosos de minha reação.
– Mãe! Eu tenho apenas 8 anos! — Falei exaltada — O que quer que eu fale sobre isso? Eu sou totalmente contra!
– Filha... — Falou minha mãe.
– A questão não é querer. — Falou meu pai se levantando de sua cadeira e apoiando as duas mãos na mesa. — Se não quiser morar debaixo da ponte acho bom você ser de acordo. A nossa empresa está indo de mal a pior, temos dinheiro apenas para alguns anos.
– Isso mesmo, vamos esperar vocês completarem 17 anos. — Falou Keiko tirando o celular de DC que bufou e revirou os olhos. — E então irão se casar.
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– Mônica?! — Falou alguém preocupado. — MÔNICA!
Dei um pulo na cama e respirando fortemente. Desde aquele maldito dia eu fico lembrando e relembrando esse dia que está quase chegando.
– O que aconteceu Mônica? — Perguntou Magali preocupada. — Você está pálida.
– Eu estava tendo um pesadelo sobre meu casamento com o Do Contra. — Falei quase em um sussurro. — Eu não quero me casar com ele. Essa não foi a vida que eu planejei para mim.
– Calma! Seus pais não falaram que era temporário? — Falou Magali fazendo carinho em meus cabelos. — É só esperar esse pequeno tempo passar e você poderá ficar com o Cebola novamente.
– E se ele cansar de me esperar? — Perguntei fechando os olhos fortemente.
– Então ele não te merece. — Falou Magali. — Vem, vamos beber uma água com açúcar para você se acalmar e voltar a dormir. — Falou puxando minha mão.
Estávamos andando até a porta de meu quarto quando vejo uma coisa que chama minha atenção na janela.
– Olha ali na janela. — Falei cutucando a Magali, ela olhou em direção a janela e arregalou suas órbitas carameladas e colocou a mão na boca.
– Que pouca vergonha! — Falou ela totalmente chocada.
Realmente era uma pouca vergonha. Minha casa é do lado da casa do DC e a janela do meu quarto era de frente a janela do quarto dele.
– E-e-essa é a Carmen? — Perguntou Magali ainda assustada.
– Sim, é ela. — Confirmei
Do Contra estava tirando a camiseta de Carmen enquanto beijava ela. Ela estava apenas com um Short que dava de ver o útero dela. Ele distribui beijos e chupões no pescoço.
– Se lembra quando o DC colocou laxante na minha bebida na última reunião de família e eu passei o dia inteiro no banheiro? — Perguntei e Magali começou a rir e confirmou. — Eu já sei como vou me vingar dele.
Fui em direção ao meu criado-mudo e puxei meu Iphone 5 e discando o número da Keiko, minha "querida sogrinha".
– O que você está fazendo Mônica? — Perguntou ela confusa e eu fiz sinal para ela esperar.
– Alô? — Perguntou uma voz sonolenta
– Alô?! Keiko! — Falei fingindo preocupação. — Eu estou vendo uns vultos estranhos vindos do quarto do Do Contra, eu acho que pode ser um ladrão ou um estuprador. — Falei fingindo estar chorando e Magali olhou para mim com um olhar de reprovação. — Por favor Keiko! Meu noivo!
– Já estou indo! — Falou preocupada e desligou.
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– Mônica! Sua louca! — Falou Magali se segurando para não rir. — Que coisa feia.
– Shiu... — Coloquei o dedo na boca em sinal de silêncio. — Agora vamos assistir ao show. — Falei abrindo mais a cortina.
Começamos a olhar o quarto do DC, quando a mãe dele apareceu com uma frigideira em mãos e falou.
– DC, Querido... — Assim que viu Carmen a sua expressão de preocupação mudou para raiva. — QUEM É ESSA VADIA?
– C-c-calma mãe. — Falou DC então Nimbus apareceu na porta segurando uma vassoura quando viu a situação se segurou para não rir.
– SABIA QUE ELE É NOIVO? — Falou Keiko tomada pelo ódio. — UMA MULHER QUE SE DE AO RESPEITO NÃO ABRE AS PERNAS PARA HOMENS COMPROMISSADOS.
Carmen vestiu a sua blusa rapidamente e saiu correndo do quarto.
Mônica sorriu satisfeita e fechou a cortina. Ela e Magali foram dormir rindo.
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Fui despertada de meu sono com um barulho irritante, comecei a bater no criado-mudo tentando achar o bendito despertador e não achei. Me levantei da cama murmurando muitos palavrões e desligou o despertador.
– Vamos Magali acorde. — Falou Mônica e Magali abriu seus olhos caramelados olhando ela. — Bom dia.
– Bom dia. — Falou Magali com a voz rouca por causa do sono.
– Use o banheiro do corredor. — Falei jogando uma toalha para ela. — Meus pais usam o banheiro da suite.
Fui em direção ao banheiro coloquei a banheira para encher, me despi e tomei um relaxante banho.
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Estava terminando de passar meu gloss quando a Magali entra no quarto.
– Vamos? — Perguntou ela.
– Sim. — Falei a fitando.
Magali estava linda, usava uma blusa cinza comportada e um short curto rosa com um cinto preto, combinando com seu colar e suas pulseiras. Seus cabelos estavam caindo pelos seus ombros em perfeitos cachos.
– Você está linda Mônica. — Falou ela vendo minha roupa.
Eu estava usando uma camiseta preta de ombro caído com uma caveira branca, um short curto desfiado e uma bota preta de cano curto. Meu cabelo estava liso e eu usava um lápis preto não muito marcado e rímel.
– Vamos antes de nos atrasarmos. — Falei a ela.
Descemos as escadas chegando a cozinha encontrando minha mãe sentada comendo panquecas com mel por cima e meu pai lendo um jornal. Típica família americana.
– Olá meninas. — Falou Dona Luísa. — Vem tomar um café.
– Não dá tempo! — Falei dando um beijo em sua testa. — Estamos atrasadas, mas vamos levar esses cappuccinos.
Entramos em meu carro, ganhei quando completei dezesseis anos, um carro conversível com cor vinho. Coloquei meu cappuccino no porta-copos, coloquei meu cinto de segurança e Magali fez o mesmo. Liguei o rádio e fomos cantarolando músicas aleatórias.
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Avistei o prédio da escola e estacionei o carro em uma vaga livre. Tirei meu cinto de segurança e peguei os copos vazios e joguei em uma lixeira.
– Temos apenas cinco minutos para cruzar a escola, pegar os livros e subir o segundo andar para a aula de espanhol. — Magali disse e eu fiz uma careta.
– Temos que nos apressar. — Falei puxando Magali pelo braço.
Assim que entramos na escola fomos correndo pelos corredores vazios, fomos em nossos armários o meu é do lado do dela. Quando abri uma tinta azul atingiu em cheio meu rosto.
– QUEM FOI O FILHO DA PUTA? — Gritei enfurecida e Magali me olhou com os olhos arregalados enquanto eu tentava tirar a tinta de meus olhos.
– Olá noivinha, isso foi por me defender do estuprador ontem a noite. — Falou DC Sarcástico — Obrigado.
– VOCÊ ME PAGA! — Falei gritando e escutei ele rindo indo em direção a sala de espanhol.
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