Casamento Forçado
34 Epílogo
4 anos depois...
Monique
Eram seis horas da tarde e eu estava na frente do espelho vendo o meu reflexo.
O último instante de solteira.
Isso me deixava um pouco nervosa.
Olhei-me dos pés a cabeça no espelho a procura de algum errinho. Tinha que estar tudo perfeito.
Ajeitei meus cabelos ruivos tirando alguns fios que caíram no meu rosto.
Ajeitei a saia do meu vestido de noiva tirando qualquer imperfeição.
– Já está pronta, Nick? — Perguntou alguém, me virei e vi a Mônica entrando no meu quarto de mãos dadas com a filha dela.
– Titia! — Falou ela indo me abraçar e eu me agachei pegando ela no colo e comecei a dar vários e vários beijos estalado em sua bochecha. — Para, tia. — Falou ela rindo e eu coloquei ela no chão de novo.
Emily tem a cor dos cabelos iguais da mãe e os olhos negros igual do pai. Ela é uma graça, muito linda. Estava usando um vestido preto e uma sandália da mesma cor.
– Como estou? — Perguntei desfilando no quarto e dando uma voltinha no final.
– A noiva mais linda do mundo. — Falou ela sorrindo. — Depois de mim, claro.
– Acho que não, hein? — Falei brincando.
– Agora vamos! Estamos atrasadas, Nick. — Falou a Mônica enquanto mexia no tecido de seu vestido azul. — O Cê já deve estar arrancando os cabelos de nervosismo .
– Então vamos, não quero um marido careca. — Falei pegando o meu buque de rosas em cima da cama.
Fui até o carro e entrei nele com um pouco de dificuldade por causa do vestido.
– Filha, você está linda. — Falou meu pai.
– Obrigada, pai. — Falei.
– Eu vou no carro com meus pais. — Falou a Mônica fechando a porta. — Nos encontramos lá.
Fiquei encarando a paisagem através da janela. Na igreja eu teria que entrar com o meu pai. Mas, afinal, quem é realmente meu pai?
Suspirei e encarei pelo espelho o meu pai de criação. Ele me criou, me deu carinho, amor e os brinquedos que eu queria.
Mas o meu pai biológico perdeu todos esses momentos graças a Annie. Eu não acho certo o que ela fez, mas se ela não tivesse feito isso contra mim, nunca teria conhecido meu pai de coração.
Estou confusa e muito nervosa.
O que eu faço?
– Chegamos, filha. — Falou meu pai abrindo a minha porta. Levei um susto, eu estava desligada. Peguei a mão dele e fui em direção a porta.
– Filha! — Falou Luísa vindo em minha direção junto com o Seu Sousa. — Você está linda, maravilhosa.
– Obrigada. — Falei sorrindo.
– Bom, desculpe atrapalhar, mas já está na hora. — Falou meu pai e a Luísa lançou um olhar mortal para ele que foi retribuído da mesma forma. Esses dois não vão se acertar nunca?
– Vem pai. — Falei sorrindo.
– Qual deles? — Falou Seu Sousa.
– Os dois. — Falei entrelaçando meus braços nos dois. Escutei a música tocar e as madrinhas entraram, as damas de honra...
Entrei na igreja e fui caminhando junto de Johnny e Seu Sousa pelo tapete vermelho. No fim daquele longo caminho avistei o Cê. Sorri abertamente ao ver ele, o homem da minha vida.
Olhei para os convidados e vi algumas pessoas da minha escola. Mas uma que me chamou a atenção foi a Magali com toda a sua família, inclusive o seu pai, ela parecia muito feliz com o seu filho e seu marido do lado.
Olhei para o outro lado e vi a Carmen de mãos dadas com o Titi. Eu fiquei muito feliz quando recebi a noticia do namoro deles há mais ou menos um ano. Assim ela iria parar de investir em um relacionamento que não daria em nada. É só olhar para a minha irmã e meu cunhado que veriam que o amor deles é enorme e não acabaria com essas intrigazinhas provocadas por ela.
Cheguei no altar e dei meu buque para a Mônica que estava ali com o DC.
Fui até a minha posição e o padre começou a falar.
– Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Baptismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos... — Começou a falar, depois de um momento não prestei mas a atenção em nada que ele falava, só fiquei observando o sorriso dele. Era perfeito. Parece que todos os seus traços eram feito nos mínimos detalhes. Os olhos, o nariz, os lábios...
– Cebola e Monique, viestes aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo? — Falou o padre.
– Sim. — Falamos juntos, em perfeita sincronia.
Eu levantei a mão direita e uni com a dele.
– Eu Cebola, recebo-te por minha esposa a ti Monique, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. — Falou ele.
– Eu Monique, recebo-te por minha esposa a ti Cebola, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. — Repeti as mesmas palavras.
– Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e se digne enriquecer-vos com a sua bênção. Não separe o homem o que Deus uniu. — Falou ele. Finalmente, estávamos casados.
Quando eu falava com os convidados eu vi uma pessoa que eu achei que nunca mas veria. Minha mãe.
– Honey! — Falou Annie me abraçando. — Filha, que saudades!
– Oi mãe. — Falei sorrindo, fiquei feliz que ela veio para o meu casamento.
– N-nick eu vim para te pedir desculpas por tudo. — Falou ela. — Não era a minha intenção e...
– Eu já te perdoei a muito tempo. — Falei.
– Como? Se alguém fizesse isso comigo, eu nunca perdoaria. — Falou ela olhando para baixo.
– Eu não guardo rancor. — Falei abraçando ela.
Agora sim a minha vida está completa.
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