– Você não vai escapar tão fácil de mim. — Sussurrou o Rubens em meu ouvido me fazendo arrepiar.

– Pode me soltar por favor? — Falei

– Te vejo na aula de reforço. — Falou ele saindo. Droga! Tinha me esqueci dessa merda de aula de reforço. Respirei fundo e continuei o meu trajeto até a sala de Química.

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Mônica

Depois de um tedioso dia de aula almocei com a minha família na casa de meus avós, que saudades eu tava deles. Passamos o dia inteiro lá e voltamos para casa de noite. Tomei um relaxante banho e coloquei minha lingerie e me deitei na cama e adormeci.

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Acordei com um barulho vindo da sacada do meu quarto, me assustei dando um pulo na cama. Senti que meu coração ia sair pela boca. Olhei para o meu despertador e eram quatro horas da manhã.

– Mônica abre aqui. — Falou uma voz que eu logo reconheci, DC , apenas revirei os olhos e abri a janela entrando na sacada. Eu adorava aquela parte do meu quarto, dava para ver a cidade quase toda.

– Você tá maluco? São quatro horas da manhã. — Falei brava. — Você não gosta de viver? Gosta de passear de ambulância? Ou gosta de viver sua vida perigosamente? — Falei chegando perto dele e ele arregalou os olhos.

– Primeiro... — Falou ele colando o dedo no meu lábio me fazendo parar de falar. — Feliz aniversário. — Falou ele me abraçando eu não sabia o que fazer e apenas envolvi os meus braços nas costas dele. Ele me entregou uma caixa grande, me sentei em um puff e abri a caixa puxando um lindo vestido.

– Obrigada! — Falei abraçando ele e dando um beijo na sua testa.

– Vou indo. — Falou ele saindo pela escada que tinha na minha sacada. — Aliás você fica bem de branco. — Falou sorrindo malicioso daí eu me toquei que eu estava apenas de lingerie. Fiquei mais vermelha que um pimentão e entrei dentro do quarto e fechei a janela. Guardei delicadamente meu vestido no closet. Me deitei com um sorriso bobo no rosto. Hei... Porque estou sorrindo? Tirei esses pensamentos da minha cabeça e voltei a dormir.

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Estava dormindo enrolada em meu aconchegante cobertor.

– PODE ACORDAR! — Falou uma voz feminina e minha coberta foi puxada

– Me deixa dormir. — Falei baixinho tentando achar a minha coberta, uma missão falha. Me levantei bufando e vi a Magali levantada me esperando.

– Hoje é o seu dia. — Falou batendo palmas. Eu apenas revirei os olhos como ela poderia estar feliz com um desastre desse? Depois do meu aniversário eu e o DC iriamos casar. Eu não estou preparada fisicamente e psicologicamente para esse evento. Peguei uma toalha enchi minha banheira joguei sais de banho, me despi e entrei na água. O contato do meu corpo com a água relaxou todos os meus músculos. Por um momento esqueci de tudo que estava acontecendo comigo, fechei meus olhos e fiquei curtindo meus últimos momentos de paz.

– Você morreu ai dentro? — Gritou a Magali batendo freneticamente na porta. Bufei e tomei uma ducha rápida, me sequei e vesti minha lingerie saindo do banheiro. — Aleluia irmãos! — Falou Magali fazendo eu me sentar na cadeira. Ela secou meus cabelos, colocou um aplique grande e alisou meus cabelos com a chapinha. Me virou e fez minha maquiagem.

– Agora a roupa. — Falou ela correndo até o closet e depois de um tempo saiu lá com o vestido do DC. — Esse vestido é perfeito.

– O DC que me deu. — Falei pegando ele e vestindo o mesmo.

– É perfeito. — Falou ela sorrindo. — Se não fosse essas brigas vocês formariam um belo casal.

– Ah por favor Magali. — Falei revirando os olhos. — Nem em sonhos. Quer dizer... Pesadelos. — Calcei meus saltos brancos e me olhei no espelho adorando o resultado.

– Vai combinar com o meu presente. — Falou a Magali tirando uma delicada caixa de sua bolsa. Peguei e abri delicadamente revelando um colar delicado com um pingente de coroa. Coloquei em mim e adorei o resultado.

– Agora sim estou pronta. — Falei respirando fundo e saindo pela porta. — Ele é lindo obrigada Maga. — Falei abraçando ela desci as escadas e todos os olhares dos convidados vieram até mim, eu corei com isso. A decoração estava simplesmente linda. Fiquei cumprimentando todos os convidados e pegando os presentes. Minha prima me abraçou e eu retribui e peguei o presente dela e coloquei na caixa que estava os outros.

– Tem espaço para mais um presente? — Falou uma voz rouca e eu arregalei os olhos me virei e abri um sorriso largo.

– Fabinho! — Gritei e abracei ele forte.

– Ai sua gorda, vai me esmagar. — Falou ele tentando sair do meu abraço mais eu apertei mais forte e depois soltei. — Como é bom voltar a respirar. — Falou ele e eu ri

– O que você está fazendo aqui? — Perguntei. — Não estava em Paris?

– Estava, terminei meu intercâmbio e soube que a minha amiga faz aniversário e resolvi fazer uma visita. — Falou me entregando uma caixa. — Espero que goste. Trouxe lá de Paris. — Abri a caixa e tirei uma miniatura da Torre Eiffel .

– Que lindo! — Falei e dei um beijo na bochecha dele. — Que saudades que eu estava de você... — Dei outro abraço

– Vou sair de perto antes que você quebre a minha coluna vertebral inteira. — Falou saindo dali e eu gargalhei.

– Vi que o Fabio voltou. — Falou meu pai. — Você ficou muito mal com a ia dele a Paris, deu para matar as saudades?

– Sim... — Falei alegre. — Meu dia não poderia estar melhor. — Falei sorrindo

Fui em direção ao jardim e comecei a andar entre as flores e árvores, cheguei perto da piscina e vi uma cena que eu preferia não ter visto. O DC estava se pegando com a Carmen, quem convidou essa nojenta mesmo? Sorri e resolvi me vingar do balconista gato que ele me fez perder. Cheguei perto dele que agora escutava a Carmen falar.

– Oi amor. — Falei e dei um selinho nele e a Carmen me olhou com raiva. — Vamos para a festa. — Falei puxando ele sem ter tempo de ele protestar.

– O que foi isso? — Falou ele quando já estávamos longe da piscina

– Minha vingança. — Falei. — Os seguranças já tiraram a penetra da festa não se preocupe. — Falei sorrindo cínica e fui para a festa. O Cebola estava lá e me deu o presente e me beijou. Já estava anoitecendo e as luzes se apagaram e começou uma espécie de balada. A maioria das pessoas já estavam bêbadas, eu também aproveitei e comecei a beber muito. Depois de um tempo as pessoas estavam indo embora completamente bêbadas. Eu já estava tonta e não conseguia andar direito, alguém me pegou no colo e subiu as escadas comigo.

– Quem diria eu cuidando da minha querida noiva. — Falou cínico e percebi que era o DC. — Vai tomar um banho.

– Você não manda em mim. — Falei embolado ele me pegou e colocou nos seus ombros e me carregou até o banheiro tirou o meu vestido e praticamente me jogou na ducha e ligou na água fria e um arrepio pegou meu corpo inteiro. — Tá fria. — Falei já recuperando um pouco a minha consciência.

– Deveria pensar nisso antes de beber todas na festa. — Falou e eu bufei

– Ta bom papai. — Falei irônica pegando uma toalha. — Vai me deixar me trocar ou vai ficar aqui vendo? — Falei com ironia

– A segunda opção parece tentadora. — Falou e eu fuzilei ele com o olhar. — Estou saindo. — Falou ele levantando as mãos em sinal de rendição. Vesti outra lingerie e peguei uma camisa do meu pai que ficava um pouco acima de meus joelhos. Olhei no relógio e já eram cinco horas da manhã, estou exausta. Abri a porta do meu quarto e vi o DC dormindo na minha cama, garoto folgado. Me deitei do lado dele com a missão de acorda-lo mais desisti da ideia quando vi ele igual um anjo dormindo, peguei o cobertor e tampei nós dois e adormeci abraçada com ele.