Notas iniciais
DESCULPEM PELA DEMORA, ESTAVA COM AS IDEIAS UM POUCO FRACAS.
Mas esta ai espero que gostem.

“Como aquele garoto lindo que beijei, há uns sete anos atrás tenha se transformado em um homem lindo, rico e ainda para completar, Duque. E eu sonhei tanto em encontrá-lo. Sonhava que quando esse dia chegasse, ele se apaixonaria por mim e casaríamos. Mas hoje nesse dia tão esperado, vejo o quanto os sonhos são apenas sonhos. Duque Fredward Benson. Seu amor por mim, nunca me pareceu tão impossível de acontecer como agora. Primeiro por ele ser um duque e muito rico. Segundo, por ser um homem libertino e avesso ao casamento. Terceiro, ele jamais me amará.”

- boa noite, senhorita Puckett. Acho que é minha vez de dançar com a senhorita. – disse o rapaz loiro dos olhos verdes na sua frente.

- oh... Sim, claro. – disse Sam sorrindo. – Senhor Nevel Pepperman, certo? – perguntou Sam enquanto colocava a mão no braço do barão.

- sim.

Dançavam valsa, quando o Barão Perpperman resolveu quebrar o silêncio.

- a senhorita é a mais bela deste baile, se me permite dizer, e é uma honra dançar uma valsa com a senhorita.

- obrigada pelo elogio, senhor Peperman.

- aceitaria meu convite para passearmos um dia desses no Hyde Park, senhorita Puckett?

- sim aceito, depois mande um bilhete marcando.

- obrigado por aceitar meu convite.

Apesar do Barão Nevel Pepperman, ter uma barriga um pouco avantajada, Sam começava considerá-lo um bom candidato. Ele estava se mostrando respeitoso e interessado por ela, e pelo que ouvira tinha vinte quatro e uma situação financeira estável.

“como aquela loira ficara ainda mais linda. Ficara com um corpo curvilíneo capaz de deixar qualquer homem louco de desejo de tocá-lo e beijá-lo por inteiro. Que vontade de entrelaçar os dedos entre aqueles cabelos e sentir a maciez deles. Mas não posso aquela garota estar aqui em busca de um marido e não de um amante, que é a única coisa que pode oferecê-la." Freddie pensava enquanto via Sam dançando com o Barão
Perppeman.

- olá, Vossa Graça! – disse a viúva Mandy Winner deslizando
as pontas dos dedos pelo braço do duque. – Que surpresa lhe encontrar aqui. O
que me faz questionar sua presença.

- é... Meu amigo o visconde Prentice me convenceu a acompanhá-lo. – respondeu Freddie secamente.

- hum... Por um momento pensei que estivesse à procura de uma esposa...

- Acho difícil disto acontecer.

- isso é ótimo para nós, não acha. E por falar nisso, senti sua falta esta ultima semana querido. – disse senhora Winner, fazendo beicinho.

- Estive muito ocupado com negócios, ultimamente.

Freddie na verdade estava fugindo da viúva. Pois nos últimos tempos começou a se mostrar muito possessiva em relação ao duque e pedir números grandes de dinheiro. O que o estava incomodando e muito.

- aceita acompanhar-me em um volta pelo salão, querido? – perguntou Mandy, se prostrando ao lado de Freddie, que não teve como dizer não.

Enquanto terminava a volta pelo salão e já estava de saco
cheio das reclamações de Mandy, Freddie avistou Sam, que já terminara de
dançar, conversando com o barão em um canto do salão. E sorria.

“Como ela conversava e sorria para um homem que acabara de conhecer. Enquanto com ele, ela só falava palavras sarcásticas e o ignorava. ’’ Pensou Freddie sentindo-se incomodado com a amizade de Sam com o Barão. Estavam anunciando a ultima valsa e Freddie mais que depressa se livrou da Senhora Winner.

Sam ria de algum comentário feito pelo barão, quando ouviu
uma voz que estava começando a lhe soar familiar.

- Com licença, senhor Pepperman,sinto em interrompê-los, mas tenho uma valsa marcada com a senhorita Puckett. – disse Freddie sério e oferecendo a mão para Sam.

- com licença- disse Sam sorrindo para o barão e recebendo um inclinar de cabeça se afastou. Aceitando a mão de Freddie sem olhá-lo, caminharam em silencio para a pista de dança.

Apesar de não olhá-lo, Sam sentiu um arrepio com o toque de suas mãos. Mas o pior ainda estava por vim. Quando ele colocou as mãos em sua cintura e puxando-a para mais perto, que dava para sentir o calor das pernas dele. Sam sentiu que segurava o ar devido ao contato, e quando o soltou fez um barulho ruidoso.

- está se sentindo bem, senhorita?

- sim, estou bem. – respondeu Sam, séria. Ela também percebeu
que ele estava muito sério.

Após um momento de silêncio, Freddie resolveu perguntar:

- Então o Barão já é um pretendente?

- não entendi a sua pergunta.

- perguntei se o Barão já é um candidato a noivo.

- não vejo como isso seja de seu interesse, mas mesmo assim irei responder. Sim, ele é.

Freddie sentiu-se um pouco nervoso com a resposta dela, mas não soube explicar para si mesmo o motivo, e mesmo assim queria saber mais.

- e o que você acha, gostou dele?

- eu gostei muito da companhia dele, e se ele me pedir em casamento, por que não aceitar? – Sam percebeu cada reação dele às suas respostas, ele ficara cada vez mais com o corpo rígido e sério. E estava gostando da brincadeira, então continuou. – não acha Vossa Graça?

- talvez devesse, conhece-lo um pouco mais, antes de aceitar qualquer pedido.

- depois que casarmos, iremos ter muito tempo para nos conhecermos.

- mas depois de casados pode descobrir coisas horríveis sobre o marido e não terá como voltar atrás. – insistiu Freddie.

- talvez...

- mas tenho certeza que o homem que casar com a senhorita, será o mais feliz e sortudo deste mundo. – Freddie disse lhe olhando intensamente nos olhos, o que fez Sam enrubescer imediatamente e baixar a cabeça.

- acho lindo quando suas bochechas ficam rosadas assim. – disse Freddie lhe sorrindo.

- o que pretende com esses elogios, senhor Benson? Pois fique sabendo que não consiguirá me seduzir como faz com suas amantes. – disse Sam lhe encarando furiosa.

- pode ter certeza senhorita, que eu jamais tenha seduzido uma donzela virgem, e não pretendo começar agora. – disse-lhe Freddie sorrindo de lado, o que a fez ficar mais irritada.

- desculpe-me em lhe dizer, mas o senhor é uma pessoa extremamente irritante senhor Fredward Benson.

- agora você acha. Mas há uns sete anos atrás sua boca não disse isso. Pelo contrário respondeu-me em um beijo doce, se bem me recordo. – Freddie sorriu-lhe com os olhos fixos em sua boca.

- A música acabou e tia Rosemary, deve estar a minha espera, com licença Vossa Graça.

Sam fez uma mesura e se retirou rapidamente sem lhe dar chance de falar. Estava muito nervosa com o rumo que a conversa tomara. E sentia-se uma pessoa horrível por um dia ter beijado aquele homem desprezível.

Sam logo encontrou a senhora Rosemary Jenkies com sua prima, despediram-se de alguns conhecidos e foram para casa. Enquanto se dirigiam a residência Sam ouvia os acontecidos com sua prima Carly.