Casamento Arranjado - A história que se repete
1 Um dia como outro qualquer (ou não)
Notas iniciais
Alguns anos se passaram, várias coisas haviam mudado afinal 15 anos se passaram desde o nascimento de Roberta. Rafaela e Felipe estavam felizes tinham certeza que deram e continuam dando uma boa educação a sua filha. Será mesmo? Pais sempre tão prepotentes, mesmo achando que estão fazendo bem acabam deixando a desejar, confundem amor com educação familiar e isto pode ter certeza os filhos não aprendem na escola.
Meu nome é Roberta Vargas moro com meus pais, eles são um tanto “caretas” e ao mesmo tempo “liberais”, nunca entendo o que eles querem, estudo no colégio Miguel de Cervantes, admito que não gosto muito dessa escola é cheia de mauricinhos idiotas e patricinhas plastificadas. Enfim essa é minha vida sem graça e sem sal.
—Filha você esta atrasada, anda desce logo- gritava Rafaela da cozinha.
—Ai já estou descendo mamãezinha – disse em tom de ironia
— Não fale assim com sua mãe Roberta- advertiu Felipe
— Ah paizinho ate você- sim estou provocando ha ha adoro.
—Roberta, hoje sua tia Aline vira jantar conosco — disse calmamente rafa.
— Mãezinha sabe o que é, vou dormir na casa do meu namorado hoje- disse sorrindo.
— O QUE? – Disseram embasbacados.
—Fui estou atrasada-disse mandando um beijo no ar para os dois.
Sai correndo antes que eles me parassem para explicar o lance de dormir na casa do “meu namorado”. Ok, ele nem existe, mas darei qualquer desculpa para não estar presente neste jantar, sabe amo a tia Aline só que não suporto o filho dela ele é um cretino, o pior é que minha mãe me colocou na mesma escola que aquele troglodita, fico imaginando como não o expulsaram ainda, está bem não preciso pensar muito, os pais dele pagam muito bem para que o suporte. Recobrei-me dos meus pensamentos e fui andando ate a escola mesmo estava um tanto sedentária precisava caminhar um pouco. Logo avistei Diego com a sua turminha em cima do meu armário parece que faz de propósito, ai como eu odeio aquele menino, se eu não fosse de Jesus juro que matava ele.
— Oh imbecil da pra tirar seu corpo imundo da frente do meu armário. – disse toda debochada.
— Ui, ela está nervosinha. — disse o babaca do Lucca.
—Você vai ver a nervosinha na sua cara daqui a pouco. – disse indo pra cima.
— Ei relaxa ai Robertinha, já estou saindo. – disse Diego.
— Ah Dieguinho, não deveria ter me chamado assim. – disse enfurecida.
—Ah é? Porque não? – disse Diego provocando.
— Ih galera vamos indo, isso ai vai render. — disse Lucca indo embora levando o resto da cambada.
— Não me provoque Dieguinho. – Disse planejando minha vingança.
Logo ouvi o diretor vindo.
—Pessoal vamos entrando para a sala- disse dispersando um grupo de alunos.
Olhei para o Diego, seria hoje que começaria minha vingança contra aquele babaca, ou pelo contrário não me chamaria Roberta Vargas.
— Está ferrado- disse sorrindo maleficamente.
— O que vai gritar para o diretor? – disse duvidando do tal ato.
—Melhor- agarrei o troglodita e o beijei ferozmente quando percebi que o senhor diretor percebeu a cena e que o Diego estava correspondendo “tentei” me soltar e gritar. –Me solta Diego, não me beija, sai.
—O que esta acontecendo aqui? Posso saber? – disse o diretor Schultz enfurecido.
—Ele me agarrou diretor- disse num choro de crocodilo.
— É mentira senhor- disse ele tentando se defender.
— Parem os dois, direto para a diretoria, AGORA!. – disse o senhor Schultz bravo.
Fomos andando em silêncio nada daquilo podia dar errado, assim que entramos me recordei de como aquela sala me dava arrepios, logo deixei de lado meus pensamentos infantis e fui surpreendida pela voz firme do diretor.
— Vocês de novo? Não cansam disso, o que aconteceu desta vez? — perguntou o senhor Schultz olhando fixamente os dois.
—Simplesmente o Diego me agarrou senhor Schultz, esse menino e um tarado, tentou abusar de mim. – disse tentando me defender.
— Não foi isso senhor- num tom de nervosismo – acredita em mim por favor.
— Ainda não me disseram o que realmente ocorreu em detalhes – disse em duvida.
— Eu já disse diretor querido, foi ele. – Já estava ficando preocupada.
O diretor era um cara bem maneiro, mas as vezes ele me parecia um sargento do exercito brasileiro, talvez eu esteja exagerando, mas se aproxima disso. Ele nos olhava com um olhar critico e de que nenhum de nós dois iria se safar e isso sim me dava medo. Hey Roberta, medo não existe no teu dicionário, foco, por favor, foco.
— Pois bem – disse o velho pensativo – Diego vou te suspender por 2 dias.
— O que? Não pode fazer isso, eu não fiz nada. – disse o Diego indignado com tal decisão. — Meus pais vão me matar, droga!
— Posso fazer nada, você a agarrou e isso é errado, somos uma escola tradicional, temos que zelar pelos bons modos. – disse paciente o diretor. – A senhorita Vargas esta dispensada, pode voltar à aula.
— Obrigada Diretor querido – Disse sorridente, ai como a vingança e doce – Com licença!
— Pode ir também. -Diretor disse ao Diego!
Sai dali, sorridente e o melhor vitoriosa, eu avisei a ele para nunca cruzar o meu caminho, aquilo e apenas uma amostra grátis do que eu pretendo fazer com ele, ai como eu estou malvada hoje. Continuei andando normalmente como se nada tivesse acontecido imersa em meus pensamentos um tanto vadio e maléfico até que senti um puxão de um ogro no meu braço, tinha que ser aquele animal, troglodita, tosco e energúmeno.
— Vai ter volta sua vadia – disse com os olhos em chamas. – Se prepara.
— Estou morrendo de medo Sherek... Ops Dieguinho – disse debochando do tal.
Consegui me soltar dele e fui para minha sala, era impressionante como a fofoca corria solta naquele colégio, naquele instante todos já sabiam do “Beijo Roubado”, tentei me esquivar daquilo mais era impossível, ate o professor de física curioso me perguntou e o pior que tive que responder para ele, pensei que pelo menos da Nina iria escapar mais nem ela deixou.
— Vaca, conta tudo, como assim você beijou seu primo? – Disse a bocuda da nina Gritando.
— O.M.G eles são primos. – Gritou uma fofoqueira da sala agora sim a putaria estava formada.
— Obrigada Nina por anunciar no Jornal Nacional. – não contive a patada era demais para mim.
Precisava sair dali o mais rápido possível antes que fosse chamada de vitima de incesto, eu deveria imaginar que aquilo iria acontecer, mas enfim, Diego de fato não e meu primo nem aqui nem na china, minha mãe e a tia Aline são primas de terceiro grau, mas como a convivência com a tia foi intensa e não tinha do que chamar acabei a chamando de tia mesmo. As duas foram obrigadas a se casar com homens que de inicio não amavam, mas com o passar do tempo tudo mudou minha tia se apaixonou pelo tio Fernando e minha mãe pelo meu pai, destes relacionamentos nasceu eu e Diego, portanto mesmo com um teste de DNA nosso parentesco sanguíneo é simplesmente inexistente, mais vai dizer isso para este povo fofoqueiro, ninguém vai acreditar, como diz o ditado mais grotesco de todos “ O ovo saiu pela culatra”.
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