Casamento Arranjado?
11 Capítulo 11 - Mudanças
Notas iniciais
Estou muito feliz por atingirmos a meta de 60 comentários!!! O/
Agradeço a todos que comentaram e favoritaram até agora, fico muito feliz em respondê-los ♥!!!
Vamos chegar aos 100!!!!!
Aqui está o capitulo, boa noite e boa leitura!!
Casamento Arranjado? – Capítulo 11 – Mudanças
Domingo, 23 de Junho, 00h10min
Eu ainda corria. Quer dizer, eu parei quando entrei no táxi, mas quando cheguei no meu apartamento eu corri muito. Ainda estava pensando nas coisas estranhas que aconteceram.
1 ) Eu fui levada ao apartamento do Kaito.
2) Eu acabei encontrando a Meiko no salão de entrada do Kaito, sem saber o por que dela estar ali.
3 ) Kaito quase a machucara dizendo que era pra ela se afastar de mim.
4 ) Kaito viera correndo atrás de mim, pedindo pra ficar.
Então, já foram acontecimentos estranhos demais pra mim por um dia. Sem falar que a festa da Meiko foi ontem, e a terrível notícia do casamento na sexta-feira.
Preciso de um descanso, por isso estou correndo que nem uma louca, altas horas da noite no prédio. Quando abri a porta, dei de cara com Rin e Luka deitadas uma em cada sofá assistindo TV. Quando fechei a porta com força elas deram um pulo do sofá e olharam pra mim.
- Miku! – Disseram juntas, saindo dos sofás e pulando pra cima de mim com um monte de perguntas.
- Miku, o que o Kaito fez com você?! Ele tentou alguma coisa contra você?!
- Ele te machucou?! Se ele tiver feito algo de ruim eu acabo com a raça dele!
- Ei, calam vocês duas! Tem muita coisa pra contar! Sentem-se primeiro!
Elas pararam de perguntar, mas resmungaram com alguns murmúrios. Elas se sentaram no sofá grande, dando espaço pra eu sentar no meio, mas como eu sou esperta, sentei na poltrona, sozinha. Ora, se eu sentasse no meio delas aconteceria a mesma coisa de quando eu entrei.
Comecei a contar, mas antes pedi que elas ficassem quietas. Elas ouviram tudo atentas, e quando Rin ia falar uma coisa (de mal, obviamente) Luka logo tampava a boca dela, mexendo de leve a cabeça pra eu continuar.
Quando terminei as duas se entreolharam e Luka colocou as mãos na cabeça, massageando as têmporas.
- Deixa que eu conto... A Meiko também apareceu aqui também, não sei como... E aí a Rin quase pulou em cima dela...
- O que também aconteceu. – Afirmou Rin, como se estivesse orgulhosa disso.
- Quieta. – Suspirou e continuou – Pedi pra conversarmos em paz, e foi o que quase aconteceu. Ela perguntou onde estava o Kaito e tal, e essa coisa loira praticamente te entregou pra ela, dizendo que não ia contar. Começaram a discutir e a Rin meteu um gancho de direita nela.
- I win, bitch!
- Rin, Por que você é tão violenta?
- Eu sou assim, sei lá. – E deu de ombros, como se realmente não se importasse com isso.
- Estou cansada... Vou tomar um banho e depois ir dormir.
- A gente te acompanha. – disseram juntas.
Fomos pro quarto, elas já se deitando nos futons* grandes delas, em seguida ligando a TV. Aqui no Japão é verão em Junho, então peguei um pijama mais simples no closet e fui para o banheiro. Como já estava tarde optei pelo Box mesmo. Tirei a roupa e coloquei no cesto, em seguida ligando o chuveiro com água um pouco mais fria. Era isso que eu precisava: um banho gelado pra tirar essas coisas da cabeça.
Como meu cabelo estava um pouco mais curto (cortei até a cintura, 1º por que estamos no verão e 2º por que eu não quis cortar menor) entrei com o meu corpo todo embaixo debaixo do chuveiro. Foi muito relaxante também.
Depois de algum tempo saí do banho e logo coloquei a roupa. Saí do quarto e notei que elas ainda dormiram, com a TV ligada em um volume baixo. Passei por elas, tirei o controle da mão dormente da Luka e coloquei na estante, passei por Rin e até diria que ela é muito fofa, se quando acordasse fosse igual a um monstro de sete cabeças.
Andei rápido até a cama e me deitei de braços abertos, aproveitando a sensação de que aquele dia finalmente acabou.
* * *
Acordei de sobressalto. Meu celular estava tocando, e eu tinha deixado no banheiro, mais precisamente junto com a roupa suja. É eu tinha esquecido.
Tomei cuidado quando passei por elas, e consegui chegar no banheiro, fechando a porta pra não fazer barulho e pegando o telefone e atendendo seja lá quem fosse.
- Moshi, Moshi?
- Miku?
- Mamami!
- Ohayo querida. Como vai?
- Vou bem, com um pouco de sono.
- Miku, são 11h45. Você sempre foi de acordar cedo, o que houve? – Disse preocupada.
NANI?! 11h45?! Eu dormi muito!! Baka-Miku... Pensei em contar sobre a notícia que o Kaito dera noite passada, pra ver se era mesmo verdade.
- Kaito pediu pra eu ir com ele no apartamento, dizendo que tinha que me contar uma coisa a respeito do casamento.
- E o que ele disse?
- Ele disse que o casamento vai ser adiado pra três meses! – disse empolgada – Não é ótimo.
- Miku, receio que essa notícia está um pouco... Distorcida.
- Nani? – Perguntei sem entender nada.
- Vocês vão se casar nas férias de Julho, mês que vem.
No. No...
NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!
MALDITO ALIEN PERVERTIDO DO ALÉM!!!! ELE ME ENGANOU!!! QUE ÓDIO!!!
Internamente gritava, mas por fora eu não consegui emitir nenhum som. Aquela informação foi um choque pra mim. Paralisada deixei o celular cair no cesto de roupa.
- Miku? Miku?! Responda por favor! Miku! – Minha mãe perguntava sem parar por mim, mas eu fiquei parada.
Ouvi a chamada ser encerrada, e olhei pro espelho da pia. Eu estava HORRÍVEL. Meus cabelos estavam um nó só, estava muito pálida e com olheiras profundas. É, eu estava parecendo uma morta-viva, isso sim. Só faltava grunhir e andar devagar, a procura de cérebros.
Até comeria o dele, se não fosse tão pequeno e inútil...
Suspirei e lavei o rosto, tentando acordar daquele terrível pesadelo. Mas o pior era descobrir que era real. Totalmente real. Eu iria me CASAR em poucas semanas. E só estou no 3º Ano do Ensino Médio!! Eu não podia recusar me casar, porque:
1 – Minha família precisa desse casamento, e eles são tudo pra mim. Simplesmente não posso deixar todo o sacrifício da família ir por água abaixo.
2 – Iria desonrar minha família se eu não casasse. Honra é tudo para o meu pai.
3 – Eu sou filha única, agora. E o Akaito, irmão do Kaito, já era casado.
A triste verdade é que meu irmão, Mikuo, morreu em um acidente de carro há dois anos. Pra me proteger de uma batida de um caminhão desgovernado no meio da chuva. Lembro daqueles lábios que me davam boa-noite na bochecha antes de dormir, sussurrando: Eu te amo, baixinha. Eu era 3 anos mais nova.
Éramos muito ligados um ao outro, e foi muito difícil superar sua morte, como pra mamãe e papai. Precisei fazer meses com acompanhamento psicológico, e quase fui internada por não comer nada direito, até comecei a beber. Nesse tempo, Kaito se separou de mim.
Já fomos melhores amigos antes do acidente. Não desgrudávamos um do outro, nas reuniões em família sempre estávamos juntos. Parecíamos casados na época, éramos: Juntos na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza (isso nunca, até agora), e na saúde e na doença.
Irônico. Quando pequenos, queríamos nos casar, e agora como adultos não.
Depois do acidente, ele se afastou de mim. Ficou com a Meiko. Nutri ódio por ele, e nunca mais nos falamos até o casamento.
Agora eu simplesmente terei que casar com ele.
Decidi afastar esses pensamentos da cabeça, não iriam ajudar em nada no meu stress matinal. E nem estou de TPM.
Fiz toda higiene matinal de um domingo. Ou seja, quase nada. Fiz o básico e deixei meu rosto do jeito que tava. Peguei meu celular e saí do banheiro, vi que as duas estavam acordadas, mas ainda meio sonolentas.
- Miku, que cara é essa? – Perguntou Luka, esfregando os olhos.
- É cara pálida. Literalmente. O que aconteceu?
- Cara de quem vai casar mês que vem. – Disse fria, curta e grossa.
Elas demoraram um pouco pra absorver a notícia, vai ver estavam meio grogues... E me joguei na cama, que nem na noite anterior.
- AHN?! O QUE VOCÊ DISSE?!
- REPETE CARA PÁLIDA!!
- Eu. Vou. Me. Casar. Com. O. Kaito. No. Mês. Que. Vem. – Disse pausadamente com a cara no travesseiro.
- Como assim?! O Kaito disse que vocês se casariam daqui a três meses! – Luka falou incrédula.
- Explica isso direito, cara pálida.
- Pois é. Minha mãe acabou de ligar dizendo que está tarde, e eu acabei falando que o Kaito disse que o casamento iria ser daqui a três meses, ou seja, em Setembro, mas ela disse que seria no próximo mês.
- Não creio!! Como ele pode fazer isso?!
- Ele é um baka, Miku...
- E agora, o que eu faço? – Me virei pra cima na cama, encontrando o teto branco.
- Vai lá e esfrega na cara dele que tava errado!
- Mas Rin, ele provavelmente sabe disso, é que ele quis tirar algo da Miku. – Afirmou Luka.
- Humm, sei o que ele quer tirar! – Disse Rin totalmente maliciosa.
- Cala a boca, sua loira oxigenada... – Falei.
Ficamos em silêncio até Luka se levantar do futon dela e começar a arrumar as coisas. Eu e Rin ficamos apenas olhando-a, e depois de um tempo ela disse:
- Não vai ajudar em nada ficarmos paradas, então se levantem e recuperem o ânimo, sabem que dia é hoje?
- Ahh não...
- Dia de estudar pras últimas provas. – Coloquei o travesseiro no rosto, extremamente entediada.
- Depois de estudar teremos bastante tempo pra fazermos o que quiser. Eu termino de ler aquele livro que comprei essa semana e vocês vão jogar no WiiU, Playstation 4 ou sei lá mais o que. Feito?
- Feito... – Dissemos juntas, eu e Rin, sem ânimo.
Sabe aquele sentimento estranho que você tem do nada, e na verdade você sabe o que é, mas esqueceu? Ahh é!! A aposta.
- Peraí! Tem a aposta!
- É, eu ganhei. – Gabou-se Rin, fazendo pose.
- Fiquei com 50% feito. – Luka disse, dobrando o cobertor.
- Ei! Você prometeu que contaria o que aconteceu entre você e o Kaito na festa! – Rin perguntou (afirmou), colocando os cotovelos na lateral da cama e o rosto em cima das mãos, de olhos atentos.
- É verdade! – Exclamou Luka, colocou o cobertor no chão e fez o mesmo que Rin. Ambas estavam com olhos enormes, brilhantes de curiosidade.
- É, bem... Acabamos tendo um acidente.
- Que tipo de acidente? – Rin perguntou maliciosa.
- Ele caiu em cima de mim.
- E... – Incentivou Luka.
- Acabou caindo bem aqui. – Apontei para a região do peito – E ele disse que eram macios! – Fiquei vermelha. De raiva e vergonha.
Então acabou em silêncio, com Luka de boca aberta e a Rin pensativa.
- Teve a queda amortecida. – Respondeu simplesmente. Levantando e indo em direção a mala preta.
Foi então que agi conscientemente. Peguei meu travesseiro e joguei em cima dela. Acertei bem em cheio na cabeça dela, quase a derrubando. Comecei a ri histericamente, e Luka acompanhou.
Ela se virou e jogou o meu travesseiro em cima de mim, batendo na minha barriga, e jogou e travesseiro dela em cima da Luka, que parou de rir, ao contrário de mim e Rin estava com um sorriso no rosto.
Luka tirou o travesseiro da cara e seu rosto estava com uma feição malvada de dar medo. Eu e Rin nos entreolhamos, caladas. Acabamos de ativar o lado sombrio de Luka.
Posso resumir tudo em uma simples e feia palavra realística: Fudeu.
- E que a sorte esteja sempre a seu favor. – Disse a frase de seu livro favorito, Jogos Vorazes. Agora sim ferrou! Levantou a face sombria, com munições (travesseiros e almofadas).
E foi ali, no meio daquela guerra de travesseiros que quase perdi meus dentes. Rin quase quebrou a cara e Luka acabou com metade da minha mobília.
* * *
Depois de algumas horas de estudo e arrumação do meu quarto, fomos na cozinha tomar café da manhã-almoçar, e depois estudar. Luka tirou a maioria das minhas dúvidas de português (ela é ótima nessa matéria, porém sou mais ou menos), Rin tirou as de História e Geografia, e eu tirei as dúvidas de matemática pra elas. Lindo final feliz...
Passamos as próximas jogando e lendo(Luka), e quando deu a hora de ir embora, eu disse:
- Ahhh, ainda não ta cedo pra ir embora? – Eram sete da noite, mas já estava meio escuro.
- Temos que voltar pra casa, arrumar o material e tomar banho, e jantar com nossos pais.
- É, minha mãe ligou dizendo que eu tenho visitas importantes em casa. E já estou atrasada.
- Eu tenho que pegar carona com ela, foi mal Miku.
Acompanhei-as até o estacionamento, depois me despedi de cada uma com um grande abraço, acenando enquanto elas iam embora.
Subi até o meu apartamento, com pensamentos diversos. Demorei apenas alguns minutos, visto que ninguém apertou o botão do elevador do andar. Devem estar com suas famílias em casa, descansando. Pensar em família já me deixa com raiva, por que em breve terei uma, com aquele maldito, irritante, metido, ignorante, alien pervertido!
Soquei a parede do elevador, e ele parou. Ai meu Kami-sama, será que eu quebrei o elevador?! Não, não, eu tenho um punho forte, mas nunca quebraria um elevador, a não ser que eu fosse uma lutadora de luta livre e...
Peraí. Eu estou pensando besteiras ridículas por causa dele?! Não, não, vou logo tomar um banho gelado. As portas do elevador se abriram, dando de cara com aquela linda e enorme cobertura que ganhei da aniversário de 18 anos. É, a minha família pode, hahaha.
Porém, minha felicidade acabou quando vi uma pessoa de costas, e logo se virou.
Ahh não!!
- Kaito?
Acabei de perceber que aquele maldito alien pervertido também invadia apartamentos.
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