Notas iniciais
Mais um cap ^^ Espero que gostem *-*

“Oh como eu adoro Você
Levantando para Você, nunca senti tão real
Oh como eu tenho sede por você
Levantando para Você, nunca senti tão real
Oh como eu adoro Você
O caminho, você me faz sentir
Levantando para Você, nunca senti tão real”

- Eu dei um olhar para Elliot. Desesperada. Com o coração quase saindo pela boca. Tinha que fazer algo.

- “Está tudo bem” eu disse confortando-a. Nós nos olhamos, naquele clima, tudo o que importava era nós. Sabiamos que não havia maneira.

- “Sorry.” Eu disse. Não hávia saida, não havia maneira. As lágrimas querendo sair, teimosas.

- Eu fechei os olhos, como que se consentisse com o que estava por vir.

- Eu dei mais uma olhada, tinha que tomar uma decisão.

- Foi quando ouvimos um tiro.

- O atirador de Elite havia atingido Guitano certeiro.

- “Suspeito no chão, mova-se!” ele disse lá de cima. Eu ainda estava surpreso, sem saber o que fazer, as emoçoes muito recentes.

- Lágrimas escorriam pelos meus olhos. Nós haviamos passado por algo muito grande. Muito significativo.

- Eu olhei-a nos olhos, depois desviei. Depois nos fitamos.

- Como se dissessemos tudo com o olhar. Sempre foi assim.

- Enquanto os policias conversavam, eu ouvi uma voz de garota. “Quietos!” ordenei.

- Ouvimos os gritos da menina e a achamos dentro de uma caixa. Levamo-na para o hospital.

“O amanhecer está quebrando
Uma luz está brilhando
Você está mal acordando
E eu estou enroscado em você
Sim”

- “A boa notícia é que eles gastaram muito tempo fugindo” eu disse saindo do quarto da menina e parando em pé perto de Elliot. “E ele não teve tempo o suficiente para fazer lesões graves no corpo dela.”

- “Como é que ela está? Mentalmente?” eu perguntei.

- “Ela diz que não se lembra, então... Iremos ver.”

- “Eu chamei o pai.” Eu disse desviando o rosto. “Ele está vindo”.

- Eu andei e sentei-me ao lado dele. Estava cançada.

“Bem eu estou aberto, você está fechada
Onde eu sigo, você irá
Eu me preocupo que não verei seu rosto
Iluminado novamente”

- Eu pensei um pouco, olhei para ela e disse: “Se o atirador não tivesse atirado, eu sei que você tinha atirado nele, Olívia.”

- Eu olhei para ele, com a voz embargada dizendo: “Não, não teria.” Eu estava realmente magoada, indignada! “Você realmente esperava que eu fizesse isso?”

- Não podia continuar encarando-a, então desviei o olhar.

- E eu continuei, incrédula: “Você realmente acha que eu seria a culpada pela sua morte?” e então continuei, ainda espantada: “E seus filhos?”

- “Eu não sei” eu disse, muito confuso. “Eu só não consigo tirar o menino da minha cabeça.”

- Eu desviei o olhar. Decepcionada. Não sabendo o que pensar. E disse quase em um sussurro: “E quanto a mim?”

“Até mesmo o melhor cai algum dia
Até mesmo as palavras erradas parecem rimar
Fora da dúvida que enche minha mente
Eu acho de alguma maneira
Você e eu colidimos”

- “Olhe, nós nos escolhemos um ao outro no trabalho. Eu nunca vou permitir que isso aconteça novamente.” Eu só não queria misturar as coisas. Confundir mais do que já estava confuso. Eu a olhei de canto de olho, e voltei a falar: “Caso contrário... Não poderemos ser parceiros.”

- Eu o olhei espantada. Aquilo era... Inacreditável. “Não posso acreditar que você está dizendo isso.” Sentimentos á flor da pele.

- “Você e esse trabalho são as coisas mais importantes para mim.” Eu disse, olhando para a frente. Não poderia encará-la. Não agora com o que eu dizia. “Eu não suportaria se acabasse.”

- Eu fitava o vazio. As suas palavras retumbando em minha mente.

- “Eu não consigo entender.” Eu disse levantando e saindo dali.

“Eu estou quieto, você sabe
Você deixa uma primeira impressão
Eu me assustei por saber que sempre estou em sua mente”

- E eu fiquei lá, sentada, calada. Com as lágrimas que teimavam em querer cair. Sem querer acreditar no que eu tinha ouvido. Noite de muitas revelações.

Eles acabaram de falar e olharam em volta. Todos tinham lágrimas nos olhos, alguns até enxugavam na barra das mangas.

- Acho que emocionamos, não? – Ell disse ironico.

- Provável. – Liv o olhou profundamente nos olhos e disse: — Naquela noite...

- O que tem?

- Você realmente acreditou que eu atiraria?

- Sinceramente? – ela fez que sim com a cabeça. – Não.

- Hum. – lágrimas brotaram em seus olhos.

- Mas... Por que você não atirou? – ele disse aprofundando-se nos doces olhos cor de chocolate dela.

- Por que? Bom, por vários motivos. Pelo mesmo motivo que eu me preocupo com você. Pelo mesmo motivo que eu rio com você. Pelo mesmo motivo que eu choro por você. Pelo mesmo motivo que nós trabalhamos juntos á 10 anos. Pelo mesmo motivo que eu não consigo controlar meus sentimentos. Pelo mesmo motivo que eu daria a minha vida por você.