Casalzinho Meigo: Rola ou não Rola?
15 Capítulo 15
Notas iniciais
- Flash In –
- Cap, eu quero ir infiltrada para este caso, na prisão feminina. – dizia Liv em frente á mesa do Cap.
- Por Deu, não Liv! Você enlouqueceu?
- Eu já fui infiltrada uma vez, porque não agora?
- Liv, você não sabe como é lá! É um universo totalmente diferente do seu!
- Eu sou boa policial!
- Isso não tem nada haver! Lá você passará por coisas que você nunca imaginou!
- Eu consigo. E não adianta discutir, quando eu resolvo, não tem volta.
- Eu sei disso. O que eu posso fazer? – ele deu um suspiro e olhou-a, muito mais com um olhar paterno e carinhoso do que com o de chefe. – Vá falar com o Huang sobre a psicologia e faça um perfil falso.
- Obrigada Cap. – ela saiu da sala dele e foi falar com o Huang. Recebeu uma identidade falsa, e foi condenada a prisão. Eles colocaram o Fin como um dos policiais e o Elliot como advogado dela, ninguém mais sabia sua real identidade.
E o Huang passou todas as informações:
- Liv, lá você não terá nenhuma privacidade. Você será como qualquer outra prisioneira, ou seja, uma qualquer. Não poderá usar sua autoridade como detetive, e nem terá a proteção que geralmente usamos. Tome cuidado, você poderá sofrer, ver e ouvir coisas que nunca passaram pela sua cabeça.
E mesmo depois de tudo isso, ela foi.
Foi julgada e entrou no carro junto com as presas. Vestia roupas velhas e sujas, o cabelo despenteado. Desceu na prisão, e a primeira coisa que elas faziam era tomar banho e trocar de roupa. Liv tirou sua roupa, cobrindo os seios com as mãos e olhando para os lados, nunca havia feito aquilo. As outras pareciam nem se importar, com se aquilo fosse coisa do dia-a-dia. Entrou no chuveiro, que fechava com uma pequena porta e ligou a torneira. Teve um arrepio quando aquela água gelada caiu em seu corpo, quase como um choque. Estava acostumada a banhos quentes.
Depois, todas foram para a revista antes de serem trancafiadas. Uma por uma, os policiais as revistavam, e na vez de Olívia...
Ela ficou de costas com as pernas abertas, com um policial em forma á apalpando, e dizendo em seu ouvido:
- Alguém andou malhando... — e apertou sua bunda. Bastou apenas isso, para que o instinto de detetive dela, que ninguém a tocava, aflorar novamente e a fazer esquecer seu papel. Virou-se rápido, prendendo o pescoço do cara com o braço.
- Diga agora! – ela disse. Mas logo um policial bateu nela com um cassetete a fazendo cair no chão, com o braço sangrando. Seu espanto foi enorme quando viu quem era: Fin. Mas ali ele também representava. Ela foi levada para a enfermeira dali, e a moça mãe da menina fora morta um tempo antes. Mas mesmo assim, ela continuou.
Estava fazendo muita baderna dentro da prisão, e aquilo não agradava os policiais. Fazia as revoltas, e em uma das vezes...
- Quem foi que começou? – perguntou o mesmo policial que implicara com ela na primeira vez.
- Aquela ali. – apontou o outro policial para Liv.
- Agora ela vai ver com quem ela está mexendo. – ele foi andando na direção de Liv. – Hey, é você que está causando todo esse tumulto, não é? Um tempo na solitária vai fazer você ficar mansinha.
- Mas...
- Calada. – ele a algemou e foi a empurrando para o fundo da prisão, somente os dois.
- Mas, eu não faço mais, juro! Me desculpe.
- Essa etapa do processo já passou. Agora o nível é outro.
- A solitária é para o outro lado.
- Eu sei. Mas você não vai para lá. Entre aí. – ele a empurrou para um local e fechou aporta, trancando-a. Liv viu um colchão alto, e sua imaginação corria rápido. Não, não era possível. Seu pior pesadelo virar realidade?
- Quietinha! – ela começou a se debater.
- Me larga! – ele a tacou em cima do colchão.
- Você é uma cadelinha gostosa! – ele disse já abaixando as calças.
- Não me toque seu imundo! – ela o arranhou no rosto e virou-se para o lado descendo do colchão, e começou a correr. Ele, tentando levantar as calças para ir atrás dela, ficou mais lento.
- Sua filha da mãe!
O terror estampado no rosto de Liv. Ela suava frio, a única coisa em que pensava era fugir. Não podia acontecer aquilo, não podia! Começou a correr e se escondeu atrás de uma das caixas. O policial começou a procurá-la com o cassetete na mão, gritando:
- Vamos! Apareça! Será pior para você, quando eu te encontrar...
Liv nem respirava, como se com esse simples gesto, ele a encontrasse.
Enquanto isso, Fin tentava achar Liv com todas as forças, precisava tirá-la dali, ele tinha idéia do que iria acontecer se não chegasse logo.
- Quando eu te encontrar... – ele passou perto dela batendo nas caixas que estavam a escondendo. – Te achei sua vagabunda! Vem aqui! – ele a segurou com força puxando-a.
- Não! Por favor, eu não fujo mais! Juro! Não, isso não!
- Cala a boca! Agora vou te mostrar do que você precisa sua cadela imunda!
Ele a fez cair sentada no chão, encostada na parede, e a algemou nas grades da porta, enquanto abria o zíper da calça.
- Não, não, não! – o rosto de Liv estava virado para o lado, ela implorava para que ele parasse! Não podia acontecer! Era um sonho, pesadelo, um inferno!
- Olhe para mim! – ele segurou seu queixo fazendo-a virar o rosto e encarar seu membro. – Vai, mostre-me do que é capaz! – ela implorava com lágrimas nos olhos, o desespero tomando conta de todo o seu ser.
- Não!!! Por favor! Não! Pare!! Pare!! – mas ele não parava. Segurou seu queixo a trazendo para mais perto, quase encostando o rosto...
E do outro lado Fin tentava abrir a porta... Mas a chave estava emperrando...
- Vai!
- Pare!! – ela chorava e implorava desesperada.
- PARE! – gritou Fin, atrás do policial com uma arma apontada para sua cabeça.
- O que é? Quer disputá-la comigo?
- Não, essa é a detetive Benson. – Liv, recuperando-se, levantou um pouco.
- Quem é a cadela imunda agora? – ela disse cheia de ódio no olhar.
- Flash Out –
Todos estavam completamente sem palavras depois do relato da Casey. E Fin concordava em cada vírgula, pois fora ele que havia impedido que uma tragédia tivesse acontecido.
- Isso foi... – começou um.
- Horrível! – completou outro.
- Sim. – disse Fin. – Uma experiência a qual todos querem esquecer, mas que é praticamente impossível.
- Por isso que eu sempre admirei a detetive Benson! – o comentário veio do faxineiro que estava encostado no batente da porta.
- O que você quis dizer com isso? – perguntou John. Liv apareceu naquele instante, parando na porta como se fosse dizer algo, mas ao ouvir o faxineiro começar a falar, ficou quieta sem que ele a percebesse ali, então ele continuou:
- É que eu sempre vejo a detetive o tempo todo, durante muito tempo, e a admiro muito. Por sua coragem, por ser durona, não admitir que mexam com ela. Saber ser sensível, mas ao mesmo tempo mandona e durona. Não leva desaforo para casa, sabe mandar e sabe obedecer. É uma grande pessoa e ótima detetive e por isso está aqui há tanto tempo. Consegue ser divertida e saber a hora de parar. E, além disso, a parceria dela com o detetive Stabler é perfeita. Eu não sou ninguém para dizer isso, mas os observo há muito tempo, e posso garantir-lhes que melhor parceria não há. Eles se completam.
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