Casalzinho Meigo: Rola ou não Rola?
12 Capítulo 12
A estação trocou a música, e agora que eles não diziam mais nada, conseguiram prestar atenção a música que começava.
Era um ritmo animado, gostoso de se ouvir.
“Estava andando no banco do passageiro com meu cabelo desarrumado
no assento da frente do seu carro
Ele tinha uma mão no volante,
E a outra em meu coração,
Olhei em volta, desliguei o rádio,
Ele disse baby há algo errado?
Eu disse nada, estava só pensando como nós não temos uma canção
E ele disse...”
Liv olhou discretamente pelo canto do olho para ele, e deu uma risadinha.
- O que foi?
- Eu me lembrei de antigamente na Squad.
- Ah é?
- Aham! Essa música... Me lembrou de como éramos mais felizes naquele tempo, mais despreocupados.
- É, eu sinto falta daquele tempo.
- Eu também.
“Nossa canção é o barulho da porta batendo,
Saindo tarde, batendo de leve em sua janela,
Quando nós estamos no telefone e você falando bem baixo,
Porque está tarde e sua mãe não sabe,
Nossa canção é a maneira que você ri,
O 1º encontro,\"cara, eu não beijei ela, mas deveria\"
E quando cheguei em casa... antes que eu disse amém,
Pedindo para Deus se tocaria (nossa canção) de novo.”
Elliot, enquanto prestava atenção á letra da música, não pôde deixar de transparecer um sorriso nos lábios e um brilho no olhar. Por que? Bom, porque era simplesmente verdade tudo o que a música dizia.
Liv percebeu e perguntou, olhando pela janela:
- Gostou da música?
- Me identifiquei com ela.
- Ah é?
- Sim, ela me lembra alguém.
Liv ficou quieta alguns instantes, pensando que gostaria que ela fosse aquela garota. E parecendo que ele adivinhou seus pensamentos, completou:
- Um alguém á qual costumava me dar aquelas risadas que só ela sabia dar. Aquela risada gostosa de se ouvir. Que eu amava, e quase nunca mais vi.
Involuntariamente um sorriso formou-se nos lábios dela. E mesmo sem vê-lo, Elliot tinha certeza que ela sorria. Ele sabia.
“Estava andando na varanda de passo em passo
Tudo naquele dia
Tinha dado tudo errado ou sido ignorado,
E perdida e jogada fora,
Fui pela corredor, bem no caminho para minha amada cama,
Que quase não notei todas as rosas,
E o bilhete que dizia...”
- Hey, bem que eu gostaria de encontrar um bilhete de alguém especial.
- Jura?
- Claro Honney.
- Bom, bom saber.
- Por que?
- Nada não.
- Eu odeio quando você me deixa curiosa sabia?
- Sabia =P. E eu adoro quando você deixa transparecer sua garota interior.
Isso a fez parar de rir.
- Eu gostaria de poder fazer isso mais vezes.
- E porque não faz?
- Porque eu não sou mais uma garota. Eu já cresci.
Ficou um silêncio, e então ele disse:
- Eu gostei bem dessa música. Se encaixaria entre parceiros também?
- Quem sabe? – ela respondeu, um pouco melhor. Ele sempre conseguia a deixar melhor.
Depois eles continuaram trabalhando, até que em um momento do dia, estavam vasculhando uma casa quando Elliot bate com a mão na testa.
- Que raiva!
- Que foi Ell?
- Eu tinha que estar agora em casa. Hoje é a consulta da Kathy e eu me esqueci completamente.
- Se você quiser, eu posso levá-la.
- Jura que você faz esse favor pra mim?
- Claro honney!
- Muito obrigado. – Liv pegou sua bolsa e saiu com o carro. Buscou a Kathy em casa e levou-a ao médico. Tudo estava bem, e a espera pelo bebê acabaria logo.
Quando estavam voltando do médico, Liv ao volante e Kathy no banco do carona, Elliot ligou:
- Alô?
- Oi Liv é o Ell.
- Oie.
- Aí, como estão as coisas?
- Bem. Seu filho logo, logo virá ao mundo. Os exames deram tudo certo.
- Obrigado mesmo Liv.
- Posso falar com ele? – perguntou Kathy.
- Claro. – ela passou o telefone para a mulher dele.
- Oi amor.
- Oi querida! Como você está?
- Bem obrigada! O médico disse que já está por vir.
- Ai que bom! Me desculpe não poder estar aí.
- Tudo bem, a Olívia está cuidando bem de mim.
- Que bom! Agora tenho que ir.
- Ok. Te Amo Elliot. – nesse momento, Liv desviou o rosto para a janela. Em pensar que ela poderia estar dizendo aquelas palavras...
- Também te amo Kathy. – eles desligaram o telefone e Kathy o devolveu para Liv.
- Pronto, já já estamos na sua casa.
Olívia ia passar por um cruzamento, quando na outra rua um carro vinha dirigindo em alta velocidade, provavelmente o cara estava bêbado. Na hora que o carro de Liv passou, o do cara também passou fechando o delas e batendo com toda força do lado do passageiro. O airbag abriu, e por um momento Liv ficou desacordada. Quando deu por si, olhou do seu lado, e Kathy continuava desacordada.
- Kathy, Kathy! – Liv a chacoalhava, mas ela não acordou. Olhou em volta, fumaça saindo do carro. Pegou o rádio e ligou para a central, falando o que havia ocorrido e pedindo socorro. Depois, quebrou o vidro com o cotovelo, e saiu pela janela. Logo escutou as sirenes e os carros da polícia e da ambulância parando ali do lado.
- Você está bem moça? – vários enfermeiros começaram a descer.
- Sim sim. Mas a moça que está no carro...
Eles foram lá vê-la e alguém ligou para avisar o Stabler...
- Alô?
- Stabler, parece que o carro em que a Det. Benson estava sofreu um acidente.
- Como? – ele começou a desesperar-se.
- Isso mesmo. – o cara disse o lugar em que tudo aconteceu.
- Estou indo pra aí imediatamente. – desligou o celular. Fin chegou ao seu lado.
- O que houve?
- A Liv e a Kathy sofreram um acidente! Estou indo pra lá.
- Vamos embora. – os dois entraram no carro e Elliot dirigia o tempo todo pedindo á Deus que elas estivessem bem.
De volta ao local do acidente, Liv entrou novamente pela janela, e Kathy começou a acordar. Estava cheia de sangue pelo rosto e corpo.
- O que houve... O que...
- Calma Kathy! Você está bem?
- Sim... – Ela tentou se mexer, mas não conseguiu. – Minhas pernas estão presas.
- Fique calma! Vamos tirá-la daí. – os bombeiros tentavam, mas nada do que fizessem conseguiria abrir o carro. E para piorar a situação...
- AIIII! AIII!
- O que houve Kathy?
- Liv... Aii... Estou tendo contrações.
- Calma. Mantenha-se calma. – na verdade ela mesma estava quase entrando em colapso. Mas começou a passar as mãos no rosto da Kathy.
Um dos bombeiros chegou para Liv e deu um soro para ela dizendo:
- Você vai ter que colocar esse soro na veia da moça. Você já fez isso antes?
- Não. Mas eu vou conseguir.
Liv tremia, mas com todo cuidado colocou o soro em Kathy. Os bombeiros disseram que só havia um jeito de tirá-las dali, que seria arrancando o teto do carro.
- Abaixem-se que iremos quebrar os vidros.
Liv abaixou-se protegendo Kathy. Eles quebraram os vidros e começaram a cortar a lataria do carro.
- AIII AII! Estão mais fortes!
- Calma, já sairemos daqui. Você ficará bem.
Eles arrancaram o teto e colocaram uma maca bem perto, conseguindo colocá-la na maca, foram transportá-la para a ambulância. Elliot chegou e desceu do carro.
- O que aconteceu vocês estão bem?
- Sim, Elliot. Eu vou com ela.
Liv entrou na ambulância junto com Kathy e um enfermeiro. Kathy já estava nas dores do parto, e as contrações cada vez mais fortes. Ainda mais que estava na posição de parir mesmo...
- Não vai esperar chegar no hospital. Vai nascer aqui mesmo.
- AIII AIII! – Kathy gritava e Liv segurou sua mão.
- Calma. Faz força, vai nascer! Respira! – Liv estava com uma enorme felicidade, uma enorme ansiedade tomando conta de seu ser.
- Estou vendo a cabecinha! – Kathy gritava de dor, mas com um quase sorriso nos lábios.
- Está nascendo Kathy! Seu filho! – Liv sorria de felicidade também. E então... O bebê veio ao mundo.
- Um lindo menino! – disse o enfermeiro. Cortando o cordão umbilical e o enrolando em um pano. Kathy o viu e começou a sorrir. Mas sua respiração estava dificultosa, precisariam chegar logo no hospital.
O enfermeiro deu a criança para Liv segurar. Ela o segurou olhando bem para o neném, uma emoção enorme tomando conta de si, era a primeira vez que participava de um parto. Enrolou o menino na manta e continuou olhando para ele, com um sorriso nos lábios.
No hospital...
Elliot chegou correndo e entrou na saleta onde Kathy estava com o bebe.
- Elliot!
- Oi amor. Como está? – ele ficou perto dela.
- Melhor. – ele olhou em seus braços e viu o pequenino bebê. – Seu filho, Ell.
- Posso... Posso segurá-lo? – em seus olhos algumas lágrimas de felicidade.
- Claro. – ele o segurou e deu um enorme sorriso.
- Estamos bem, graças a Liv.
Ele ficou por mais um tempo lá. Depois, saiu do quarto, encontrando Liv parada ali perto. Deu um suspiro.
- Como eles estão?
- Bem. – no rosto dela havia uma mistura de sentimentos estampados em um sorriso. Nos dele, um grande alívio e agradecimento.
Em sua cabeça, milhões de pensamentos fervilhavam. Ele ia passar por ela quando um pensamento passou rápido pela sua cabeça. Então, segurou na cintura dela, virando-se e a virando, abraçando-a bem forte.
Naquele momento, tudo o que estava ao redor deles desapareceu. Ela fechou os olhos aproveitando aquele momento, e ele fez o mesmo gesto. Tudo o que estava entalado na garganta deles durante tantos anos, parecia que saia naquele simples abracinho meigo.
Depois de um tempo, soltaram-se olhando nos olhos um dos outros.
Os olhos de Liv brilhavam de felicidade.
- Então, qual o nome dele?
- Elliot Junior.
Eles começaram a andar um ao lado do outro.
- Tudo o que o mundo precisa. Mais um Elliot Stabler.
Eles se olharam nos olhos, cúmplices. Ninguém mais entenderia o que eles entenderam, sem precisar uma palavra.
- Flash Out –
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